terça-feira, 22 de maio de 2018

Divulgados grupos e regulamento da Copa Paulista de 2018


A Copa Paulista 2018 foi definida em Conselho Técnico realizado na tarde desta terça-feira (22), na sede da Federação Paulista de Futebol. Os clubes participantes acertaram os detalhes da competição, que terá início em 5 de agosto.

As mudanças em relação à 2017 começam no número de participantes. Nesta temporada serão 27, contra 22 da edição passada. Com o aumento de clubes, o número de grupos da primeira fase também aumentou: de três para quatro.

Os 27 participantes são divididos em 4 grupos regionalizados (1 com 6 equipes e 3 com 7), que jogarão em turno e returno dentro dos grupos com os quatro melhores de cada se classificando para a segunda fase.

A segunda etapa será formada por 4 grupos com 4 equipes, que novamente jogarão em turno e returno entre eles para definir os oito quadrifinalistas. A única mudança nas quartas de final é que a partir de 2018 ela será decidida em penalidades caso o placar agregado termine empatado após os dois jogos. Até 2017, o desempate era através de melhor campanha.

Semifinal e final continuam da mesma forma do ano anterior. A decisão do torneio está marcada para o dia 2 de dezembro. O campeão terá o direito de escolhe entre uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro ou na Copa do Brasil. O vice fica com a outra vaga.

A Ferroviária conquistou o título em 2017

Atletas - Cada clube poderá inscrever 26 atletas na Lista A, não tendo obrigatoriedade de três goleiros. Já a Lista B poderá ter atletas nascidos a partir de 1997 e que tenha jogado uma competição de base pelo clube em 2018 ou em anos anteriores. As inscrições para a primeira fase irão até o dia 18 de setembro. Os times classificados poderão mudar até 6 atletas para as fases seguintes.

Confira os grupos do torneio:

Grupo 1
Novorizontino - Mirassol - Batatais
Penapolense - Votuporanguense - Olímpia

Grupo 2
Ferroviária - Red Bull Brasil - Inter de Limeira
XV de Piracicaba - Rio Claro - Desportivo Brasil - Noroeste

Grupo 3
São Caetano - Bragantino - Santo André
Santos - Água Santa - Taubaté - São Bernardo FC

Grupo 4
Ituano - Portuguesa - Juventus
Osasco Audax - Nacional - Taboão da Serra - Atibaia

Com três de Chú, Sereias goleiam o Audax pelo Brasileirão

Fotos: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/SFC

Chú foi o grande nome da partida, marcando três dos cinco gols das Sereias

Despedida da goleira Dani Neuhaus, show de Chú e Sereias da Vila cada vez mais líderes do Grupo 2 do Campeonato Brasileiro Feminino de 2018. Foi assim a goleada do Santos FC sobre o Audax, por 5 a 1, em partida realizada na tarde desta terça-feira, dia 22, na Vila Belmiro, pela quinta rodada da competição.

Antes de a bola rolar, o Alvinegro Praiano tinha 10 pontos e liderava o Grupo 2 da competição. Além disso, na rodada anterior, as Sereias golearam o Vitória de Santo Antão pelo placar de 7 a 0. Por isto, o momento da equipe era muito bom. Já o Audax, com cinco pontos, era o vice-líder da chave, mas empatado com mais seis equipes. No jogo anterior, a equipe de Osasco goleou a Portuguesa pelo placar de 5 a 1.

No início do jogo, as atenções estavam voltadas para a goleira Dani Neuhaus. A camisa 1 das Sereias acertou transferência para o Benfica e irá para Portugal no segundo semestre. Campeã brasileira com o Peixe na última temporada, a arqueira recebeu uma homenagem após o apito final e ficou emocionada.

Mostrando muita qualidade na troca de passes, o Santos FC começou o duelo desta terça dominando as ações. Tanto que aos 5 minutos, Chú recebeu de Rosana dentro da área e bateu no canto da goleira Castro, abrindo o placar para as Sereias na Vila Belmiro.

