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Tetracampeão da Libertadores pelo Independiente, Miguel Ángel "Zurdo" López morre aos 83 anos

Com informações do Footboom
Foto: arquivo

Entre 1972 e 1975, Miguel Ángel López ganhou todas as Libertadores do período com o Independiente

O futebol argentino, especialmente o querido Club Atlético Independiente, foi atingido por uma triste notícia: a perda de uma de suas figuras mais emblemáticas. Miguel Ángel 'El Zurdo' López nos deixou aos 83 anos em Barranquilla, Colômbia, após enfrentar complicações de saúde que arrebataram de nós este gigante do esporte.

Nascido em 1º de março de 1942, na pacata cidade de Villa María, Córdoba, López não apenas jogou futebol; ele transformou cada partida em poesia em movimento. Sua jornada começou nos campos de terra do Unión Central antes de se destacar no Universitario de Córdoba, até emergir sob os holofotes do Estudiantes de La Plata, em 1964.

López fez história em suas passagens pelo Ferro Carril Oeste e pelo grandioso River Plate, onde sua presença nas finais consecutivas de 1968 a 1970 deixou marcas indeléveis no coração dos torcedores. Mas foi no Independiente que ele se eternizou como mito, entre 1971 e 1975, conquistando quatro Libertadores.

Vestindo a mítica camisa do Rojo, 'El Zurdo' não era apenas um jogador, era um maestro. Fundamental para o título do Campeonato Nacional de 1971, ele se tornou uma lenda ao erguer quatro vezes a cobiçada Copa Libertadores, em confrontos épicos contra Colo Colo e Unión Española, cimentando seu status de ídolo eterno.

Como se não bastasse, López conquistou a Copa Interamericana e a Copa Intercontinental de 1973, em uma final antológica contra a Juventus, enriquecendo ainda mais seu invejável currículo vitorioso. Seus dias de glória como jogador se encerraram na luminosa Colômbia, onde brindou sua carreira com o título nacional de 1976 pelo Atlético Nacional de Medellín.


Como treinador, também se destacou. Moldou a carreira inicial de Maradona, em seu início de carreira pelo Argentinos Juniors, e conduziu o time a uma emocionante quase conquista do campeonato argentino em 1980.

Fez boas campanhas pelo América, conquistando dois mexicanos, pelo próprio Independiente, ganhando a Superocopa de 1995 e pelo Junior Barranquilla, campeão colombiano em 2004. Após pendurar as chuteiras táticas em 2014, depois de uma temporada vitoriosa com o Junior, ele fincou raízes no coração de Barranquilla, eternizado como uma lenda do clube.

Sua última aparição pública aconteceu em abril de 2024, momento de grande comoção quando o ex-goleiro uruguaio Sebastián Viera liderou uma campanha solidária para ajudar nos cuidados de saúde de López, que lutava contra problemas de saúde.

Luto! Morre Lima, o eterno Coringa da Vila, aos 83 anos

Foto: arquivo

Lima estava com 83 anos

Uma segunda-feira de luto para os torcedores do Santos FC. Morreu neste 3 de fevereiro, aos 83 anos, Lima, o eterno Coringa da Vila. O Santos FC decretou luto oficial de sete dias e bandeira hasteada a meio mastro. Informações sobre o velório e sepultamento serão divulgadas em breve.

Antônio Lima dos Santos, que nasceu em São Sebastião do Paraíso, em 18 de janeiro de 1942, um dos jogadores mais versáteis da história do futebol, jogando em várias posições como volante, lateral direito, esquerdo e zagueiro, e, por isso, tinha o apelido de "Coringa".

Ele iniciou a carreira no Juventus, onde se profissionalizou em 1959. Duas temporadas depois, ainda com 19 anos, desembarcou na Vila Belmiro, onde teve uma das carreiras mais belas da história do futebol, tendo conquistado tudo o que era possível.

