sábado, 7 de dezembro de 2019

Jabaquara vence o Santo André na Caneleira e conquista a Paulista Cup Sub-15

Foto: divulgação Tática Assessoria/Deivid Sports/Jabaquara AC

O time do Jabaquara que foi campeão na tarde deste sábado

O Jabaquara é o campeão da Paulista Cup Sub-15. O título foi conquistado na tarde deste sábado, quando o Leão da Caneleira venceu o Santo André pelo placar de 1 a 0, no jogo único da final, disputado diante de um público estimado em duas mil pessoas que compareceu ao Estádio Espanha.

Autor do único gol da final, marcado aos 24 minutos do primeiro tempo, o atacante Matheus Lima comemorou a conquista. “Foi um jogo difícil, disputado lance a lance. Fico feliz por ter feito esse gol, que garantiu o título tão merecido para o nosso grupo”, declarou o garoto.

O técnico Leonardo Góis ressaltou a trajetória da equipe na competição, em que obteve nove vitórias em onze partidas, com 25 gols marcados e somente seis sofridos. “Nossa campanha foi maravilhosa e o título merecido. Contamos com uma estrutura excelente e os atletas deram a resposta em campo, mostrando qualidade técnica e espírito de luta. Estão todos de parabéns”.

Além da medalha de campeão, o goleiro Matheus Lopes recebeu também o troféu de goleiro menos vazado da competição.

Campeão 17 anos depois - A Paulista Cup Sub-15 é o primeiro título conquistado pelo futebol do Jabaquara, levando em consideração todas as categorias, depois de 17 anos. A última taça erguida por atletas do clube havia sido a do Campeonato Paulista de Profissionais da Série B-3, em 2002.

“É uma alegria proporcionar essa grande festa a um clube de tradição como o Jabaquara. Estamos trabalhando forte na base e tenho certeza que o título de hoje (sábado) é apenas o primeiro de diversos outros que iremos conquistar, além de revelar talentos para o clube e para o futebol brasileiro”, destacou o ex-atacante Deivid, cuja empresa, a Deivid Sports, gerencia as categorias sub-11 a sub-17 do Leão da Caneleira, com o apoio da Mediterranean Logística, L&L Vidros e Grupo DW Log.

Adãozinho é o novo técnico do São Caetano

Com informações do AD São Caetano
Foto: Fabrício Cortinove/AD São Caetano

Adãozinho foi um dos maiores jogadores da história do clube e agora será o treinador

Figura crucial do São Caetano que surpreendeu o Brasil, Adãozinho está de volta ao clube. Desta vez não para desfilar o seu talento dentro de campo, mas sim para substituir Marcelo Vilar, no comando do time profissional do Azulão, que irá disputar a Série A-2 do Campeonato Paulista. O São Caetano anunciou a mudança nesta sexta-feira, dia 6 de dezembro.

Identificação - Com 156 jogos, Adãozinho é o 12º jogador que mais vezes entrou em campo pelo Pequeno Gigante. Além disso, fez parte do time campeão da Série A-2 em 2000 e das inesquecíveis campanhas do Brasileirão (2000 e 2001) e vice da Libertadores (2002).

Diante deste novo desafio na carreira, o ídolo do São Caetano falou sobre a importância de dirigir o clube pelo qual possui tanta identificação. “Uma alegria imensa. Agradeço a Deus por essa oportunidade, pois era um sonho (dirigir o clube) que está se tornando realidade. Vou trabalhar com profissionalismo, com respeito. Sei que o São Caetano é grande, apesar da divisão que se encontra. O nosso projeto é para que este clube volte a brilhar no futebol brasileiro”, desejou o agora técnico.

Em relação ao elenco que terá à disposição, Adãozinho projetou mudanças na equipe que venceu recentemente a Copa Paulista. “Estamos passando por uma reconstrução. Alguns jogadores vão sair, enquanto outros estão chegando dentro das possibilidades do clube. Temos que trabalhar com serenidade, pois a Série A-2 é um dos campeonatos mais difíceis”, analisou.

