quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Brasileirão Feminino é das Sereias da Vila

Por Victor de Andrade e Lucas Paes

As Sereias da Vila derrotaram o Timão novamente e conquistaram o título
(foto: Marcelo Pereira / Allsports)

Agora podemos dizer que o Santos FC conseguiu todos os títulos possíveis no futebol feminino. As Sereias da Vila derrotaram o Corinthians por 1 a 0, gol de Sole James, na noite desta quarta-feira, dia 20, na Arena Barueri, e se sagraram campeãs brasileiras de 2017, o primeiro da história do clube, que já havia ganhado Paulista, Copa do Brasil e Libertadores. O Alvinegro já havia vencido o primeiro jogo da decisão, na semana passada, por 2 a 0.

As duas equipes fizeram as melhores campanhas na primeira fase. O Corinthians fez 39 pontos e depois passou por Ferroviária e Rio Preto para chegar na decisão. Já o Santos chegou aos 36 pontos na etapa inicial e bateu Audax e Iranduba no mata-mata para estar na final. No primeiro jogo decisivo, as Sereias venceram na Vila Belmiro, na quinta-feira passada, por 2 a 0.

Precisando da vitória, o Corinthians foi para cima e quase abriu o marcador aos 2 minutos. Em cruzamento pela direita, Gabi Nunes ajeitou de cabeça e Nenê, na cara do gol, chutou por cima, perdendo grande chance. Aos 8’, Juci cobrou o escanteio na cabeça de Mimi, mas Dani fez boa defesa.

Sole James fez o único gol da partida
(foto: Robson Fernandjes / Allsports)

As Mosqueteiras dominavam o jogo, porém, aos 16 minutos, as Sereias chegaram ao ataque e balançaram as redes. A destra Maria caiu pela esquerda e de canhota cruzou para a área. A artilheira do campeonato, Sole James, subiu mais que a defesa corintiana e cabeceou com precisão, sem chances para Lelê: 1 a 0 Santos.

Com o gol, o Santos equilibrou o jogo, mas aos 19’, Juci arriscou chute de longe, mas Dani fez a defesa. Aos poucos, o jogo foi esfriando, mas aos 45 minutos, Sole James quase ampliou em contra-ataque, arriscando chute que passou raspando o travessão.

A segunda etapa, o Corinthians foi para o tudo ou nada, mas deixou espaços para que as Sereias da Vila atacassem. Aos 7 minutos, Sole James puxou o contra-ataque e arriscou um chute da intermediária, quase surpreendendo a goleira Lelê, que fez uma grande defesa.

Ketlen domina a bola cercada pelas jogadoras corintianas
(foto: Marcelo Pereira / Allsports)

O jogo continuou com o Corinthians tentando pressionar e o Santos arriscando os contra-ataques. Aos 27 minutos, um lance polêmico: em escanteio pela direita, Nenê cabeceou e Dani fez a defesa dentro do gol. A bola chegou a até encostar na rede, mas a arbitragem, que foi muito mal na partida, mandou o jogo seguir.

Com 3 a 0 em favor do Santos no agregado, só restou ao Corinthians a pressão para, ao menos, tentar sair da decisão com um gol. Porém, as poucas chances do Timão eram travadas pela zagueira Camila, que fez uma grande partida, ou nas mãos de Dani. Já as Sereias desperdiçavam contra-ataques.

Com o apito final, as jogadoras do Alvinegro Praiano fizeram uma grande festa e não era para menos: este é o único título no futebol feminino que o Santos ainda não havia conquistado. A capitã Maurine (bicampeã, já que estava no Flamengo no ano passado) levantou a taça e todos gritaram: Sereias da Vila campeãs brasileiras!

