quinta-feira, 30 de março de 2017

FPF define datas e horários das quartas do Paulistão 2017


Em Conselho Técnico realizado na sede da Federação paulista de Futebol, os oito clubes classificados se reuniram para definir os detalhes da primeira fase de mata-mata do torneio. Com os confrontos já determinados, as datas e locais ficaram o seguinte:

Jogos de ida

Sábado - dia 1º de abril
16h: Ponte Preta x Santos (Campinas)
18h30: Botafogo x Corinthians (Ribeirão Preto)

Domingo - dia 2 de abril
16h: Linense x São Paulo (São Paulo)
19h30: Novorizontino x Palmeiras (Novo Horizonte)

Jogos de volta

Sexta-feira - dia 7 de abril
20h30: Palmeiras x Novorizontino (São Paulo)

Sábado - dia 8 de abril
16h: São Paulo x Linense (São Paulo)

Domingo - dia 9 de abril
16h: Corinthians x Botafogo (São Paulo)

Segunda-feira - dia 10 de abril
20 horas: Santos x Ponte Preta (São Paulo)

Para a fase de quartas de final foram selecionados oito árbitros e 12 assistentes. O sorteio para os jogos de ida será nesta quinta-feira (30), às 14 horas. Com relação aos gandulas, a FPF se responsabilizará por fornecer os profissionais para as oito partidas da nova fase.

Rebaixamento - Além dos oito classificados para as quartas de final do Campeonato Paulista 2017, a rodada desta quarta-feira definiu também os dois times que estão rebaixados para a Série A-2 de 2018: o Osasco Audax, que foi vice-campeão paulista no ano passado, e o São Bernardo FL.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Endspiel - O Futebol Alemão em nossa língua

Por Lucas Paes


Você quer ficar antenado sobre o atual futebol campeão do mundo? Simples, é só acompanhar o Endspiel, que fala exclusivamente sobre a bola rolando nos gramados da Alemanha. O blog foi criado em 2011, quando se chamava Bundesliga Brasil, e desde lá vem falando sobre o que acontece em terras germânicas quando o assunto é futebol.

Em 2014, o site passou por um tempo sem estar ativo, retornando depois da Copa do Mundo, e, recentemente, foi renovado. Lucas Paes, de O Curioso do Futebol, conversou com Rainer Pompermayer e Walter Paneque Neto, criadores do site, e você pode conferir esta entrevista abaixo.

O Curioso do Futebol: Falem um pouco de vocês e de como surgiu o interesse no futebol europeu e no futebol alemão?

Rainer Pompermayer: Então, nunca fui muito fã de futebol. Quando novo, comecei a curtir mais futebol internacional, e principalmente alemão, durante a copa de 2002. 

Como eu jogava no gol na época, o Oliver Kahn me chamou muita atenção. A partir daí, o interesse foi apenas crescendo e sempre acompanhando a seleção alemã. Mas a Bundesliga, comecei a acompanhar apenas em meados de 2007.

Walter Paneque Neto: Eu sempre acompanhei muito futebol. Nos horários sem jogos no Brasil comecei a ver jogos da Europa, daí pro futebol alemão foi um pulo. Comecei a ver também ali por 2007, ano pós-Copa que foi na Alemanha, principalmente pelos brasileiros da liga.

OCDF: Como veio a ideia de criar o Bundesliga Brasil?

RP: O Paneque que criou, e como eu tinha um blog/twitter separado (chamava Bundesliga News, se não me engano), ele me chamou pra participar. Claramente numa manobra para acabar com a concorrência, típico de um predador da liga. (risos)

WPN: Foi em 2011, não tinha uma cobertura aprofundada do futebol alemão do Brasil e achei necessário um espaço dedicado. Na época começamos eu e Luan Claudio, que não está mais na equipe, pouco depois veio o Rainer, que, como ele mesmo falou, tinha outro blog e logo se juntou com a gente. 

OCDF: O que significa o nome Endspiel? De onde veio a ideia de mudar o nome do blog?

WPN: Endspiel é o termo em alemão pra fim de jogo. É o que vem além do apito final. A ideia de mudar veio em uma reestruturação, principalmente porque a gente precisava repaginar a marca. “Bundesliga Brasil” é intuitivo, mas ao mesmo tempo muito genérico. A intenção foi fazer no nome algo que casasse com a missão do blog, que é trazer o público pra mais perto do futebol alemão. Esse termo e tantos outros ajudam.