Por fim, Adãozinho disse ainda que pretende utilizar de toda a vivência que possui no futebol para contribuir pelo sucesso do São Caetano. “Já tive o privilégio de ter 14 acessos como jogador, portanto, conheço bem o nosso futebol. Mas para repetir isso(sucesso) é preciso ter um trabalho alinhado entre atletas e comissão técnica. Várias equipes tradicionais brigarão para voltar à primeira divisão do paulista e todas possuem condição.Mas essa condição precisa ser provada com trabalho e dentro de campo”, concluiu.

Silvio Luiz - Quem também estará na comissão técnico do Pequeno Gigante é Silvio Luiz. O ex-jogador, que possui mais partidas pelo time azulino, e foi arqueiro do Azulão nos grandes momentos do clube, será o treinador de goleiros do São Caetano.

A passagem de John Terry pelo Nottigham Forest

Por Lucas Paes
Foto: John Walton/EMPICS


Terry teve curta passagem pelo Forest em 2000

O zagueiro John Terry, nascido em 7 de dezembro de 1980, é considerado um dos maiores ídolos da longa história do Chelsea. Tamanha a idolateria rende até pedidos para que se crie uma arquibancada com seu nome no Stamford Bridge. Terry foi o capitão de parte da era mais gloriosa dos Blues, tempos que vão dos anos 2000 até os dias atuais, mesmo que nesta temporada o time passe por uma espécie de crise. Mas, nem só de Blues viveu a carreira do eterno capitão azul. Além do encerramento no Aston Villa, Terry também passou pelo Nottigham Forest, no ano de 2000.

Depois de começar a jogar pelo Chelsea aos 18 anos, em 1998, o zagueiro, que tinha sido meio campista na base, tinha poucas oportunidades de jogar entre os titulares dos Blues, pois o time já na época possuia nomes como Desailly e Petrescu em sua defesa. Assim, na parte final da temporada de 1999/2000, o zagueiro chegou por empréstimo ao City Ground, atendendo a pedidos do treinador do time, David Platt.


Terry estreou com a camisa do Nottingham numa partida diante do Charlton Athletic, no City Ground, já em 8 de abril de 2000. O jogo terminou com empate por 1 a 1. O jovem atleta chamava a atenção por sua determinação nos treinos, segundo os companheiros, chegando a treinar com calções e meias curtas no meio da neve, além da liderança que já mostrava com apenas 19 anos de idade. Dentro de campo, encantou os torcedores do Forest com boas atuações nas poucas vezes que vestiu a camisa vermelha.

Na rodada seguinte, diante do Birmigham City, jogou como titular desde o início, vestindo a número 15, e o Forest ganhou de 1 a 0, fora de casa. Depois, novamente foi titular diante do Sheffield United, um empate por  0 a 0 no City Ground. No jogo seguinte, outra vez entrou entre os titulares no empate de 1 a 1 diante do Fulham, em Craven Cottage. Depois, foi novamente titular diante do Port Vale, no City Ground, em vitória vermelha por 2 a 0 e encerrou sua passagem pelo Forest na 46ª e última rodada da segunda divisão inglesa de 1999/2000, diante do Stockport County, fora de casa, numa alucinante vitória por 3 a 2.


A qualidade demonstrada foi tamanha que obviamente Terry chamou a atenção do clube, que queria ficar com ele. Mas, quem chegou mais perto de tirar Terry dos Blues foi o Huddlersfield Town, do treinador Steve Bruce, que ofereceu 750 mil libras ao Chelsea. Os Blues até aceitaram a proposta, mas Terry não quis ir, preferindo permanecer em Stamford Bridge e buscar seu espaço. O resto, como nós todos sabemos, é história. E bota história nisso. 

