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Rinat Dasaev e seu fim carreira pelo Sevilla

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Dasaev teve seus últmos momentos no futebol defendendo o Sevilla

Rinat Fayzrakhmanovich Dasayev, conhecido como Rinat Dasaev, foi um bom goleiro soviético, ficando alguns anos como titular de sua seleção e fazendo bons jogos. Em toda sua carreira atuou em apenas três clubes e encerrou sua carreira no Sevilla. 

O jogador nasceu em Astracã, Rússia (antiga União Soviética), no dia 13 de junho de 1957, e começou a sua carreira atuando pelo Volgar Astrakhan, onde ficou durante duas temporadas e conseguiu ganhar destaque a partir do seu segundo ano no profissional. 

Foi em 1976-77, que o goleiro conseguiu ter mais espaço e mostrou ter muito potencial, chamando a atenção de grandes clubes do país. Em 1977, Dasaev foi contratado pelo Spartak de Moscou, um dos maiores times da União Soviética. 

Mesmo jovem, Dasaev mostrava ter muito potencial e ser muito frio psicologicamente, pois nunca sentiu o peso do futebol profissional e muito menos da camisa pesada. 

Ao longo dos jogos foi aprimorando cada vez mais suas habilidades e tornando-se um dos grandes goleiros do continente. Dasaev era um goleiro de muita impulsão, reflexo e agilidade, além de sair muito bem contra o atacante, conseguindo sempre se impor dentro da grande área. 

Foram 10 anos atuando pela equipe de Moscou, fazendo uma bela história e atuando pela Seleção Soviética. Porém, após a glasnost, a abertura política da União Soviética, o jogador começou a receber propostas de outras equipes da Europa Ocidental. 

Com isso, o jogador acabou sendo negociado em 1988, após perder um pouco de espaço no Spartak, sendo contratado pelo Sevilla, da Espanha. Porém, Dasaev já estava em um momento de decadência na carreira e não conseguiu manter o nível de rendimento. 


Dasaev não passou a mesma segurança atuando pelo Sevilla, mas nas duas primeiras temporadas conseguiu manter sua posição e atuou nos principais jogos da equipe, mas a partir de 1990—91, ele acabou perdendo espaço e ficando muito tempo no banco de reservas. 

Em sua última temporada na carreira, o jogador acabou sendo pouco utilizado, pois não conseguiu manter o nível de grandes atuações e não passava mais segurança a sua equipe. 

Ao final da temporada de 1990-91, o contratado de Dasaev encerrou no Sevilla, e o goleiro acabou decidindo encerrar a sua carreira. Pelo clube espanhol foram 59 partidas.

A passagem de Davor Šuker pelo Sevilla

Por Felipe Roque
Foto: arquivo

Davor Šuker durante sua passagem pelo Sevilla

Davor Šuker, lendário atacante da década de 90, completa hoje, o primeiro dia do ano, 56 anos. O ex-atleta, que nasceu na Ioguslávia, mas fez história com a camisa da Seleção da Croácia, vestiu a camisa de diversos gigantes do futebol, como Real Madrid e Arsenal, mas foi no Sevilla que o atacante despontou. 

Começou a carreira em 1984, no Osijek, de sua cidade natal. Pelo modesto clube, foi artilheiro do campeonato iugoslavo de 1989, com 18 gols, chamando então a atenção de um clube maior, o Dínamo Zagreb. No clube da capital croata, um dos principais do país, foi vice-campeão em suas duas primeiras temporadas.

Aquelas acabariam sendo suas únicas temporadas no Dínamo: o campeonato terminou no período em que os croatas declaravam unilateralmente seu desmembramento da Iugoslávia, o que logo desencadearia a Guerra de Independência da Croácia, com a invasão do território pelo exército iugoslavo, controlado pelos sérvios.

O momento turbulento vivido na Croácia fez com que Šuker se transferisse ao Sevilla, da Espanha, em 1991. Em sua primeira temporada em La Liga, o croata entrou em campo em 26 oportunidades, marcando 9 gols. 


Seus gols e atuações chamavam a atenção, mas foi na temporada 93/94 que o atacante despontou: foi o vice-artilheiro do Campeonato Espanhol, com 27 gols em 43 partidas, ficando somente atrás do artilheiro Romário. 

Foi na temporada de 92/93 também que Šuker teve a honra de jogar ao lado da lenda Diego Armando Maradona, o que serviu de inspiração para o atacante. Após sua brilhante passagem pelo Sevilla, Šuker foi contratado pelo poderoso Real Madrid. Depois, passou por Arsenal, West Ham e, por último, 1860 München.

Vini Jr. é alvo novamente de racismo em jogo do Real Madrid

Com informações da Agência Estado
Foto: Cristina Quicler / AFP

Mais uma vez Vini Júnior foi vítima de ataque racista

O atacante Vinícius Júnior foi alvo de mais um caso de racismo na Espanha neste sábado. Um torcedor do Sevilla fez uma imitação de macaco em direção ao atleta do Real Madrid durante um jogo entre as duas equipes pelo Campeonato Espanhol. O time adversário dos Merengues localizou e expulsou o torcedor.

