sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Efeito Sampaoli começa a fazer efeito no Mercado da Bola

Por Lula Terras
Foto: Ivan Storti/Santos FC

Sampaoli é cobiçado por vários times e fez com que os clubes sondassem treinadores estrangeiros

O final da temporada promete grandes surpresas no mercado da bola, especialmente dentro do futebol brasileiro, desta vez, com um ingrediente não muito comum, que envolve a troca de treinadores, entre as grandes equipes. O nome mais citado é de Jorge Sampaoli, que vem sendo especulado para comandar o Palmeiras, São Paulo e até mesmo o Flamengo, caso Jorge Jesus aceite uma das propostas de fora do País.

Esse quadro comprova o acerto da diretoria santista que resolveu apostar no treinador argentino que, mesmo reconhecido como um dos melhores do Mundo era olhado com desconfiança e desconforto por treinadores brasileiros e vários jornalistas esportivos, que viam a desnecessidade de trazer um treinador de fora, tendo no País, vários treinadores de ponta. A excelente campanha do Santos, tanto no Campeonato Paulista, onde foi eliminado, na disputa, por pênaltis, e vem disputando com o Palmeiras a condição de vice-campeão Brasileiro, na atual temporada.

O sucesso dos gringos que aposta no futebol ofensivo, como estilo de jogo foi tanto, que outros treinadores estrangeiros vêm sendo especulado para desembarcar no Brasil, caso de Sebastián Beccacece que, durante 10 anos trabalhou com auxiliar de Sampaoli, inclusive, na Universidade de Chile. E sagrou-se vice-campeão argentino de 2019, dirigindo o surpreendente Defensa y Justicia, o que garante ao clube uma das vagas diretas para a Libertadores da América, de 2020.

Um dos clubes interessados é o próprio Santos, caso Sampaoli, realmente saia do clube, no final da atual temporada. O interesse santista vai muito, pelos estilos de trabalho, muito parecidos entre os dois argentinos. Essa febre de interesse, por treinadores de fora, por certo deve incomodar e muito, boa parte dos treinadores brasileiros que estão desempregados, e não acostumados a ver seus nomes entre os favoritos para assumir grandes equipes. Constam na lista treinadores como Felipe Scolari, Mano Menezes, Cuca, Abel Braga, entre outros. Para eles fica uma sugestão, que busquem repensar a forma como enxergam o futebol, sob o risco de cair no esquecimento. É o que penso.

A possível volta da Supercopa Libertadores e os obstáculos que a impedem

Por Lucas Paes

O Racing ganhou a primeira edição da Supercopa Libertadores em 1988 (Foto: arquivo Racing)

A Supercopa da Libertadores foi uma competição de clubes realizada pela Conmebol entre 1988 e 1997. Envolvia todos os times campeões de Libertadores e teve diferentes formatos de disputa ao longo de sua existência. Na sua primeira endição, em 1988, era disputada em sua integridade em mata-mata, com jogos de ida e volta em duelos sorteados. A competição parou de ser disputada em 1997, substituída pela Mercosul e Merconorte. O campeão da Supercopa disputava o título da Recopa Sul-Americana com o campeão da Libertadores. Atualmente, crescem as notícias de uma possível volta da competição, mas essa volta passa por diversos obstáculos.

Recentemente, a Supercopa virou novamente destaque na mídia. Devido a criação do novo Mundial de Clubes da FIFA, que agora será como uma Copa do Mundo de clubes, podendo envolver 24 equipes, a Conmebol precisa de maneiras para ceder as vagas para a competição em 2021. Devido a isso, a entidade sul-americana passou a estudar a recriação da Supercopa. Teoricamente, serão seis vagas para times sul-americanos na competição. Assim, entrariam os campeões da Libertadores de 2019 (Flamengo) e 2020, os campeões da Sul-Americana 2019 (Independiente Dell Vale) e 2020 e as outras duas vagas são as incógnitas. Porém, este número ainda é incerto.

Hoje, surgiu a informação que a Conmebol teria confirmado a volta da competição. Tal fato gerou bastante "burburinho" na mídia e recentemente surgiram até imagens com os participantes, obviamente, os campeões da Libertadores até 2019. A informação foi desmentida pela confederação. Na verdade, até as seis vagas não são certas, pois não há confirmação da quantidade de vagas pela FIFA para o Mundial ainda. Portanto, a volta da Supercopa Libertadores ainda está na fase de estudos. A ideia ainda está no papel e existem diversas dificuldades para colocar a volta da competição em prática.