Maurine beija a taça. Sereias comemoram o título
(foto: Robson Fernandjes / Allsports)

Ficha Técnica
CORINTHIANS 0 X 1 SANTOS FC

Data: 20 de julho de 2017
Local: Arena Barueri – Barueri-SP
Árbitra: Edina Alves Batista
Assistentes: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Neuza Ines Back

Cartões Amarelos
Corinthians: Gabi Nunes
Santos FC: Kati, Angelina, Dani Silva e Brena

Gol
Santos: Sole James, aos 16’ do primeiro tempo

Corinthians: Lelê; Fabiana Simões, Pardal (Yasmim), Mimi e Juci; Grazi, Ana Vitória (Alana), Amanda Brunner (Dayane) e Gabi Nunes; Nenê e Byanca Brasil – Técnico: Arthur Elias

Santos: Dani; Kati, Carol Arruda, Camila e Dani Silva; Brena (Cida), Maria e Maurine (Tayla); Ketlen (Giovana), Sole James e Patrícia Sochor – Técnico: Caio Couto

O Expressinho Tricolor campeão da Copa Conmebol de 1994

O Time que Goleou o Peñarol por 6 a 1. Em pé: Mona,Rogério Ceni,Nélson,Bordon e Ronaldo Luís
Abaixados: Pavão,Catê,Toninho,Pereira,Denílson e Caio

No Campeonato Brasileiro de 1993, o São Paulo FC (que naquele ano conquistou o bi-campeonato da Libertadores e da Copa Intercontinental) ficou em quarto lugar. A colocação deu direito ao Tricolor de disputar a Copa Conmebol do ano seguinte (competição muito similar à atual Copa Sul-Americana). Como o clube do Morumbi disputava muitos torneios, a diretoria e comissão técnica resolveu utilizar o Expressinho, como era conhecido o time reserva da agremiação e, mesmo assim, conquistou o título continental.

O Expressinho já jogava junto, normalmente, diversas oportunidades, principalmente quando o calendário apertava para a equipe principal, que por causa dos diversos títulos conquistados, disputava muitas competições. Apesar de ser um time reserva, era muito forte, já que alguns nomes da equipe depois fariam sucesso, como Denilson, Juninho (que ganhou o 'sobrenome' Paulista quando foi para o Rio de Janeiro, depois de passar pela primeira vez na Europa), Caio, Bordon, o treinador Muricy Ramalho e o maior ídolo da história tricolor, Rogério Ceni.

O sorteio colocou o Tricolor encarando o Grêmio na primeira fase. Em 2 de novembro de 1994, as duas equipes empataram em 0 a 0 no Olímpico, em Porto Alegre. No Morumbi, oito dias depois, outra igualdade sem gols e a decisão foi para as penalidades. Nas cobranças, o São Paulo brilhou e venceu por 6 a 5. Um detalhe: Rogério Ceni bateu um dos pênaltis, o último para ser mais preciso, e converteu.

Juninho recebendo a taça de Nicolas Leoz

Seis dias depois, o São Paulo voltava a jogar no Morumbi, quando encarou o Sporting Cristal. Os peruanos surpreenderam no primeiro tempo e abriram o marcador com Palacios. Na segunda etapa, Muricy colocou Juninho, que empatou. Caio e Denilson definiram o placar de 3 a 1 para o São Paulo. 

Aliás, esta partida foi preliminar do jogo onde o time principal do Tricolor derrotou o Grêmio também por 3 a 1. O mais interessante é que Juninho também participou desta partida, fazendo dois confrontos no mesmo dia. Voltando à Conmebol, no jogo de volta, em Lima, o São Paulo segurou o 0 a 0 e garantiu vaga na fase seguinte.

Nas semifinais, o adversário seria o rival Corinthians, que entrou naquele confronto com sua equipe titular. No primeiro jogo, no Pacaembu, uma chuva de gols. Casagrande, Branco e Marques marcaram para o Timão, mas os três de Juninho e mais um de Catê deram a vitória ao Tricolor, por 4 a 3.

Os gols do primeiro jogo da final

Na partida de volta, no Morumbi, foi a vez do Corinthians fazer 3 a 2, com Daniel Franco, Tupãzinho e Viola marcando para o Timão e Caio e Juninho fazendo os tentos do Tricolor. Na penalidades, o São Paulo levou a melhor e garantiu sua vaga na final. Rogério Ceni novamente bateu e fez, já demonstrando o que poderia fazer na carreira.