O Coringa da Vila permaneceu no Peixe durante dez anos, de 1961 até 1971, onde atuou em 692 jogos, marcou 63 gols, sendo o 4º jogador do Alvinegro que mais vezes esteve em campo defendendo o time de Vila Belmiro, ficando atrás apenas de Pelé, Zito e Pepe.

Lima conquistou 22 títulos oficiais, além de inúmeros torneios. Os oficiais são: Mundial (1962/1963), Libertadores (1962/1963), Brasileiro (1961/1962/1963/1964/1965/1968), Torneio Rio-São Paulo (1963/1964/1966), Paulista (1961/1962/1964/1965/1967/1968/1969), Recopa Sul-Americana (1968) e Recopa Mundial (1968).

Pela Seleção Brasileira, Lima fez 18 jogos e marcou seis gols, defendendo a amarelinha na Copa do Mundo de 1966. O Coringa saiu do Santos em 1961 e ainda defendeu o Jalisco Guadalajara, Fluminense, Tampa Bay Rowdies e encerrou a carreira na Portuguesa Santista já no fim da década de 70.


Ao se aposentar, prestou diversos serviços ao Santos FC, como coordenador e treinador nas categorias de base. Confira a nota do Santos FC sobre o falecimento de Lima:
O Santos FC lamenta profundamente o falecimento de Lima, um dos grandes #ÍdolosEternos da nossa história. Nossos sentimentos aos familiares e amigos desta lenda alvinegra.

O Curinga da Vila, como sempre foi conhecido por ter sido o mais versátil jogador que o mundo já viu, defendeu o #MantoSagrado em 692 partidas, marcando 63 gols e conquistando 22 títulos. Após se aposentar, Lima continuou sendo crucial para o Santos, trabalhando nas categorias da base, função que exercia até os dias de hoje.

Palavras não serão suficientes para explicar a saudade que sentiremos do nosso ídolo. Obrigado por tudo, Seu Lima. Seu legado será honrado e respeitado para sempre. Descanse em paz.

Morre Osvaldo Domínguez Dibb, presidente de honra do Olímpia do Paraguai

Com informações do One Football
Foto: arquivo

ODD tinha 83 anos

Nome de larga importância, em especial, para o futebol paraguaio, o ex-dirigente Osvaldo Domínguez Dibb morreu aos 83 anos de idade. Não há maiores informações sobre qual foi a causa da morte. Ele era pai de Alejandro Domínguez, atual mandatário da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), além de presidente de honra do Olímpia paraguaio.

Nas redes sociais, Alejandro publicou uma sentida mensagem a seu pai exaltando o comportamento tanto enquanto ser humano como na função de figura marcante para o esporte em seu país. “Você foi um campeão, sempre corajoso, sempre aguerrido, sempre desafiador. Do nada ao topo, trabalhador incansável e admirável. Um verdadeiro campeão de tudo, da vida. Cristo o aguarda em sua santa glória. Obrigado por tudo. Descanse em paz, campeão! Nós o amamos sempre!”

Sendo presidente em duas oportunidades do Olimpia, Osvaldo tem uma inegável identificação com o laureado clube da capital do Paraguai. Em suma, foram 25 anos no comando do Decano entre dois ciclos distintos: entre 1974 a 1990 e entre 1995 até o ano de 2004.

Nesse ínterim, ODD (como também era conhecido) se consolidou como o mandatário mais vitorioso na história olimpista, conquistando os troféus mais importantes do clube. Além de 14 conquistas nacionais, constam nessa galeria as três taças da Libertadores, duas edições da Recopa e também o Mundial de Clubes, em 1980.


Na oportunidade, o Olimpia bateu o Malmo (Suécia) no modelo de decisão ainda disputado na casa dos dois finalistas. Vencendo, aliás, tanto em território sueco (1 a 0) como no Paraguai, por 2 a 1. O velório de Osvaldo Domínguez Dibb será realizado na tarde e noite do próximo sábado (3) bem como na parte da manhã e tarde do domingo (4).