A primeira grande dificuldade vem da confederação mais rica entre as que entregam a Conmebol. A CBF tem posição completamente contrária a volta da Supercopa, pois ela incharia ainda mais o calendário do futebol brasileiro. O Brasil teria 10 times envolvidos na competição, de diversos estados do país. A volta, portanto, afetaria o calendário de quatro estaduais diferentes, além do calendário nacional, obviamente. A resistência da CBF é uma dificuldade enorme para qualquer torneio que se pense em criar na América do Sul, pois ela é a maior confederação do continente.

O River campeão de 1997 (Foto: Reprodução Twitter)

Há ainda mais um fator que deve ser levado em conta. O Mundial de Clubes ocorrerá a cada quatro anos, portanto a próxima edição terá quatro edições de Libertadores ocorrendo entre 2021 e 2024, além da Sul-Americana. Portanto, se forem as especuladas seis vagas também em 2024, quatro sozinhas poderiam ir para campeões da Libertadores. Portanto, a "volta" seria útil para essa função por apenas dois anos. Independente de qualquer coisa, a Conmebol ainda terá que considerar muitas questões para poder tirar a ideia da volta da Supercopa do papel.

O primeiro campeão da Supercopa foi o Racing, no ano de 1988. La Acade bateu na final o Cruzeiro, vencendo por 2 a 1 em Avellaneda e empatando por 1 a 1 em Minas Gerais. O Racing antes havia eliminado o Santos na primeira fase e depois passado direto a semifinal por sorteio, quando enfrentou o River e foi a final. O River Plate, por sinal, foi justamente o último campeão da Supercopa. Os Millonarios passaram primeiro por um grupo com Vasco, Santos e Racing. Depois, bateu o Atlético Nacional na semifinal e o São Paulo na final.

Confira todos os campeões da competição:

1988 - Racing (ARG)
1989 - Boca Juniors (ARG)
1990 - Olimpia (PAR)
1991 - Cruzeiro (BRA)
1992 - Cruzeiro (BRA)
1993 - São Paulo (BRA)
1994 - Independiente (ARG)
1995 - Independiente (ARG)
1996 - Velez Sarsfield (ARG)
1997 - River Plate (ARG)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Jabaquara terá Lelo como treinador em 2020

Foto: divulgação/Jabaquara AC

Lelo foi anunciado pelo Leão da Caneleira nesta quinta-feira, dia 5

O Jabaquara iniciou cedo a preparação para o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2020, que deve começar entre o final de março e início de abril. O Leão da Caneleira anunciou, em seu Instagram oficial, a contratação do técnico Lelo para a disputa da competição do próximo ano. O profissional, conhecido por ter um vitorioso currículo no futebol paulista deve agora preparar o planejamento para a temporada, junto com a diretoria do clube.

Euzébio Gonçalves, o Lelo, é de Santos, começou como treinador nas categorias de base dos times da região e Corinthians. Depois, adquiriu uma larga experiência no futebol profissional paulista, tendo passado por Santacruzense, Francana, Internacional de Limeira, XV de Piracicaba, Barretos, Araçatuba, Grêmio Prudente, Penapolense, São Bernardo FC, Itapirense, Matonense e Velo Clube.

Lelo tem acessos com o Linense, em 2001 e 2006, Santacruzense, em 2005 e 2010, Penapolense, em 2007, São Bernardo FC, em 2010, e Primavera de Indaiatuba, em 2014. Seu último trabalho foi no Velo Clube, em 2018, e neste ano foi para Portugal, onde fez cursos e estágios em diversos clubes.

Para a montagem da equipe, Lelo vai, primeiro analisar a base do clube, que hoje é administrada pela Deivid Sports. Depois, vai desenvolver a linha de trabalho. Nas mídias sociais, o Jabaquara soltou a seguinte nota:
LELO chega para BOTAR o JABUCA em CAMPO em 2020!! Reconhecido no Interior paulista por seu trabalho junto a diversos clubes, o TÉCNICO está de olho nas categorias de base para montar o novo elenco do Profissional. 
Avante, Jabaquara!!!
Para o presidente do clube, Adelino Rodrigues, 2020 é o ano para se investir no futebol. “Vamos iniciar um trabalho voltado, sobretudo, para o futebol profissional. Considerando que o patrimônio do clube está recuperado, o futebol passa a ter uma importância para a diretoria. A gente pretende, com o investimento no futebol, fazer com que a equipe mude de divisão, por isso contratamos o Lelo”, afirmou Adelino.