Na final, o São Paulo encarou o temido Peñarol. Porém, toda essa força do time uruguaio caiu por terra no primeiro jogo, realizado no Morumbi. Naquele 13 de dezembro, acho que nem o grande time titular do Tricolor derrotaria o Expressinho. O placar da partida foi de 6 a 1, com um detalhe: o Peñarol abriu o marcador, aos 4 minutos, com Aguilera. Mas Caio, duas vezes, Catê, três, e Toninho fizeram na goleada.

Com o marcador dilatado, a segunda partida, no dia 21 de dezembro, no Centenário, em Montevidéu, foi apenas protocolo. O Expressinho segurou o Peñarol até os 12 minutos do segundo tempo, mas Rodriguez, duas vezes, e Silva fizeram 3 a 0 para o Aurinegro. Porém, a taça foi do Tricolor e com o seu time considerado reserva.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Pinheirense sai na frente na decisão do Brasileirão Feminino A-2

Por Lucas Paes
Fotos: Evelson de Freitas / Allsports



O Pinheirense conseguiu um excelente resultado no Canindé

Mesmo jogando fora de casa, o Pinheirense conseguiu um excelente resultado no primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino da Série A-2. A equipe paraense venceu a Portuguesa, no Canindé, por 2 a 1, de virada, e precisa de um empate para se sagrar campeã, na próxima quarta-feira, no Estádio da Curuzu, em Belém (PA). O gol da Lusa foi de Edna, enquanto Francy e a artilheira Irley fizeram os gols da virada das visitantes.

A Lusa chegou na final após eliminar o Tiradentes, do Piauí. Derrotada no primeiro jogo por 1 a 0, a equipe rubro-verde virou no Canindé e venceu por 3 a 1. Na primeira fase, se classificou na primeira colocação do Grupo 2. Já o Pinheirense eliminou o Caucaia, do Ceará, com uma goleada por 6 a 1 no primeiro jogo, fora de casa, e uma vitória por 2 a 0 na volta. Com a derrota lusitana no primeiro jogo das semis, o Pinheirense passou a ter a melhor campanha, após passar em primeiro do grupo 1, na primeira fase.

Um possível titulo da Lusa e até o acesso ainda pode ser anulado, já que há suspeitas de escalação irregular da equipe paulista no primeiro jogo da semifinal. A jogadora Thalita, que entrou já no segundo tempo, com a camisa 14, não constava na súmula. O caso ainda será julgado.

Jogadoras da Lusa lamentam gol perdido

No primeiro tempo foi a equipe visitante quem criou as primeiras chances. Já com um minuto, a equipe do Pinheirense teve a primeira finalização, com Cássia. Foi só depois de 17 minutos e de cinco finalizações do time paraense, que a equipe lusitana chegou, com um chute fraco defendido com facilidade por Rosany. Apesar de chegar mais, o General da Vila também não conseguia criar nenhuma chance clara. 

Apesar do domínio da equipe visitante, foi a Lusa que criou a chance mais clara: após uma cobrança de falta, a bola sobrou para Day que, da pequena área, bateu a queima roupa para grande defesa de Rosany. O primeiro tempo terminou sem gols.

Na etapa final, o começo do segundo tempo teve duas boas chances do time da casa. Primeiro, Bia cabeceou após um escanteio e Rosany se atrapalhou e mandou para outro córner, onde, após confusão na área, Day colocou para fora. Logo depois, Lu obrigou a goleira do Pinheirense a fazer grande defesa, mas a atacante estava em posição irregular.

O Pinheirense foi melhor na maior parte do jogo

Melhor no segundo tempo, a Lusa foi criando mais chances, até que aos 15', Edna acertou um belíssimo chute de longe e marcou o primeiro gol da equipe rubro-verde, abrindo o placar no Canindé. Mas a comemoração durou pouco, apenas três minutos depois, após uma cobrança de escanteio, Ellen saiu de soco e no rebote, Francy chutou forte e empatou a partida.


