domingo, 19 de fevereiro de 2017

Um Atletiba em que a bola não rolou e entrou para a história

Por Victor de Andrade

Jogadores de Atlético e Coritiba saúdam os torcedores juntos

Atlético e Coritiba entraram hoje no gramado artificial da Arena da Baixada em Curitiba, na tarde deste domingo, dia 19, para fazer o 370º Atletiba da história. Porém, ele não aconteceu! Os dois clubes, que não fecharam o acordo de televisão com a Rede Globo, resolveram transmitir ao vivo a partida pelo YouTube, mas a Federação Paranaense de Futebol não deixou e a bola não rolou no Joaquim Américo.

O problema entre Rede Globo, Federação Paranaense de Futebol, Atlético e Coritiba vem se acontecendo desde o ano passado. Os dois clubes, os maiores do estado, não aceitaram o repasse de 'apenas' R$ 1 milhão oferecido pelo canal de televisão, chamando a proposta até de 'esmola'. Com isso, as duas diretorias chegaram à conclusão de que como não tinham acordo para a transmissão, poderiam passar a partida em qualquer plataforma e assim tomaram a decisão de usar o YouTube.

Porém, a Federação Paranaense de Futebol, que gostaria que os clubes fechassem o acordo com a Rede Globo, não aceitou o credenciamento de entrada no gramado de nenhum dos profissionais que trabalhariam na transmissão pelo YouTube, alegando que ele foi feito com menos de 48 horas para o início da partida.

Com os profissionais em campo, mesmo sem o credenciamento, o árbitro da partida não iniciou a partida até que os mesmos saíssem de campo. Porém, os clubes não arredaram o pé e tentaram ao máximo manter a transmissão pelo YouTube. Quando viram que a Federação Paranaense não iria aceitar, tiraram as equipes de campo. Em resumo: sem transmissão via web, sem jogo.

Dirigentes dos dois clubes conversam com a arbitragem
(foto: Giuliano Gomes / PR Press)

Aos poucos, os clubes estão percebendo o poder que tem em mãos. Se não aceitam aquilo que quem quer fazer o monopólio oferece, parte para outra via! Se o clube acha viável uma transmissão via web, por que não? O anúncio alvoroçou os fãs de futebol pelo Brasil e o mundo e muita, mas muita gente mesmo estava preparada para ver o jogo via YouTube.

Os dois presidentes deixaram claro que tanto Atlético como Coritiba iniciam, mesmo ainda que de forma tímida, um movimento para que os times brasileiros não aceitem tudo que 'empurrem goela abaixo', principalmente defendendo o interesse de um ou outro grupo. Tudo deve ser negociado e o final deve ser o melhor para ambas as partes. E sabemos que isso nem sempre é o que ocorre.

É bom lembrar que isto pode ter sido uma avant premiere do que pode acontecer em 2019, quando o Esporte Interativo passa a transmitir jogos de uma boa parte dos clubes brasileiros em campeonatos nacionais. Espero e torço para que as agremiações se preparem para isto e já tenham até lá soluções para casos como este, pois é claro que haverá pressão para cima da Confederação Brasileira de Futebol para que se atrapalhe ao máximo a transmissão do canal esportivo ligado ao grupo Turner.

Tomara mesmo que isto seja um início de uma mudança de filosofia no futebol por estas bandas. Os clubes e os jogadores devem sempre procurar aquilo que é melhor para eles e defender o posicionamento, nem que para isto façam atitudes um pouco mais radicais como Atlético e Coritiba fizeram hoje. Os fãs da modalidade esportiva no Brasil agradecem!

Em três escanteios, Taboão vence a Briosa

Por Victor de Andrade, direto de Taboão da Serra

A Portuguesa Santista não fez um bom jogo e ainda levou três gols em jogadas de escanteio

A Portuguesa Santista não conseguiu a reabilitação desejada no Campeonato Paulista da Série A-3. Jogando no Estádio Vereador José Ferez, em Taboão da Serra, na manhã deste domingo, dia 19, a Briosa foi derrotada pelo CA Taboão da Serra por 3 a 0, sendo que todos os gols saíram no segundo tempo e em jogada de escanteio.

Depois de um bom início na competição, com duas vitórias e um empate, a Portuguesa perdeu as duas últimas partidas e precisava vencer para se reabilitar. Já o Taboão buscava a primeira vitória em campo dentro de campo, já que o único jogo vencido foi um WO contra o Catanduvense.

O calor estava forte na grande São Paulo e a equipe da casa mostrou que estava afim de jogo. No primeiro lance, após inversão na marcação de um lateral pelo árbitro, o experiente Acosta, ex-Náutico e Corinthians, invadiu a área sozinho e finalizou forte, mas o goleiro Thyago, com a ponta dos dedos, mandou a bola para escanteio.