Mesmo com derrota, Palmeiras fica com o título da Supercopa do Brasil Sub-17

Foto: Fabio Menotti/Palmeiras

Comemoração do Palmeiras no Maracanã

A equipe Sub-17 do Palmeiras levantou a taça da Supercopa do Brasil no estádio do Maracanã e garantiu o 33º título da base alviverde em 2019! O Verdão foi superado pelo Flamengo por 3 a 2 na final desta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro-RJ, com gols de Gabriel Silva e Lucas Eduardo, mas foi campeão pois havia vencido o jogo de ida por 2 a 0, no Pacaembu, na semana passada.

Esta foi a primeira edição da Supercopa Sub-17 na história, disputada entre os campeões da Copa do Brasil e do Brasileiro da categoria. O Palmeiras teve a vaga garantida porque venceu a Copa do Brasil Sub-17 diante do São Paulo em outubro – o time palestrino, inclusive, é o maior campeão do torneio sob a organização da CBF, com dois títulos (2019 e 2017).


Gabriel Silva abriu o placar aos oito minutos do primeiro tempo: Vitinho lançou a bola na área, o zagueiro Jonathan escorou de cabeça e o artilheiro antecipou a marcação para desviar para a rede. O rival reagiu no segundo tempo com dois gols nos primeiros dois minutos, mas o Verdão se encontrou rapidamente e controlou a tempo a reação.

Aos 15 minutos, Gabriel Silva quase anotou um golaço em um chute de longe, mas a bola explodiu no travessão e saiu. A equipe aproveitou o bom momento e buscou o empate em um golaço do meia Lucas Eduardo, aos 30, finalizando de letra na pequena área após cruzamento de Garcia pela lateral direita. O time da casa ainda descontou nos acréscimos, mas não teve tempo para mais nada.

O ano é de 2019 é histórico para o Centro de Formação de Atletas do Verdão. Como também venceu a Copa do Brasil Sub-20, o Verdão unificou as taças do torneio nas duas principais categorias da base. Nenhuma outra equipe havia vencido as duas competições no mesmo ano – a Copa do Brasil Sub-20 é disputada desde 2012, e a Sub-17 foi criada no ano seguinte.


O time comandado pelo técnico Artur Itiro tem faturado vários títulos importantes nos últimos anos. Em 2019, além da Copa do Brasil e da Supercopa, o Alviverde conquistou também o bicampeonato do Mundial de Clubes Sub-17, na Espanha, e a SNAF Cup, na França. Campeão do Paulista da categoria no ano passado, o clube foi vice-campeão estadual em novembro.

Somando todas as categorias, a base do Palmeiras tem agora 33 títulos na temporada e já superou a marca de 23 taças obtida no ano passado – recorde que ainda pode aumentar em dezembro. Vale lembrar que o Palmeiras também está na decisão da Supercopa do Brasil Sub-20, contra o Flamengo, no final deste mês (as datas ainda serão confirmadas pela CBF).

2005 e 2006 - As Libertadores com quatro times paulistas

Foto: Renato Pizzutto/Placar

Santo André e Palmeiras estiveram no mesmo grupo na Libertadores de 2005

Com a vitória sobre o Ceará na última quarta-feira, dia 4, o Corinthians garantiu a sua vaga na Copa Libertadores 2020, assim como os rivais Palmeiras, Santos e São Paulo. Este é um marco, pois é a primeira vez que os quatro grandes paulistas estarão na mesma edição da maior competição sul-americana de clubes. Porém, esta será a terceira oportunidade que quatro equipes do estado estarão no torneio, sendo as primeiras em 2005 e 2006.

Desde a Copa Libertadores de 2000, quando a competição passou a contar com quatro ou mais times brasileiros, a primeira vez que houve um quarteto paulista na competição foi em 2005. A edição contou com o Santos, São Paulo e Palmeiras, respectivamente campeão, terceiro e quarto colocados do Brasileirão de 2004, e do Santo André, campeão da Copa do Brasil.