No ataque seguinte, porém, a zagueira Agustina aproveitou cobrança de escanteio e empatou para o Audax. A igualdade não desanimou as Sereias, que seguiram pressionando e foram recompensadas aos 17 minutos, quando Chú recebeu cruzamento de Juliete pela esquerda e tocou por cima da arqueira do Audax. A bola caprichosamente bateu no travessão antes de entrar, colocando o Peixe novamente em vantagem.

A goleira Dani Neuhaus fez sua despedida do Santos FC na tarde desta terça-feira 

Mesmo vencendo, o Peixe não recuou. Aos 28, Chú recebeu passe de Angelina no lado direito, passou com facilidade pela marcação e cruzou na área. Porém, a zaga do Audax afastou o perigo. Dez minutos depois, foi a vez de Sochor aproveitar rebote defensivo para arriscar chute de longe, mas parar na goleira Castro, decretando a vitória parcial por 2 a 1 na primeira etapa.

Apesar da melhora do Audax na volta do intervalo, quem marcou mais uma vez foi o Santos FC. Aos 11, Alanna avançou pela direita, entrou na área, e cruzou na medida para Patrícia Sochor apenas desviar para o fundo das redes.

Com o jogo praticamente definido, as Sereias passaram a administrar o resultado. E apesar da desvantagem, time de Osasco pouco assustou a goleira Dani. E aos 33 minutos, o Peixe transformou a vitória em goleada. Após confusão em cobrança de escanteio, a bola sobrou para a artilheira Chú, que estufou as redes, anotando seu terceiro no jogo, e quarto da equipe.

No fim, ainda sobrou tempo para a goleira Dani Neuhaus ser substituída por Paty Nardy e ouvir aplausos na Vila Belmiro. E quando o placar parecia definido, Ketlen recebeu em velocidade, avançou pelo meio e bateu firme, decretando a goleada do Peixe por 5 a 1 sobre o Audax.

Com o resultado, o alvinegro chegou aos 13 pontos e segue liderando com folga o grupo 2 do Brasileirão. Na sexta rodada, a equipe comandada por Emily Lima visita a Portuguesa, no próximo dia 31, às 15h, no Canindé. Antes disso, porém, as Sereias da Vila encaram o clássico contra o Corinthians, neste domingo (27), também às 15h, no estádio Francisco Ribeiro Nogueira, em Mogi Das Cruzes, pela 10ª rodada Campeonato Paulista Feminino. Já o Audax, pelo Paulista, no sábado, vai enfrentar o Rio Preto, fora de casa, e no Brasileirão, dia 31 de maio, recebe o Flamengo em Osasco.

Time de Emily Lima lidera o grupo 2 do Brasileirão Feminino, com 13 pontos

Ficha Técnica
SANTOS FC 5 x 1 AUDAX

Data: 22 de maio de 2018
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Público: 390 pessoas
Árbitra: Fernanda S. Ignácio de Souza (SP)
Assistentes: Amanda Pinto Matias (SP) e Renata Ruel X. de Brito (SP)

Gols
Santos FC: Chú, aos 5' e aos 17' do 1T, e aos 33' do 2T; Patrícia Sochor, aos 11' do 2T, e Ketlen, aos 42' do 2T;
Audax: Agustina, aos 7' do 1T;

Santos FC: Dani Neuhaus (Paty Nardy); Maurine, Tayla, Carol Arruda e Juliete; Monique Peçanha, Angelina (Brena), Patrícia Sochor e Alanna; Chú e Rosana (Ketlen) - Técnica: Emily Lima

Audax: Castro; Jéssica (Leila), Antônia, Agustina e Bruna (Jó); Cláudia, Karen, Katrine e Isadora; Paola e Bebel (Valéria) - Técnico: Maurício Salgado

O Paulista campeão da Copa do Brasil de 2005

O Paulista surpreendeu os favoritos e conquistou a Copa do Brasil de 2005

Passando pelo pior momento de sua história, amargando ter que jogar a última divisão do estado de São Paulo, o Paulista de Jundiaí já deu muitas glórias para o seu torcedor. A maior delas aconteceu em 2005, quando o Galo da Japi conquistou a Copa do Brasil.