Luto! Morre Sardinha, torcedor símbolo da Lusa

Foto: Cristiano Fukuyama

Leonardo Garcia, o Sardinha, tinha 83 anos

Luto na Associação Portuguesa de Desportos. Morreu neste domingo, dia 17, Leonardo Garcia, mais conhecido como Sardinha, aos 83 anos. Ele era figura certa nos jogos da Lusa no Canindé, sempre mostrando sua indignação com a arbitragem.

A Lusa, em suas mídias sociais, publicou nota informando a morte de Sardinha, "A Associação Portuguesa de Desportos vem a público, com profunda tristeza e imenso pesar informar a morte do senhor Leonardo Garcia, aos 83 anos".

Torcedor apaixonado e símbolo de resistência e resiliência, ficou conhecido por todos por um apelido que ele nunca gostou: Sardinha! Ele foi uma referência nas arquibancadas do Canindé e por onde passou acompanhando a sua Lusa.


"Sua paixão pela Portuguesa vinha na mesma intensidade da sua bronca com a arbitragem, duas marcas desse torcedor que nos deixa um enorme vazio. A Portuguesa e toda sua torcida se solidarizam aos familiares e amigos nesse momento de consternação", terminou a nota.

Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.

A história do goleiro Gainete no Inter

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Gainete no Inter

Hoje casa do excelente goleiro Rochet, o Inter já teve defendendo suas traves diversos grandes goleiros do futebol brasileiro, como Manga, Carlos Germano, Taffarel e mais recentemente Alisson Becker. Seja formando em sua base ou trazendo como contratações, o Colorado já teve gente muito competente como seu camisa 1, que é o caso do histórico Gainete, que completa seus 83 anos neste dia 15 e fez história defendendo o gol do gigante gaúcho. 

Gainete chegou ao Inter no início dos anos 1960, mais precisamente em 1962, depois de fazer um excelente campeonato gaúcho pelo Guarany de Bagé, modesto time do interior do estado. Sua primeira passagem pelo clube durou até 1964, num período onde começava uma dominação completa do Grêmio no cenário do futebol local. Em 1965 acabou sendo emprestado ao Vasco.

Retorna ao Colorado em 1966 e a partir daí começa a cair mais nas graças do torcedor. Passa a defender com paixão e com qualidade a meta colorada, sendo visto por quem estava nas arquibancadas como alguém que era semelhante em campo. Várias vezes foi pivô de confusões em GreNais, principalmente em discussões com o não menos passional atacante Alcindo, um dos maiores ídolos do lado azul de Porto Alegre.

Viveu uma de suas grandes histórias em 1969, no primeiro GreNal do Beira Rio, que recém havia sido inaugurado oficialmente. Naquele dia, diante de uma confusão no campo, Gainete chegou acertando uma voadora em dois jogadores gremistas. Naquele mesmo ano, conquista seu primeiro título pelo Colorado, sendo campeão gaúcho. Em 1970, cria um recorde nacional ao ficar 3 meses sem sofrer gols em jogos oficiais. Foram 1394 minutos. 

Permaneceu no clube até 1972, conquistando os títulos gaúchos de 1970 e 1971, antes de ser negociado com o Athletico Paranaense, numa situação curiosa onde foi "demitido" do clube por ter ganhando uma camisa de presente que tinha mangas azuis. Passaria dois anos atuando no Furacão antes de retornar ao futebol gaúcho, jogando pelo Atlético Carazinho antes de pendurar as luvas.


No total, defendeu o gol do Inter em 410 jogos, sendo o 7º jogador com mais jogos pelo Colorado. Se tornou treinador e inda retornou ao clube nesta função, comandando a equipe entre 1977 e 1978. No banco de reservas, ganhou títulos pelo Vitória e pelo Goiás, mas ficou muito conhecido por comandar o Guarani vice-campeão do Brasileirão em 1986. 