Fernando tenta fazer jogada pela direita

Aos 4', quase que o Cão Pastor abriu o placar. William cruzou para Teco, que cabeceou à queima roupa, mas Thyago se esticou toco e fez a defesa parcial. No rebote, o mesmo Teco arrematou com força, mas o goleiro Rubro Verde saiu nos pés do meia atacante do Taboão e mandou a bola para a linha de fundo.

O jogo deu uma diminuída no ritmo e a Briosa teve o desfalque do meia Adiel, que ao sofrer uma falta, caiu com o corpo em cima do seu punho esquerdo, saindo de campo com uma fratura no local da lesão. Lucas Lino entrou em seu lugar. O jogo só foi ter algum lance de perigo nos acréscimos da primeira etapa e com a Briosa. Tikinho foi até a linha de fundo e cruzou, o goleiro do Taboão, Thiago, saiu mal e trombou com o Washington, que quase marcou.

Na segunda etapa, a Portuguesa voltou melhor, buscando as jogadas de velocidade. Porém, levou um balde de água fria aos 17 minutos. Em escanteio pela esquerda, Carlos Chaba subiu sozinho e balançou as redes: Taboão da Serra 1 a 0. Aos 22', quase que a Briosa empatou. Em cobrança de falta, o goleiro Thyago bateu bem e forçou o seu xará, arqueiro do Cão Pastor, a fazer a defesa com a ponta dos dedos. A bola ainda bateu no travessão antes de sair pela linha de fundo.

Moisés trabalha a bola na intermediária

A Portuguesa Santista ainda acreditava na busca pelo empate quando saiu o segundo gol. Novamente em escanteio pela esquerda, aos 26 minutos, depois de bate rebate na área e falta no goleiro Thyago, não marcada pelo árbitro José Guilherme Almeida e Souza, o uruguaio Acosta marcou: 2 a 0 para o Taboão da Serra.

Logo em seguida, a Portuguesa teve outra chance desperdiçada por Eric Mamer, onde o goleiro Thiago defendeu. Aos 35', o técnico Ricardo Costa foi expulso, após discutir com o quarto árbitro. Ainda assim, a Briosa teve duas chances, com Carlão, de cabeça, aos 36', e em cobrança de falta do goleiro Thyago, aos 43'.

Thyago cobrou duas faltas e quase marcou

Mas as cobranças deescanteio vinham sendo um tormento para a Portuguesa no jogo e foi assim que saiu o terceiro gol do Taboão. Em batida pela direita, Thyago não segurou a bola, Fernando não conseguiu afastar e o experiente zagueiro André Luís, ex-Santos e Botafogo, marcou e deu números finais à partida: 3 a 0 para o Taboão da Serra.

Após o término do confronto, já nos vestiários, houve confusão entre as delegações do Taboão da Serra e da Portuguesa Santista. Segundo um dos membros da comissão técnica da Briosa, um dos dirigentes do CATS cuspiu no treinador de goleiros da Portuguesa, Robson Agondi, e, de acordo com membros da delegação Rubro Verde, o atacante Acosta, do Taboão, proferiu palavras racistas contra Lucas Lino, atacante da Briosa.

Agora, a Briosa, que está com sete pontos, na zona de rebaixamento, recebe o Flamengo de Guarulhos na próxima sexta-feira, às 20 horas, em Santos. Já o Cão Pastor encara agora o Nacional, no sábado, fora de casa.

Ao final, 3 a 0 para o Taboão da Serra

Ficha Técnica

TABOÃO DA SERRA 3 X 0 PORTUGUESA SANTISTA

Data: 19 de fevereiro de 2017
Local: Estádio Vereador José Ferez - Taboão da Serra-SP
Público: 437 pagantes
Renda: R$ 2.640,00
Árbitro: José Guilherme Almeida e Souza
Assistentes: Marcos Santos Vieira e Givanildo Oliveira Felix

Cartões Amarelos
Taboão da Serra: André Luís, Carlos Chaba e Victor Gualberto
Portuguesa Santista: Thyago, Fernando, Dema e Lucas Lino

Gols
Taboão da Serra: Carlos Chaba, aos 17', Acosta, aos 27', e André Luís, aos 45' do segundo tempo.

Taboão da Serra: Thiago; Vinicius, André Luís, Carlos Chaba e William; Tiago Silva, Caio, Victor Gualberto (Welker) e Danilo; Teco (Wesley) e Acosta (Daniel) - Técnico: Axel

Portuguesa Santista: Thyago; Vinicius, Dema, Carlão e Tikinho (Eric Mamer); Pedrão (Luís Gueguel), Moisés e Adiel (Lucas Lino); Kauê Ramos, Washington e Fernando - Técnico: Ricardo Costa

sábado, 18 de fevereiro de 2017

50 anos de Roberto Baggio


O grande meia Roberto Baggio, que está completando neste 18 de fevereiro 50 anos de idade (nasceu em Caldogno), fez história no futebol italiano e mundial. Considerado um dos melhores jogadores da década de 90, o atleta do rabo de cavalo disputou três Copas do Mundo pela Seleção Italiana (1990, 1994 e 1998) e fez a alegria das torcidas do Vicenza, Fiorentina, Juventus, Milan, Bolgna, Internazionale e Brescia.