RP: Como o Paneque disse, Endspiel é alemão pra fim de jogo. Foi para tanto dar uma repaginada, como também para mudar o endereço eletrônico.

O goleiro alemão Oliver Kahn

OCDF: Como vocês avaliam hoje o futebol na Alemanha. Liga e Seleção?

WPN: A Seleção é uma das mais fortes do mundo graças ao trabalho feito na liga. É formada praticamente por jogadores de destaque na própria Bundesliga e que se beneficiam muito do estilo dos próprios clubes, mesmo os que não jogam em clubes gigantes. É um futebol trabalhado e planejado pra dar resultado anos depois, sem imediatismo, e isso beneficia os médios. É uma fórmula que fortalece a liga e, ao contrário do que muitos acham, gera um equilíbrio interessante que vai muito além do Bayern na liderança.

RP: Seleção é uma das mais fortes do mundo, com muitos jovens bons surgindo, porém vem fraca nesse ciclo em um claro processo de renovação. Já a Liga vem crescendo bem nos últimos anos e se tornando cada vez mais forte. Em nível técnico é top 3 do mundo facilmente.

OCDF: Vocês acompanham também o futebol daqui do Brasil? torcem pra algum time daqui?

RP: Acompanho bem por cima ultimamente, só as competições e jogos mais importantes. Torço pelo Alvinegro Praiano, Santão da Massa.

WPN: Idem acompanho por cima, e também sou santista. Não acho que o nível do futebol seja tão mais baixo ou que o futebol brasileiro seja propriamente amador, pelo contrário, tem muita coisa boa por aqui. É mais uma questão de preferência mesmo. Assisto muito mais futebol alemão.

OCDF: Quais as diferenças que vocês enxergam nas possibilidades para um time pequeno na Alemanha e no Brasil? De ascensão, financiamento, equilíbrio, etc? 

WPN: Acho que são semelhantes porque enfrentam as mesmas dificuldades, dinheiro, infraestrutura, depende muito do trabalho individual de cada time, cada um tem um modelo diferente. Nisso eu não vejo muita distinção entre os países as ligas menores lá são melhor organizadas mas isso no interfere muito no rendimento dos times em si, eu acho.

RP: Acho que a médio/longo prazo na Alemanha seja mais tranquilo para um time pequeno. Pois a possibilidade de ganhar uma renda maior, devido à economia alemã, maior média de público, maior integração com outros países e possibilidade de ter mais estrangeiros, etc. Fora a possibilidade de fazer jogos contra grandes times na Copa da Alemanha e ganhar mais notabilidade.

WPN: Nesse sentido do potencial de evolução concordo também, meu ponto ali melhor frisar que é sobre como esta hoje.

OCDF: Já tiveram a oportunidade de ver algum jogo na Alemanha? Se sim qual?

WPN: Infelizmente, não.

RP: Infelizmente ainda não, mas tá na lista pro futuro. Em compensação, consegui assistir a Alemanha na Copa de 2014 contra Gana em recife e a seleção feminina nas Olimpíadas de 2016 em Itaquera contra a Austrália. Coincidentemente ou não, os dois jogos terminaram 2 a 2.

A página do Endspiel

OCDF: O Endspiel é, de certa forma, referencia no assunto futebol alemão no país, já teve noticias em que vocês foram fonte, algumas entrevistas muito boas e já teve até noticia trazida direto da Alemanha. Como foi o processo pra construir essa credibilidade?

WPN: A gente não cobre notícias, rumores, coisa do dia-a-dia dos clubes. Sempre focamos em um material mais denso, seja envolvendo a história do campeonato, seja em relação ao que acontece no momento. Acho que a construção da imagem do blog passa principalmente por isso, um estilo de texto que não se encontra nos outros espaços relacionados. É o nosso diferencial, nossa marca.

RP: Eita, somos referência? (risos) Acredito por não ficarmos notificando rumores, ou aquelas histórias escabrosas. Também evitamos ficar soltando notícias do dia a dia, apenas para gerar cliques ou posts "cabeça quente" e “polêmicos”. Ou seja, sem imediatismo e caça cliques. 