A 17ª edição da Copa do Brasil foi realizada em 2005 e, pela terceira vez, não teve um time que disputava a Série A do Campeonato Brasileiro como campeão. Após Criciúma (1991) e Santo André (2004), a zebra da vez foi o Paulista de Jundiaí. Entre 64 times, o Galo da Japi conquistou o título após cinco vitórias, quatro empates e três derrotas, com destaque para duas fases de mata-mata, em que avançou nos pênaltis. O artilheiro daquele ano foi Fred, do Cruzeiro, com 14 gols marcados. Já o goleador do Galo foi mais humilde: o volante Cristian balançou as redes em apenas quatro oportunidades.

O Paulista iniciou a trajetória campeã com vitória por 1 a 0 diante do Juventude, no Jayme Cintra. Na volta, avançou após empate em 1 a 1. Na segunda fase, ficou no 1 a 1 com o Botafogo no primeiro jogo, e empatou em 2 a 2 no Maracanã, se garantindo nas oitavas. Então, foi ao Beira-Rio para o primeiro confronto, onde perdeu por 1 a 0 para o Internacional. Na volta, devolveu o placar ao time gaúcho e avançou com vitória por 4 a 2 nos pênaltis, no Jayme Cintra.

Nas quartas de final, novamente levou a classificação para as penalidades máximas, com a mesma sequência diante do Figueirense (derrota por 1 a 0 fora, e vitória pelo mesmo placar na volta). Nos pênaltis, venceu por 3 a 1. Na semifinal, eliminou mais um time de Série A. Venceu o Cruzeiro por 3 a 1 em casa e perdeu por 3 a 2 no Mineirão. Com o resultado construído no Jayme Cintra, chegou à final.

Levantando a taça de campeão. Festa em Jundiaí

A decisão foi contra o Fluminense. No primeiro jogo, muito nervosismo e gols apenas na segunda etapa. Márcio Mossoró fez 1 a 0 aos dois minutos, e Léo fechou a conta, aos 38, dando uma boa vantagem para o duelo da volta. Com o Maracanã interditado, a decisão, que aconteceu no dia 22 de junho em São Januário, terminou em 0 a 0, coroando a campanha do Paulista, campeão da Copa do Brasil em 2005.

Relembre a trajetória do campeão:

PRIMEIRA FASE
16 de fevereiro - Paulista 1 x 0 Juventude - Jayme Cintra
2 de março - Juventude 1 x 1 Paulista - Alfredo Jaconi

SEGUNDA FASE
16 de março - Paulista 1 x 1 Botafogo - Jayme Cintra
6 de abril - Botafogo 2 x 2 Paulista - Maracanã

OITAVAS DE FINAL
21 de abril - Internacional 1 x 0 Paulista - Beira-Rio
5 de maio - Paulista 1 (4) x (2) 0 Internacional - Jayme Cintra

QUARTAS DE FINAL
11 de maio - Figueirense 1 x 0 Paulista - Orlando Scarpelli 
18 de maio - Paulista 1 (3) x (1) 0 Figueirense - Jayme Cintra

SEMIFINAL
25 de maio - Paulista 3 x 1 Cruzeiro - Jayme Cintra
1º de junho - Cruzeiro 3 x 2 Paulista - Mineirão

FINAL
15 de junho - Paulista 2 x 0 Fluminense - Jayme Cintra
22 de junho - Fluminense 0 x 0 Paulista - São Januário

José Carlos Peres - O presidente que se 'notabiliza' pelas promessas que faz

Por Lula Terras

José Carlos Peres não vem agradando a grande maioria dos santista neste início de gestão

Depois de mais um resultado negativo no domingo, o quinto seguido no campo do adversário, os torcedores do Santos estão bombando nas redes sociais com diversos tipos de críticas a dirigentes, comissão técnica e também parte do elenco, que tem deixado a desejar nos últimos jogos. Um dos nomes mais citado tem sido o do atual presidente do Santos, José Carlos Peres, por conta das promessas feitas e não cumpridas, além de falas que vão contra o próprio clube, como comparar o estádio Urbano Caldeira a um puxadinho e se sentir angustiado quando vem ao estádio. 

