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Corinthians faz 3 a 1 no Alianza Lima e está na semi da Libertadores Feminina

Foto: divulgação Conmebol

Comemoração em um dos gols do Timão

O Corinthians está na semifinal da Libertadores Feminina 2021. Na noite deste sábado, dia 13, no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção, no Paraguai, as Mosqueteiras confirmaram o seu favoritimos e venceram o Alianza Lima, do Peru, pelo placar de 3 a 1. O Timão vai encarar o Nacional do Uruguai na próxima etapa do torneio.

As mosqueteiras foram as líderes do Grupo D, com nove pontos, vindos de vitórias sobre San Lorenzo (2 a 0), Nacional (5 a 1) e Deportivo Capiatá (4 a 0). Já as peruanas foram as segundas colocadas do Grupo C, com seis pontos. Elas estrearam com derrota para o Deportivo Cali, por 2 a 0, e depois venceram Universidad de Chile, por 1 a 0, e Real Tomayapo, por 5 a 0.

O Corinthians começou o jogo com tudo e logo no primeiro minuto abriu o marcador, com Tamires. Porém, quem esperava mais um jogo com domínio total do Timão, se enganou. O Alianza Lima foi para cima e empatou aos 13', com Dorador.

O jogo ficou igual, com as duas equipes procurando fazer o segundo. Aos poucos, a qualidade do Alvinegro foi sendo imposta e já nos acréscimos da primeira etapa Victória marcou, colocando o Corinthians em vantagem. Com isto, a partida foi para o intervalo com o placar de 2 a 1.

O segundo tempo foi mais tranquilo para o Timão. Dominando as ações, o Corinthians foi envolvendo o Alianza Lima e chegou no terceiro aos 8 minutos, novamente com Victória. Depois, o Alvinegro continuou dominando, perdeu chances e o placar final foi de 3 a 1 para as brasileiras.


Agora, o Corinthians vai encarar o Nacional, que venceu o Deportivo Cali, também neste sábado, pelas semifinais da competição. O jogo está marcado para a terça-feira, dia 16, no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção, em horário ainda a ser definido. Na outra semi, Ferroviária e Santa Fé decidem a outra vaga na decisão na segunda-feira, dia 15.

TAS pune Carlos Stein e evita rebaixamento do Alianza Lima no Peru

Foto: AFP

Alianza Lima evitou rebaixamento nos tribunais

Rebaixado no Campeonato Peruano da temporada 2020, após fazer péssima campanha, o Alianza Lima vinha desde a confirmação do descenso apelando para tribunais para evitar a queda, apoiado com certa razão nos regulamentos financeiros que deveriam punir o Carlos Stein. Agora, os Grones obtiveram uma vitória definitiva no Tribunal Arbitral do Esporte, o TAS, obrigando a Liga Peruana a retornar o clube a primeira divisão e rebaixar o Stein.

A situação toda tem origem já na confirmação do rebaixamento, em dezembro de 2020. O Alianza brigou rodada à rodada contra o Carlos Stein para conseguir permanecer na primeira divisão, apresentando já no ato da queda uma apelação ao departamento de Concessão de Licenças da Liga Peruana. Porém, o pedido foi ignorada, o que fez o Alianza ir ao TAS.

Depois de meses, o júri do TAS decidiu que o Íntimo tinha razão em suas alegações. Assim, o tribunal determinou que se cumpra imediatamente a perda de dois pontos e o rebaixamento devido a falha do Carlos Stein de cumprir com as obrigações contratuais com seus jogadores, descumprindo assim o artigo 76.1 do regulamento. Portanto, a pontuação do Stein cai para 25 pontos, contra 27 do Alianza, o que salva o segundo maior campeão peruano.

Agora, o problema cai sobre a cabeça da Federação Peruana de Futebol, que começou o campeonato no último final de semana, tendo o Carlos Stein inclusive jogado contra o Alianza Atlético e tendo um jogo marcado contra o Deportivo Municipal no sábado. A entidade máxima do futebol do país ainda não se pronunciou sobre como agirá.


Não é a primeira vez que o TAS contraria uma decisão de confederação local em seu julgamento. Um dos casos recentes e mais famosos ocorreu na conhecida eliminação do Santos para o Independiente, na Libertadores de 2018, quando o tribunal suíço deu razão a argumentação do Alvinegro Praiano de que a "culpa" seria da Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol.

Porém, a decisão daquele caso acabou não mudando nada efetivamente na competição, servindo apenas para tecnicidades de ranking de clubes. No caso do Campeonato Peruano, a decisão mudará efetivamente a competição, já que o Alianza terá de ser retornado a primeira divisão.

A história escrita negativamente - O Alianza Lima está rebaixado no Peru

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução/Movistar

O Alianza Lima foi rebaixado no Campeonato Peruano

O rebaixamento é muitas vezes uma página extremamente triste e negativa na história de um clube de futebol, principalmente quando este é considerado como um dos grandes de seu país. A exceção da Inglaterra, onde todos os clubes já caíram alguma vez, ao redor do mundo a alcunha de nunca rebaixado é motivo de orgulho para muitas torcidas. Alguns clubes, porém, mesmo grandes, passam por esse martírio mais uma vez, mesmo que em eras diferentes do futebol. O Alianza Lima, um deles, foi rebaixado neste sábado, dia 28, no Peru. 