OCDF: Qual vocês acham que é o melhor texto que o blog já teve, na opinião de vocês? E o melhor de cada um de vocês? E qual foi o que deu maior numero de cliques até hoje?

WPN: O melhor texto do blog foi um sobre o RB Leipzig, quando o time ainda estava em franca ascenção, antes de subir pra 1.Bundesliga. O melhor da gente não sei e cliques não dá pra falar (risos)

RP: Um dos melhores foi o do RB Leipizig que o Walter comentou, e pelo que eu tenho controle aqui é o que mais gera views. Um muito bom também foi do próprio Walter sobre a competitividade da Liga.

OCDF: A Alemanha é um pais distante e com outro idioma, porém o mundo hoje é mais globalizado Ainda assim, como é o processo de superar a barreira da língua e da distância?

RP: A distância em tempos de internet nem é uma grande barreira. A língua é provavelmente a barreira mais difícil, tanto pela equipe, que são poucos que tem domínio avançado da língua, quanto para o público, tanto brasileiro quanto mundial, o que acaba diminuindo o poder de difusão da Bundesliga, em comparação, por exemplo, a uma Premier League ou La Liga.

WPN: Parece clichê, mas a internet de fato reduz bastante essa distância. Acompanhar os jornalistas de lá, pessoal que segue o dia-a-dia dos clubes, aproxima muito, e hoje a informação tá online. Estar aqui ou na Alemanha tem influência pouca. Quanto ao idioma é complicado sim, eu, por exemplo, não falo alemão. Mesmo assim consigo acompanhar porque com o tempo a gente se acostuma e aprende pelo menos algumas palavras-chave.

OCDF: Baseado no que vocês conhecem do futebol alemão e da Bundesliga, como vocês acham que o futebol brasileiro poderia evoluir a liga daqui?

WPN: O primeiro passo é a organização dos clubes em torno de uma liga que ceda menos às politicagens e mais ao que é melhor pra eles. Falta personalidade de muitos dirigentes que falam muito, até tem boas ideias, mas não colocam em prática. É muita coisa a se evoluir, mas acredito que tudo começa aí.

RP: Como Walter disse, uma organização de uma liga igualitária entre os clubes, sem ninguém ficar olhando seu próprio umbigo e, claro, com menos influência da CBF, com o objetivo de fortalecer todos os clubes, o futebol brasileiro e essa liga a longo prazo. Depois disso, investir mais na base e em um calendário melhor distribuído.

A Seleção Alemã da Copa de 2006

OCDF: Quais os planos para o futuro do Endspiel?

RP: Queremos ficar voltados a mais colunas e analises, sem muito imediatismo, e aumentar a frequência e expandir mais a equipe, mas sem perder a “qualidade”.

WPN: Queremos continuar com um material denso, explicativo, e que aborde diferentes períodos do futebol alemão. A gente tem um consenso de que o que acontece hoje é reflexo direto da história, então resgatar esse passado e relembrar times, personagens é essencial.

OCDF: Agora o espaço está livre para acrescentar algo.

Walter: Obrigado fãs (risos)! Acho que não tenho nada pra falar não, não sei o Rainer.

Rainer: Obrigado pela entrevista e continuem ligados! 

Confira o Endspiel em https://endspielblog.wordpress.com/.

Copa do Nordeste - Quartas pegarão fogo!


Começa nesta quarta-feira, dia 29, as Quartas de Final da edição de 2017 da Copa do Nordeste. Teremos confrontos, envolvendo oito grandes equipes, sendo que cinco delas já conquistaram o título da competição, que hoje é o maior e melhor torneio regional brasileiro.

A primeira partida das quartas de final da competição começa às 19h15. No Lindolfo Monteiro, em Teresina, Piauí, o River, que foi segundo colocado do Grupo C da primeira fase, com 13 pontos, encara o Vitória, líder do Grupo E, com os mesmos 13 pontos, e maior vencedor da competição, com cinco taças. O jogo de volta entre as duas equipes está marcado para o sábado, dia 1º de abril, às 16 horas, no Barradão, em Salvador.