Sinceramente, custa acreditar que um torcedor do clube, que ocupa o cargo maior da entidade, de presidente, use este tipo de referência para falar do clube que diz amar. Ainda mais, se tratando do mundialmente conhecido estádio de Vila Belmiro, onde nasceram para o futebol os melhores atletas do mundo, como o rei Pelé e seus companheiros, que encheram de orgulho o Brasil, por tantas conquistas e honrarias. Foi aqui que também nasceram para o futebol, outros ídolos como Giovanni, Robinho, Pita, Diego, Neymar Júnior e Ganso entre outros, que honraram esta camisa. 

Para tentar definir este cidadão podemos usar as informações por ele passadas durante a campanha para a presidência do clube. Formado em administração de empresas e com uma carreira diretamente ligada à área de informática, usando desses atributos, além dos contatos no clube, participou de várias diretorias anteriores em cargos diretivos e também como funcionário, bem remunerado por sinal. Inclusive conseguiu que o clube reformasse o seu imóvel, no bairro do Pacaembu, para ser a subsede do Santos, na Capital. 

Quantas foram às vezes que o presidente procurou a imprensa para prometer bombásticas contratações, inclusive dando prazo final para concluir a contratação do tão esperado 10, a grande carência no elenco? Não podemos esquecer, também, a expectativa criada por ele na contratação, por empréstimo do atacante Gabriel Barbosa, que ele definiu como um presente de Natal. Chegando a afirmar, por diversas vezes, que foi o grande responsável pela chegada do atleta à Vila Belmiro, quando ainda tinha apenas 11 anos de idade.

Enfim, caso na paralisação do Campeonato Brasileiro, da Libertadores da América e Copa do Brasil, devido a realização da Copa do Mundo, ele não cumprir tudo aquilo que vem prometendo para reforçar o time, será um candidato forte, sim, mas para entrar para o folclore do futebol, como mais um presidente promessinha, depois de tantas as pérolas soltadas por ele, nesses pouco mais de quatro meses de mandato.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A história do Estádio Olímpico Monumental

Entre 19 de setembro de 1954 e 2 de dezembro de 2012, o Olímpico foi a casa do Grêmio

Desde o dia 19 de setembro de 1954, quando o Grêmio venceu o Nacional-URU por 2 a 0, até o dia 17 de fevereiro de 2013, na vitória contra o Veranópolis, por 1 a 0, 58 anos se passaram. Por todo este tempo, o Grêmio mandou os seus jogos no Estádio Olímpico Monumental. Antes, o time porto-alegrense mandava seus jogos na Baixada e desde o final de 2012, passou a jogar na Arena Grêmio.

No período do Olímpico, o Tricolor disputou 1768 partidas. Foram 1159 vitórias, 381 empates e 227 derrotas. Dentro deste número de vitórias, está computado o jogo pela Copa do Brasil de 1989 em que o Grêmio venceu a equipe do Mixto-MT por w.o., já que o time não compareceu. O Grêmio marcou 3477 gols e sofreu 1298.

O atacante Alcindo, que atuou no Grêmio de 1964 a 1972 e depois retornou em 1977, é o jogador que mais marcou gols na história do Velho Casarão. Disputou 186 jogos e balançou as redes em 129 oportunidades. Tarciso vem logo atrás, com 127 gols, mas é o atleta que mais vezes pisou no gramado do Olímpico. Foram 341 jogos.