Baggio ficou conhecido por estas bandas por ter perdido o pênalti que deu à Seleção Brasileira o tetracampeonato mundial de futebol, na Copa do Mundo de 1994. Porém, ele tem uma bela história no esporte, conquistando diversos títulos. O Curioso do Futebol fez um levantamento sobre todas as camisas que o craque defendeu ao longo da carreira.

VICENZA


Roberto Baggio chegou ao Vicenza ainda menino. O clube disputava a Série C1 do Campeonato Italiano e em 1982 o atleta fazia sua estreia no futebol profissional com apenas 15 anos. Baggio já mostrava grande habilidade e personalidade, ganhando o seu espaço mesmo ainda muito novo. Em 1985, conquistou o seu primeiro título e levou o time à Série CA e, em seguida, foi negociado com a Fiorentina. No Vicenza, Baggio fez 78 jogos e marcou incríveis 66 gols.


FIORENTINA


No momento em que ia para a Fiorentina, Baggio teve uma lesão série no joelho e por muito pouco escapou de encerrar a carreira. Aliás, foi nesta época em que ele começou a seguir o Budismo. Porém, a equipe de Firenze apostou no talentoso meia e, apesar de ele não ter conquistado títulos pelo clube, virou ídolo da torcida, fazendo com que fosse para a Seleção Italiana, em 1988, logo após o vice-campeonato da Copa da UEFA. Baggio, que fez 223 gols em 248 jogos pela Fiorentina, foi vendido para a Juventus a contragosto, na época em que ia jogar a Copa de 1990.


JUVENTUS


Baggio chegava na Juventus com status de craque e confirmou o que a torcida esperava dele. Foi na Vecchia Signora onde ele se tornou o melhor jogador da Europa e um dos melhores do mundo, rivalizando com Romário pelo posto de maior do planeta. Pela Juve, Baggio conquistou uma Copa da UEFA (1993), uma Copa da Itália (1993), um Campeonato Italiano (1995) e a Supercopa da Itália (1995). Porém, o jogador saiu do clube justamente na temporada em que a Juventus conquistaria a Champions League. No time, Baggio fez mais de 300 jogos e quase a mesma quantidade de gols.


MILAN


Ao final da temporada 1994-1995, Roberto Baggio trocou a Juventus pelo Milan. Em seus primeiros 12 meses, o atleta jogou muito e foi um dos alicerces da equipe que conquistou o título em 1996, tornando-se um dos poucos jogadores que conquistaram dois títulos italianos consecutivos por clubes diferentes. Na segunda temporada, o joelho de Baggio, um dos inimigos em sua carreira, fez com que não fosse tão bem e saísse do clube no meio de 1997. Foram 71 jogos e 59 gols pelo Milan.


BOLOGNA


Em baixa, Roberto Baggio deu um passo para trás e acertou sua ida para o Bologna. Apesar do clube não ter muitas aspirações, o atleta jogou demais na temporada 1997-1998 pelo clube. Suas atuações chamaram a atenção de Cesare Maldini, treinador da Seleção Italiana, que o convocou para a Copa do Mundo de 1998, na França. Pelo Bologna, Baggio fez 36 jogos e marcou 30 gols.


INTERNAZIONALE


Com as grandes atuações de Baggio no Bologna e também na Copa do Mundo, o jogador voltou para Milão, mas para jogar na Inter. Tendo ao seu lado jogadores como Ronaldo e Recoba, Roberto Baggio fez duas temporadas razoáveis, tendo sido atrapalhado muito pelas lesões no joelho. Na Inter, ele fez 82 jogos e 63 gols.


BRESCIA


Em 2000, ele foi para o emergente Brescia, onde logo no início teve outra lesão do joelho, que o atrapalhou em sua primeira temporada pelo clube. Porém, em 2001-2002, Baggio voltou a jogar o fino da bola e, mesmo com 35 anos, foi cotado para ir à Copa do Mundo no Japão e Coreia do Sul, mas outra lesão o tirou do Mundial. Em 2004, resolveu encerrar a carreira em um jogo contra o Milan, no San Siro, onde foi aplaudido quando substituído, a dois minutos do término do jogo.


