Vila Belmiro é palco de protestos no empate do Santos contra o São Paulo

Por Lucas Paes
Foto: Lucas Paes

Protesto Vila Belmiro Santos FC
As organizadas do Santos protestaram diante do São Paulo

O Santos segue afundado em sua má fase nesse começo de temporada. Na noite desta quarta-feira, dia 3, viveu mais um episódio dessa aparentemente infinita série de desventuras, empatando com o São Paulo na Vila Belmiro por 1 a 1. No clássico, onde o alvinegro cedeu o resultado ao Tricolor, a paciência do torcedor parece ter se esgotado e vários protestos deram o som da noite na Vila Belmiro, desde torcedores comuns aos organizados. Do início ao fim da partida e depois dela.

O clima na Vila Belmiro era, na verdade, esquisito desde cedo, desde a entrada no estádio. Já no início um aspecto chamou a atenção. Durante quase o primeiro tempo inteiro, as três torcidas organizadas do Santos fizeram silêncio, enquanto os setores da "torcida comum" misturavam cantos de apoio com xingamentos a presidência e a diretoria do clube. Aos 40 minutos, a Sangue Jovem começou com os primeiros protestos do dia, mas foi no intervalo que as coisas ficaram mais presentes.

Nem mesmo o gol de Zé Rafael no finalzinho do primeiro tempo fez com que os protestos fossem reduzidos. No intervalo, em uníssono a Vila Belmiro seguiu os vários cantos de protestos puxados principalmente pela Torcida Jovem, que também exibia também várias faixas de protestos diferentes. Chamavam muita atenção as faixas "+1 post, outra cortina de fumaça" e "empresários e PM mandam, MT (Marcelo Teixeira) obedece."

As músicas de protesto não se limitaram ao setor das organizadas, ecoaram por todo o estádio, inclusive nas cadeiras cativas próximas ao camarote presidencial. Foram 15 minutos de protestos, que passaram por diretoria e elenco, xingamentos e uma forte declaração por parte da principal torcida organizada do Santos: "A nossa guerra agora é com o Teixeira". Parecendo sentir o clima hostil, o Santos voltou muito mal para o segundo tempo, tomou o empate e após o apito final mais protestos puderam ser ouvidos dentro da Vila Belmiro e depois fora dela.


Restará agora aguardar qual será a resposta de uma diretoria que parece perdida num rumo que se apresenta muito mais sombrio que 2023. O Santos parece não conseguir mostrar reação e hoje se apresenta como um time que parece incapaz de vencer Noroeste e Velo Clube, seus últimos adversários no Paulistão e muito menos qualquer outro da Série A do Brasileirão. A Vila Belmiro parece uma ogiva nuclear prestes a detonar e ninguém da diretoria parece capaz de desligar o reator.

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