Com a partida de despedida terminada com empate em zero a zero, o último gol marcado na história do Olímpico em jogos oficiais foi do atacante Marreta, do Guarani de Venâncio Aires, no empate em 1 a 1, sábado (01/12/12), que deu ao Grêmio a conquista da Copa FGF da categoria Sub-19. O último tento anotado por um jogador gremista, foi de Gustavo Xuxa, o primeiro do time neste mesmo jogo.

Entre os profissionais, quem marcou pela última vez no Monumental foi Marcelo Moreno, dia 11 de novembro, na vitória de 2 a 1 sobre o São Paulo, aos 39 minutos do segundo tempo, que sacramentou a classificação gremista para a Copa Libertadores de 2013.

O Olímpico atualmente está em ruínas e não foi derrubado

No dia 26 de abril de 1981, o Monumental registou o maior público de sua história: 98.421 torcedores (85.751 pagantes) na partida Grêmio 0 x 1 Ponte Preta, pela semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano.

Na era do Estádio Olímpico, o Tricolor conquistou ao todo 47 títulos. Em algumas destas conquistas, a primeira partida da final acabou sendo disputada no Monumental, para o triunfo acontecer na casa do adversário.

Confira abaixo os títulos conquistados pelo Grêmio no Olímpico:

- Bicampeão da Libertadores de 1983 (jogo final no Olímpico) e 1995
- Bicampeão Brasileiro de 1981 e 1996 (jogo final no Olímpico)
- Tetra Campeão da Copa do Brasil de 1989 (jogo final no Olímpico), 1994 (jogo final no Olímpico), 1997 e 2001
- Supercampeão do Brasil de 1990 (Jogo decisivo no Olímpico).
- Campeão da Copa Sul de 1999
- Campeão Sul-Brasileiro de 1962
- Penta Campeão Gaúcho de 1956 a 1960 (Decidiu no Olímpico em 1958, 59 e 60). 
- Hepta Campeão Gaúcho de 1962 a 1968 (Decidiu no Olímpico em 1962, 64, 66 e 68).
- Campeão Gaúcho de 1977 (jogo final no Olímpico)
- Bicampeão Gaúcho de 1979 (jogo final no Olímpico) a 1980
- Hexa Campeão Gaúcho de 1985 a 1990 (Decidiu no Olímpico em 1985, 86, 87, 89 e 90)
- Campeão Gaúcho de 1993
- Bicampeão Gaúcho de 1995 (jogo final no Olímpico) a 1996 (jogo final no Olímpico)
- Campeão Gaúcho de 1999 (jogo final no Olímpico)
- Campeão Gaúcho de 2001 (jogo final no Olímpico)
- Bicampeão Gaúcho de 2006 a 2007 (jogo final no Olímpico)
- Campeão Gaúcho de 2010 (jogo final no Olímpico)
- Campeão Brasileiro da Série B de 2005
- Penta Campeão Citadino de 1956 a 1960 
- Campeão Citadino de 1964

O Uruguai na Copa de 1954

Por Victor de Andrade

A Seleção Uruguaia em 1954: ainda com boa parte do brilho do título de 1950

A Seleção Uruguaia é conhecida pelo seu brio e por nunca desistir de uma partida. Em sua história, teve duas gerações que marcaram época: a primeira, da década de 20, foi bi-campeã olímpica e conquistou a primeira Copa do Mundo, em 1930, com jogos em Montevidéu. A segunda, ganhou o Mundial de 1950, no Brasil, e se despediu honradamente na Copa de 1954, na Suíça, quando ficou na quarta colocação.

A equipe já tinha vaga assegurada no Mundial da Suíça por ser a então campeã do mundo. Então, o técnico Juan López Fontana, que comandou o Uruguai no título de 1950, resolveu fazer uma mescla com os vencedores Obdulio Varela, Juan Schiaffino e Roque Máspoli, com novidades como José Santamaria e Juan Hohberg (peruano de nascimento). É claro que o mundo só falava nos húngaros, que estavam para completar quatro anos de invencibilidade, mas não se poderia descartar os uruguaios.