SELEÇÃO ITALIANA


Roberto Baggio foi convocado para a Seleção Italiana pela primeira vez em 1988, após grandes atuações pela Fiorentina. Baggio foi reserva na Copa de 1990, disputada na Itália, mas era o grande nome da equipe em 1994, nos Estados Unidos, quando a Azzurra perdeu o título para o Brasil, quando Baggio cobrou o pênalti para fora. Ele ainda jogou a Copa do Mundo de 1998, na França, e estava cotado para ir em 2002, mas uma lesão o tirou de seu quarto mundial. Ainda chegou a ser cotado para jogar nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, mas Claudio Gentile preferiu não levar o atleta, que estava se aposentando. Pela Seleção, Baggio fez 81 jogos e marcou 73 gols.

O Futebol na avenida - A Unidos dos Morros canta o centenário da Briosa

Com a colaboração de Walter Dias


Falta uma semana para o início do Carnaval de 2017. Porém, algumas cidades antecipam o seu Desfile das Escolas de Samba para não competirem com a transmissão de televisão de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Santos faz isso e a atual campeã do Carnaval local, a Unidos dos Morros, vai levar para a Passarela do Samba Dráusio da Cruz, na Zona Noroeste, na madrugada de sábado, dia 18,  para domingo, dia 19, o futebol, cantando o centenário da Portuguesa Santista.

Com o enredo "Morro de Saudade, Morro de Beleza, Unidos com Certeza no Centenário da Briosa Portuguesa", a Unidos dos Morros vai contar a história da mais Briosa de Ulrico Mursa, que no dia 20 de novembro completa 100 anos de fundação. Além disso, o enredo vai aproveitar e contar também a trajetória do imigrante português em Santos.

Últimos preparativos para o desfile
(foto: Rogério Soares / A Tribuna)

A Unidos dos Morros promete um belo e grandioso desfile, para buscar o bi-campeonato do Carnaval de Santos, o que seria o terceiro de sua história (já venceu 2014 e 2016). A Escola vai para a passarela do samba com 1,4 mil componentes, em 12 alas, sendo 120 na bateria, e três carros alegóricos.

"Campeã no futebol e, quem sabe, campeã no samba! A Briosa, que venceu o Paulista da Segunda Divisão no ano passado, vai continuar com sorte, passando isso para a Unidos dos Morros conquistar mais um título no carnaval santista", explica o diretor de carnaval da escola, Rubens Godinho.

♩♪♫♬ Pode chorar... de emoção de quem não chora?
O morro mandou chamar
É carnaval tá na hora
Tem futebol e samba com certeza
No centenário da briosa portuguesa ♩♪♫♬

O grande destaque do desfile ficará para o último carro, que será 100% em homenagem à Portuguesa Santista. Nele estarão presente ex-jogadores da história do clube, completando a festa na avenida. Os nomes de quem virão neste carro estão guardados à sete chaves e só serão descobertos quando a Unidos dos Morros entrar na avenida.

A Portuguesa Santista completa 100 anos neste 2017. Clube tradicional do futebol da cidade e do estado, a Briosa é fundadora da Federação Paulista de Futebol, campeã paulista da Divisão de Acesso, em 1964, e da Segunda Divisão, no ano passado, além de deter o título de Fita Azul do Futebol Brasileiro, por ter feito uma excursão invicta no continente africano em 1959. "É o segundo time de todo amante de futebol na Baixada Santista", finaliza Rubens Godinho.

Confira o samba-enredo

Raio-X da Unidos dos Morros

Cores: Verde, azul e branco 
Títulos: 2 Grupo 
Presidente: Fábio Marques Tavares 
Direção de Carnaval: Rubens Godinho
Carnavalesco: Comissão de Carnaval 
Intérpretes: Almir Schmidt, o Baby 
Diretor de harmonia: Márcio Índio 
Comissão de Frente: Renata Pacheco
Porta-bandeira: Fabíola 
Mestre-sala: Renatinho 
Enredo 2017: Morro de saudade, morro de beleza, unidos com certeza no centenário da briosa portuguesa
Componentes: 1,4 mil 
Alas: 12 
Carros alegóricos:
Bateria: 120 ritmistas sob o comando do mestre Daniel de Araújo
Rainha de bateria: Vânia
Compositores Samba-Enredo: Rubens Godinho, Celso Tom Maior, Fábio Alemão, Rafael Delgado, Zé Roberto, Nikinha, Renato Hulk, Índio Maninho, Edinho Ribeiro e Mestre Daniel.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Gilberto Costa segue avaliando atletas no Jabaquara

Com colaboração de Paulo Santos

Gilberto Costa é o treinador do Jabaquara nesta temporada (foto: Paulo Santos)

O Jabaquara segue em sua preparação para a disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2017. O técnico Gilberto Costa teve uma semana de trabalho intenso, avaliando os atletas na peneira aberta pelo clube. Mais de 400 jogadores se inscreveram para a avaliação e será deste grupo que sairá a grande parte do elenco de 28 atletas que defenderá o Leão da Caneleira.

