Cuidado com os erros, Eduardo Coudet!

Por Tiago Cardoso
Foto: Maria Capra / Internacional

O argentino Eduardo Coudet assumiu o Internacional no início da temporada

Qual a dificuldade de entender que Coudet está errando em sua ideia de jogo?

Por que "habla"? Todos sabemos que adoramos bajular argentinos no futebol, sobretudo no sul do país.

Imputam as más atuações ao pouco tempo de trabalho de Coudet, mas um erro é um erro independente do período em que se comete. Escalar Musto e Lindoso juntos é um erro tanto no começo da temporada quanto no fim. Todos os analistas e apaixonados por futebol, os quais conhecem o funcionamento do jogo, sabem.

O time fica lento, previsível e com saída de bola desqualificada.

A ideia de trazer Musto por trás dos zagueiros, abrindo Cuesta e Fuchs e espetando os laterais seria plausível se o primeiro citado tivesse qualidade. Não tem, aliás maltrata a bola. Ademais, os laterais precisariam ter qualidade de alas, mas Rodinei e Moisés não são estes caras.

Com Musto por trás dos zagueiros, o desenho fica num 3-5-2 no início da construção do jogo. Já sai lento e sem qualidade, e quando chega em Lindoso -nesta situação de jogo o primeiro homem do meio campo- continua lento e sem qualidade. Ademais, Lindoso não verticaliza uma jogada, só toca para trás.

Guerreiro mais uma vez tem seu futebol prejudicado, pois a bola não chega com qualidade, tendo que vir buscá-la em outro setor. Mas como chegar com qualidade se a construção de jogo começa com Musto e Lindoso?

A insistência no Bruno Fuchs, recém egresso da base, em detrimento do experiente e bom Moledo, mostrou-se outro erro crasso de Coudet, uma vez que o garoto sentiu a nova condição, sendo incapaz de acertar mais de 50% dos seus passes.

Se a ideia era trazer Musto por trás dos zagueiros e escalar Fuchs para ambos melhorarem a saída de bola, sinto muito, Coudet, mas a estratégia se revelou um fracasso.


E faço aqui uma mea-culpa, porquanto sou um dos maiores críticos dos anacrônicos e obsoletos treinadores brasileiros e aposto muito em Coudet, todavia suas escolhas, até então, revelam-se péssimas.

Ah, mas ele está só começando. Sem querer defender Odair, o 'Bruxo de Parede', com ele, em um mês, já o criticavam e o chamavam de estagiário.

Um erro é um erro não importa o período em que se comete.

Fazendo uma analogia com o serviço público, se eu prevaricar no início da carreira ou no fim eu estarei errado de igual forma.

Portanto, muda Coudet, senão nada vamos conquistar novamente.
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