terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Das vaias às glórias: os jogadores que deram a volta por cima das críticas

Por Alexia Faria

Adriano Gabiru quase não foi relacionado para o Mundial e depois fez o gol do título

No esporte em geral, as pessoas vivem um relacionamento de amor e ódio com o seu time. E, na hora das críticas essa relação não muda. Aplaudir no melhor momento, e vaiar na “crise”, essas são as regras de todos os torcedores, seja no estádio, em casa ou no barzinho. 

Se você é mais novo, e acha que antigamente essas coisas não aconteciam, está enganado; agora, se você sabe que essa característica não é só da geração denominada como “7 a 1”, vai se lembrar do primeiro caso que escolhemos. 

O ano era 1959. Brasil recém campeão do mundo, enfrentou a equipe da Inglaterra no Maracanã lotado. As 117 mil pessoas presentes estavam prontas para ver o “anjo das pernas tortas”, o craque Garrincha. Mas naquele dia 13 de maio, a Seleção Brasileira tinha um outro camisa 7. Quem era ele? Julinho Botelho. 

O ponta-direita, que veio das categorias de base do Juventus, da Mooca, entrou em campo a baixo de vaias. E toda vez que tocava na bola, recebia mais um pouco do “carinho da torcida”. Como um jogador raiz, Botelho não se deixou levar pelas críticas. Aos sete minutos, e sendo o seu segundo lance na partida, Julinho calou a torcida. Ali ele saiu das vaias e foi para os aplausos. O homem que curvava homens, curvou também o Maracanã.

Julinho, o primeiro em pé: das vaias aos aplausos no Maracanã

E não parou por aí. Ele também ajudou no segundo gol da Seleção. Num cruzamento para Henrique, centroavante do Flamengo, ele deixou sua assistência. 

Anos após Julinho Botelho, no outro lado do mundo, Adriano Gabiru foi mais um jogador que “calou o estádio”. A final do Mundial de Clubes de 2006 ficou marcado por dois lados: o primeiro, “Por que Abel colocou Gabiru em campo?”; e o segundo lado foi “Graças a Deus que ele estava lá”. 

O meia também soube dar uma resposta a alturas aos seus “corneteiros”. Marcou o gol da vitória do Inter contra o Barcelona, após entrar no lugar de Fernandão. Predestinado, dentro da área, Gabiru sob vaias e críticas da torcida, marca e corre de braços abertos para comemorar o tento. 

Em entrevistas ele declara que na hora pensou que era penas mais um gol normal, mas como sabemos, esse gol ficou marcado na história – não só do Internacional. Ele também comenta, “Foi maravilhoso. O torcedor vinha e pedia ‘Me perdoa, Gabiru’”.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Sócrates no Santos

Por Lucas Paes

Sócrates em duelo diante do Corinthians (Foto: Terceiro Tempo)

Sócrates foi um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Ídolo absoluto da torcida do Corinthians, o Doutor era torcedor santista na infância. Por uma ironia do destino, acabou vestindo a camisa do Santos já no final de carreira, após mais de um ano longe dos gramados depois de sair do Flamengo, onde não conseguiu fazer o sucesso que se esperava da dupla Zico-Sócrates.

O Magrão chegou ao Peixe em Novembro de 1988. Foi apresentado com status de lenda num time que vivia o auge de uma das piores crises da história do Alvinegro Praiano. Sua estréia ocorreu em partida diante do Cerro do Uruguai, em 25 de Novembro daquele ano, na Vila Belmiro. Em jogo que teve até pontapé inicial da recém eleita prefeita Telma de Souza. Na partida, ele marcou um gol e quase fez outro em uma jogada maravilhosa, onde a redonda, vadia que é, passa por cima da trave.

Sendo uma ilha de bom futebol num time onde, para usar um termo leve, faltava técnica, Sócrates virou rapidamente destaque do Santos numa época de vacas magras, em um período onde os problemas financeiros eram corriqueiros. Para ajudar a resolver, dirigentes fizeram excursões por outros continentes onde alguns episódios bizarros, como a fuga de um hotel, ficaram marcados no pitoresco momento vivido pelos santistas. 