Voltando a dominar o jogo, a equipe paraense foi criando oportunidades, até que aos 32', Irley entrou na área e sofreu pênalti. que ela mesma chutou forte no canto e converteu, sem dar chances para a goleira Ellen. Logo depois do gol, a Lusa voltou a tentar atacar, Lucélia lançou, mas Du não conseguiu a finalização. No escanteio, Rosany defendeu bem uma cabeçada sem força.

Aos 38', quase saiu o empate lusitano, mas a arqueira paraense fez grande defesa na tentativa de cobertura de Luh. Logo depois, a chegada foi do Pinheirense, mas a cabeça de Irley saiu ao lado do gol, sem oferecer perigo. Já nos acréscimos, as mandantes tiveram uma grande chance, numa cobrança de falta em que a bola raspou na trave. Fim de jogo e vitória do Pinheirense, que está à um empate do título.
Time paraense está a um empate do título

FICHA TÉCNICA
PORTUGUESA 1 X 2 PINHEIRENSE


Data: 19 de Julho de 2017 

Local: Estádio do Canindé - São Paulo/SP

Árbitra: Regildenia de Holanda Moura - SP

Assistentes: Patricia Carla de Oliveira e Renata Ruel de Brito - SP


Cartões Amarelos

Portuguesa: Ballo
Pinheirense: Jeane


Gols

Portuguesa: Edna, aos 15' do segundo tempo
Pinheirense: Francy, aos 18', e Irley, aos 33' do segundo tempo



Portuguesa: Elllen, Thalita, Letti, Day, Ellen Cassia (Ballo), Edna, Fernanda (Du), Dani (Vitória), Thais, Luh, Bia Pereira - Técnico: Prysco Silvio Palumbo


Pinheirense: Rosany; Leila, Helayne, Lauze, Francy; Perotes, Cintia, Jeane, Cássia; Pingo (Milena), Irley - Técnica: Aline Cristine Rocha

Líder, Lusa bate o lanterna Santos pela Copa Paulista

Por Victor de Andrade

Diego Pituca é cercado por Júnior Lemos

Com os torcedores do Santos se preparando para o jogo contra a Chapecoense, pelo Brasileirão, na noite desta quarta-feira, dia 19, o time Sub-23 do Peixe entrou em campo à tarde, pela Copa Paulista, e não se deu bem. Jogando no Estádio Ulrico Mursa, em Santos, o Alvinegro Praiano foi derrotado pela Portuguesa de Desportos, por 1 a 0. O time da Baixada é o último colocado do Grupo 3 da competição. Já a Lusa é a primeira.

O confronto envolveu os dois times que estão nas colocações extremas da chave da competição. A Lusa, invicta, tinha sete pontos, sendo duas vitórias (1 a 0 na Portuguesa Santista e 3 a 0 no Juventus) e um empate (0 a 0 com o Nacional). Já o Peixe, com o empate da Briosa na terça, começou a partida com apenas um único ponto, tendo ficado na igualdade na estreia contra o São Caetano (2 a 2) e derrotado por Taubaté (1 a 0) e Água Santa (3 a 1).

No início do jogo, o Santos tinha maior posse de bola e até fazia boas jogadas, principalmente com o atacante Marquinhos, mas elas não eram concluídas. O primeiro chute foi dado pelo próprio Marquinhos, após pivô feito por Diogo. Aos 20', foi a vez do lateral direito Felipe Rodrigues arriscar de fora da área, mas a bola saiu à esquerda do gol defendido por Ricardo Berna.

Junior Lemos recebendo a bola no meio de campo

Aos 27 minutos, em sua primeira chegada, quase a Lusa abre o marcador. Bela tabela de Marcelinho Paraíba e Franklin, que arriscou chute de fora da área e a bola acertou o travessão do gol de Preto. No rebote, Bruno Duarte fez falta em Rodolfo. Aos 37', foi a vez de o Santos arriscar chute de fora da área, com Gregore, mas a bola subiu e saiu.

Aos 41 minutos, a Portuguesa abriu o marcador. Franklin puxou o contra-ataque e serviu Marcelinho Paraíba. O experiente meia invadiu a área e quando foi finalizar, foi desarmado pelo zagueiro Sabino. Porém, a bola sobrou para Franklin, que sozinho só teve o trabalho de tocar a 'pelota' para o fundo das redes: 1 a 0 para a Lusa e assim terminou a primeira etapa.