Segundo o próprio Gilberto Costa, os testes continuam nos próximos dias, mas serão mais específicos. "Estamos satisfeitos com o nível técnico dos atletas que se apresentaram na avaliação. Porém, em algumas posições ainda não veio um número razoável de jogadores e, por isto, daremos prioridade agora nas carências para a montagem do elenco".

Nestas primeiras duas semanas de testes, um grupo de atletas já foi pré-selecionado e voltaram para mais uma etapa de avaliação. "Agora teremos uma observação mais apurada, onde avaliaremos se o jogador tem condições de vestir a camisa do Jabaquara. O Campeonato Paulista da Segunda Divisão é uma competição difícil e, por isso, temos que ter atletas capacitados para a disputa".

O Leão da Caneleira estreia no torneio no dia 9 de abril, às 10 horas, no Estádio Espanha, em Santos, no confronto regional contra o caçula do futebol paulista, o Real Cubatense. "O trabalho é intenso para que possamos montar uma equipe que chegue forte para o primeiro jogo e o restante da competição", finaliza Gilberto Costa.

Rio Claro e Velo empatam por 0 a 0 no Augusto Schmidt

Por Lucas Paes
Fotos: Paulino Mello/Velo Clube

Nenhum dos dois times conseguiu tirar o zero do placar 

Na noite desta quinta-feira, dia 16, no estádio Augusto Schmidt Filho, Rio Claro e Velo Clube não saíram do zero, no derby da cidade local, pelo Campeonato Paulista da Série A-2. Com o resultado, o Rio Claro foi para o quarto lugar, empatado com o Batatais, ambos com nove pontos. Já o Velo o sétimo, com sete pontos. 

O Rio Claro foi melhor na primeira etapa e criou as melhores chances, mas apesar do maior volume de jogo, não conseguiu marcar. Quem chegou a balançar as redes foi o Velo Clube, mas o gol foi anulado por impedimento.

Público foi bom no Augusto Schmidt 

Na segunda etapa, as melhores chances foram do Galo Vermelho. Porém, a equipe não conseguiu furar o bloqueio defensivo do Rio Claro, mesmo ficando com um jogador a mais, após a expulsão de Zeca. Apesar dos dois times terem feito um jogo de muita movimentação, o jogo terminou com o placar zerado.

Mais de duas mil e duzentas pessoas assistiram ao derby rio clarense, audiência impulsionada pela importância do jogo na cidade. Na próxima rodada, o Galo Azul enfrenta o líder São Caetano, em casa, no sábado, dia 18. Já a equipe Rubro Verde encara o Rio Preto, também em casa, no domingo, dia 19.

Inter de Limeira e virose derrotam Portuguesa Santista

Por Victor de Andrade
Fotos: Flavio Hopp

Fernando tenta ganhar jogada na arrancada

Um adversário forte e uma virose que atacou, ao menos, sete atletas do elenco. Foi assim que a Portuguesa Santista foi derrotada pela Inter de Limeira, por 1 a 0, gol de Tom, na noite desta quinta-feira, dia 16, em jogo realizado no Estádio Ulrico Mursa, em Santos, pelo Campeonato Paulista da Série A-3.

A Briosa buscava a reabilitação na competição, já que havia sido derrotada na última rodada pelo o Olímpia, fora de casa. Apesar disso, o clube ainda estava na zona de classificação, com sete pontos ganhos. Já a Inter de Limeira, invicta, via a chance de alcançar a liderança da A-3 caso vencesse a partida.

Porém, o primeiro adversário do time Rubro Verde foi incomum. Uma virose atacou em, ao menos, sete atletas do elenco da equipe, sendo que alguns titulares, como Tikinho, Lucas Lino e Washington estavam entre eles, no dia anterior à partida, deixando-os debilitados. Para ajudar ainda mais, o goleiro Fernando Hilário sofreu um estiramento na coxa e foi vetado.

No primeiro tempo, a partida foi movimentada

Mesmo com todos estes problemas e entrando em campo com algumas modificações, a Portuguesa Santista iniciou a partida com mais movimentação do que nos dois jogos anteriores, onde a equipe passou o primeiro tempo sem chutar em gol. Porém, a Inter de Limeira mostrava o porque de estar invicta na competição, arriscando jogadas e mostrando um toque de bola rápido.

Aos 2 minutos, a Briosa chegou com perigo. O volante Moisés arriscou de fora da área, a bola desviou na defesa adversária e quase enganou o goleiro Rafael Magrão. Aos 13', foi a vez de Ricardinho arrematar de longe e a 'pelota' passou rente à trave esquerda do arqueiro da Inter de Limeira. O adversário deu o troco logo em seguida, com Tom arriscando de fora da área, mas o chute foi pela linha de fundo.