Otávio vive grande fase no Bordeaux

Foto: divulgação Bordeaux

Otávio é o jogador de linha do Bordeaux com mais minutos em campo

Espetacular. Assim pode se resumir o momento do volante brasileiro, Otávio, com a camisa do Bordeaux. Os números são aliados para comprovar isso. Ele é o jogador de linha com mais minutos pelo time francês na Ligue 1 (elite do Campeonato Francês). No total, Otávio tem 1.260 minutos em campo. O volante atuou em 14 das 16 partidas do Bordeaux no Francês sempre como titular e sem ser substituído.

Para coroar a ótima fase, Otávio brilhou na última terça-feira quando anotou os seus dois primeiros gols pelo Bordeaux. Foi na vitória, em casa, por 6 a 0 contra o Nîmes. Com a goleada, o Bordeaux subiu para a terceira posição e entrou na zona de classificação para a Champions League.

Com tantos fatos positivos, Otávio não esconde a felicidade pelo momento que vive. “Estou muito contente. Mas, não quero parar por aqui. Meu desejo é continuar sendo utilizado para ajudar o Bordeaux nos seus objetivos. Já são mais de 40 partidas no ano, algo muito difícil de conseguir pela competitividade do futebol europeu. Tem sido uma semana especial também pelos primeiros gols que marquei com a camisa do Bordeaux. Sei que não é minha função principal, mas pretendo, sempre que possível, contribuir também ofensivamente”, relatou o camisa 5 do Bordeaux.

Revelado nas categorias de base do Athletico Paranaense, Otávio não esconde o desejo de disputar na próxima época uma competição europeia. “Todos do clube estão empenhados desde o começo da temporada em recolocar o Bordeaux no calendário das competições europeias. Estamos no caminho certo, mas temos consciência que ainda não é o suficiente. Precisamos manter essa evolução e essa união do elenco. Com isso, creio que poderemos comemorar no final da temporada uma vaga na Liga Europa ou melhor ainda, na Champions League”, opinou o atleta de 25 anos.

No próximo domingo, o Bordeaux terá um confronto direto por uma vaga na Champions League. O time enfrentará fora de casa o Olympique de Marseille, que é o vice-líder da Ligue 1. Se a equipe do volante Otávio buscar a vitória diminui a diferença para apenas dois pontos. “Enfrentaremos uma grande equipe, que vem de cinco vitórias consecutivas na Ligue 1. Estudamos muito a maneira deles atuarem e esperamos que possamos surpreendê-los na casa deles. Estamos almejando cada vez mais subir na tabela e chegar nas primeiras posições. Individualmente, estou me preparando para fazer um grande jogo e consolidar ainda mais minha temporada que vem sendo de afirmação”, concluiu.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Efeito Sampaoli começa a fazer efeito no Mercado da Bola

Por Lula Terras
Foto: Ivan Storti/Santos FC

Sampaoli é cobiçado por vários times e fez com que os clubes sondassem treinadores estrangeiros

O final da temporada promete grandes surpresas no mercado da bola, especialmente dentro do futebol brasileiro, desta vez, com um ingrediente não muito comum, que envolve a troca de treinadores, entre as grandes equipes. O nome mais citado é de Jorge Sampaoli, que vem sendo especulado para comandar o Palmeiras, São Paulo e até mesmo o Flamengo, caso Jorge Jesus aceite uma das propostas de fora do País.

Esse quadro comprova o acerto da diretoria santista que resolveu apostar no treinador argentino que, mesmo reconhecido como um dos melhores do Mundo era olhado com desconfiança e desconforto por treinadores brasileiros e vários jornalistas esportivos, que viam a desnecessidade de trazer um treinador de fora, tendo no País, vários treinadores de ponta. A excelente campanha do Santos, tanto no Campeonato Paulista, onde foi eliminado, na disputa, por pênaltis, e vem disputando com o Palmeiras a condição de vice-campeão Brasileiro, na atual temporada.