Sócrates com a camisa santista na infância

Para o Paulistão de 1989, vieram reforços como o goleiro Sérgio Guedes, atual treinador da Briosa. A campanha do Santos foi claudicante, com muitos empates e algumas vitórias, incluindo também derrotas vexatórias em plena Vila Belmiro (como uma para a Catanduvense por 2 a 1). O Peixe acabou eliminado antes das semifinais. Antes do estadual, haviam acontecido amistosos no Chile. Entre o primeiro e o segundo turno do torneio, veio uma excursão pelo Caribe.

Ao final daquele Campeonato Paulista, em um dos mais ousados movimentos do Santos naquele período, o time partiu para uma excursão pela China, após alguns jogos contra equipes pouco conhecidas de Santa Catarina. Num país que começava os passos para virar a potência econômica atual, o elenco alvinegro passou por perrengues e viagens longas e após 20 dias todos estavam exaustos. Sócrates por sua vez cobrava publicamente do Santos a divida referente a aqueles amistosos.

Sócrates em sua estreia pelo Peixe

Para arrecadar mais dinheiro, a direção decidiu esticar a excursão para a América do Norte. O Magrão afirmou que não iria se o Peixe não pagasse o que lhe devia. Assim, o Doutor retornou ao Brasil e rescindiu o contrato com o time de Vila Belmiro. Com a camisa santista, Sócrates fez 47 jogos e marcou 14 gols.

No resto daquele ano de 1989, o Santos sofreu no Brasileirão, mas acabou indo a fase final devido a uma decisão judicial envolvendo o Coritiba, que havia se recusado a jogar um duelo decisivo com o Peixe em datas diferentes do Sport, que concorria pela vaga com o Coxa. O Alvinegro Praiano terminou o Brasileirão na 12ª colocação. O que já era ótimo para aqueles tempos. Já o Doutor Sócrates foi para o Botafogo de Ribeirão Preto, onde encerrou a carreira.

A violência no futebol continua presente nos estádios. Infelizmente!

Comemoração causou briga generalizada no Bavi (foto: Margarida Neide / Agência A Tarde)

A nota triste do final de semana, nos campeonatos estaduais, fica por conta da violência absurda, que ainda acontecem no futebol, só que desta vez, dentro de campo, envolvendo os jogadores que deram péssimo exemplo aos torcedores de seus times. A situação mais constrangedora foi proporcionada pelos atletas de Bahia e Vitória, que se agrediram, oferecendo um espetáculo triste, registrado pela televisão para todo o País. Também no Mato Grosso do Sul, outro fato não menos absurdo foi acompanhar a agressão covarde de um jogador do Operário contra o gandula do jogo entre Operário e Comercial.

Na Bahia que, por ironia era prometido o clássico da paz, a violência foi generalizada, com a expulsão de nove jogadores, motivada pelo ato infeliz do jogador Vinicius que, logo após converter o pênalti para o Bahia foi comemorar em direção aos torcedores do Vitória, inclusive com gestos obscenos, provocando a ira dos adversários, que partiram para o confronto físico.

Como nem tudo que está tão ruim, que não possa piorar, o time do Vitória, que estava inferiorizado no número de atletas em campo, tomou a iniciativa, não se sabe a mando de quem, a provocar outras expulsões, e como o regulamento determina um número mínimo de atletas em campo, obrigou o árbitro a encerrar a partida, aos 34 minutos do 2° tempo.

No Operário e Comercial, sobrou até para o gandula
(foto: reprodução TV Morena)

No Mato Grosso do Sul, durante o clássico local, entre Comercial e Operário, que já estava em seus minutos finais, com o placar apontando vitória para o Comercial, por 1 a 0, o atacante do Operário, Jéferson Reis foi flagrado pelas câmeras de televisão, agredindo covardemente o gandula Tadeu Francisco, de 19 anos, que integra as categorias de base do Comercial, pelo fato do rapaz ter comemorado o gol do Comercial, na beirada do campo.

Alguns jogadores e os membros da comissão técnica do Operário não gostaram do que viram e partiram para a cima do rapaz, que tentou fugir, mas foi alcançado por Jéferson que o derrubou e desferiu vários socos no rosto. Com suspeita de fratura no nariz, Tadeu foi medicado e encaminhado para a delegacia de polícia para registrar a ocorrência.

