segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Dorval no Palmeiras

Por Lucas Paes

Em 1967, Dorval fez 20 jogos pelo Verdão, mas não balançou as redes

Atacante com uma ligação muito forte com o Santos, onde fez parte de um ataque temido, mortal e que virou quase uma rima no linguajar do futebol, Dorval não vestiu só preto e branco em sua carreira. Iniciando sua trajetória no Força e Luz, do Rio Grande do Sul ele passou por diversos outros clubes durante os 17 anos de atividade no esporte bretão. Um deles foi o Palmeiras, maior concorrente dos santistas na era de ouro do clube.

Depois de se destacar no Força e Luz, foi levado por um empresário a vários times de São Paulo e acabou indo parar no Santos. Lá, depois de um ano no clube, foi emprestado ao Juventus da Moóca, depois, retornou ao Peixe. Passou também pelo Bangu, antes de fazer parte do maior quinteto de ataque da história do Alvinegro Praiano e talvez do futebol brasileiro (Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe).

Em 1964, após passagem pelo Atlético Paranaense, foi negociado com o Racing, da Argentina. Em Avellaneda, ficou durante pouco tempo, fazendo 25 jogos e 4 gols. Apesar de ter sido vendido para o clube argentino, o Racing acabou não pagando o Santos. Retornou a Vila Belmiro por mais dois anos antes de parar no Parque Antártica, em 1967. Foram 612 partidas e 198 gols vestindo o preto e branco santista.

Dorval e Carlos Alberto Torres em 1967, antes de um clássico

No Alviverde Imponente, a passagem do ponta-direita foi curta. Foram 20 jogos fardando o manto palestrino. Com 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Entre estas 20 partidas, um clássico contra o Santos. O duelo, disputado na Vila Belmiro, no dia 6 de agosto daquele ano, ficou empatado por 1 a 1. Dorval não terminou a partida, sendo substituído por Ferrari, já no finalzinho do jogo.

Deixou o Palestra em 1968. Retornou ao Atlético Paranaense, onde ficou mais três anos, ganhando o Campeonato Paranaense de 1970, único título de sua carreira por clubes fora do Santos. Depois, foi ao Carabobo, da Venezuela, e Saad, de São Caetano do Sul, onde encerrou a carreira, em 1972.
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