Ramalhão e Verdão ficaram no mesmo grupo, o 4, e brigaram pela segunda vaga para o mata-mata da competição, já que o primeiro colocado foi o Cerro Porteño ficou na liderança. O Palmeiras, com nove pontos, levou a melhor e avançou, fazendo com que o Santo André fosse eliminado na primeira fase. Porém, o time do ABC venceu o rival em casa e ainda aplicou uma goleada de 6 a 0 no Deportivo Táchira.

O Palmeiras não foi tão mais longe naquela competição e caiu para o rival São Paulo nas oitavas, perdendo os dois jogos: 1 a 0 e 2 a 0. O Santos foi um pouco melhor que o Verdão, chegando às quartas, mas sendo eliminado por outro brasileiro, o Atlético Paranaense, também perdendo os dois jogos: 3 a 2 e 2 a 0.

Mas teve um time paulista que teve muito o que comemorar naquele ano. O São Paulo foi o primeiro de sua chave na fase inicial, o Grupo 1, e depois de eliminar o rival Palmeiras, passou Tigre e River Plate e bateu o Atlético Paranaense na decisão, conquistando o seu terceiro título na história da competição.

O Paulista encarando o River Plate em 2006

Um ano se passou e em 2006 o fenômeno se repetiu. Desta vez, Santos e Santo André não conseguiram vaga na competição, mas dois outros times do estado conseguiram vaga. O trio de ferro se fez presente: o São Paulo, como campeão continental, e Corinthians e Palmeiras, respectivamente campeão e quarto no Brasileirão 2005, estavam presentes. A novidade era o Paulista de Jundiaí, que havia conquistado a Copa do Brasil de 2005.

Porém, o Galo da Japí não teve vida fácil. A equipe foi a lanterna do Grupo 8, com apenas seis pontos, em um grupo que tinha River Plate, Libertad do Paraguai e El Nacional do Equador. De ponto positivo apenas a vitória contra o tradicional argentino, no Jayme Cintra, por 2 a 1.


O trio de ferro paulistano avançou para o mata-mata, mas Corinthians e Palmeiras caíram já nas oitavas. O Timão foi eliminado pelo River Plate perdendo os dois jogos (3 a 2 e 3 a 1) e o Palmeiras, assim como no ano anterior, foi batido pelo rival São Paulo, empatando o primeiro jogo em 1 a 1 e perdendo o segundo por 2 a 1.

O Tricolor novamente chegou à final. Depois de passar em primeiro no Grupo 1, e eliminar o rival Verdão, o São Paulo bateu Estudiantes, nos pênaltis, e Chivas Guadalajara (equipe que já havia enfrentado na etapa inicial). Porém, na decisão, a equipe do Morumbi foi derrotada pelo Internacional, perdendo em casa por 2 a 1 e apenas empatando em 2 a 2 no Beira-Rio.

Zé Carioca e o Vila Xurupita FC - O personagem brasileiro da Disney

Por Lucas Paes


Zé Carioca, personagem que gostava de samba, futebol e praia

Walt Disney é responsável pela criação de diversos personagens famosos ao longo da história. O artista, que nasceu em 5 de dezembro de 1901, em Chicago, nos Estados Unidos, criou nomes que marcaram gerações de crianças, como Pato Donald, Mickey, Minnie, A Pequena Sereia, Cinderela, entre outros. No meio disso tudo, o Brasil foi retratado em um personagem que fez muita fama no país: Zé Carioca, o típico malandro, que usava o "jeitinho" para passar por diversas situações. Obviamente, como carioca, gostava de samba, praia e, é claro, futebol.

Zé Carioca é um papagaio pois era a ave que mais se aproximava do estilo brasileiro, feliz, despretencioso e até preguiçoso. O rosto dele foi inspirado em Herivelto Martins. O jeito de Zé Carioca, porém, foi inspirado em um Zézinho Guimarães, violonista que era de São Paulo. O personagem refletia de certa forma a imagem que se tinha do brasileiro fora do Brasil. Era morador do Morro, mais precisamente do bairro da Vila Xurupita. E se envolvia em encrencas com amigos e com o poder público. Além disso, também era apaixonado pela filha de um magnata.