Às 21h45, no Lourival Baptista, em Aracaju, o Sergipe, segundo colocado do Grupo E, com 10 pontos, terá pela frente o Bahia, que terminou em primeiro o Grupo B, com 14 pontos, e já conquistou a Copa do Nordeste em duas oportunidades, no bi-campeonato de 2001 e 2002. O jogo de volta entre os dois times está previsto para o domingo, dia 2, às 18h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

No mesmo horário de Sergipe e Bahia, o Itabaiana, primeiro colocado do Grupo D, com 11 pontos, joga contra o Santa Cruz, que terminou a primeira fase como líder do Grupo A, com 13 pontos, e é o atual campeão da Copa do Nordeste. A partida será realizada no Estádio Etelvino Mendonça, em Itabaiana. O jogo de volta está marcado para o sábado, dia 1º, às 18h15, no Arruda, em Recife.

Para fechar estas quartas de final, na quinta-feira, dia 30, às 21h15, o Campinense, vice-líder do Grupo A, com 11 pontos, e campeão da Copa do Nordeste em 2013, recebe, no Estádio Amigão, em Campina Grande, o Sport, vencedor da competição em três oportunidades e primeiro colocado do Grupo C desta edição, com 13 pontos. O jogo de volta será realizado no domingo, dia 2, às 16 horas, na Ilha do Retiro.

E para vocês? Quais serão os times que chegarão na semfinal? Façam as suas apostas!

terça-feira, 28 de março de 2017

Briosa vence Atibaia em noite de Fernando

Por Victor de Andrade
Fotos: Flávio Hopp

O atacante Fernando foi o grande nome do jogo, marcando os dois gols da Briosa

A Portuguesa Santista conseguiu um importante resultado na noite desta terça-feira, dia 28. Jogando em casa, a Briosa derrotou o Atibaia por 2 a 0, com grande atuação de Fernando, que fez os gols do time da casa, e continua na briga pela classificação à segunda fase do Campeonato Paulista da Série A-3.

As duas equipes vieram ao gramado do Estádio Ulrico Mursa buscando a reabilitação. A Briosa perdeu no sábado, Jundiaí, para o Paulista, por 2 a 1. Já o Atibaia, com mando de campo, mas jogando em Indaiatuba, foi derrotado pelo Monte Azul por 1 a 0.

Depois das duas equipes se estudarem nos minutos iniciais, o primeiro chute foi do Atibaia, aos 9 minutos. Reginaldo foi lançado pela direita, invadiu a área acompanhado por Salinas e arriscou o chute, que saiu pela linha de fundo.

Aos 19', finalmente a Briosa foi ao ataque. Lucas Lino, após sobra da defesa do Atibaia, achou Adiel entrando sozinho na área. O experiente meia teve tempo para matar a bola no peito e ajeitar, mas bateu para fora. Aos 23', outra boa chegada Rubro Verde. Jean Santos foi até a linha de fundo e rolou para Luís Gueguel, que finalizou de letra. Porém, o zagueiro Bruno travou a jogada.

Lucas Lino tenta jogada pela esquerda

O meia do Atibaia, Robson, fez bela jogada aos 40'. Ele passou por três marcadores da Briosa, invadiu a área e bateu forte, mas Thyago defendeu firme. Em seguida, a Portuguesa respondeu em duas oportunidades, ambas com Fernando caindo pela direita e cruzando. Na primeira, Lucas Lino chegou atrasado e na segunda, Luís Gueguel foi travado.

No último lance do primeiro tempo, a Briosa abriu o marcador. Em falta pela direita, Adiel rolou a bola para Fernando, que da entrada da área acertou um tirombaço de perna esquerda, sem chances para o goleiro Gustavo. Portuguesa Santista 1 a 0 e fim da etapa inicial em Ulrico Mursa.

A Briosa voltou para o segundo tempo pressionando. Logo no primeiro minuto, Adiel fez bela jogada no meio de campo e lançou Fernando, mas o goleiro Gustavo saiu bem e mandou a bola para escanteio. Aos 4', Luís Gueguel caiu pela direita e cruzou. Lucas Lino entrou sozinho na área, mas cabeceou para fora.

O Atibaia teve grande chance de empatar aos 6', quando Robson entrou sozinho na área e ficou cara a cara com Thyago, mas finalizou para fora. Em seguida, a Briosa respondeu em boa cobrança de falta de Jean Santos, mas Gustavo defendeu firme.