83 anos do Eterno Rei Pelé

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

O Rei Pelé

Eterno Rei Pelé. Infelizmente, não está mais entre nós o maior nome da história do futebol mundial, aquele inspirou muitos dentro e fora de campo, superando barreiras e gerações. Nesta segunda-feira completaria 83 anos, mas acabou falecendo no final do ano passado, vítima de um câncer. 

O que falar de Pelé? É difícil em palavras falar sobre sua história e tudo o que significa para o Brasil e pro futebol mundial. Sem dúvidas nenhuma, é o maior nome do nosso país, mesmo depois de anos aposentado, e até mesmo sem estar entre nós.

Como jogador, construiu uma das histórias mais lindas, começando como um jovem com um super potencial, e se transformou na maior figura do esporte mundial, não só do futebol. Pelé inspirou milhões, parou uma guerra e ganhou o respeito de todos.

É completamente impossível resumir a carreira de Pelé, e falar de todos os seus feitos de forma rápida, mas não custa tentar. O Rei foi fundamental para o Brasil ser reconhecido como o “País do futebol”, sendo importantíssimos nas três conquistas de Mundial que participou pela seleção brasileira.

Aos 17 anos, mostrou toda sua categoria para o mundo, quando fez uma brilhante Copa do Mundo. Naquele momento, o Rei mostrava a sua cara para o futebol mundial, e deixou todos surpreendidos, com aquele jovem rapaz fazendo mágica dentro de campo. 

Pelo Santos, o jogador construiu praticamente toda sua carreira, fazendo todos pararem para ver aquele time jogar. A equipe tornou-se a mais temida e a mais desejada pelo público, pois todos queriam assistir de perto o maior jogador de todos os tempos. 

Pelé construiu um legado que poucos construíram ou vão construir, eu diria que é quase impossível chegar ao nível que o Rei chegou. Mesmo sem estar entre nós, o seu nome é falado e homenageado o tempo todo, o que mostra o tamanho do seu legado. 

No último sábado, foi inaugurado um píer em homenagem a Pelé, em São Vicente, e contou com a presença de diversos amigos e ídolos do Santos. Além disso, as torcidas organizadas do Santos também estiveram no local, fazendo uma grande festa ao Rei. 


Mas as homenagens não pararam por aí. O primeiro aniversário de Pelé após sua morte terá mais comemorações. As torcidas organizadas do Santos vão fazer uma grande festa, em Santos, em homenagem ao maior ídolo da história do clube.

Além disso, a cidade de Santos fez uma programação especial na cidade para homenagear o Rei. Essas são algumas das muitas homenagens que Pelé vai receber e vem recebendo. 

Edson nos deixou, mas Pelé vai ser para sempre eterno nos nossos corações. Toda vez que falamos de futebol, falamos de Pelé, toda vez que falamos de gols, falamos de Pelé, toda vez que falamos de algum lance, falamos de Pelé, pois futebol e Pelé são e vão ser para sempre sinônimos.

George Cohen, campeão do mundo em 1966, morre aos 83 anos

Com informações da AFP
Foto: arquivo

George Cohen na época em que defendeu a Seleção Inglesa

Campeão mundial com a Inglaterra em 1966, o lateral-direito George Cohen faleceu aos 83 anos de idade, anunciou nesta sexta-feira (23) o Fulham, clube que o ex-jogador defendeu por anos. "Todos no Fulham estão profundamente tristes ao saber da morte de um dos nossos maiores jogadores - e um cavalheiro - George Cohen", escreveu o clube de Londres em seu site.

Com 37 partidas pela Seleção Inglesa, Geroge Cohen foi titular em todos os jogos da Inglaterra na conquista de seu único título mundial, quando o país disputou a Copa do Mundo em casa em 1966, vencendo a Alemanha na decisão, em Wembley.