Enfim, cenas deste tipo, que deveriam ter ficado no passado, nos mostram, que está longe de isto acontecer. Parte da responsabilidade cabe à Justiça Desportiva que, a exemplo, das justiças: Civil, Penal e Trabalhista não funcionam como deveriam, e as irregularidades acabam caindo no esquecimento, sem a devida punição aos envolvidos.

Semifinais da Copa Libertadores Sub-20 2018 estão definidas

Por Victor de Andrade


A Copa Libertadores Sub-20 de 2018, que está sendo realizada desde o dia 10 de fevereiro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, está com os confrontos das semifinais definidos. O São Paulo FC vai enfrentar o Nacional, uma das equipes da casa, enquanto o River Plate, time também da cidade-sede, terá pela frente o Independiente Del Valle, do Equador.

Campeão da última edição do torneio, realizada no final de 2016, no Paraguai, o São Paulo se credenciou para chegar às semifinais sendo o primeiro colocado do Grupo A. O Tricolor venceu os dois jogos e teve um empate até aqui: 6 a 0 no Quebracho da Bolívia, 6 a 1 no Atlético Venezuela e 1 a 1 contra o Talleres de Córdoba, da Argentina.

O time brasileiro terá pela frente o Nacional do Uruguai. O Bolso, jogando praticamente em casa (a sua sede fica próxima ao Centenário), foi o primeiro colocado do Grupo C, onde venceu o Colo-Colo, do Chile, por 5 a 0, goleou o Sport Huancayo, do Peru, por 8 a 0, e empatou com o Independiente del Valle, por 0 a 0.

Na outra semifinal, teremos o River Plate uruguaio. Também jogando em sua cidade, a equipe foi a primeira colocada do Grupo B vencendo o La Equidad, da Colômbia, por 1 a 0, empatando com o paraguaio Libertad, em 0 a 0, e vencendo o brasileiro Cruzeiro, por 1 a 0. Aliás, a Raposa foi a maior decepção da competição, já que perdeu os três jogos.

Encarando o River, teremos o Independiente del Valle, que ficou com a segunda colocação do Grupo B e se classificando pelo índice técnico, já que os equatorianos tiveram melhor campanha que Talleres e Libertad. O Independiente venceu o Sport Huancayo (6 a 1) e o Colo-Colo (5 a 0), além de um empate com o Nacional em 0 a 0.

As duas semifinais serão realizadas na próxima quarta-feira, dia 21, em rodada dupla no Estádio Centenário, em Montevidéu. Às 16h30, horário local, o São Paulo encara o Nacional e às 18h45, o River Plate enfrenta o Independiente del Valle.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Flamengo bate Boavista e é o campeão da Taça Guanabara

Por Diely Espindola
Fotos: Gilvan de Souza / CR Flamengo

Mesmo com dificuldades, o Flamengo conquistou a Taça Guanabara, em jogo em Cariacica

Se você esperava assistir a um jogo desequilibrado, de submissão por parte do verdão de Bacaxá, não foi o que aconteceu. A surpresa do espectador de Boavista e Flamengo, realizado na tarde deste domingo, em Cariacica, no Espírito Santo, talvez só não tenha sido maior do que a surpresa que sentiu o time da Gávea. Porém, mesmo assim, o Flamengo fez 2 a 0 no segundo tempo e conquistou a Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca, de 2018.

E esta surpresa não se deu tanto pela atuação do Boavista. Por mais que o time possa ser classificado como pequeno, e sua participação na final em detrimento dos outros três grandes do Rio não fosse esperada, nenhum clube independente do tamanho entra em campo em uma final para perder. Sobretudo o Boavista, que se destacou como líder de seu grupo no primeiro turno do Campeonato Carioca, fez uma campanha acima da média, e conta com um elenco experiente. Então apesar do e usualmente se espera de um jogo entre duas equipes tão destoantes em tamanho, torcida e renda, o Boavista não entrava em campo com tanta desvantagem.