A Copa do Mundo de 1954 tinha um regulamento estranho, já que cada seleção enfrentaria apenas dois dos outros três times da chave. Já no sorteio, os uruguaios já sabiam que a Áustria não seria adversária, apenas Tchecoslováquia e Escócia. Realmente, a Celeste não pegaria a principal rival da chave, pelo menos na teoria.

Máspoli e Varela, no jogo contra a Inglaterra

Na estreia, realizada no dia 16 de junho, no Estádio Wankfdord, em Berna o Uruguai enfrentou os tchecos. A partida foi complicada, com os uruguaios tendo dificuldades para furar a defesa adversária. Os gols só saíram na segunda metade da etapa complementar, com Míguez, aos 27', e Schiaffino, aos 31'. A Celeste estreava com vitória na Copa do Mundo.

Três dias depois, os charruas entravam novamente em campo, desta vez no St. Jakob Stadium, na Basileia, para encarar a Escócia. Ao contrário da partida anterior, a Celeste não teve dificuldades e fez fáceis 7 a 0, com Borges (três), Míguez e Abbadie (dois cada) marcando para a equipe, que garantia o primeiro lugar do Grupo 3.

Nas quartas, o adversário do Uruguai seria a Inglaterra. No dia 26, novamente na Basileia, a Celeste conseguia mais uma vitória. Borges abriu o marcador, aos 5', Lofthause, aos 16', empatou para os ingleses. Porém, Obdulio Varela, aos 39', colocou os uruguaios novamente em vantagem. No início da segunda etapa, Schiaffino fez o terceiro, Finney, aos 22', diminuiu, mas Ambrois, aos 33', deu números finais: 4 a 2 para a Celeste, que garantia vaga na semifinal.

Peruano de nascimento, Hohberg se destacou na Copa

No dia 30 de junho, no Stade Olympique de la Pontaise, em Lausanne, o Uruguai encarava a sensação Hungria. Era um jogo em que todos esperavam. Como normalmente sempre fez durante os quatro anos de invencibilidade, os magiares fizeram 1 a 0 aos 13', com Czibor e ampliaram no primeiro minuto do segundo tempo, com Hidekguti.

Porém, como foi destacado logo na primeira linha deste texto, a Seleção Uruguaia não desiste fácil e parecendo com os jogos do quadrangular final da Copa de 1950, eles buscaram o empate com dois gols de Hohberg. O jogo foi para a prorrogação e foi quando apareceu a estrela de Kocsis, que com dois gols, tirou a chance do terceiro título mundial da Celeste. Mas era uma marca interessante: foi a primeira derrota do Uruguai em uma Copa do Mundo.

O Uruguai ainda perderia a decisão de terceiro lugar para a Áustria, por 3 a 1: Stojaspal, de pênalti, abriu o marcador, mas Hohberg empatou minutos depois. Porém, o gol contra de Cruz ainda no início do segundo tempo, desanimou os uruguaios, que ainda tomaram o terceiro no último minuto, com Ocwirk. E assim, a grande geração de Obdulio Varela, Máspoli e Schiaffino se despediam das Copas do Mundo.

Resultados fracos fazem acender a luz amarela no Santos FC

Por Lula Terras

Jair Ventura queixa-se da falta de um camisa 10 no elenco do Santos

O mau desempenho dos atletas do Santos FC, nos últimos jogos ameaça que seja acesa a luz amarela no seu Departamento de Futebol. Tirando a derrota deste domingo, contra o São Paulo, que também não passa por bons momentos, por 1 a 0, no Morumbi que, mesmo sem mostrar ter forças para reagir a um resultado negativo, a derrota pode ser considerada normal, em se tratando de duas equipes grandes. 

Mas, o que merece maior reflexão foi o jogo da quinta-feira, dia 17, no estádio Passo das Emas, em São Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, contra o Luverdense, no jogo de volta da Copa do Brasil, em que atuou com um time misto e saiu derrotado, numa partida em que foi totalmente dominado pela equipe adversária. O resultado de 2 a 1 para o time da casa, que não foi o suficiente para a classificação dos mato-grossenses, devido a derrota no jogo de ida, por 5 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro. Nos últimos cinco jogos fora de casa, o Peixe perdeu todos!

