terça-feira, 17 de setembro de 2019

Edilson, o 'Capetinha', no Guarani

Por Victor de Andrade
Foto: reprodução Arquivo Correio

Edilson, com a camisa do Guarani, em seu bairro, em 1992

Neste 17 de setembro de 2019, o ex-meia, que ao longo da carreira virou atacante, Edilson da Silva Ferreira, ou simplesmente Edilson, o 'Capetinha', está completando 49 anos de vida. O apelido não foi à toa: endiabrado, ele infernizava as defesas adversárias e chegou à Seleção Brasileira, onde foi campeão do mundo em 2002, onde foi titular em duas partidas.

Edilson conquistou muitos títulos na carreira, principalmente em suas passagens por Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro e Vitória. Também defendeu o Benfica. Mas sua aparição para o cenário nacional do futebol foi defendendo a camisa do Guarani, em 1992.

Ele nasceu em Salvador, na Bahia, mas acabou indo para o Espírito Santo, mais precisamente no Industrial, para buscar o sonho de ser jogador. Se profissionaliza em 1987, com 17 anos, e defende o clube até 1990, quando deixa terras capixabas e vai tentar jogar em São Paulo, uma vitrine maior. Porém, ele defende o Tanabi, nas divisões inferiores do futebol paulista.

Apesar de estar longe da elite do futebol estadual e estar em condições precárias, ele mesmo dizia que dormia debaixo das arquibancadas do Estádio Alberto Victolo, ele se destaca em 1991 e chama a atenção do Guarani, que o leva para o Brinco de Ouro para a temporada do ano seguinte.

No Guarani, chega para a disputa do Campeonato Brasileiro, que em 1992 foi no primeiro semestre. O Bugre estava voltando à Série A naquele ano (havia sido rebaixado em 1989) e como o torneio daquele ano não teve rebaixamento, o time fez uma campanha razoável, até ficando longe das últimas colocações, mas nada que lembrasse os dois anos seguintes, onde o Guarani chegaria às finais. Até por conta disso, Edilson pouco apareceu. Porém, no segundo semestre, a situação mudaria de figura.

O jogo onde Edilson teve atuação de gala contra o Palmeiras

No Campeonato Paulista, Edilson ganhou espaço na equipe e assumiu a camisa 10. O 'Capetinha', ao lado de Edu Lima, tornou-se o grande nome da equipe dirigida por Flamarion. Na primeira fase, o Guarani ficou com a sexta e última vaga do Grupo Verde para a segunda fase.

Na etapa semifinal, o Bugre ficou no Grupo B, ao lado de Palmeiras, Corinthians e Mogi Mirim. E foi nesta etapa que Edilson explodiu, já que foi o grande destaque do Guarani nas vitórias no Brinco de Ouro sobre o Corinthians, por 2 a 1, e Palmeiras, 5 a 2, de virada, onde o 'Capetinha' fez dois gols. Aliás, este jogo foi fundamental para o que aconteceria em breve.

No fim, o Guarani chegou à última rodada um ponto na frente do Timão e dois atrás do Palmeiras, mas uma derrota para o Mogi Mirim, fora de casa, fez com que o Bugre não avançasse à final da competição, onde o São Paulo foi campeão em cima do Verdão.

Porém, lembram-se da grande atuação de Edilson contra o Palmeiras? 1992 foi o início da parceria do Verdão com a Parmalat e a promessa da empresa de laticínios italiana era montar um super esquadrão para 1993. Um dos nomes cotados para defender o Verdão era o do 'Capetinha', que foi apresentado no clube junto com as três outras grandes contratações: Edmundo, Roberto Carlos e Antônio Carlos. Mas isto é tema para um próximo artigo.
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