Comemoração do primeiro gol do jogo

A grande surpresa da partida, além do fato de a decisão do primeiro turno do Campeonato do Rio de Janeiro ter sido realizada em Cariacica, no Espírito Santo, ficou nas mãos e nos pés da equipe Rubro-Negra. Ainda que superior, o Flamengo não dominou a partida, pelo menos no primeiro tempo, como se espera de uma grande potência do futebol. Como durante a maior parte da campanha até aqui, o ataque da equipe não foi tão efetivo quanto a defesa, e o Flamengo não levou tanto perigo à área do Boavista. O Verdão de Bacaxá foi o responsável pelas duas primeiras finalizações da partida, e investiu pesado na marcação que praticamente anulou o ataque adversário. A primeira etapa da partida foi equilibrada, com ambos os times defendendo mais do que atacando, porém, aproveitando bem as poucas chances de finalização. 

Na segunda etapa, o Boavista optou por manter a postura do primeiro tempo de retrancar, defender, e aproveitar somente as chances de contra-ataque. E foi aí que o título efetivamente começava a se tornar distante das mãos do time de Saquarema.

O Flamengo voltou do intervalo atacando muito mais, e levando perigo ao gol do Boavista. Aos 12 minutos de partida, o Rubro-Negro já somava 13 finalizações, contra 6 do Boavista. E estratégia de reforçar o time na frente deu certo. Aos 19 minutos da segunda etapa, o placar é aberto. Ainda que o gol marcado tenha sido contra, este se deu após um ataque bem estruturado do Flamengo, e o gol rubro negro mais cedo ou mais tarde aconteceria.

No primeiro tempo, o Boavista dificultou para o Flamengo

O equilíbrio até então mantido na partida, foi dando lugar à uma tática cada vez mais ofensiva por parte do time da Gávea, e a vitória se desenhava. E aos 32 minutos, Vinicius Júnior sacramenta o título rubro negro ao finalizar jogada iniciada por Éverton Ribeiro. Caía então a esperança do Boavista de levantar o caneco, e dava ao Flamengo o título que se esperava dele.

Em resumo, vimos o Boavista fazer um primeiro tempo de igual para igual, e prometia uma partida sem ganhador certo. Na segunda etapa, o Flamengo se agigantou em campo, e garantiu o título que para tantos já era esperado, não somente pelo seu adversário ser quem era, mas por uma campanha constante e efetiva. 

Ao Flamengo, a merecida vitória. 
Ao Boavista, a honrada derrota.

Gabriel marca mais um e Santos vence São Paulo no Morumbi

Por Lucas Paes
Fotos: Fernando Dantas/Gazeta Press

Jogadores do Santos comemoram o gol de Gabigol

Com muita aplicação tática e dedicação defensiva, Santos suportou a pressão no primeiro tempo e venceu o São Paulo por 1 a 0 no clássico deste domingo. O jogo foi no Estádio do Morumbi, em São Paulo, no final da tarde deste domingo, dia 18. O gol santista foi do sempre artilheiro Gabriel, o Gabigol.

O Santos vinha de vitória diante do São Caetano na Vila Belmiro. Antes, os santistas não venciam há três jogos. O Tricolor Paulista por sua vez não havia jogado na última rodada do estadual, tendo sua partida diante do Ituano adiada devido ao confronto contra do CSA na Copa do Brasil, que terminou com vitória são-paulina por 2 a 0.

O primeiro tempo teve domínio do time da casa. Com o Alvinegro Praiano apostando nos contra-ataques, o Soberano teve mais a bola e buscou mais o ataque. A primeira chance efetiva veio aos 9', quando uma jogada de pressão e bate e rebate rendeu uma sobra para Cueva que chutou em cima de Vanderlei. Cinco minutos depois, Cueva recuperou a bola em saída errada de Gabigol e lançou Marcos Guilherme, que chutou muito mal.

Primeiro tempo teve domínio são-paulino

A partir daí, o jogo ficou travado e sem finalizações de ambos os lados. Só aos 29', o São Paulo chegou outra vez em bonita jogada de Cueva, porém o peruano finalizou em cima do arqueiro santista. Aos 34', foi a vez de Diego Souza tentar e ser travado. Com ninguém conseguindo mexer no placar, o primeiro tempo terminou sem gols.

A etapa final começou com o mesmo tom da inicial. Ou seja, Tricolor atacando e Alvinegro defendendo. Aos 4', Bruno Alves arrancou e chutou forte de longe para boa defesa de Vanderlei. Logo depois, foi a vez de Reinaldo arriscar de longe, a bola desviou em Lucas Veríssimo e saiu, mas o árbitro deu tiro de meta. Aos 7', o time da Vila Belmiro finalmente finalizou, com Gabigol, mas Sidão fez boa defesa.