Aos 23', a equipe Rubro Verde teve uma grande chance com Fabinho, que saiu na cara do gol, após passe de Ricardinho, mas finalizou fraco na saída de Rafael Magrão, dando tempo para zagueiro Carlão salvar. Nove minutos depois, em cobrança de escanteio, a Inter assustou com Marquinhos, que subiu sozinho para cabecear a bola por cima do travessão defendido por Thyago.

Já na segunda etapa, a Briosa teve mais a posse de bola

O primeiro tempo continuava movimentado. Aos 35', Fabinho arriscou cruzamento pela direita e acertou o travessão, quase abrindo o marcador para a Briosa. Em seguida, Balardin respondeu para a Inter, em chute forte, que Thyago fez boa defesa. O time de Limeira quase balançou as redes aos 38', depois de bela tabela, Tom entrou sozinho na área e finalizou. O goleiro da Briosa fez a defesa parcial com o pé e Carlão afastou o perigo.

Com tanta movimentação, a primeira etapa não poderia terminar com o placar em branco e quem abriu o marcador foi a Inter de Limeira. Aos 44', após bate-rebate, a bola sobrou na entrada da área para Tom, que acertou um belo chute de primeira com a perna esquerda, sem chances para o goleiro Thyago: 1 a 0 para a Internacional.

No segundo tempo, o jogo mudou um pouco de figura. A Inter de Limeira recuou a equipe, tentando usar o contra-ataque, o que não conseguiu. Já a Portuguesa Santista foi para cima, buscando o empate. Aos 8 minutos, Tikinho cobrou falta pela esquerda, a bola passou por todo mundo, na pequena área, e saiu pela linha de fundo.

Ao final, a vitória ficou com a Inter

Aos 11', quase sai o gol de empate. Lucas Lino fez bela jogada e achou Fabinho sozinho entrando na área. O atacante Rubro Verde bateu tentando tirar do goleiro, que se esticou todo e fez importante defesa. A Inter de Limeira respondeu com um lance estranho, com a bola subindo muito e caindo de repente, quase encobrindo o goleiro Thyago, que se esticou todo e conseguiu manda a 'pelota' para a linha de fundo.

Tentando ganhar o jogo e por causa da debilitação de alguns jogadores devido a virose, o técnico Ricardo Costa mexeu no time, promovendo as entradas de Adiel, Carlos Alberto e Washington nos lugares de Ricardinho, Pedro e Lucas Lino. Aliás, Washington, aos 35 minutos, fez grande jogada e finalizou da entrada da área, forçando Rafael Magrão a trabalhar. Nos acréscimos, a Briosa ainda tentou a última jogada com o mesmo Washington, mas o goleiro da Inter de Limeira assegurou a vitória.

Com o resultado, a Inter de Limeira assumiu a liderança da competição, com 13 pontos, e enfrenta agora o Olímpia no próximo domingo, dia 19, às 18h30, no Major Levy Sobrinho. Já a Portuguesa Santista continua com sete pontos, agora em oitavo, e encara o Taboão da Serra, também no domingo, só que às 10 horas, no Estádio José Ferez, campo do adversário.

Entrevistas após ao jogo

Ficha Técnica

PORTUGUESA SANTISTA 0 X 1 INTERNACIONAL DE LIMEIRA

Data: 16 de fevereiro de 2017
Local: Estádio Ulrico Mursa - Santos-SP
Público: 1.136 pagantes
Renda: R$ 14.325,00
Árbitro: Anderson Faustino Cordeiro
Assistentes: Paulo de Souza Amaral e William Rogério dos Santos Turola

Cartões Amarelos
Inter de Limeira: Teco, Marquinhos e Malcoon

Gol
Inter de Limeira: Tom, aos 44' do primeiro tempo

Portuguesa Santista: Thyago, Ivan, Carlão, Victor Sallinas e Tikinho; Pedro (Carlos Alberto), Moisés e Ricardinho (Adiel); Lucas Lino (Washington), Fabinho e Fernando - Técnico: Ricardo Costa

Internacional de Limeira: Rafael Magrão; Balardin, Carlão, Nikão e Malcoon; Marquinhos, Teco, Luís Roberto e Johw; Lucas Douglas (Vinícius) e Tim (Léo Souza) - Técnico: João Valim

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Há 5 anos, o APOEL Nicósia fazia história na Liga dos Campeões

Por Lucas Paes

Jogadores do APOEL comemoram gol de Manduca contra o Porto (Getty Images/UEFA)

Atualmente, a Liga dos Campeões da UEFA não é uma competição muito acostumada a protagonizar zebras. Aqui na América do Sul, em anos recentes, tivemos Nacional do Paraguai (2014) e Independiente Dell Vale (2016) chegando à final do torneio continental. Na Europa, seria o equivalente a times como Catania ou Leicester City chegarem à final da competição. 

