segunda-feira, 17 de junho de 2019

Música 'Jogadeira' pode contribuir com o futebol feminino brasileiro

Por Lula Terras
Foto: Bianca Cruz Ferreira/Dibradoras

Gabi Kivitz e Cacau são as cantoras do 'hit' que embala a Seleção Brasileira Feminina

O reconhecimento do futebol feminino, no Brasil, ganha novo fôlego com a realização do Mundial na França, que mostra outra realidade em outros países, onde a modalidade tem apoio de autoridades, empresários e até torcedores apaixonados. Um dos motivos pode ser o sucesso da música Jogadeira, composta por duas atletas, com o objetivo de ser cantada pelo grupo durante a ida para os estádios, durante a Copa. 

Se no Brasil existem grandes dificuldades para o seu crescimento, com exceção de alguns clubes que investem na modalidade, caso do Santos, com elenco principal e categoria de base, em outros países, esse apoio existe. Nos Estados Unidos que é a maior potencia, o futebol feminino, assim como as demais modalidades esportivas, conta com o apoio de Ligas fortes e do oferecimento de bolsas de estudos, para estudar em grandes Universidades. Esta Copa, na França, vem mostrando que, em outros países com menor tradição esportiva que o Brasil, o apoio é forte e existe, caso do Canadá, Austrália, Alemanha entre outros. 

Também a rainha Marta se mostra grande batalhadora pela causa. Ela não mede esforço para recolocar o nosso futebol feminino, entre as grandes potências mundiais, que já rendeu grandes conquistas, com destaque para os Jogos Pan-americanos de Santo Domingo e República Dominicana, em 2003 (medalha de ouro); Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007 (medalha de ouro); Jogos Pan-americanos de Toronto-Canadá, em 2015 (2015); e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016 (4º lugar). 

No que diz respeito à bola rolando, o Brasil está longe de conseguir o status de grande potência no futebol feminino e o pior. Corre o sério risco de a modalidade cair de vez no ostracismo. Apesar de contar com muitas jogadoras talentosas, existe a triste possibilidade, das principais atletas, não participarem da próxima Copa do Mundo Feminina, prevista para 2023, em local ainda a ser definido pela FIFA. São elas: A rainha Marta, com 33 anos, a artilheira Cristiane, com 34, e Formiga, com 41anos, recordista mundial em participações em Copas, com sete participações. 

Por ironia do destino, a música Jogadeira, que faz este tipo de cobrança, embora de forma irônica, vem se tornando no grande hit musical da Copa, entre os brasileiros. A música ganhou contornos mais amplos,quando a jogadora Cristiane que fez três gols,na vitória contra a Jamaica, pediu que fosse cantada, no programa Fantástico, da Rede Globo. Hoje, a exemplo de outros hinos compostos durante as Copas do Mundo, a Jogadeira tem tudo para entrar para registro da história esportiva.

Jogadoras tocando na saúda do ônibus (foto: reprodução SporTV)

Para mim, o ponto alto da música está, justamente, em seu refrão, aonde vai o recado para os contrários ao desenvolvimento da modalidade. O refrão diz: “Qual é, qual é, futebol não é para mulher? Eu vou mostrar prá você, Mané, joga a bola no meu pé”. A jogadora do Corinthians, Cacau, e a ex-jogadora Gabriela Kivitz são as autoras da música.

Vamos torcer para que, a Jogadeira seja o divisor de águas do nosso futebol feminino, que sensibilize dirigentes de clubes, federações estaduais e empresários, que gostam de investir no esporte. Torçamos para que eles olhem com mais carinho para a modalidade, que os bons frutos, certamente virão.

O reconhecimento do futebol feminino, no Brasil, ganha novo fôlego com a realização do Mundial na França, que mostra outra realidade em outros países, onde a modalidade tem apoio de autoridades, empresários e até torcedores apaixonados. Um dos motivos pode ser o sucesso da música Jogadeira, composta por duas atletas, com o objetivo de ser cantada pelo grupo durante a ida para os estádios, durante a Copa. 

Se no Brasil existem grandes dificuldades para o seu crescimento, com exceção de alguns clubes que investem na modalidade, caso do Santos, com elenco principal e categoria de base, em outros países, esse apoio existe. Nos Estados Unidos que é a maior potencia, o futebol feminino, assim como as demais modalidades esportivas, conta com o apoio de Ligas fortes e do oferecimento de bolsas de estudos, para estudar em grandes Universidades. Esta Copa, na França, vem mostrando que, em outros países com menor tradição esportiva que o Brasil, o apoio é forte e existe, caso do Canadá, Austrália, Alemanha entre outros. 

Também a rainha Marta se mostra grande batalhadora pela causa. Ela não mede esforço para recolocar o nosso futebol feminino, entre as grandes potências mundiais, que já rendeu grandes conquistas, com destaque para os Jogos Pan-americanos de Santo Domingo e República Dominicana, em 2003 (medalha de ouro); Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007 (medalha de ouro); Jogos Pan-americanos de Toronto-Canadá, em 2015 (2015); e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016 (4º lugar).

Veja o clip da música que vem embalando a Seleção Brasileira Feminina

No que diz respeito à bola rolando, o Brasil está, atualmente, longe das grande potência no futebol feminino, já esteve muito mais perto, e o pior: corre o sério risco de a modalidade cair de vez no ostracismo. Apesar de contar com muitas jogadoras talentosas, existe a triste possibilidade, das principais atletas, não participarem da próxima Copa do Mundo Feminina, prevista para 2023, em local ainda a ser definido pela FIFA. São elas: A rainha Marta, com 33 anos, a artilheira Cristiane, com 34, e Formiga, com 41 anos, recordista mundial em participações em Copas, com sete participações. 

Por ironia do destino, a música Jogadeira, que faz este tipo de cobrança, embora de forma irônica, vem se tornando no grande hit musical da Copa, entre os brasileiros. A música ganhou contornos mais amplos,quando a jogadora Cristiane que fez três gols,na vitória contra a Jamaica, pediu que fosse cantada, no programa Fantástico, da Rede Globo. Hoje, a exemplo de outros hinos compostos durante as Copas do Mundo, a Jogadeira tem tudo para entrar para registro da história esportiva. 

Para mim, o ponto alto da música está, justamente, em seu refrão, aonde vai o recado para os contrários ao desenvolvimento da modalidade. O refrão diz: “Qual é, qual é, futebol não é para mulher? Eu vou mostrar prá você, Mané, joga a bola no meu pé”. A jogadora do Corinthians, Cacau, e a ex-jogadora Gabriela Kivitz são as autoras da música. 

Vamos torcer para que, a Jogadeira seja o divisor de águas do nosso futebol feminino, que sensibilize dirigentes de clubes, federações estaduais e empresários, que gostam de investir no esporte. Torçamos para que eles olhem com mais carinho para a modalidade, que os bons frutos, certamente virão.
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