Luís Gueguel cerca jogador do Atibaia

Aos 14', saiu o segundo gol Rubro Verde. Vinicius, pela esquerda, dominou a bola após sobra da defesa do Atibaia e, de perna direita, cruzou. A redonda estava passando por todos na área, mas Fernando, no segundo pau, cabeceou ela para as redes: 2 a 0 Briosa. Foi o oitavo gol dele na competição. O jogo ficou parado por três minutos, pois os jogadores do Atibaia reclamaram impedimento no lance.

Aos 29', o Atibaia chegou com perigo. Igor foi até a linha de fundo e cruzou na cabeça de João Sales, que mandou a bola para fora. Em seguida, outro lance de ataque dos visitantes. Robson arriscou chute venenoso de fora da área, mas Thyago espalmou.

No último lance da partida, o Atibaia teve a chance de diminuir. O lateral esquerdo Danilo recebeu sozinho na grande área, ajeitou a bola mas a chutou por cima do gol de Thyago. Fim de jogo no Estádio Ulrico Mursa: Portuguesa Santista 2, Atibaia 0.

Agora, a Portuguesa Santista está com 23 pontos, dorme na sexta posição e joga no próximo sábado, às 18 horas, contra o São Carlos, fora de casa. Já o Atibaia, com 18 pontos, vai até Guarulhos, para enfrentar o Flamengo, também no sábado, só que às 10 horas.

Atibaia reclama de impedimento no lance do segundo gol

Ficha Técnica
PORTUGUESA SANTISTA 2 X 0 ATIBAIA

Data: 28 de março de 2017
Local: Estádio Ulrico Mursa - Santos-SP
Renda: R$ 8.800,00
Público: 658 pagantes
Árbitro: Giuliano Dutra Pellegrini
Assistentes: Edilando Nunes Bernardo e Gilmar Alves da Silva

Cartões Amarelos
Portuguesa Santista: Carlos Alberto, Moisés
Atibaia: Gledson

Gols
Portuguesa Santista: Fernando, aos 45' do primeiro tempo e aos 14' do segundo.

Portuguesa Santista: Thyago, Jean Santos (Lucão), Carlão, Sallinas e Vinicius (Moisés), Diego Gomes, Carlos Alberto e Adiel (Pedro), Lucas Lino, Luís Gueguel e Fernando - Técnico: Marcelo Fernandes

Atibaia: Gustavo, Igor, Bruno, Gabriel e Danilo, Eder (Henrique), Gledson e Robson, Arthur, Reginaldo (João Sales) e Gilsinho (Elton) - Técnico: Leonardo Silvério

Brasil 1 x 0 Paraguai - Em 1969, o maior público da história da Seleção

Pelé, sozinho, marca o gol da vitória do Brasil contra o Paraguai em 1969

Nesta terça-feira, dia 28 de março, o Brasil enfrenta o Paraguai por mais um jogo das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Se a atual Seleção, comandada por Tite, vem mostrando um grande futebol, O Curioso do Futebol vai lembrar de uma partida onde o time canarinho arrancava aplausos de todos os fãs de futebol.

No dia 31 de agosto de 1969, o Brasil recebia o Paraguai, no Maracanã, pela última rodada do Grupo B das Eliminatórias da Conmebol para a Copa do Mundo de 1970, no México. Era o time das 'Feras do Saldanha', cujo técnico João Saldanha havia montado uma equipe que encantava à todos os torcedores.

Disputa de bola no meio de campo

Até então, a Seleção Brasileira, que tinha craques como Carlos Alberto, Gerson, Pelé, Tostão, Jairzinho e Edu, tinha vencido os cinco jogos anteriores no qualificatório, liderando a chave com 10 pontos. Porém, ainda corria-se um pequeno risco de ficar de fora da Copa, já que o Paraguai tinha quatro triunfos e uma derrota (justamente para o Brasil, em Assunção), e 8 pontos na tabela. Como, na época, uma vitória valia dois pontos, a Albirroja poderia empatar na pontuação com a Amarelinha e forçar o jogo extra.