O personagem foi criado por Walt Disney no Hotel Copacabana Palace, quando o artista ficou impressionado com o trabalho do cartunista brasileiro José Carlos de Britto e Cunha, o JCarlos. Ele tentou levar o brasileiro para trabalhar em Hollywood, mas diante da recusa do cartunista, ele cria o personagem em sua homenagem. A visita foi parte de um esforço americano para tentar melhorar relações com o Brasil e com outros países latinos, que envolveu inclusive comitivas com Disney. Porém, ele gostou tanto do país que prometeu criar um personagem que refletisse seu povo.


Zé Carioca aparece pela primeira vez no filme "Alô, Amigos", de 1942. Ele recebe o Pato Donald, ao som de "Aquarela do Brasil" e "Tico Tico no Fubá", com cachaça e samba. O filme fez com que as músicas ficassem famosas fora do Brasil. A partir de 1950, o personagem passou a aparecer em quadrinhos brasileiros, pela Editora Abril. Mas, foi apenas em 1964 que ele ganhou a própria revistinha.

Como brasileiro, Zé Carioca obviamente gostava de futebol. Seu bairro, a Vila Xurupita, tinha um time homônimo. Mas, a equipe, que vestia uniforme rosa e branco, não foi sempre chamada dessa forma. Na primeira aparição, o time se chamava Seresteiros da Tijuca. Aparece na revista numéro 479 do Zé Carioca, quando o primeiro adversário é um time onde o goleiro é o Gastão, primo sortudo do Pato Donald. O nome Vila Xurupita surge nos anos 1970, sendo o mesmo nome da escola de samba frequentada pelos personagens.

A equipe não tinha nenhum grande rival na teoria. Na prática a rivalidade vinha com o time do Arranca Toco FC, capitaneado por Zé Galo, antagonista de Zé Carioca, que tinha em sua escalação vários personagens que arrumavam esquemas para cobrar o dividas do Zé Carioca. Quanto ao sucesso ou fracasso do time, tal fato variava de acordo com histórias. Em algumas, era citado que o Vila Xurupita era um time fracassado que nunca havia vencido nenhuma taça. Em outras, o time ganha alguma taça ou até a Copa dos Morros. Em uma história, o time foi até campeão estadual de futebol, após receber investimentos de Pedrão, personagem amigo de Zé Carioca, que havia ganho na loteria.


Já quanto a qualidade de Zé Carioca com a bola no pé, esta também varia de acordo com a histórias. Em boa parte, ele é citado como um craque azarado, sendo o principal jogador do time da Vila Xurupita, mas não conseguindo ajudar a equipe à alçar vôos maiores. Em outras, é citado que Zé é um "perna de pau", que, assim como o time da Vila Xurupita, fracassa no esporte bretão, ainda que o futebol seja um tema recorrentemente ligado ao personagem. Particularmente, este que vos escreve se recorda de uma história onde o time de Zé Carioca entrava numa fria ao jogar contra um time de bruta-montes que intimidavam até a arbitragem, além de "descer o sarrafo" nos adversários, com o jogo só terminando quando o adversário do time do Zé virou o jogo.

Quanto ao sucesso, Zé Carioca, o Joe Carioca em terras americanas, nunca chegou a se tornar um personagem muito grande nos EUA, porém fez um sucesso imenso no Brasil. Foi utilizado em diversos tipos de campanha envolvendo o futebol brasileiro e é até hoje um dos maiores reflexos de brasilidade que existem. O legado e o tamanho do personagem é algo inegável. Até hoje aparece em histórias da Disney, mais recentemente sendo personagem de um episódio de uma série do DisneyLife, aplicativo de vídeo sob demanda da empresa americana. Só o tempo dirá se o lançamento do Disney+ no Brasil terá algo relacionado ao Zé Carioca. Saberemos com certeza apenas em 2020.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Santos é derrotado pelo Athletico Paranaense na penúltima rodada do Brasileirão

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Marinho tenta passar pelo marcador

O Santos FC não somou pontos na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira (4), na Arena da Baixada, em Curitiba-PR, o Alvinegro Praiano perdeu para o Athletico por 1 a 0. Com este resultado, o Peixe permanece com 71 pontos na segunda colocação da competição.