Ídolo do Fulham, o defensor jogou durante toda a sua carreira no clube de Londres. Foram 459 partidas entre os anos de 1956 e 1969, antes de uma lesão no joelho provocar sua aposentadoria no futebol. Uma estátua em sua homenagem foi inaugurada diante do estádio Craven Cottage em 2016.


Com a morte de Cohen, apenas dois titulares da conquista mundial de 1966 estão vivos, Geoff Hurst, de 81 anos, autor de três gols na final histórica contra a Alemanha (4-2), e Bobby Charlton, ídolo do Manchester United de 85 anos, sobrevivente de um acidente aéreo e um dos maiores artilheiros dos 'Red Devils Vermelhos' e da seleção inglesa.

Luto no jornalismo esportivo santista - Morre Sylvio Ruiz, 'O Verdadeiro'

Foto: reprodução

Nos últimos anos, Sylvio Ruiz era comentarista do programa Esporte por Esporte

O jornalismo esportivo da Baixada Santista está de luto. Um de seus ícones faleceu na noite de quinta-feira, dia 25: Sylvio Ruiz Massa, conhecido como 'O Verdadeiro'. Aos 83 anos, ele estava internado no Hospital Santo Expedito em Santos, e morreu por uma infecção generalizada.

O radialista iniciou sua carreira em 1959 e trabalhou nas rádios Nacional (SP), Atlântica, Cacique e Guarujá (Santos) e Exelcior, que se transformou em Sistema Globo de Rádio – e na Rádio Guarujá. Na televisão, Sylvio Ruiz atuou na TV Paulista, Record e teve participação especial na emissora educativa Santa Cecília TV no programa Esporte por Esporte. Ele brilhou ao lado de dois gênios, o mestre Pedro Luiz Paulielo, na famosa Rádio Nacional, e depois com o Pai da matéria Osmar Santos, já na Rádio Globo.

Sylvio Ruiz também gostava de escrever e defender a classe de jornalistas. Trabalhou nos jornais Diário Popular, Alvinegro, Ondas de Praia Grande, Gazeta Metropolitana e Espaço Aberto. Além disso, ele fundou a Associação dos Cronistas Esportivos de Santos (Acesan). Ele foi membro da Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil (FENAJ).

'O Verdadeiro' - O apelido de 'O Verdadeiro' foi dado a ele pelo amigo e narrador esportivo Osmar Santos, por conta das informações precisas e verdadeiras nas coberturas dos assuntos do Santos Futebol Clube. O reconhecimento também veio do próprio clube que, em outubro de 2016, entregou uma placa o homenageando pelos serviços prestados durante o aniversário de 100 anos da Vila Belmiro.

No sistema Globo/Excelsior criou bordões que ficaram na memória de uma legião de ouvintes: “ate já amigos, boa gente, meu camaradinha e ponto final” no encerramento no noticiário. Sylvio Ruiz foi uma das referências na cobertura do Santos Futebol Clube.


Atualmente uma das referências do jornalismo esportivo da região, o jornalista Eduardo Silva disse que ele sempre ajudava os profissionais mais novos na cobertura do Peixe. "Eu fui um desses “focas”. Cheguei na Vila sem saber nada e fui recebido por um generoso Sylvio, que abria sua agenda e passava as informações para todos. Eu achava o máximo. Aquele repórter famoso que eu ia na Vila pra ver trabalhar me chamava pelo nome e me tratava como se eu fosse um profissional. Eu era tímido, tinha vergonha até de falar com ele. Mas era tanto carinho, tanta atenção, que até me sentia capaz de tentar", explicou.

O velório de Sylvio será nesta sexta-feira, dia 26, na Beneficência Portuguesa de Santos, das 11 até às 15 horas. O enterro é no Cemitério do Paquetá, logo em seguida, após cortejo fúnebre.

