Arte: reprodução

A possível proibição da publicidade e do patrocínio de casas de apostas no futebol brasileiro pode ter impacto direto — e severo — sobre clubes da Série B, divisões inferiores e campeonatos estaduais.
Diferentemente das grandes equipes da Série A, que contam com receitas mais diversificadas, clubes médios e pequenos dependem fortemente do dinheiro das bets para manter suas operações básicas em funcionamento.
Um exemplo claro dessa dependência está no futebol paulista. A Rivalo, casa de apostas esportivas, fechou um patrocínio conjunto e atualmente estampa sua marca em praticamente todos os clubes das Séries A2, A3 e A4 do Campeonato Paulista, além de também apoiar o Capivariano, que disputa a Série A1.
Esse tipo de acordo coletivo garante uma fonte de receita fundamental para equipes que têm baixos direitos de TV, arrecadação limitada com bilheteria e pouca exposição comercial. Caso o projeto avance no Congresso e a proibição entre em vigor, esses clubes podem enfrentar sérias dificuldades financeiras.
Entre os principais riscos apontados estão:
- Redução de investimentos em elenco e categorias de base;
- Atrasos salariais e renegociação de contratos;
- Enfraquecimento técnico das competições;
- Aumento da desigualdade entre clubes grandes e pequenos.

Na Série B do Campeonato Brasileiro, a situação é semelhante. A maioria dos clubes tem nas casas de apostas seu principal patrocinador máster, o que torna o impacto da medida ainda mais sensível fora da elite do futebol nacional.
O texto do projeto, que agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, deve gerar intenso debate justamente por envolver não apenas questões éticas e regulatórias, mas também a sustentabilidade financeira do futebol brasileiro em suas camadas menos visíveis.



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