No segundo tempo, o Santos foi para cima, tentando o empate. Aos 6 minutos, Diogo fez boa jogada pela direita, invadiu a área e rolou para o meio. Ricardo Berna fez a defesa parcial e, no rebote, Marquinhos bateu em cima de Rodolfo, perdendo grande chance para o Peixe. Aos 15', foi a vez de Diogo arriscar de fora da área, mas a bola saiu.

Tentativa de contra-ataque da Portuguesa

Em seguida, a Lusa respondeu. Em boa trama de Marcelinho Paraíba, Bruninho rolou a bola para Paulo Fernando, que bateu rasteiro, de três dedos, mas Preto fez defesa firme. Aos 22', o Santos perdeu grande chance. Silas fez jogada pela esquerda e rolou para Diego Cardoso, que da marca do pênalti mandou a bola por cima do gol defendido pela Lusa.

O Santos continuou em busca do empate. Aos 27', Diego Pituca fez belo lançamento para o lateral Felipe Rodrigues, que de dentro da área finalizou para fora. Aos 33', em escanteio cobrado pela esquerda por Diego Pituca, Rodolfo cabeceou nas mãos de Ricardo Berna. Aos 38', Gregore bateu colocado, com categoria, mas o goleiro da Lusa buscou, fazendo uma linda defesa. Aos 45', em chute cruzado, Léo desviu a bola, que atingiu o travessão e or muito pouco, o Peixe não empatou. 

O Santos, que continua na lanterna do Grupo 3 da Copa Paulista, com apenas um ponto, volta à campo na Copa Paulista no próximo sábado, dia 22, às 11 horas, quando enfrenta o Nacional, no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo. Já a Lusa, líder da chave com 10 pontos, volta ao Canindé no domingo, dia 23, às 16 horas, enfrentando o São Caetano.

Ao fim, vitória da Lusa por 1 a 0

Ficha Técnica
SANTOS FC 0 X 1 PORTUGUESA

Data: 19 de julho de 2017
Local: Estádio Ulrico Mursa - Santos-SP
Público: 236 pagantes
Renda: R$ 1.595,00
Árbitro: Alysson Fernandes Matias
Assistentes: Wellington Bragantim e Helio Saraiva de Sá

Cartões Amarelos
Santos FC: Diogo e Diego Pituca
Portuguesa: Gabriel Santos, Marcelinho Paraíba e Bruninho

Gol
Portuguesa: Franklin, aos 41' do primeiro tempo

Santos FC: Preto; Felipe Rodrigues, Rodolfo, Sabino e Silas (Léo); Gregore, Diego Pituca e Carlos Alberto (João Igor); Wigor Alan (Diego Cardoso), Marquinho e Diogo - Técnico: Kleiton Lima

Portuguesa: Ricardo Berna; Paulo Fernando, Gabriel Santos, Rodolfo e Franklin; Dedé, Jonatas, Marcelinho Paraíba e Junior Lemos (Bruninho); Bruno Duarte (Alex Murici) e Luizinho (Luiz Thiago) - Técnico: Mauro Fernandes

Seleção Inglesa Feminina lança vídeo promocional com suas atletas

Por Lucas Tavares

A FA lançou um vídeo interessante sobre as jogadoras da Seleção Feminina (foto: The FA)

A Seleção Inglesa de futebol feminino, que disputa a Eurocopa da categoria na Holanda, lançou uma série de vídeos onde contam a história de suas atletas. Resumindo o que as jogadoras faziam quando crianças, de onde surgiu o gosto por futebol e onde atuam hoje em dia. Para os críticos, o futebol feminino carece de história e de apelo comercial para se tornar um produto rentável, tanto quanto o masculino. Pensando nisso o staff de publicidade Inglês, comandado pelo The FA, resolveu fomentar a história de suas estrelas, as Lionesses (leoas), e encorajar a prática do esporte no país.

