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Os gols de Ademir de Menezes na Copa do Mundo de 1950

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ademir jogando pela Seleção

O atacante Ademir de Menezes, que nasceu em 8 de novembro de 1921, foi um dos grandes nomes do futebol brasileiro durante os anos 1940 e 1950. Dono de uma grande capacidade de marcar gols em profusão, o pernambucano foi ídolo principalmente jogando por Sport e Vasco da Gama. Seu ótimo futebol o levou a ser um dos grandes jogadores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950. Ele foi o grande artilheiro da competição.

Na época, o pernambucano, conhecido como Queixada, já era um dos grandes nomes da Seleção Brasileira no caminho para a Copa do Mundo de 1950. A equipe brasileira era uma das favoritas a chegar longe jogando em casa e acabaria não decepcionando seu torcedor até a final, chegando a decisão, que acabou sendo a maior tristeza do país por muito tempo na derrota para o Uruguai. Ademir foi o grande jogador do time.

A estreia brasileira na competição se deu no Maracanã, diante de mais de 80 mil pessoas. O Brasil enfrentou o México e não sofreu para vencer por 4 a 0. Ademir, principal atacante do time, foi as redes duas vezes. Na segunda rodada, Ademir sequer atuou diante da Suíça, em jogo que terminou empatado por 2 a 2. Na rodada seguinte, ele marcou logo cedo o primeiro gol do Brasil diante da Iugoslávia, em vitória por 2 a 0 dos brasucas.


No quadrangular final, os donos da casa estrearam diante da Suécia no Maracanã e não tomaram conhecimento dos europeus, vencendo por 7 a 1, com direito a quatro gols de Ademir de Menezes no duelo. Os últimos gols do craque pernambucano naquela Copa do Mundo vieram no penúltimo jogo, outra goleada, desta vez por 6 a 1 diante da Espanha, onde ele foi as redes duas vezes.

Diante do Uruguai, Ademir passou em branco e viu o Brasil perder a Copa do Mundo. No final, Ademir de Menezes terminou a competição como artilheiro, marcando nove gols ao longo daquela Copa do Mundo. A derrota foi a maior tristeza de sua vida, uma mancha da qual nunca se recuperou totalmente. Até hoje, é o brasileiro que mais marcou gols numa única edição de Copa do Mundo. 

A história de Ademir de Menezes com o Sport Recife

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ademir de Menezes atuando no Sport Recife

Neste dia 8 de novembro completaria seus 101 anos um dos maiores nomes do futebol brasileiro em sua era pré primeiro título da Copa do Mundo. O atacante pernambucano Ademir de Menezes foi o grande destaque da Seleção na Copa de 1950 e seguiu fazendo sucesso depois dela numa carreira que se marcou pelos vários gols que fez ao longo de sua trajetória. Além do Vasco, clube do qual é ídolo, Ademir tem também grande história com a camisa do Sport Recife.

O jovem Ademir teve sua vida ligada ao futebol desde muito cedo, jogando várias peladas em praias da antiga Recife perto de onde havia nascido. Aos 15 anos ele acabou entrando para o time juvenil do Sport, de onde começaria sua caminhada rumo ao futebol profissional. Na categoria, conquistou dois títulos pernambucanos antes de ser alçado ao time principal, no ano de 1938, quando tinha apenas 16 anos de idade.

Em seu começo nos profissionais do Leão apenas era um suplente e pouco conseguiu jogar em seus primeiros anos no clube. Curiosamente, fez parte do elenco campeão do Pernambucano em 1938, porém pouco conseguiu jogar naquele torneio. Passaria a atuar pelo time em mais oportunidades a partir dos anos 1940 e já em 1941 ajudou o Leão a ser campeão pernambucano sendo artilheiro do campeonato com 11 gols. 

Se despediu pela primeira vez do Sport em 1942, quando era parte do time que fez uma excursão pelo Brasil enfrentando diversas equipes do sul e sudeste brasileiro. Entre os adversários, Ademir enfrentou o Vasco da Gama, time que se impressionou com seu futebol na vitória rubro-negra por 5 a 3, onde marcou três gols e tratou de contratar o jogador, que se despediu da Ilha do Retiro com 28 gols no período em que esteve no clube.