O sucesso dos gringos que aposta no futebol ofensivo, como estilo de jogo foi tanto, que outros treinadores estrangeiros vêm sendo especulado para desembarcar no Brasil, caso de Sebastián Beccacece que, durante 10 anos trabalhou com auxiliar de Sampaoli, inclusive, na Universidade de Chile. E sagrou-se vice-campeão argentino de 2019, dirigindo o surpreendente Defensa y Justicia, o que garante ao clube uma das vagas diretas para a Libertadores da América, de 2020.

Um dos clubes interessados é o próprio Santos, caso Sampaoli, realmente saia do clube, no final da atual temporada. O interesse santista vai muito, pelos estilos de trabalho, muito parecidos entre os dois argentinos. Essa febre de interesse, por treinadores de fora, por certo deve incomodar e muito, boa parte dos treinadores brasileiros que estão desempregados, e não acostumados a ver seus nomes entre os favoritos para assumir grandes equipes. Constam na lista treinadores como Felipe Scolari, Mano Menezes, Cuca, Abel Braga, entre outros. Para eles fica uma sugestão, que busquem repensar a forma como enxergam o futebol, sob o risco de cair no esquecimento. É o que penso.

A possível volta da Supercopa Libertadores e os obstáculos que a impedem

Por Lucas Paes

O Racing ganhou a primeira edição da Supercopa Libertadores em 1988 (Foto: arquivo Racing)

A Supercopa da Libertadores foi uma competição de clubes realizada pela Conmebol entre 1988 e 1997. Envolvia todos os times campeões de Libertadores e teve diferentes formatos de disputa ao longo de sua existência. Na sua primeira endição, em 1988, era disputada em sua integridade em mata-mata, com jogos de ida e volta em duelos sorteados. A competição parou de ser disputada em 1997, substituída pela Mercosul e Merconorte. O campeão da Supercopa disputava o título da Recopa Sul-Americana com o campeão da Libertadores. Atualmente, crescem as notícias de uma possível volta da competição, mas essa volta passa por diversos obstáculos.

Recentemente, a Supercopa virou novamente destaque na mídia. Devido a criação do novo Mundial de Clubes da FIFA, que agora será como uma Copa do Mundo de clubes, podendo envolver 24 equipes, a Conmebol precisa de maneiras para ceder as vagas para a competição em 2021. Devido a isso, a entidade sul-americana passou a estudar a recriação da Supercopa. Teoricamente, serão seis vagas para times sul-americanos na competição. Assim, entrariam os campeões da Libertadores de 2019 (Flamengo) e 2020, os campeões da Sul-Americana 2019 (Independiente Dell Vale) e 2020 e as outras duas vagas são as incógnitas. Porém, este número ainda é incerto.

Hoje, surgiu a informação que a Conmebol teria confirmado a volta da competição. Tal fato gerou bastante "burburinho" na mídia e recentemente surgiram até imagens com os participantes, obviamente, os campeões da Libertadores até 2019. A informação foi desmentida pela confederação. Na verdade, até as seis vagas não são certas, pois não há confirmação da quantidade de vagas pela FIFA para o Mundial ainda. Portanto, a volta da Supercopa Libertadores ainda está na fase de estudos. A ideia ainda está no papel e existem diversas dificuldades para colocar a volta da competição em prática.

A primeira grande dificuldade vem da confederação mais rica entre as que entregam a Conmebol. A CBF tem posição completamente contrária a volta da Supercopa, pois ela incharia ainda mais o calendário do futebol brasileiro. O Brasil teria 10 times envolvidos na competição, de diversos estados do país. A volta, portanto, afetaria o calendário de quatro estaduais diferentes, além do calendário nacional, obviamente. A resistência da CBF é uma dificuldade enorme para qualquer torneio que se pense em criar na América do Sul, pois ela é a maior confederação do continente.