Lado bom - O incentivo à prática do futebol feminino não é exclusividade da Inglaterra, a FIFA compõe em seu regulamento, além do PROFUT, a obrigatoriedade dos clubes de possuírem equipes femininas. Fato que aumenta a audiência do espetáculo e gradativamente desperta o interesse de patrocinadores e investidores no ramo.

Lado ruim - No Brasil, em tentativa de driblar o estatuto proposto pela CBF, quase todos os clubes grandes, atualmente, não possuem times, mas associam suas marcas a equipes já formadas ou projetos sociais, só cedendo praticamente o direito de usar o escudo (vale ressaltar que o Santos FC, com as Sereias da Vila, é uma exceção). Atualmente as regras não obrigam o clube a ter elenco feminino, apenas ter seu nome exposto nas equipes femininas já basta. Com essa nova recomendação, isso deve mudar.

Comentário - No Brasil, talento apenas parece não render, mesmo contando com Marta, Cristiane e Formiga, o apelo pela modalidade ainda está no estágio embrionário. O futebol feminino carece de datas, investimento e apelo público, para lotar grandes estágios e “andar com as próprias pernas”. Porém, se houvesse um trabalho de divulgação, não haveria mais retorno?

O exemplos de boa divulgação com retorno ficam para o Iranduba, que botou mais de 25 mil pessoas na Arena da Amazônia na semifinal do Brasilerão, e para o Santos, onde o melhor público do ano na Vila Belmiro (contando, inclusive, com jogos do masculino) foi, justamente, no primeiro jogo da final na mesma competição. Será que com um bom trabalho, o público no futebol feminino não cresce aqui no Brasil? Temos provas que sim!

A Eurocopa teve inicio dia 16 de julho, onde participam Holanda, Noruega, Dinamarca, Bélgica, Alemanha, Suécia, Itália, Rússia. França, Islândia, Áustria, Suíça, Inglaterra, Escócia, Espanha e Portugal. O formato da competição inicia com 4 grupos de 4 países, 2 de cada grupo se classificam para os play-offs. A atual campeã da edição de 2013 da competição é a Alemanha.

Confira os vídeos da Seleção Inglesa aqui.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Em noite gelada, Briosa e Taubaté ficam no 1 a 1 pela Copa Paulista

Por Victor de Andrade

Vinícius Machado tenta armar o jogo no meio de campo

Noite fria, jogo fraco, gol de placa e protestos na arquibancada. Foi assim que a Portuguesa Santista empatou com o Taubaté em 1 a 1, em partida realizada na noite desta terça-feira, dia 18, no Estádio Ulrico Mursa, em Santos. O confronto foi válido pela Copa Paulista, competição na qual a Briosa em quatro jogos ainda não conseguiu vencer.

Portuguesa Santista e Taubaté estão em situações distintas na competição. A Briosa fez apenas um ponto (um empate contra o São Caetano, em casa) e na última rodada sofreu uma goleada de 5 a 0 do Nacional. A situação fez com que a torcida protestasse contra a parceria do empresário João Telê. Já o Taubaté tem cinco pontos na Copa Paulista, sendo uma vitória (contra o Santos, por 1 a 0, também em Ulrico Mursa) e dois empates em casa, contra Juventus (1 a 1) e São Caetano (0 a 0).

O Taubaté, mesmo jogando fora de casa, começou comandando as ações. Aos 5 minutos, o lateral Tinga arriscou chute cruzado pela direita, mas o goleiro João Guilherme defendeu firme. Aos 15', um lance inusitado. O árbitro Rodrigo Batista da Silva sentiu cãibras e o jogo ficou paralisado por dois minutos. Ele acabou sendo substituído pelo quarto árbitro Leonidas Sanches da Silva.

Aos 19', aconteceu uma pintura de lance, que originou um verdadeiro gol de placa no Estádio Ulrico Mursa. O armador da Portuguesa Santista, Luís Felipe, no meio de campo, viu o goleiro Celio Gabriel adiantado e não titubeou: arriscou o chute de cobertura e fez um golaço! Briosa 1 a 0!