Mas há cinco edições, no ano em que o Chelsea terminaria fazendo história, uma equipe do Chipre, pequeno país situado em uma ilha no meio do Mar Mediterrâneo, levantou voos altos pela Europa e chegou até as quartas de final, sendo eliminada pelo Real Madrid de Kaká e Cristiano Ronaldo.

No que se refere ao futebol cipriota, os Thrylos (Lendários) são a principal e maior equipe do país. Maior campeão do nacional (25 conquistas), da Copa (19 conquistas) e da Supercopa (10 títulos). Mas, até aquela temporada, o time nunca havia alçado um voo tão alto em competições europeias.

Manduca era o principal jogador da equipe (reprodução: ESPN Brasil)

A temporada 2011/2012 foi o ápice da equipe. O APOEL eliminou Skenderbeu Korce (Albânia), Slovan Bratislava (Eslováquia), e Wisla Krakow (Polônia) e chegou até a fase de grupos, onde foi sorteado ao lado de Shakhtar Donetsk (Ucrânia), Porto e Zenit (Rússia). Aqui, abro espaço para uma recordação pessoal: ninguém esperava qualquer coisa dos cipriotas, seja em comunidades do finado Orkut, seja em discussões no também finado MSN, ou em programas dos canais ESPN, os favoritos à vaga eram Porto e Zenit. 

Só que o APOEL estreou com o pé direito, batendo o Zenit por 2 a 1 no Chipre. Depois conseguiu um empate por 1 a 1 com o Shakhtar na Ucrânia e outro empate por 1 a 1 com o Porto em Portugal. No returno, vitória histórica contra o Porto em casa (2 a 1), empate com o Zenit na Rússia (1 a 1) e, na última rodada, mesmo a derrota por 2 a 0 para o Shakhtar em casa não impediu a classificação dos cipriotas, terminando inclusive na primeira posição do grupo.

Nas oitavas de final, duelo contra o Lyon: Primeiro, em Gerland, vitória francesa por 1 a 0. Na volta, em Nicósia, vitória do APOEL pelo mesmo placar. Nos pênaltis, tudo ocorria bem para que nada de estranho acontecesse, até que Chiotis virou herói. O goleiro grego pegou os pênaltis de Lisandro Lopes e Michel Bastos. Entre as duas defesas, o meia macedônio Trickovski acertou sua penalidade, colocando assim o APOEL nas quartas.

Estreia com vitória contra o Zenit

No sorteio, o time do Chipre foi encarregado de pegar um titã do futebol europeu, o Real Madrid, um adversário quase imparável. Jogando a primeira em casa, os cipriotas conseguiram segurar o Real Madrid até os 29 do segundo tempo, quando Benzema fez 1 a 0, depois disso, outro gol do francês e um de Kaká complicaram demais a situação. Por fim, na volta, o APOEL até conseguiu dois gols em cima dos galácticos, mas levou outros cinco e foi eliminado. Mesmo com a derrota de goleada no placar agregado para os espanhóis, a campanha ficou marcada na memória do torcedor. 

Os destaques da equipe eram o atacante argentino Esteban Solari e os meio campistas brasileiros Manduca e Airton, desconhecidos no Brasil. Manduca, porém, é um dos ídolos da história do APOEL, tendo ficado cinco anos no clube cipriota. 

Posteriormente, o time chegou até outra fase de grupos da Liga dos Campeões na temporada 2014/2015, e em outras duas fases de grupos da Liga Europa (2013/2014 e 2015/2016). Este ano, depois de cinco anos da histórica campanha na Liga dos Campeões, o APOEL chegou ao mata-mata da outra competição continental.

Gol, pênaltis e comemoração do jogo contra o Lyon

Curiosidades do time de 2012

-Além da campanha histórica na Liga dos Campeões, o time ganhou apenas a Supercopa do Chipre, ficando na terceira colocação no campeonato cipriota e caindo na segunda rodada da Copa do Chipre.

-Time base: Chiotis/Pardo, Poursaitides, Oliveira, Paulo Jorge, Alexandrou; Pinto, Morais, Charalambidis, Manduca, Ailton; Solari. 

-O artilheiro da equipe naquela temporada foi Solari com 13 gols, seguido por Manduca e Ailton, que foi o artilheiro do time na Liga dos Campeões, com 7 gols marcados.

-O treinador da equipe era o sérvio Ivan Jovanovic, que, como jogador, foi um dos maiores ídolos (se não o maior) da história do Iraklis Tessalônica, da Grécia.