O River campeão de 1997 (Foto: Reprodução Twitter)

Há ainda mais um fator que deve ser levado em conta. O Mundial de Clubes ocorrerá a cada quatro anos, portanto a próxima edição terá quatro edições de Libertadores ocorrendo entre 2021 e 2024, além da Sul-Americana. Portanto, se forem as especuladas seis vagas também em 2024, quatro sozinhas poderiam ir para campeões da Libertadores. Portanto, a "volta" seria útil para essa função por apenas dois anos. Independente de qualquer coisa, a Conmebol ainda terá que considerar muitas questões para poder tirar a ideia da volta da Supercopa do papel.

O primeiro campeão da Supercopa foi o Racing, no ano de 1988. La Acade bateu na final o Cruzeiro, vencendo por 2 a 1 em Avellaneda e empatando por 1 a 1 em Minas Gerais. O Racing antes havia eliminado o Santos na primeira fase e depois passado direto a semifinal por sorteio, quando enfrentou o River e foi a final. O River Plate, por sinal, foi justamente o último campeão da Supercopa. Os Millonarios passaram primeiro por um grupo com Vasco, Santos e Racing. Depois, bateu o Atlético Nacional na semifinal e o São Paulo na final.

Confira todos os campeões da competição:

1988 - Racing (ARG)
1989 - Boca Juniors (ARG)
1990 - Olimpia (PAR)
1991 - Cruzeiro (BRA)
1992 - Cruzeiro (BRA)
1993 - São Paulo (BRA)
1994 - Independiente (ARG)
1995 - Independiente (ARG)
1996 - Velez Sarsfield (ARG)
1997 - River Plate (ARG)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Jabaquara terá Lelo como treinador em 2020

Foto: divulgação/Jabaquara AC

Lelo foi anunciado pelo Leão da Caneleira nesta quinta-feira, dia 5

O Jabaquara iniciou cedo a preparação para o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2020, que deve começar entre o final de março e início de abril. O Leão da Caneleira anunciou, em seu Instagram oficial, a contratação do técnico Lelo para a disputa da competição do próximo ano. O profissional, conhecido por ter um vitorioso currículo no futebol paulista deve agora preparar o planejamento para a temporada, junto com a diretoria do clube.

Euzébio Gonçalves, o Lelo, é de Santos, começou como treinador nas categorias de base dos times da região e Corinthians. Depois, adquiriu uma larga experiência no futebol profissional paulista, tendo passado por Santacruzense, Francana, Internacional de Limeira, XV de Piracicaba, Barretos, Araçatuba, Grêmio Prudente, Penapolense, São Bernardo FC, Itapirense, Matonense e Velo Clube.

Lelo tem acessos com o Linense, em 2001 e 2006, Santacruzense, em 2005 e 2010, Penapolense, em 2007, São Bernardo FC, em 2010, e Primavera de Indaiatuba, em 2014. Seu último trabalho foi no Velo Clube, em 2018, e neste ano foi para Portugal, onde fez cursos e estágios em diversos clubes.

Para a montagem da equipe, Lelo vai, primeiro analisar a base do clube, que hoje é administrada pela Deivid Sports. Depois, vai desenvolver a linha de trabalho. Nas mídias sociais, o Jabaquara soltou a seguinte nota:
LELO chega para BOTAR o JABUCA em CAMPO em 2020!! Reconhecido no Interior paulista por seu trabalho junto a diversos clubes, o TÉCNICO está de olho nas categorias de base para montar o novo elenco do Profissional. 
Avante, Jabaquara!!!
Para o presidente do clube, Adelino Rodrigues, 2020 é o ano para se investir no futebol. “Vamos iniciar um trabalho voltado, sobretudo, para o futebol profissional. Considerando que o patrimônio do clube está recuperado, o futebol passa a ter uma importância para a diretoria. A gente pretende, com o investimento no futebol, fazer com que a equipe mude de divisão, por isso contratamos o Lelo”, afirmou Adelino.