A primeira etapa foi de muita intensidade na capital paranaense. Logo aos oito minutos, após Jean Mota roubar a bola e tocar para Soteldo, o venezuelano encontrou Evandro na entrada da grande área. O meia arriscou de primeira e viu a bola passar próxima à trave defendida pelo goleiro Santos.

Firme na marcação, o Peixe abafava a pressão dos donos da casa e tentava surpreender o rival com muita velocidade. Marinho e Soteldo chegaram a arriscar de longe, mas foram as tentativas de Diego Pituca e de Jean Mota que quase abriram o placar. Ambos apostaram em batidas de fora de área, aos 37 e aos 41 minutos, respectivamente, porém as tentativas saíram pela linha de fundo. Sasha ainda teve uma última chance aos 42 minutos, após receber de Soteldo e arriscar um chute cruzado. Mas Santos defendeu e o duelo foi para o intervalo sem gols.

No segundo tempo, o Athletico abriu o marcador logo com um minuto de jogo com Marco Ruben. Apesar da desvantagem no placar, o Peixe não se intimidou e seguiu buscando o gol adversário. Aos cinco minutos, Marinho aproveitou cruzamento de Soteldo e quase fez de cabeça.


A equipe santista tentou envolver o Athletico com triangulações, mas com um jogador a menos desde os 22 minutos, já que Luan Peres foi expulso, o Alvinegro Praiano não conseguiu construir novas oportunidades de gol e o duelo terminou com vitória mínima dos paranaenses.

O último desafio do Alvinegro Praino no Brasileirão 2019 será no domingo (8), na Vila Belmiro,  em Santos, diante do Flamengo. Já o Furacão encerra sua participação na competição enfrentando o Avaí, na Ressacada, em Florianópolis, no mesmo horário.

A eterna gratidão ao Doutor camisa 8

Por André Louro
Foto: Rodolpho Machado/Veja

Sócrates em ação durante a Copa do Mundo de 1982

Respeito, gratidão, admiração, reverência, encantamento, curiosidade. Nunca e jamais algum jogador de futebol será capaz de despertar, ao menos em mim, tais sentimentos. Dr. Sócrates ou simplesmente Magrão para os amigos, dentre os quais, lamentavelmente para mim, não estive nesse rol de privilegiados. Conviver com a figura do Doutor Sócrates deve ter sido algo muito caro para quem teve a oportunidade.

Por mim, da arquibancada ou do sofá, foi uma enorme satisfação viver no tempo dele, assistí-lo desfilar seu futebol fácil e ao mesmo tempo refinado, inteligente e sofisticado, de cabeça erguida enxergando muito além dos outros.

Viverá eternamente o Doutor Sócrates dos passes de calcanhar, dos gols de cabeça ou dos chutes certeiros, dos toques mágicos, da liderança natural, dos punhos cerrados, do discurso inflamado que por vezes parecia nem combinar com o semblante tranquilo.

Ninguém jogará mais que Pelé, da mesma forma que, para minha geração, no Brasil, ninguém jogou mais que Zico, na mesma proporção que jogador algum foi mais brasileiro, mais irreverente, mais Sócrates que o Doutor camisa 8 do Corinthians e da Democracia Corinthiana.

Sócrates sempre estará presente.

A boa passagem do goleiro belga Pfaff pelo Bayern

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Num time cheio de grandes goleiros em sua história, Pfaff é um dos maiores

O Bayern de Munique, maior clube da Alemanha e detentor de um universo enorme de conquistas, é conhecido por ser a casa onde diversos jogadores alemães se consagraram, sejam eles formados ou não pelo clube. Os bávaros possuem uma proeficiência enorme de bons goleiros, com nomes que passam pelo histórico Sepp Maier, pelo excelente Oliver Kahn e pela estrela dos tempos atuais Manuel Neuer. Nos anos 1980, passou pelo time de Munique um excelente goleiro estrangeiro, o belga Jean-Marie Pfaff, que completa 65 anos neste dia 4 de dezembro.

Pfaff é um dos maiores goleiros da história do futebol. Apesar da pouca estatura, era excelente debaixo das traves e era comum ver o goleiro fazer embaixadinhas frente aos atacantes adversários. Dono de um nivel altíssimo de confiança, Pfaff fechou com o Bayern em 1982, após excelentes anos no Beveren, da Bélgica. Foi com o contrato com o time alemão garantido que o goleirão chegou a Copa do Mundo de 1982, onde problemas entre ele e outros lideres da equipe causaram o colapso do bom time belga ainda na segunda fase do mundial. 