Pois bem, antes do início do jogo o Maracanã estava abarrotado de gente. O borderô mostrava isso: oficialmente, 183.341 pessoas pagaram ingresso para ver a partida e este é, oficialmente, o recorde do Maracanã (que nunca mais será batido, diga-se) e o jogo de maior público da história da Seleção Brasileira em todos os tempos. Ou seja, todos estavam empolgados com mais um grande jogo da Seleção.

Raras imagens coloridas da partida

Saldanha, esperto, mandou o time jogar com cautela e as 'feras' foram impondo o seu ritmo. Ao contrário das partidas anteriores, onde os gols saíam naturalmente, em 31 de agosto o desafio estava mais difícil. Porém, aos 23 minutos da segunda etapa, Edu, pela esquerda, arriscou um chute forte, rasteiro, de canhota. O goleiro paraguaio Oscar Aguillera não segurou a bola e Pelé, que marcado já fazia de tudo, sozinho só tocou para as redes: Brasil 1 a 0.

A vitória garantiu o Brasil na Copa do Mundo de 1970, no México, onde nem mesmo a troca de treinador (saiu João Saldanha e entrou Zagallo) fez com que o time canarinho diminuísse o ritmo, conquistando definitivamente a Taça Jules Rimet vencendo todos os seis jogos da competição de maneira brilhante, assim como já tinha sido nas Eliminatórias.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Um Cacau brasileiro na Seleção Alemã

Cacau comemorando o seu gol na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul
(foto: Getty Images)

Estádio Moses Mahbda, Durban, África do Sul, dia 13 de junho de 2010. Aos 23 minutos do segundo tempo, o artilheiro da Seleção Alemã, Miroslav Klose, nascido na Polônia, deixa o campo para entrada de outro naturalizado. Dois minutos depois, este mesmo jogador pega a bola e faz o quarto e último gol dos germânicos naquela partida. Quem é ele? O brasileiro Cacau!

Claudemir Jerônimo Barreto, o atacante Cacau, nasceu em Santo André, no dia 27 de março de 1981. Ele começou no futebol pela grande São Paulo, rodando por vários clubes, até que no final da década de 90, mais precisamente em 1999, foi convencido por seu primo e treinador Mauro Correia a se arriscar pelo futebol alemão. A primeira experiência foi um teste no inexpressivo Türk Gücü, de Munique, onde passou e jogou por dois anos.

Após esta primeira experiência, Cacau foi contratado pelo Nürnberg, com 20 anos de idade, para jogar a princípio, no time B. Suas atuações chamaram a atenção de todos e logo subiu para o time principal, onde atuou por dois anos. Sua velocidade e assistências fizeram com que o Stuttgart o contratasse em 2003. E aí a história de Cacau mudaria de vez.

O atacante ficou simplesmente 11 anos defendendo o "Die Roten", onde virou ídolo da torcida. Foram, simplesmente, mais de 500 jogos com a camisa do Stuttgart e como ele tinha poucos vínculos com o futebol brasileiro, já que saiu muito novo daqui, logo começaram os convites para se naturalizar alemão. Primeiro para não contar como estrangeiro e segundo, para atuar na seleção germânica.

No Stuttgart, onde foi ídolo e fez mais de 500 jogos

A concretização de Cacau atuar pelo selecionado alemão se concretizou em 2009, mais precisamente no dia 19 de maio, quando ele substituiu se ex-companheiro de clube Mario Gómez, em partida contra a China. Aos poucos ele foi ganhando espaço no time de Joachim Löw para a Copa de 2010, onde fez o gol já citado. Cacau defendeu a Seleção Alemã em 23 oportunidades, marcando seis gols. Seu último jogo com a camisa branca foi em 2012.

No Stuttgart, ele deixou o clube em 2014, indo jogar no Cerezo Osaka, do Japão. Após isso, ele ainda voltou ao Stuttgart, para jogar no time B, onde encerrou a carreira no ano passado. Seu principal título foi o Campeonato Alemão em 2007.

Porém, apesar dessa ligação toda com a Alemanha, onde inclusive continua morando após a aposentadoria, Cacau ainda sente bastante quando a Seleção Brasileira perde. E a prova disso foi diante dos 7 a 1 na Copa de 2014, onde o próprio ex-jogador disse que ficou mais triste pela goleada sofrida pelo time canarinho do que pela vitória alemã.
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