Mesmo com derrota, Palmeiras fica com o título da Supercopa do Brasil Sub-17

Foto: Fabio Menotti/Palmeiras

Comemoração do Palmeiras no Maracanã

A equipe Sub-17 do Palmeiras levantou a taça da Supercopa do Brasil no estádio do Maracanã e garantiu o 33º título da base alviverde em 2019! O Verdão foi superado pelo Flamengo por 3 a 2 na final desta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro-RJ, com gols de Gabriel Silva e Lucas Eduardo, mas foi campeão pois havia vencido o jogo de ida por 2 a 0, no Pacaembu, na semana passada.

Esta foi a primeira edição da Supercopa Sub-17 na história, disputada entre os campeões da Copa do Brasil e do Brasileiro da categoria. O Palmeiras teve a vaga garantida porque venceu a Copa do Brasil Sub-17 diante do São Paulo em outubro – o time palestrino, inclusive, é o maior campeão do torneio sob a organização da CBF, com dois títulos (2019 e 2017).


Gabriel Silva abriu o placar aos oito minutos do primeiro tempo: Vitinho lançou a bola na área, o zagueiro Jonathan escorou de cabeça e o artilheiro antecipou a marcação para desviar para a rede. O rival reagiu no segundo tempo com dois gols nos primeiros dois minutos, mas o Verdão se encontrou rapidamente e controlou a tempo a reação.

Aos 15 minutos, Gabriel Silva quase anotou um golaço em um chute de longe, mas a bola explodiu no travessão e saiu. A equipe aproveitou o bom momento e buscou o empate em um golaço do meia Lucas Eduardo, aos 30, finalizando de letra na pequena área após cruzamento de Garcia pela lateral direita. O time da casa ainda descontou nos acréscimos, mas não teve tempo para mais nada.

O ano é de 2019 é histórico para o Centro de Formação de Atletas do Verdão. Como também venceu a Copa do Brasil Sub-20, o Verdão unificou as taças do torneio nas duas principais categorias da base. Nenhuma outra equipe havia vencido as duas competições no mesmo ano – a Copa do Brasil Sub-20 é disputada desde 2012, e a Sub-17 foi criada no ano seguinte.


O time comandado pelo técnico Artur Itiro tem faturado vários títulos importantes nos últimos anos. Em 2019, além da Copa do Brasil e da Supercopa, o Alviverde conquistou também o bicampeonato do Mundial de Clubes Sub-17, na Espanha, e a SNAF Cup, na França. Campeão do Paulista da categoria no ano passado, o clube foi vice-campeão estadual em novembro.

Somando todas as categorias, a base do Palmeiras tem agora 33 títulos na temporada e já superou a marca de 23 taças obtida no ano passado – recorde que ainda pode aumentar em dezembro. Vale lembrar que o Palmeiras também está na decisão da Supercopa do Brasil Sub-20, contra o Flamengo, no final deste mês (as datas ainda serão confirmadas pela CBF).

2005 e 2006 - As Libertadores com quatro times paulistas

Foto: Renato Pizzutto/Placar

Santo André e Palmeiras estiveram no mesmo grupo na Libertadores de 2005

Com a vitória sobre o Ceará na última quarta-feira, dia 4, o Corinthians garantiu a sua vaga na Copa Libertadores 2020, assim como os rivais Palmeiras, Santos e São Paulo. Este é um marco, pois é a primeira vez que os quatro grandes paulistas estarão na mesma edição da maior competição sul-americana de clubes. Porém, esta será a terceira oportunidade que quatro equipes do estado estarão no torneio, sendo as primeiras em 2005 e 2006.

Desde a Copa Libertadores de 2000, quando a competição passou a contar com quatro ou mais times brasileiros, a primeira vez que houve um quarteto paulista na competição foi em 2005. A edição contou com o Santos, São Paulo e Palmeiras, respectivamente campeão, terceiro e quarto colocados do Brasileirão de 2004, e do Santo André, campeão da Copa do Brasil.