Voltou ao Leão em 1957, apenas para se despedir do futebol vestindo a camisa de seu time do coração em um amistoso diante do Bahia, no que mais tarde se tornaria um dos maiores (se não o maior) clássico do futebol nordestino. Ademir ainda teve uma curta passagem como treinador no Vasco após se aposentar. Faleceu em 1996, após travar longa batalha contra o câncer. 

A passagem de Ademir de Menezes pelo Fluminense

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Ademir de Menezes jogou no Fluminense por duas temporadas

Ademir Marques de Menezes, popularmente conhecido apenas como Ademir de Menezes, ou Queixada, que nasceu há exatos 100 anos, no dia 8 de novembro de 1921, foi um dos maiores ídolos da história do Vasco da Gama e ainda artilheiro da Copa do Mundo de 1950. Porém, o atacante tem uma passagem pelo Fluminense, que aconteceu entre 1946 e 1947.

Após ser revelado pelo Sport, jogando entre 1939 e 1942 com a camisa do Leão da Ilha, atuar no Vasco da Gama de 1942 e 1945, onde se sagrou como um dos maiores jogadores da história do Gigante da Colina, Ademir chegou a pedido do treinador Gentil Cardoso no dia 29 de março, que desafiou os dirigentes do Tricolor das Laranjeiras ao proferir a frase “Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”, uma vez que já estava encantado pelo jogador após o campeonato carioca da temporada anterior. Para poder contar com o jogador em seu elenco, o clube precisou desembolsar cerca de 200 mil Cruzeiros.

Sua chegada coincidiu com o fato do clube Tricolor estar vivendo um momento muito bom. A partir do momento que vestiu a camisa do Flu, fez muito sucesso, além de ter a oportunidade de jogar junto de grandes jogadores como Orlando Pingo de Ouro, Careca, Rodrigues e Pedro Amorim. Mesmo rodeado de excelentes nomes, Queixada foi o maior destaque da equipe na conquista do "Supercampeonato" Carioca balançando as redes adversárias 24 vezes dos 97 tentos feitos pelo Tricolor nas 23 partidas disputadas no torneio. Inclusive, fez o gol do título diante do Botafogo na vitória por 1 a 0. Vale lembrar que naquele ano, o estadual ficou conhecido como o Supercampeonato Carioca porque quatro equipes ficaram empatadas em pontos na liderança. Para que houvesse um vencedor, foram disputas partidas extras para definir o campeão.

Fora o tento que significou o campeonato para o clube das Laranjeiras, outro momento marcante deste confronto foi quando o atleta foi de encontro ao treinador Gentil Cardoso e lhe deu um forte abraço, tirando lágrimas do comandante que havia prometido conquista de troféus com a vinda do atleta. No decorrer da campanha, o atacante teve chance de "tirar uma casca" do seu ex-clube e arrancar muitas vaias da torcida vascaína em São Januário com um belo gol driblando Barbosa, que jogaria o Mundial de 50 alguns anos mais tarde, e balançando as redes do Vascão.

No total, Ademir defendeu as cores vermelha, branca e verde em 78 oportunidades. Anotou 65 gols e ficou para a história do clube carioca. Se despediu do Tricolor com o importante e simbólico título co Campeonato Carioca de 1946.

Depois de encerrar o seu vínculo com o Fluminense em 1947, Ademir voltou para o Vasco da Gama, onde por mais oito anos defendeu as cores do Cruzmaltino de 1948 a 1956 e encerrou a sua carreira como jogador de futebol no Sport Recife em 1957. Durante sua segunda passagem pelo Gigante da Colina, Queixa disputou a Copa do Mundo de 1950 que foi sediada no Brasil e foi artilheiro da Amarelinha ao marcar 9 gols em toda a competição.


No dia 11 de maio do ano de 1994, Ademir veio a falecer com 74 anos de idade, após várias lutas travadas contra um câncer de medula. Chegou até a ser internado por cinco dias no Hospital São Lucas, mas acabou não resistindo.
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