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A passagem de Ademir de Menezes pelo Fluminense

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Ademir de Menezes jogou no Fluminense por duas temporadas

Ademir Marques de Menezes, popularmente conhecido apenas como Ademir de Menezes, ou Queixada, que nasceu há exatos 100 anos, no dia 8 de novembro de 1921, foi um dos maiores ídolos da história do Vasco da Gama e ainda artilheiro da Copa do Mundo de 1950. Porém, o atacante tem uma passagem pelo Fluminense, que aconteceu entre 1946 e 1947.

Após ser revelado pelo Sport, jogando entre 1939 e 1942 com a camisa do Leão da Ilha, atuar no Vasco da Gama de 1942 e 1945, onde se sagrou como um dos maiores jogadores da história do Gigante da Colina, Ademir chegou a pedido do treinador Gentil Cardoso no dia 29 de março, que desafiou os dirigentes do Tricolor das Laranjeiras ao proferir a frase “Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”, uma vez que já estava encantado pelo jogador após o campeonato carioca da temporada anterior. Para poder contar com o jogador em seu elenco, o clube precisou desembolsar cerca de 200 mil Cruzeiros.

Sua chegada coincidiu com o fato do clube Tricolor estar vivendo um momento muito bom. A partir do momento que vestiu a camisa do Flu, fez muito sucesso, além de ter a oportunidade de jogar junto de grandes jogadores como Orlando Pingo de Ouro, Careca, Rodrigues e Pedro Amorim. Mesmo rodeado de excelentes nomes, Queixada foi o maior destaque da equipe na conquista do "Supercampeonato" Carioca balançando as redes adversárias 24 vezes dos 97 tentos feitos pelo Tricolor nas 23 partidas disputadas no torneio. Inclusive, fez o gol do título diante do Botafogo na vitória por 1 a 0. Vale lembrar que naquele ano, o estadual ficou conhecido como o Supercampeonato Carioca porque quatro equipes ficaram empatadas em pontos na liderança. Para que houvesse um vencedor, foram disputas partidas extras para definir o campeão.

Fora o tento que significou o campeonato para o clube das Laranjeiras, outro momento marcante deste confronto foi quando o atleta foi de encontro ao treinador Gentil Cardoso e lhe deu um forte abraço, tirando lágrimas do comandante que havia prometido conquista de troféus com a vinda do atleta. No decorrer da campanha, o atacante teve chance de "tirar uma casca" do seu ex-clube e arrancar muitas vaias da torcida vascaína em São Januário com um belo gol driblando Barbosa, que jogaria o Mundial de 50 alguns anos mais tarde, e balançando as redes do Vascão.

No total, Ademir defendeu as cores vermelha, branca e verde em 78 oportunidades. Anotou 65 gols e ficou para a história do clube carioca. Se despediu do Tricolor com o importante e simbólico título co Campeonato Carioca de 1946.

Depois de encerrar o seu vínculo com o Fluminense em 1947, Ademir voltou para o Vasco da Gama, onde por mais oito anos defendeu as cores do Cruzmaltino de 1948 a 1956 e encerrou a sua carreira como jogador de futebol no Sport Recife em 1957. Durante sua segunda passagem pelo Gigante da Colina, Queixa disputou a Copa do Mundo de 1950 que foi sediada no Brasil e foi artilheiro da Amarelinha ao marcar 9 gols em toda a competição.


No dia 11 de maio do ano de 1994, Ademir veio a falecer com 74 anos de idade, após várias lutas travadas contra um câncer de medula. Chegou até a ser internado por cinco dias no Hospital São Lucas, mas acabou não resistindo.

A única conquista da La Liga do Sevilla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O time do Sevilla campeão espanhol na temporada 1945/1946

O Sevilla virou um time conhecido recentemente pelo seu absurdo desempenho nas decisões da Liga Europa. Maiores campeões da competição, os Rojiblancos possuem seis títulos da competição, os dois primeiros ainda na época da Copa da UEFA. Porém, muito antes de desbravarem o continente em busca de campanhas continentais históricas, os andaluzes ganharam sua única La Liga na temporada de 1945/1946.

Em idos tempos onde o Real Madrid não tinha se tornado o titã que é hoje e o Bilbao dividia com o Barcelona o posto de time mais forte do país, os Palangas eram comandados pelo treinador Ramón Encinas naquela temporada e contavam em seu elenco com nomes como a lenda Juan Arza, segundo maior artilheiro da história do clube e José Campos, artilheiro da equipe naquele ano. Outra lenda presente naquele elenco foi José Maria Busto, goleiro que é o sexto jogador com mais partidas na história da instituição.

Disputado na época por apenas 14 equipes, sendo então uma competição com apenas 26 jogos, aquela edição da La Liga teve seu futuro campeão estreando com uma vitória por 2 a 1 fora de casa contra o Hércules. A regularidade acabou sendo um trunfo daquele time, que passou os 9 primeiros jogos sem conhecer a derrota, vencendo cinco deles e empatando outros quatro. Se destacou naquele primeiro momento o triunfo por 4 a 2 sobre o Athletic Bilbao, um dos favoritos. 

O equilíbrio era marca daquele campeonato e a derrota para o Barcelona, em casa, no final do primeiro turno poderia botar tudo a perder. Outro resultado que colocou dúvidas sobre os sevillistas foi a goleada sofrida para o Celta de Vigo por 4 a 0, no começo de 1946, mas aos poucos a recuperação veio, apesar da briga pela liderança deixar o Sevilla constantemente fora do topo da tabela. Neste contexto o resultado mais importante veio na penúltima rodada, quando ao vencer o Oviedo por 3 a 0, os rojiblancos assumiram novamente a liderança da competição.


A rodada final reservou um confronto que era basicamente uma final contra o Barcelona, numa jornada final que até envolvia outros protagonistas na disputa. Diante de um Camp de Les Courts completamente lotado, em território inimigo, os rojiblancos pularam na frente logo aos 7 minutos com um gol de Araújo e nem o empate de Bravo foi capaz de mudar o destino do campeonato para o Barça. O título foi para o Sevilla. 

A conquista foi durante muito tempo isoladamente o título mais importante da história dos Palangas. O clube, campeão da Copa do Rei duas vezes antes da conquista do seu primeiro (e único) campeonato, viveu longo período de ostracismo, mesmo sendo presença constante na primeira divisão e passou a se reestruturar no começo dos anos 2000. Além do domínio na Liga Europa, faz boas campanhas na Liga Espanhola, mas o segundo título segue um sonho ainda, hoje já não tão distante. Enquanto ele não acontece, os heróis de 1946 seguem em seu posto isolado na história do clube.

O Curioso do Futebol

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