Ironicamente foram os visitantes que pularam na frente: Gabigol parece abençoado em clássicos desde sua primeira passagem. Em rápido contra-ataque, Daniel Guedes passou para Sasha que tocou para Gabigol, ele dominou e finalizou com perfeição para abrir o placar no Morumbi. O São Paulo reagiu cinco minutos depois, em chute de longe de Jucilei que também foi para longe do gol. Logo depois, foi a vez de Reinaldo, que finalizou sem direção.

Gabigol costuma crescer em clássicos

A partir daí, o Peixe passou a impor um ritmo mais lento, enquanto os são-paulinos tinham a bola, mas não conseguiam atacar com muito perigo. Com a velocidade caindo aos poucos, o time da casa só voltou a finalizar aos 34', com um chute de longe de Jucilei que passou muito longe do gol. Aos 38', Vanderlei defendeu um cruzamento rasteiro venenoso de Brenner. 

Já a partir dos 40', o Alvinegro Praiano passou a colocar a bola na chão e dominar o jogo. Sem sofrer grandes sustos a partir daí, foi só esperar o tempo passar para comemorar a vitória. Foi a primeira vitória em clássicos do Santos no ano. Ateriormente, os santistas haviam sido derrotados pelo Palmeiras.

A próxima partida do Tricolor do Morumbi é justamente o jogo adiado com o Ituano, na quarta-feira , dia 21, às 21h45. O Peixe por sua vez pega o Santo André, na Vila Belmiro, no domingo, dia 25, as 19h30.

Foi a segunda vitória seguida do Santos


Ficha Técnica
SÃO PAULO FC 0 x 1 SANTOS FC

Data: 18 de fevereiro de 2018
Local: Estádio Cicero Pompeu de Toledo (Morumbi) - São Paulo/SP
Público: 36.118 pagantes
Renda: R$ 952.804,00
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro

Cartões Amarelos
São Paulo FC: Petros, Reinaldo, Militão
Santos FC: Gabigol, Alison, Arthur Gomes

Gol
Santos FC: Gabigol, aos 8' do segundo tempo

São Paulo FC: Sidão; Militão, Arboleda, Bruno Alves, Reinaldo; Jucilei, Petros, Cueva (Brenner); Nenê, Marcos Guilherme (Valdívia) e Diego Souza (Trellez)  - Técnico: Dorival Júnior

Santos FC:
Vanderlei; Daniel Guedes, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo, Jean Motta; Alisson, Renato (Léo Cittadini), Vecchio; Copete (Guilherme Nunes), Sasha (Arthur Gomes) e Gabigol - Técnico: Jair Ventura

Briosa vence Bernô, mantém invencibilidade e briga pela liderança da A-3

Por Victor de Andrade, direto do Estádio Ulrico Mursa
Fotos: Flavio Hopp

O volante Tufa tenta armar contra-ataque para a Portuguesa Santista

E a Portuguesa Santista completa mais um jogo de invencibilidade no Campeonato Paulista da Série A-3, o décimo para ser mais preciso. Jogando no Estádio Ulrico Mursa, em Santos, a Briosa venceu o EC São Bernardo por 1 a 0, gol de Carlos Alberto, na manhã deste domingo, dia 18. A vitória deixou o time Rubro Verde na vice-liderança da competição, brigando ponto a ponto com o Atibaia, o líder.

Mesmo não podendo assumir a liderança, já que o Atibaia venceu o Rio Preto no sábado, a Portuguesa Santista entrava em campo para brigar pela ponta da tabela, já que na rodada anterior venceu o Grêmio Osasco com um gol no fim da partida. Já o EC São Bernardo, do técnico Ricardo Costa, campeão com o time Rubro Verde em 2016, estava na briga para voltar à zona de classificação da Série A-3. No último jogo, o Bernô foi derrotado em casa pelo Noroeste, por 2 a 0.

No primeiro minuto de jogo, o Bernô chegou com perigo em chute do meia Lucas Gomes, após pivô feito pelo centroavante Santiago, mas o goleiro Rodrigo Calchi fez a defesa. Já aos 4', foi a vez da Briosa chegar forte em chute de Carlos Alberto, da entrada da área, e o arqueiro Thiago espalmou para a linha de fundo.