Já vindo mal das pernas há algum tempo, o tradicional clube peruano se via próximo de um rebaixamento como não havia acontecido na era profissional. Sem contar com o apoio de sua torcida em meio a pandemia, os Potrillos dependiam só de sí para não serem rebaixados na última rodada, mas acabaram derrotados pelo Sport Huancayo por 2 a 0 e acabaram descendo para a segunda divisão, depois de uma campanha terrível na classificação geral do Apertura e Clausura. A derrota causou confronto entre torcedores revoltados e o policiamento nos arredores do Estádio Nacional de Lima. 

Este não foi exatamente o primeiro descenso da equipe roxa e branca. Em 1938, quando o Peru ainda sequer vivia a era do profissionalismo, o Alianza Lima acabou rebaixado após um péssimo campeonato na Liga Peruana, indo jogar a chamada Primeira Divisão de Lima, numa segunda divisão regionalizada. Sem sustos, a equipe subiu para a primeira divisão de novo em 1939, lotando seus jogos pelos pequenos campos onde jogava, já que, mesmo no amadorismo ainda, o Alianza já era um fenômeno de popularidade.

Outro clube que vem mal das pernas, mas que conseguiu se salvar, pelo menos em 2020, foi o Universitário, que já havia fugido da queda em 2018 fora das quatro linhas. Vivendo uma crise já há alguns anos, um dos maiores rivais do rebaixado Alianza tenta recuperar seus dias de glória num país onde era um dos grandes que dividia o protagonismo nacionalmente.


Já os Rodillos Negro, chamados inclusive de Íntimos de la vitória devido a sua grandeza, agora terão de amargar o duro caminho do retorno a elite do futebol peruano, contando que não ocorra uma virada de mesa, o que aliás não é exatamente comum no Peru, apesar do caso do Universitário em 2018. Como tantas outras ao redor do planeta, a torcida dos Grones terá de viver o árduo martírio da segunda divisão, que costuma ser uma catarse de aproximação entre torcedor e equipe, pelo menos no Brasil. O apoio de sua gente será essencial para que o Alianza volte a primeira divisão o mais rápido possível, independente se dentro ou fora das canchas.

Paulo Autuori no Peru

Foto: arquivo Federação Peruana

Paulo Autuori dirigiu a Seleção Peruana entre 2002 e 2005

Técnico vitorioso no Brasil, campeão brasileiro em 1995, pelo Botafogo, e da Libertadores, em 1997, pelo Cruzeiro, e 2005, pelo São Paulo, Paulo Autuori, que está completando 63 anos neste 25 de agosto de 2019 e, atualmente, é gerente de futebol do Santos, teve uma passagem de sucesso pelo futebol peruano no início da década passada, que o fez chegar na seleção do país.

Tudo começou em 2001. Nesta época, ele já havia tido experiências fora do Brasil, mais precisamente em Portugal, onde dirigiu times pequenos na primeira passagem e depois o Benfica, após o título brasileiro com o Botafogo. O treinador desembarcou no Alianza Lima e ele foi muito bem, conquistando o título peruano, quebrando uma sequência de três anos de conquistas do Universitario.

Com o título, ele ficou cobiçado no mercado local e trocou de equipe, causando certa polêmica, já que ele deixou o Alianza Lima para dirigir o rival Sporting Cristal. Apesar das discussões se ele deveria assumir um rival direto, Paulo Autuori teve sucesso mais uma vez e conquistou o bi-campeonato peruano pessoal.

Em alta, com dois títulos nacionais seguidos, a Federação Peruana de Futebol o convidou para dirigir a Seleção, com a missão de tentar levar o Peru para a Copa do Mundo de 2006, algo que não se conseguia desde 1982, com um outro brasileiro: Tim. Além disso, seria o comandante do time que disputaria a Copa América em casa.

Apesar da bela estreia nas eliminatórias, goleando o Paraguai por 4 a 1, em Lima, em 2003, o Peru não ia tão bem nas Eliminatórias. Assim, em 2004, ele passou a renovar a equipe. Primeiro, convocou Farfán, que jogou a Copa América diante da torcida, onde os peruanos caíram nas quartas para a Argentina.

Depois da Copa América, apostou ainda mais na renovação e convocou um centroavante de 20 anos, que, na época, defendia o Bayern de Munique B e que tinha saído do país dois anos antes. O nome dele: Paolo Guerrero, que depois se tornaria o mais importante jogador peruano de sua geração.

"Quando convoquei o Guerrero, ele estava no Bayern B. E eu convoquei mesmo assim. Tomei porrada e ouvi o seguinte: "Como você vai convocar um cara que joga no time B do Bayern?" Aí eu fui duro na resposta: "É lógico que eu vou. A segunda divisão lá é muito mais competitiva do que a primeira aqui no Peru. Só isso". Paolo já mostrava muita qualidade", comentou Autuori em uma entrevista ao Lance!

Apesar disto tudo, Autuori não conseguia colocar o Peru na zona de classificação para a Copa do Mundo e final de março de 2005, após derrota para o Brasil, fora, e empate com o Chile, em casa, ele saiu da Seleção Peruana. O Peru ficou em penúltimo nas Eliminatórias, ao fim, ficando à frente apenas da Bolívia. Já Autuori se deu bem: assumiu um São Paulo que recém conquistou o Campeonato Paulista já montado por Emerson Leão, que foi para o Japão, e conseguiu ser campeão da Libertadores.

O Curioso do Futebol

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