Assim que identificou o torcedor, o Sevilla o entregou às autoridades. “O Sevilla FC informa que após detectar comportamento xenófobo e racista de um torcedor em suas arquibancadas, identificou, expulsou do estádio e denunciou imediatamente esta pessoa às autoridades. Além disso, serão aplicados os regulamentos disciplinares internos. O Sevilla FC é contrário e condena qualquer comportamento racista e xenófobo, mesmo que isolado, como é o caso, e mostra a sua disponibilidade e colaboração com as autoridades para erradicar estas atitudes, que não representam um adepto como o do Sevilla”, escreveu o clube em nota oficial.

Vinícius Júnior também se manifestou nas redes sociais e elogiou a postura do Sevilla, que foi na contramão da maioria das equipes que espanholas. Na última temporada, casos reincidentes de racismo contra o brasileiro culminaram em ações inócuas, além do desdém de autoridades e veículos de imprensa.

“Parabéns ao Sevilla pelo rápido posicionamento e pela punição em mais um triste episódio para o futebol espanhol. O rosto do racista de hoje está estampado nos sites como em várias outras vezes. Espero que as autoridades espanholas façam sua parte e mudem a legislação de uma vez por todas”, escreveu Vini.

O brasileiro contabiliza ter sido alvo de 19 casos de racismo desde que chegou ao Real Madrid, em 2018. “Essas pessoas têm de ser punidas criminalmente também. Seria um ótimo primeiro passo para se preparar para a Copa do Mundo de 2030. Estou à disposição para ajudar. Desculpem parecer repetitivo, mas é o episódio isolado número 19. E contando...”, afirmou, mencionando o fato de a Espanha, em parceria com Marrocos e Portugal, ter sido escolhida como sede do Mundial de 2030.


Em uma publicação feita pelo jornal espanhol Marca nas redes sociais, é possível notar o torcedor fazendo o gesto de “macaco” em direção a Vini Jr., em um momento em que o brasileiro discutia com atletas do Sevilla. No final do jogo, o atacante se envolveu numa confusão com os adversários e foi substituído por Brahim Díaz.

Em campo, Real Madrid e Sevilla ficaram empatados por 1 a 1. Jogando no Ramón Sánchez Pizjuán, o time de Carlo Ancelotti jogou bem, controlou boa parte do jogo, mas saiu atrás no marcador, em gol contra de Alaba, e precisou de um cabeceio de Carvajal para somar um ponto nesta 10ª rodada do Campeonato Espanhol.

A única conquista da La Liga do Sevilla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O time do Sevilla campeão espanhol na temporada 1945/1946

O Sevilla virou um time conhecido recentemente pelo seu absurdo desempenho nas decisões da Liga Europa. Maiores campeões da competição, os Rojiblancos possuem seis títulos da competição, os dois primeiros ainda na época da Copa da UEFA. Porém, muito antes de desbravarem o continente em busca de campanhas continentais históricas, os andaluzes ganharam sua única La Liga na temporada de 1945/1946.

Em idos tempos onde o Real Madrid não tinha se tornado o titã que é hoje e o Bilbao dividia com o Barcelona o posto de time mais forte do país, os Palangas eram comandados pelo treinador Ramón Encinas naquela temporada e contavam em seu elenco com nomes como a lenda Juan Arza, segundo maior artilheiro da história do clube e José Campos, artilheiro da equipe naquele ano. Outra lenda presente naquele elenco foi José Maria Busto, goleiro que é o sexto jogador com mais partidas na história da instituição.

Disputado na época por apenas 14 equipes, sendo então uma competição com apenas 26 jogos, aquela edição da La Liga teve seu futuro campeão estreando com uma vitória por 2 a 1 fora de casa contra o Hércules. A regularidade acabou sendo um trunfo daquele time, que passou os 9 primeiros jogos sem conhecer a derrota, vencendo cinco deles e empatando outros quatro. Se destacou naquele primeiro momento o triunfo por 4 a 2 sobre o Athletic Bilbao, um dos favoritos. 

O equilíbrio era marca daquele campeonato e a derrota para o Barcelona, em casa, no final do primeiro turno poderia botar tudo a perder. Outro resultado que colocou dúvidas sobre os sevillistas foi a goleada sofrida para o Celta de Vigo por 4 a 0, no começo de 1946, mas aos poucos a recuperação veio, apesar da briga pela liderança deixar o Sevilla constantemente fora do topo da tabela. Neste contexto o resultado mais importante veio na penúltima rodada, quando ao vencer o Oviedo por 3 a 0, os rojiblancos assumiram novamente a liderança da competição.


A rodada final reservou um confronto que era basicamente uma final contra o Barcelona, numa jornada final que até envolvia outros protagonistas na disputa. Diante de um Camp de Les Courts completamente lotado, em território inimigo, os rojiblancos pularam na frente logo aos 7 minutos com um gol de Araújo e nem o empate de Bravo foi capaz de mudar o destino do campeonato para o Barça. O título foi para o Sevilla. 

A conquista foi durante muito tempo isoladamente o título mais importante da história dos Palangas. O clube, campeão da Copa do Rei duas vezes antes da conquista do seu primeiro (e único) campeonato, viveu longo período de ostracismo, mesmo sendo presença constante na primeira divisão e passou a se reestruturar no começo dos anos 2000. Além do domínio na Liga Europa, faz boas campanhas na Liga Espanhola, mas o segundo título segue um sonho ainda, hoje já não tão distante. Enquanto ele não acontece, os heróis de 1946 seguem em seu posto isolado na história do clube.

O Curioso do Futebol

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