Mais um crime que entristece o futebol e está fadado ao esquecimento

Por Lula Terras

Torcedor sendo carregado após uma briga. Há muita coisa que deve ser repensada

Mais uma vez, a violência mancha de sangue o já combalido futebol brasileiro, com a morte de um torcedor e ferimentos graves em outros, no domingo, dia 12, provocados por criminosos que circulavam de carro, nas proximidades do Estádio Nilton Santos, o Engenhão, onde jogariam, pouco depois, Botafogo e Flamengo, pelo Campeonato Carioca.

Assim como tem ocorrido em outros fatos como esses, a imprensa divulga por um período, as autoridades policiais prometem empenho na identificação dos criminosos e as demais autoridades constituídas aproveitam para treinar seus discursos de campanha. Esse empenho todo segue até que caia no esquecimento, ou seja, substituído por outro fato, de igual peso.

Triste isso, triste mesmo, por constatar que, passado esse período, esse crime passará a ser mais um dado nas estatísticas policiais sobre a violência no futebol brasileiro. E, o que é pior, acaba ganhando mais força a esdrúxula tese da presença de torcida única nos estádios, que é mais cômoda para os policiais que, teoricamente teriam menos trabalho para controlar aqueles, que eles chamam de briguentos, e também para o poder público, que prefere que a tese de uma sociedade falida seja comprovada do que garantir o direito do torcedor ir ao estádio torcer para o seu time (e dizemos o torcedor. O criminoso, é claro, deve ser preso e condenado).

Só um lembrete para esses teóricos: esse crime aconteceu fora no Estádio, então, para mim a tese de torcida única nos estádios nos clássicos não pega. Só para se ter uma ideia de quão tola é esta tese e estão forçando isso é que, ao menos em São Paulo, estão pensando em levar a ideia de clássico com torcida única para os confrontos em cidades menores, o que chega a ser o cúmulo do absurdo.

Fora isso, devemos ressaltar que o futebol, já não vive seus melhores momentos, tanto na qualidade técnica de nossos atletas, que é prioridade secundária para os treinadores, que insistem em priorizar a educação tática de seus grupos. Também sofre nas mãos de maus dirigentes e empresários vorazes, que não abrem mão do lucro fácil.

Aí fica a pergunta à todos esses setores citados no texto. Com esses dados expostos, que estão afastando o público dos estádios, a olhos vistos, é só ver as estatísticas dos jogos, o que mais falta para que medidas sérias e honestas sejam tomadas? O que seria o melhor: prender os culpados ou proibir o torcedor que nada fez de ir ao estádio do adversário apoiar o seu time? O que precisa para que a gente volte a ter orgulho do futebol brasileiro?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Zagueiro Gustavo Henrique visita projeto CT Meninos do Humaitá

Gustavo Henrique bateu um papo com a garotada do projeto

O projeto CT Meninos do Humaitá, idealizado pelo ex-jogador profissional e treinador Jefferson Daniel e que trabalha com crianças e adolescentes do bairro do Humaitá, em São Vicente, teve nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, um dia de gala. O zagueiro do Santos FC, Gustavo Henrique, fez uma visita no treinamento da garotada.

Os meninos, na faixa entre 12 e 17 anos, ficaram alvoroçados com a presença do ídolo no local e fizeram muitas perguntas, querendo saber, por exemplo, qual foi o atacante mais complicado de se marcar, qual o título mais emocionante da carreira e o jogo mais importante. Gustavo Henrique foi solicito com todos, respondendo as perguntas e também tirando fotos com todos eles.

A bola rolou durante a visita

O zagueiro, que está no Departamento Médico do Santos FC, tratando uma lesão no joelho esquerdo e deve voltar em dois meses, falou sobre a importância de respeitar e escutar os pais, ser leal dentro de campo e, principalmente, não abandonar os estudos. "É interessante ter esta conversa com as crianças. Apesar de eu ainda ser novo como jogador profissional, já passei pela idade deles e sei como é viver o sonho de virar um atleta".

O projeto - Idealizado por Jefferson Daniel, que jogou na base do Santos e como profissional atuou na AD Guarujá, Atlético Mogi, Fernandópolis e no Japão, além de atualmente ser o auxiliar técnico do Real Cubatense, o projeto CT Meninos do Humaitá foi criado em outubro do ano passado para que os garotos do bairro vicentino pudessem ter uma chance de serem treinados e escolhidos por times profissionais.

A equipe do projeto, com o coordenador Jefferson Daniel de amarelo

Do projeto, já saíram jogadores para as categorias de base do Santos FC, tanto masculino como feminino. "O dom do futebol quem dá é Deus. Estamos aqui para lapidá-los e passar a nossa experiência para eles", explica Jefferson. O CT Meninos do Humaitá realiza treinos com a garotada no campo do Humaitá, em São Vicente, que fica no final da Rua Antônio Pacífico, próximo à entrada do bairro.

Entrevistas com Gustavo Henrique e Jefferson Daniel