Ramalhão e Verdão ficaram no mesmo grupo, o 4, e brigaram pela segunda vaga para o mata-mata da competição, já que o primeiro colocado foi o Cerro Porteño ficou na liderança. O Palmeiras, com nove pontos, levou a melhor e avançou, fazendo com que o Santo André fosse eliminado na primeira fase. Porém, o time do ABC venceu o rival em casa e ainda aplicou uma goleada de 6 a 0 no Deportivo Táchira.

O Palmeiras não foi tão mais longe naquela competição e caiu para o rival São Paulo nas oitavas, perdendo os dois jogos: 1 a 0 e 2 a 0. O Santos foi um pouco melhor que o Verdão, chegando às quartas, mas sendo eliminado por outro brasileiro, o Atlético Paranaense, também perdendo os dois jogos: 3 a 2 e 2 a 0.

Mas teve um time paulista que teve muito o que comemorar naquele ano. O São Paulo foi o primeiro de sua chave na fase inicial, o Grupo 1, e depois de eliminar o rival Palmeiras, passou Tigre e River Plate e bateu o Atlético Paranaense na decisão, conquistando o seu terceiro título na história da competição.

O Paulista encarando o River Plate em 2006

Um ano se passou e em 2006 o fenômeno se repetiu. Desta vez, Santos e Santo André não conseguiram vaga na competição, mas dois outros times do estado conseguiram vaga. O trio de ferro se fez presente: o São Paulo, como campeão continental, e Corinthians e Palmeiras, respectivamente campeão e quarto no Brasileirão 2005, estavam presentes. A novidade era o Paulista de Jundiaí, que havia conquistado a Copa do Brasil de 2005.

Porém, o Galo da Japí não teve vida fácil. A equipe foi a lanterna do Grupo 8, com apenas seis pontos, em um grupo que tinha River Plate, Libertad do Paraguai e El Nacional do Equador. De ponto positivo apenas a vitória contra o tradicional argentino, no Jayme Cintra, por 2 a 1.


O trio de ferro paulistano avançou para o mata-mata, mas Corinthians e Palmeiras caíram já nas oitavas. O Timão foi eliminado pelo River Plate perdendo os dois jogos (3 a 2 e 3 a 1) e o Palmeiras, assim como no ano anterior, foi batido pelo rival São Paulo, empatando o primeiro jogo em 1 a 1 e perdendo o segundo por 2 a 1.

O Tricolor novamente chegou à final. Depois de passar em primeiro no Grupo 1, e eliminar o rival Verdão, o São Paulo bateu Estudiantes, nos pênaltis, e Chivas Guadalajara (equipe que já havia enfrentado na etapa inicial). Porém, na decisão, a equipe do Morumbi foi derrotada pelo Internacional, perdendo em casa por 2 a 1 e apenas empatando em 2 a 2 no Beira-Rio.

Zé Carioca e o Vila Xurupita FC - O personagem brasileiro da Disney

Por Lucas Paes


Zé Carioca, personagem que gostava de samba, futebol e praia

Walt Disney é responsável pela criação de diversos personagens famosos ao longo da história. O artista, que nasceu em 5 de dezembro de 1901, em Chicago, nos Estados Unidos, criou nomes que marcaram gerações de crianças, como Pato Donald, Mickey, Minnie, A Pequena Sereia, Cinderela, entre outros. No meio disso tudo, o Brasil foi retratado em um personagem que fez muita fama no país: Zé Carioca, o típico malandro, que usava o "jeitinho" para passar por diversas situações. Obviamente, como carioca, gostava de samba, praia e, é claro, futebol.

Zé Carioca é um papagaio pois era a ave que mais se aproximava do estilo brasileiro, feliz, despretencioso e até preguiçoso. O rosto dele foi inspirado em Herivelto Martins. O jeito de Zé Carioca, porém, foi inspirado em um Zézinho Guimarães, violonista que era de São Paulo. O personagem refletia de certa forma a imagem que se tinha do brasileiro fora do Brasil. Era morador do Morro, mais precisamente do bairro da Vila Xurupita. E se envolvia em encrencas com amigos e com o poder público. Além disso, também era apaixonado pela filha de um magnata.