Com a vitória, a Briosa briga pela liderança

Aos 18', a Briosa quase abriu o marcador. Rômulo fez boa jogada com Carlos Alberto, pela esquerda. A bola foi cruzada para Edimilson, que finalizou, sendo que a bola ainda desviou na defesa antes de bater na trave e sair pela linha de fundo. No escanteio, Dema subiu sozinho de cabeça, mas a "redonda" quicou forte e subiu, saindo por cima do travessão.

As duas equipes se alternavam no domínio das ações do jogo. Aos 33', o EC São Bernardo teve uma falta a favor, o goleiro Thiago foi para a cobrança e bateu no meio da barreira. Aos 40', em cobrança de falta de Carlos Alberto, Gustavo Henrique desviou de cabeça, mas a bola saiu pela linha de fundo, quase marcando para a Briosa. Em seguida, o Bernô respondeu com um chute forte de Fágner, que passou raspando a trave defendida por Rodrigo Calchi. Com isto, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

Logos aos 2 minutos do segundo tempo, a Briosa abriu o marcador. Carlos Alberto cobrou falta pela direita, o lateral-esquerdo do EC São Bernardo, Vandinho, deu um leve desvio na bola de cabeça e matou o goleiro Thiago, fazendo a festa da torcida no Estádio Ulrico Mursa: 1 a 0 para a Portuguesa Santista.

Carlos Alberto marcou o único gol da partida

Aos 12', o EC São Bernardo teve uma grande chance. Santiago ganhou do zagueiro Gustavo Henrique e serviu Fágner, que invadiu a área e bateu cruzado, rasteiro, mas a bola saiu pela linha de fundo. A Briosa respondeu aos 18', com Dema, após cobrança de falta de Carlos Alberto. Porém, o cabeceio foi forte e a bola saiu por cima do gol.

E a Briosa continuou em cima e aos 19', Boré arriscou de fora da área, a bola desviou no volante Dudu e facilitou a defesa do goleiro Thiago. Depois, foi a vez de Rafael Ferro arriscar de fora da área e Thiago quase aceitou, mandando a bola para escanteio depois de quase falhar. Já aos 32', por muito pouco a Briosa fez o segundo. Rodriguinho serviu Carlos Alberto, que invadiu a área e bateu. Thiago espalmou, a bola ainda bateu no travessão antes de sair. Assim, a partida terminou com o placar de 1 a 0 para a equipe da casa.

Na próxima rodada, a Portuguesa Santista vai até Indaiatuba, onde enfrenta o líder Atibaia, na próxima quarta-feira, dia 21, às 15 horas, no jogo entre as duas melhores equipes da competição, sendo que ambas estão com 22 pontos. Já o EC São Bernardo, que se afasta do G-8, joga no mesmo dia, só que às 20 horas, quando encara o Monte Azul no Baetão.

Wendell tenta passar pelo jogador do EC São Bernardo

Ficha Técnica
PORTUGUESA SANTISTA 1 X 0 EC SÃO BERNARDO

Data: 18 de fevereiro de 2018
Local: Estádio Ulrico Mursa - Santos-SP
Público: 1.558
Renda: R$ 20.420,00
Árbitro: Aurélio Sant'Anna Martins 
Assistentes: Thiago Henrique Almeida Alborghetti e Rodrigo Meirelles Bernardo

Cartões Amarelos
EC São Bernardo: Vandinho, Dudu

Cartão Vermelho
EC São Bernardo: Vandinho

Gol
Portuguesa Santista: Carlos Alberto, aos 2' do segundo tempo

Portuguesa Santista: Rodrigo Calchi; Rafael Ferro, Dema, Gustavo Henrique e Rômulo; Diogo Lopes, Tufa, Edimilson (Rodriguinho) e Carlos Alberto; Anderson Magrão (Boré) e Wendell (Fabrício Tosi) - Técnico: Sérgio Guedes

EC São Bernardo: Thiago; Fágner, Andrezão, Purilito e Vandinho; Dudu, Alan Lopes e Lucas Gomes (Nelsinho); Bessa, Santiago (Ícaro) e Marcos Nunes (Tikinho) - Técnico: Ricardo Costa

sábado, 17 de fevereiro de 2018

No confronto paulistano pela A-2, Nacional e Portuguesa ficam no 0 a 0

Nacional e Lusa fizeram um jogo de poucas emoções (Foto: Ale Vianna / Nacional AC)