O Íbis na elite e as (poucas) vitórias contra o trio de ferro pernambucano

Foto: arquivo

Equipe dos anos 80, da fase "pior time do mundo"

O Íbis Sport Club está vivendo um raro momento de glória em sua história. No domingo, dia 14, conquistou o acesso para a elite do Campeonato Pernambucano, ao empatar e 2 a 2 com o Petrolina, fora de casa, e nesta segunda-feira, dia 15 de novembro, o Pássaro Preto completa 83 anos de fundação. Apesar da fama de "pior time do mundo" a agremiação rubro negra já aprontou das suas no que é hoje a A1 estadual, inclusive tendo, poucas, é verdade, vitórias contra os grandes de Recife.

A primeira vitória contra um membro do trio de ferro pernambucano aconteceu no campeonato de estreia no estadual. Em 28 de agosto, o Íbis venceu o Sport por 5 a 4, no Aflitos. Porém, naquele mesmo ano, foi goleado pelo Náutico por 9 a 2. O cartão de visitantes se estenderia logo depois contra o mesmo Sport (6 a 0) e ao Santa (6 a 1). Ainda assim, naquele ano, existiu um time pior, o Moinho Recife.

Nos anos 40, apesar de estar longe de ser um time que brigava com os grandes, foram quando as vitórias aconteciam com uma frequência, digamos, um pouco maior que nas décadas seguintes. Em 1948, por exemplo, o Íbis venceu o Náutico duas vezes, em 29 de janeiro (1 a 0) e 1º de agosto (5 a 4), ambas nos Aflitos. E olha que o Pássaro Preto foi o lanterna no Campeonato Pernambucano.

O Íbis ficou quatro anos sem vencer um dos grandes do estado. Em 30 de novembro de 1952, o Pássaro Preto aprontou para cima do Sport, vencendo por 2 a 0 na Ilha do Retiro. Depois, o jejum de triunfo sobre o trio de ferro foi de quase nove anos, e a vitória de 16 de junho de 1961 foi sobre o Náutico, nos Aflitos.

Na década de 60, o Íbis ainda conquistaria mais duas vitórias sobre os grandes. Em 18 de julho de 1965, nos Aflitos, aconteceu a única derrota do Santa Cruz para o Pássaro Preto na história: 1 a 0. Já em 10 de maio de 1970 (sim, a década de 70 começou em 1971), o Sport foi derrotado pelo Íbis, por 1 a 0, no Arruda.

Na década de 70, as campanhas pioraram. O Íbis só não era rebaixado porque em muitos desses casos Pernambuco não tinha segunda divisão. Nos início dos anos 80, veio a fase mais crítica. Entre 1980 e 1984, com três anos e onze meses no período, o time ficou sem vencer um joguinho sequer. Foi nessa época, com o folclórico Mauro Shampoo no ataque, em que o Pássaro Preto ganhou a alcunha de "pior time do mundo".

Com a criação da segunda divisão estadual, o Íbis foi rebaixado em 1994. Porém, em 1999, o Pássaro Preto foi vice-campeão do acesso (assim como nesse ano) e voltou para a elite em 2000, aprontando novamente para cima do Náutico, sua vítima preferida em se tratando de trio de ferro: 1 a 0, nos Aflitos, em 25 de março. Mas, nesse ano aconteceram goleadas e a equipe acabou sendo rebaixada, mas em 2022 o Íbis volta à Série A1 do Pernambucano.


Em 107 anos de disputa do estadual, o Íbis é o 7º clube com mais participações no campeonato. Ao todo, 46. Porém, ganhou apenas 12% dos 678 jogos que fez, indo mal quase sempre. Com -1.488, o clube tem, disparado, o pior saldo de gols entre os 64 times que já jogaram o Pernambucano desde 1915. Das 83 vitórias que teve na elite estadual, oito foram contra o trio de ferro, sendo quatro contra o Náutico, três contra o Sport e apenas uma contra o Santa Cruz.