O jogo em si serviu para mostrar as deficiências do elenco, que não são poucas, tanto no grupo tido como titular, como entre os reservas, que não aproveitaram a oportunidade para mostrar serviço e colocar dúvidas positivas na cabeça do treinador Jair Ventura que, também tem sua parcela de culpa, assim como a diretoria que vive anunciando contratações de peso e o que conseguiu até agora, foram apenas três, por empréstimo: Eduardo Sasha, Dodô e Gabriel Barbosa. Desses, Sasha acabou contratado em definitivo, numa transação que envolveu a ida do lateral Zeca para o Internacional, de Porto Alegre. Vale lembrar que Jair Ventura reclamou da falta de um meia no elenco, o tradicional camisa 10.

A expectativa que fica é a paralisação das competições oficiais, no período de 14 de junho a 15 de julho, durante a realização da Copa do Mundo da Rússia, que também coincide com a abertura da janela de negociações no futebol europeu. Vamos esperar que a diretoria santista tenha a competência de fazer bons negócios, que garantam uma melhora técnica em seu elenco, e que o restante da temporada de 2018 termine sem sustos para os torcedores.

Ah Deus, adeus!

Por Fábio Lázaro
Fotos: Josep Lago/AFP

O Camp Nou fez uma grande festa para a despedida de Iniesta do Barcelona

O destino poderia ter sido menos maldoso conosco e pular o penúltimo final de semana de abril de 2018. Não só para cair direto na decisão da Champions League, mas principalmente para nos poupar de tão amargo adeus. Talvez lá no ano que vem é que venhamos a entender como passou tão rápido. Não esta temporada do futebol, mas a grande passagem de Andrés Iniesta pelo Barcelona.

Quando as luzes do Camp Nou se apagaram, Iniesta ainda estava lá. Provavelmente se despedindo a luz do escuro do palco que mais o viu brilhar. A casa do Barça foi também a sua casa e viu o seu surgimento, as suas maiores atuações, mas não o seu ponto mór de estrelato.

Soccer City, Johanesburgo, África do Sul. 11 de julho de 2010. O tempo regulamentar já tinha esgotado e a prorrogação caminhava para o final. Três minutos separavam a decisão da Copa do Mundo FIFA, entre Espanha e Holanda, da marca da cal. Ou melhor, três minutos separavam a decisão da Copa do decisivo Iniesta. Aos 12 minutos do segundo tempo extra, Andrés recebeu a bola na meia direita na entrada da grande área e com olhos fitos na meta, como um touro fixo na vermelha bandeira do toureiro, encheu o pé com toda fúria espanhola para encher o coração espanhol de emoção. É de Iniesta o gol da única copa da Seleção Roja.

E Iniesta só não foi além, pois alguém do além jogava junto com ele, Lionel Messi. Numa injustiça humana, sempre decidiram que Messi era o melhor jogador do planeta à frente de Ini, mas esqueciam sempre que Messi é tudo, menos do Planeta Terra.

Muitos consideram o meia o melhor espanhol de todos os tempos

Talvez sempre colocaram o argentino em um patamar acima do espanhol, pois sabiam que Iniesta nunca foi só um, foi dois. E a chave para desvendar esse segredo é o Xavi que o acompanhou desde as Canteiras da Catalunha. Era o cara naoqual Iniesta trocava as camisas 6 e 8 entre clube e seleção com a mesma naturalidade em que trocava passes no Barcelona e na Espanha. Exímio exemplo de regularidade contínua, que não dependia de camisa vestia. As metades da laranja, dois “armantes”, dois irmãos.

Mas foram mais que duas forças que se atraíram. Eram muitas. Imantado-a com a bola no pé. Cerebrais.

Sonho lindo de se ver. E nós vimos.

Iniesta, eu já tô morrendo de saudade de você.
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