Um jogo de duas equipes tradicionais que deixaram a desejar dentro de campo. Nacional e Portuguesa de Desportos se enfrentaram na tarde deste sábado, dia 17, fazendo o confronto paulistano no Estádio Nicolau Alayon em São Paulo, pela oitava rodada do Campeonato Paulista da Série A-2 de 2018. Apesar das expectativas, o placar não foi movimentado e o embate terminou com o placar de 0 a 0.

Era um jogo que criou expectativa. Por ser dois times históricos do futebol da capital de São Paulo, muitos esperavam este embate. Porém, tanto Naça como Lusa estavam claudicantes na competição. O Nacional até vinha de vitória, fora de casa, contra o Oeste, o que fez a equipe subir para a nona colocação na classificação, com 10 pontos. Já a Portuguesa, com um jogo a menos, fez até aqui cinco pontos, ocupando a 13ª colocação entre os 20 times do torneio. Em seu último jogo, a equipe Rubro Verde havia empatado com o Votuporanguense em 2 a 2.

O jogo começou com o Nacional pressionando. Aos 8 minutos, a defesa da Lusa bateu cabeça e Emerson Mi quase abriu o marcador, mas João Lopes fez a defesa. Depois, ainda no primeiro tempo, as poucas chances fora da Portuguesa. A melhor delas foi aos 28', com Bruno Duarte, após Fernandinho aproveitar passe errado na intermediária do Naça e servir o atacante. Porém, o goleiro Maurício trabalhou bem.

Apesar da expectativa, o público foi de um pouco mais de mil pessoas
(foto: divulgação Portuguesa)

Na segunda etapa, o cenário não mudou muito. O jogo continuou sem empolgar os presentes no Nicolau Alayon. O que mudou foi o Nacional tendo mais chances. Aos 13', Emerson Mi perdeu aquela que foi a melhor chance do jogo: na cara do goleiro João Lopes, na pequena área, o atleta do Naça conseguiu mandar a bola por cima do travessão.

Aos 34', em contra-ataque depois de escanteio em favor da Lusa, Bruno Xavier carregou a bola desde a intermediária, avançou e da entrada da área arriscou chute cruzado, desperdiçando boa oportunidade para o time da casa. A última chance do jogo foi da Portuguesa, já nos acréscimos, com Fernandinho, que bateu forte, rasteio, no bico da grande área, mas Maurício defendeu e garantiu o 0 a 0 no marcador.

Com o empate, o Nacional foi a 11 pontos e volta a campo no próximo sábado, dia 24, quando enfrenta o Batatais, às 19 horas, no Estádio Osvaldo Scatena. Já a Portuguesa, agora com 5 pontos, joga antes, mais precisamente na quarta-feira, dia 21, quando faz o seu jogo atrasado contra o Audax, às 20 horas, no Canindé.

Ao final, o 0 a 0 traduziu o que foi a partida
(foto: Ale Vianna / Nacional AC)

Ficha Técnica
NACIONAL 0 X 0 PORTUGUESA

Data: 17 de fevereiro de 2017
Local: Estádio Nicolau Alayon - São Paulo-SP
Público: 1.060 pagantes
Renda: R$ 13.970,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Assistentes: Eduardo Vequi Marciano e William Trufelli Malaquias

Cartões Amarelos
Nacional: Thiago, Rodrigo Souza
Portuguesa: Gian, Cesinha, Reinaldo

Nacional: Maurício; Douglas Dias, Jeferson, Everton Dias e Caio Mendes; Ferdinando (Vitor Braga), Thiago Santos, Rodrigo Souza e Emerson Mi; Naldinho (Bruno Nunes) e Bruno Xavier - Técnico: Tuca Guimarães

Portuguesa: João Lopes; Carlinhos, Gabriel, Marcos Vinícius e Franklin; Jonatas Paulista, Felipe Manoel (Reinaldo), Luizinho (Alanderson) e Gian (Cesinha); Bruno Duarte e Fernandinho - Técnico: Gerson Sodré
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