Para encerrar, o Íbis é a equipe que mais vezes foi lanterna na competição: 24 vezes, nos anos de 48, 50, 53, 60, 62, 63, 64, 68, 69, 70, 72, 75, 78, 79, 80, 81, 82, 87, 88, 89, 90, 91, 93 e 94. Será que em 2022 será diferente? É o que veremos!

83 anos da Ilha do Retiro, a casa do Sport

Com informações do Sport Recife
Foto: Williams Aguiar / Sport

A Ilha do Retiro, o estádio do Sport Recife, está completando 83 anos

Casa de todos os rubro-negros, o Estádio Adelmar da Costa Carvalho, a Ilha do Retiro, completa 83 anos de fundação neste 4 de julho. Um templo em concreto, com alicerces impregnados de “Cazá, Cazá”. E a turma da fuzarca, que atualmente representa uma legião de quase 2 milhões de torcedores, viu nesse palco títulos nacionais, estaduais e regionais. Além do estádio, a Ilha abriga um um complexo para os esportes olímpicos e amadores, qualificando-se como a maior estrutura de um Clube do Norte e Nordeste.

E durante toda essa caminhada, alguns momentos são inesquecíveis. Mostramos abaixo alguns desta gloriosa trajetória. Confira:

Jogo de estreia - Em 4 de julho de 1937, o esquadrão rubro-negro pisava pela primeira vez na Ilha do Retiro, dois anos depois da aquisição do terreno. E o palco da inauguração teve como protagonista um Clássico das Multidões. Sport e Santa Cruz jogaram um amistoso e os leoninos venceram por 6×5, em uma partida com 11 gols, sendo o primeiro deles marcado pelo rubro-negro Arthur Danzi. Uma vitória para começar com o pé direito no seu próprio estádio, antes mesmo de ter o nome que tem atualmente.

O primeiro jogo oficial foi na semana seguinte, no dia 11 de julho. Pelo Campeonato Pernambucano, o Leão empatou com o Tramways por 2×2.

Batismo - Ainda levando apenas “Ilha do Retiro” como nome, o estádio rubro-negro iria homenagear um grande rubro-negro. Durante a segunda reforma que o campo recebeu, durante o ano de 1953, e visando o cinquetenário do Clube, Adelmar da Costa Carvalho foi um dos que mais ajudaram financeiramente a reforma e, por isso, o estádio passou a levar seu nome. Na ocasião, foram contruídos um poço artesiano, campo de treinamento, bilheteria, ampliação de arquibancada e nova instalação de iluminação.

Maior público - O dia em que a Ilha do Retiro mais ferveu foi na final do Campeonato Pernambucano de 1998, que contemplou o maior público da história do Clube. O adversário era o Porto e o Leão venceu o jogo por 2 a 0, sagrando-se tricampeão estadual, com os gols marcados por Irani. Ao todo, 56.875 leoninos fizeram a festa. No mesmo ano, o Leão recebeu o Corinthians sob os olhares de 53.033 torcedores, sendo o segundo maior público.


Recebendo a Copa - A primeira Copa do Mundo no Brasil, em 1950, guarda muitas lembranças para o povo brasileiro até os dias de hoje. Para os rubro-negros, o Mundial traz também uma recordação histórica. No dia 2 de julho, a Ilha do Retiro recebeu o único jogo daquela Copa realizado fora do eixo Sul/Sudeste. O jogo Chile 5×2 Estados Unidos contou com a presença do então presidente da FIFA, Jules Rimet, nas tribunas de honra.

O jogo foi trazido para a Ilha graças a um esforço do Sport, em parceria com Prefeitura do Recife, Governo do Estado e Federação Pernambucana de Desportos, que organizaram com perfeição o duelo entre Flamengo e Fluminense na casa do Leão, em 1947. O clássico carioca em solo pernambucano deu ainda mais respaldo para que a Ilha do Retiro fosse palco de uma partida da Copa do Mundo.