Torcida da Briosa protestou contra a parceria e diretoria

Aos 23', o Taubaté perdeu uma chance incrível. Em escanteio pela direita, a bola foi desviada no primeiro pau e o zagueiro Lucas Mateus, sozinho e debaixo do gol, conseguiu cabecear a 'pelota' na trave, perdendo um tento certo. Já aos 27', Jean arriscou chute pingado de fora da área, mas José Guilherme fez a defesa.

Aos 34', foi a vez de Chuck perder chance para o Taubaté. Ele foi lançado pela direita, invadiu a área e bateu cruzado e rasteiro, mas a bola foi para fora. Após este lance, o jogo ficou truncado no meio de campo e o primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 para a Briosa, mesmo com a maior posse de bola do Burrão da Central.

No intervalo, os torcedores da torcida da Portuguesa Santista começaram a protestar novamente contra a parceria de João Telê e a diretoria do clube, por ter aceito o acordo. O presidente da agremiação, Lupércio Conde, acabou indo para as vias de fato com os torcedores e acabou sendo atingido por um golpe, sendo atendido na ambulância. Depois, a polícia foi acionada e os ânimos se acalmaram.

Na segunda etapa, a Portuguesa Santista chegou com perigo logo no primeiro minuto, novamente com Luís Felipe, mas a zaga do Taubaté conseguiu afastar o perigo. Três minutos depois, Vinícius Machado cobrou falta venenosa, mas o goleiro do time visitante, Celio Gabriel, fez a defesa firme.

Público pequeno no jogo em Santos

O tempo ia passando e o jogo diminuía o ritmo. O frio que estava na cidade de Santos (alguns termômetros apontavam menos de 10°C) Também contribuía para o desânimo. Mas aos 18', Luis Felipe fez grande jogada pela direita e quase fez o segundo para a Briosa. Porém, Celio Gabriel fez outra boa defesa.

O Burrão da Central respondeu no minuto seguinte. Em velocidade, Tinga foi até a linha de fundo e cruzou para Ricardo Xavier, que tinha acabado de entrar. Ele chegou a bater na bola, de chapa, mas Felipe Henrique conseguiu travar o chute. Aos 21', Léo Aquino arriscou de fora da área, mas a bola subiu e não levou perigo ao gol defendido pela equipe Rubro Verde.

Aos 26', Luís Felipe saiu na cara do gol e o goleiro Celio Gabriel o derrubou, mas a arbitragem mandou seguir. No contra-ataque, o Burrão da Central quase empatou em dois lances, primeiro em chute de Chuck e depois em cruzamento de Tinga. Mas a sorte teve do lado do goleiro Rubro Verde, José Guilherme, e a bola não entrou por muito pouco.

Mas aos 31', o Taubaté empatou. Chuck puxou o contra-ataque, invadiu a área e bateu. José Guilherme fez a defesa quando o atacante do Burrão tentou o driblar. Porém, no rebote, a defesa da Briosa bateu cabeça e Ricardo Xavier aproveitou: 1 a 1 no Estádio Ulrico Mursa.

Disputa de bola no meio de campo

Aos 38 minutos, quase o time visitante vira no marcador. Allan Mota, após sobra em cobrança de escanteio, arriscou chute de fora da área e a bola carimbou o travessão. José Guilherme só ficou olhando a 'pelota' sair por cima. Aos 42', o Taubaté, que já merecia a algum tempo o segundo gol, teve nova chance com Chuck, mas a arbitragem marcou impedimento antes mesmo da grande defesa do goleiro da Briosa.

Aos 46', Allan Mota também quase marcou de cabeça para a equipe visitante, mas José Guilherme, de forma esquisita, fez a defesa. No último lance, Vinicius Machado tentou de falta, mas a defesa do Taubaté afastou o perigo. Fim de jogo e empate em 1 a 1 no Estádio Ulrico Mursa.

O Taubaté, agora com seis pontos, joga na sexta-feira, dia 21, às 20 horas, contra o Água Santa, no Joaquinzão. Já a Briosa, que fez o seu segundo ponto na Copa Paulista, mas segue sem vitória, volta à campo no domingo, dia 23, às 10 horas, quando enfrenta o Juventus, no Estádio Ulrico Mursa.