O personagem foi criado por Walt Disney no Hotel Copacabana Palace, quando o artista ficou impressionado com o trabalho do cartunista brasileiro José Carlos de Britto e Cunha, o JCarlos. Ele tentou levar o brasileiro para trabalhar em Hollywood, mas diante da recusa do cartunista, ele cria o personagem em sua homenagem. A visita foi parte de um esforço americano para tentar melhorar relações com o Brasil e com outros países latinos, que envolveu inclusive comitivas com Disney. Porém, ele gostou tanto do país que prometeu criar um personagem que refletisse seu povo.


Zé Carioca aparece pela primeira vez no filme "Alô, Amigos", de 1942. Ele recebe o Pato Donald, ao som de "Aquarela do Brasil" e "Tico Tico no Fubá", com cachaça e samba. O filme fez com que as músicas ficassem famosas fora do Brasil. A partir de 1950, o personagem passou a aparecer em quadrinhos brasileiros, pela Editora Abril. Mas, foi apenas em 1964 que ele ganhou a própria revistinha.

Como brasileiro, Zé Carioca obviamente gostava de futebol. Seu bairro, a Vila Xurupita, tinha um time homônimo. Mas, a equipe, que vestia uniforme rosa e branco, não foi sempre chamada dessa forma. Na primeira aparição, o time se chamava Seresteiros da Tijuca. Aparece na revista numéro 479 do Zé Carioca, quando o primeiro adversário é um time onde o goleiro é o Gastão, primo sortudo do Pato Donald. O nome Vila Xurupita surge nos anos 1970, sendo o mesmo nome da escola de samba frequentada pelos personagens.

A equipe não tinha nenhum grande rival na teoria. Na prática a rivalidade vinha com o time do Arranca Toco FC, capitaneado por Zé Galo, antagonista de Zé Carioca, que tinha em sua escalação vários personagens que arrumavam esquemas para cobrar o dividas do Zé Carioca. Quanto ao sucesso ou fracasso do time, tal fato variava de acordo com histórias. Em algumas, era citado que o Vila Xurupita era um time fracassado que nunca havia vencido nenhuma taça. Em outras, o time ganha alguma taça ou até a Copa dos Morros. Em uma história, o time foi até campeão estadual de futebol, após receber investimentos de Pedrão, personagem amigo de Zé Carioca, que havia ganho na loteria.


Já quanto a qualidade de Zé Carioca com a bola no pé, esta também varia de acordo com a histórias. Em boa parte, ele é citado como um craque azarado, sendo o principal jogador do time da Vila Xurupita, mas não conseguindo ajudar a equipe à alçar vôos maiores. Em outras, é citado que Zé é um "perna de pau", que, assim como o time da Vila Xurupita, fracassa no esporte bretão, ainda que o futebol seja um tema recorrentemente ligado ao personagem. Particularmente, este que vos escreve se recorda de uma história onde o time de Zé Carioca entrava numa fria ao jogar contra um time de bruta-montes que intimidavam até a arbitragem, além de "descer o sarrafo" nos adversários, com o jogo só terminando quando o adversário do time do Zé virou o jogo.

Quanto ao sucesso, Zé Carioca, o Joe Carioca em terras americanas, nunca chegou a se tornar um personagem muito grande nos EUA, porém fez um sucesso imenso no Brasil. Foi utilizado em diversos tipos de campanha envolvendo o futebol brasileiro e é até hoje um dos maiores reflexos de brasilidade que existem. O legado e o tamanho do personagem é algo inegável. Até hoje aparece em histórias da Disney, mais recentemente sendo personagem de um episódio de uma série do DisneyLife, aplicativo de vídeo sob demanda da empresa americana. Só o tempo dirá se o lançamento do Disney+ no Brasil terá algo relacionado ao Zé Carioca. Saberemos com certeza apenas em 2020.
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