Canarinho na Ilha - A Seleção Brasileira já jogou na Ilha por duas vezes! As partidas aconteceram contra a Seleção Pernambucana nos anos de 1956 e 1969, ambas em caráter amistoso. No dia 1º de abril de 1956, ocorreu o primeiro embate, quando o Brasil venceu Pernambuco por 2×0, com casa cheia no Adelmar da Costa Carvalho. Na época, a arquibancada frontal da Ilha ainda estava em construção. A renda da partida foi de Cr$ 601.970, mas o público oficial não foi divulgado – até então só os números da bilheteria eram revelados.

O segundo confronto foi em 13 de julho de 1969, com a Canarinho goleando os pernambucanos por 6×1. A partida contou com o rei Pelé em campo, perto de chegar ao milésimo gol da carreira. O astro foi cercado pela imprensa na ocasião. Além disso, sete paraquedistas da brigada aérea fizeram um pouso no gramado durante o intervalo. O público foi de 26.929 pagantes, com uma renda de Cr$ 282.114.

Estrutura - Com o estádio de capacidade para 29.300 pessoas, a Ilha do Retiro não se resume apenas a seu estádio. Atualmente, o Clube abriga um complexo aquático com piscina de medidas olímpicas para os atletas leoninos. Ginásio de futsal e basquete, quadras de vôlei, tênis e hóquei e salas de taekwondo, judô, futebol e tênis de mesa. Além disso, são três campos auxiliares que atendem os jogadores de futebol de base e futebol feminino, que também são atendidos pelos alojamentos.

No complexo futebolístico, o Clube possui vestiários com aparelhos de academia, fisioterapia e médico. Uma sala de imprensa para dar suporte à mídia local e conceder entrevistas coletivas, além de salas de apoio para a assessoria de imprensa.

Ilha como a "primeira casa" - Atualmente, a Ilha do Retiro tem cerca de 80 atletas hospedados. São dois alojamentos direcionados para os garotos da base e as meninas do futebol feminino profissional. Com alimentação montada pela nutricionista, os atletas fazem suas refeições dentro do próprio Clube e usufruem de toda a infraestrutura oferecida. Essa estrutura de ponta é um diferencial no momento de revelar jogadores e montar equipes fortes. Reativado este ano, o futebol feminino ganhou muitas atletas com as condições oferecidas.

“Aqui é a nossa casa. Trocamos ideias, conversamos, ficamos mais próxima enquanto equipe. A estrutura que o Sport oferece é fora de série e todas as meninas que vão chegando durante o ano ficam impressionadas. A Ilha do Retiro é um grande ponto de união”, disse a atacante Juliana, que está há seis meses no Clube.


É campeão! - Os dois maiores títulos da vitoriosa e centenária história do Sport Club do Recife foram conquistados justamente na temida Ilha do Retiro. A primeira decisão foi pelo Campeonato Brasileiro de 1987, que por conta do imbróglio jurídico só aconteceu no início do ano seguinte. Sport e Guarani disputaram a taça. Após o empate em 1 a 1, em Campinas, o estádio Adelmar da Costa Carvalho recebeu a finalíssima, no dia 7 de fevereiro.

Com gol do zagueiro Marco Antônio, o Leão venceu por 1 a 0 e proporcionou uma festa inesquecível à torcida, que não pensou duas vezes em invadir, em peso, o gramado. Outro dia que não sai da memória dos torcedores foi o 11 de junho de 2008. Data da finalíssima entre Sport x Corinthians, pela Copa do Brasil, quando o Maior do Nordeste conquistou o Brasil pela segunda vez.

Apelidada carinhosamente de “La Bombonilha”, a Ilha foi fundamental na conquista do título, já que em casa o time rubro-negro venceu todos os seus adversários por dois ou mais gols de diferença. Era justamente o que o Sport precisava para ser campeão. Com gols de Carlinhos Bala e Luciano Henrique, o Leão fez 2 a 0 nos paulistas se tornou o primeiro e único do Nordeste a levantar a segunda taça mais importante do país.

O Curioso do Futebol

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