Ao fim do jogo, empate em 1 a 1

Ficha Técnica
PORTUGUESA SANTISTA 1 X 1 TAUBATÉ

Data: 18 de julho de 2017
Local: Estádio Ulrico Mursa - Santos-SP
Público: 155 pagantes
Renda: R$ 1.880,00
Árbitro: Rodrigo Batista da Silva - substituído pelo quarto árbitro Leonidas Sanches Ferreira
Assistentes: Mauro André de Freitas e Luis Felipe Prado Silva

Cartões Amarelos
Taubaté: Allan Mota e Heder

Gols
Portuguesa Santista: Luís Felipe, aos 19' do primeiro tempo.
Taubaté: Ricardo Xavier, aos 31' da segunda etapa

Portuguesa Santista: José Guilherme; Gabriel Carmo (Vinicius Rissardo), Dema, Felipe Henrique e Anderson; Pedro Henrique, Luca Frazão, Vinícius Machado e Luís Felipe; Caíque Gomes e Mario Newton (Leonardo Nascimento) - Técnico: Douglinhas

Taubaté: Celio Gabriel; Tinga, Heder, Lucas Mateus e Paulo Henrique; Jean (Ricardo Xavier), Cleber, Allan Mota e Léo Aquino; Gabriel (Hugo) e Chuck - Técnico: Alexandre Ferreira

Arthur Friedenreich - O primeiro grande craque brasileiro

Com informações do site oficial da Federação Paulista de Futebol

Pela Seleção, Friedenreich fez 29 jogos e marcou 22 gols, conquistando dois Sul-Americanos

Em São Paulo, no dia 18 de julho de 1892 nascia Arthur Friedenreich, apelidade de 'El Tigre' e considerado o primeiro craque do futebol brasileiro, com passagens por clubes como Germânia, Ypiranga, Mackenzie, Paulistano, Santos e São Paulo, além da Seleção Brasileira.

Filho de comerciante alemão com uma professora brasileira, o jovem Friedenreich começou a jogar futebol na cidade de São Paulo e passou por clubes que hoje são apenas sociais, como Germânia, atual Pinheiros, Mackenzie, Ypiranga e Paulistano.

Pelo Paulistano, o grande craque do maior time do amadorismo em São Paulo

Com muita técnica e capacidade de improviso, logo se destacou no esporte que estava em ascensão no país. No Paulistano, chegou ao seu auge ao conquistar em seis oportunidades o campeonato paulista (1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929). Na sequência, após a extinção do clube onde se consagrou, atuou pelo primeiro São Paulo FC (o São Paulo da Floresta, predecessor do atual Tricolor) em 1930, onde foi campeão estadual em 1931 e marcou 102 gols em 124 jogos, sendo atualmente o 18º maior artilheiro do clube.

Também foi artilheiro da competição estadual nove vezes - sete pelo Paulistano e um pelo Mackenzie e Ypiranga - e foi considerado o quinto maior jogador brasileiro do século XX pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, sigla em português).

Campeão Paulista em 1931 pelo São Paulo da Floresta

Pela Seleção Brasileira, estreou em 1914 em uma derrota por 3 a 0 num amistoso contra a Argentina, marcou 10 gols em 23 gols e foi campeão em duas edições da Copa América (1919 e 1922) e vice em 1921, além da Copa Roca em 1914. O atleta ficou de fora da Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, devido ao boicote dos paulistas à Seleção. Portanto, o jogador nunca disputou o Mundial.

Por ser contra a profissionalização do futebol, 'El Tigre' encerrou a sua carreira no Flamengo, em 1935, quando tinha 43 anos de idade e 26 como jogador de futebol. Antes, chegou a parar de jogar durante alguns meses para se juntar aos paulistas na Revolução Constitucionalista de 1932. Depois de parar de jogar, Friedenreich ainda trabalhou em uma companhia de bebidas e faleceu na capital paulista em 6 de setembro de 1969, aos 77 anos.
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