No Bayern, rapidamente virou titular e destaque da equipe. Chegou logo após a dolorosa derrota na final da Copa dos Campeões de 1982, quando o Bayern perdeu o título para o azarão Aston Villa. Não teve um começo tão positivo, já que sua primeira partida de Bundesliga ficou marcada pelo bizarro gol que o goleirão levou do atacante Uwe Reiders, quando o belga falhou em afastar uma cobrança de lateral e sua tentativa de soco acabou desviando a bola para as redes. O gol só foi válido graças ao toque de Pfaff.

Ao longo de sua estadia no Bayern, fez parte do time que ganhou três vezes a Bundesliga, entre 1984 e 1987, ao lado de Lotthar Matthaus, Andreas Brehme, Klaus Agenthaler e outros bons jogadores. Chegou a ficar no banco durante um período depois de uma lesão para Aumann, mas recuperou a posição. Além dos três títulos seguidos da Bundesliga, foi também duas vezes campeão da Copa da Alemanha. Porém, em 1987, na final da Liga dos Campeões, sofreu uma dolorosa derrota para o Porto, quando o Bayern havia inclusive saido a frente, mas acabou levando a virada com gols de Madjer e do ex-santista Juary.

Ao final da temporada 1987/1988, deixou o Bayern, retornando a Bélgica para jogar no Lierse. Ainda passaria pelo Trabzonspor da Turquia, antes de pendurar as luvas. Pelos Bávaros, Pfaff atuou em 156 partidas. Num time com muitos goleiros históricos, é até hoje considerado um dos grandes nomes da história dos bávaros. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Sorteio define trajetória das seleções na Copa América 2020


A Seleção Brasileira conheceu nesta terça-feira a sua trajetória na Copa América 2020. Em sorteio realizado em Cartagena, na Colômbia, foram definidos os grupos da competição continental. O Brasil ficará na mesma chave que Catar, Equador, Peru e Venezuela, além dos próprios colombianos, o Grupo B. No Grupo A, estarão Argentina, Austrália, Bolívia, Uruguai, Chile e Paraguai.

A Copa América começa para o Brasil no dia 14 de junho, contra a Venezuela, em Cali. Depois, é a vez de enfrentar o Peru, no dia 18, em Medellín. A tabela segue com duelos com o Catar (23) e a Colômbia (27), em Barranquilla, e se encerra com o confronto entre Brasil e Equador no dia 1º de julho, em Bogotá.

Coordenador da Seleção Brasileira, o pentacampeão Juninho Paulista ressaltou a força da Copa América, e ainda revelou que vê com bons olhos o revezamento do Brasil por diferentes cidades da Colômbia.

- É uma competição difícil, temos que valorizar muito. Já começamos a Copa América. Os quatro jogos são no ano que vem, mas o trabalho da logística já tem início hoje. Vamos viajar pela Colômbia e com certeza seremos bem recebidos em todas essas cidades - disse.

Presente em Cartagena para o sorteio, o auxiliar técnico César Sampaio avaliou positivamente o resultado do sorteio e mostrou confiança na Seleção Brasileira.

- Nós já tínhamos uma prévia do grupo, o mais importante era a distribuição e os locais dos jogos. Em termos de logística, viajaremos um pouco mais, mas isso é tranquilo. Estamos confiantes. Temos a possibilidade de fazer uma boa preparação e vejo o Brasil com grandes chances na competição - analisou.

Atual campeão da Copa América, o Brasil vai até a Colômbia para defender seu título. A competição será sediada pelos cafeteros e pela Argentina, que recebe o outro grupo da primeira fase. O outro grupo será composto por Argentina, Austrália, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. Austrália e Catar são as duas seleções convidadas para esta edição da Copa América. A partir das semifinais, todos os jogos serão disputados na Colômbia. 

A Seleção Brasileira foi representada no sorteio por seu coordenador, Juninho Paulista, o auxiliar técnico César Sampaio, além de Luis Vágner, supervisor, Hamilton Corrêa, administrador, e Aloísio Rocha, chefe de segurança da equipe. A CBF ainda contará com mais dois vice-presidentes no evento: Fernando Sarney e Marcus Vicente.
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