Copa de 1986 – O fracasso fruto dos cortes e esquecimentos

Por André Louro
Foto: arquivo

Renato Gaúcho foi um dos cortados por Telê Santana

Quem concorda que o Telê perdeu a Copa de 1986 antes mesmo de chegar ao México, seja no corte de uns e por não levar outros jogadores absolutamente necessários?

Por primeiro, Éder, cortado em razão de um soco dado num amistoso e não é dizer que somos favoráveis a atos de indisciplina ou violência, mas o Éder nunca foi reconhecido por tais comportamentos, no entanto o treinador justificou a dispensa na falta de disciplina.

Contradição. Na Copa anterior, de 1982, Telê levou Serginho Chulapa, este sim com histórico de expulsões e comportamentos de indisciplina e até violentos algumas vezes, tendo deixado no Brasil, talvez o maior camisa 9 da história do futebol brasileiro Reinaldo do Galo, o Rei.

Voltando à 1986, Telê cortaria ainda o jogador mais decisivo do Brasil na época, Renato Gaúcho e, mais uma vez justificando na indisciplina do ponta direita gremista, no entanto, deixou de cortar pelo mesmo fato, Leandro do Flamengo, até porque ambos teriam cometido o mesmo ato de indisciplina retornando após o horário para a concentração, tanto que Leandro acaba se desconvocando em solidariedade a Renato.

Deixou ainda de levar Pita, que era o grande camisa 10 do Brasil naquele momento.

Deu prioridade para craques da copa anterior que não gozavam da mesma condição física e técnica como Falcão, Júnior, Sócrates e Zico.

Outro grande injustiçado naquela copa, em minha humilde opinião foi Renato, quem era chamado de pé murcho, mas quem jogava o fino, em especial naquele momento.

O fato é que a seleção brasileira fez uma boa copa com Muller e careca no ataque e perder para a boa equipe da França do craque Michel Platini no detalhe não fora, ao fim e ao cabo, um enorme pecado, mas um ataque com Renato Gaucho, Careca e Éder, municiados por Pita numa meia e Renato na outra, com Alemão na volância, acho que teria muito mais chances.


Por fim, só para não dizer que não falei da zaga e do gol, escalaria, Leão sob as traves, Edson e Branco nas laterais e, no miolo da Zaga, Leandro e Edinho.

Minha seleção seria escalada com Leão, Edson, Leandro, Edinho e Branco. Alemão, Renato e Pita, Renato Gaúcho, Careca e Éder. Essa seria a seleção campeã da Copa do México.

Grande abraço e boa resenha!
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3 comentários:

  1. Não concordo com Edson que perdeu a posição para Josimar durante a copa,que aliás jogou muito. Leão nem deveria estar na Copa Gilmar atravessava melhor momento. Leão inclusive perdeu a posição de titularno Palmeiras e foi para o Sport

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  2. Pita era jogador de clube, na seleção nunca foi bem !! Éder desde as eliminatórias não era nem a sombra do jogador que foi na copa de 82, Leão estava em fim de carreira, Carlos foi a decisão acertada como titular. O único certo do Têlê foi o corte do Renato Gaúcho...

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