domingo, 17 de dezembro de 2017

As consequências do “quase” – o que o Botafogo vai levar de um ano frustrante

Por Diely Espíndola

O Botafogo na eliminação da Libertadores: se esperava mais do time Alvinegro em 2017

Nenhum time grande inicia o ano almejando pouco. Ainda que não haja grandes vislumbres de títulos e conquistas, o objetivo de todo clube é conquistar o máximo que for possível, e chegar o mais longe que conseguir. Talvez este tenha sido o berço do declínio sofrido pelo Botafogo este ano.

A temporada 2017 não foi fácil para o Alvinegro. Com um elenco limitadíssimo, departamento médico movimentado, e um técnico com poucas experiências no currículo, o Botafogo sabia que seria um ano de desafios. No entanto, a atmosfera em General Severiano era de otimismo: o ano já começava com a torcida superando as expectativas de adesões ao programa de sócios torcedores oferecido pelo clube e batendo recordes de público no Rio de Janeiro. 

Mística e supersticiosa como poucas, a torcida alvinegra se agarrava a qualquer sinal que poderia indicar que 2017 seria um ano de glórias. Talvez o desfecho de 2007, ano conhecido pelos alvinegros como “o ano que não terminou”, marcado por uma campanha que, apesar de vitoriosa e cheia de gols, não trouxe nenhum título ao Glorioso. Fato que muitas vezes foi creditado à falta de um goleiro eficaz na ocasião. Problema de que dessa vez, o Botafogo não sofreria.

Com Jefferson machucado, o Botafogo teve sua meta defendida à altura do ídolo por Gatito Fernandez, goleiro paraguaio que já chegou mostrando a que veio: em sua primeira partida decisiva pelo Glorioso, na decisão para a fase de grupos da Libertadores, Gatito pegou três pênaltis, e foi o herói da classificação. E nos jogos seguintes não foi diferente. Gatito fez uma campanha marcada por grandes defesas, pênaltis defendidos e uma regularidade que passava ao alvinegro a mesma segurança que Jefferson passava. E assim o Botafogo foi seguindo na libertadores.

Gatito Fernandes: um dos pontos positivos no ano

De pouco em pouco, sem grandes nomes, sem holofotes, e um tanto desacreditado, o Botafogo foi eliminando times já campeões da competição, um a um, e despertando não só nos torcedores, mas também na imprensa esportiva, a esperança de que 2017 poderia sim trazer grandes conquistas ao Glorioso.

Na Copa do Brasil o Botafogo também avançava, chegando às semi finais contra o Flamengo. E aqui caímos no que foi dito anteriormente: almejar pouco. 

O Botafogo iniciou a segunda partida da semi final almejando o empate. O histórico de defesas do adversário, e a confiança em Gatito, levaram o Botafogo a fazer uma partida apática, claramente na intenção de levar a decisão aos pênaltis. Porém, o resultado foi um time que não atacou, e como diz o velho ditado futebolístico, quem não faz, leva. E levou. O flamengo eliminou o Botafogo por 1x0, único gol das duas partidas. E aí começou a ruir a esperança alvinegra.

Menos de 15 dias depois, viria a decisão contra o Grêmio. Quartas de final da Libertadores. Título inédito na história alvinegra, e última esperança de levar alguma taça para General Severiano na temporada. E apesar de uma postura completamente diferente da Copa do Brasil, o Botafogo ainda foi eliminado. Dolorosamente, frustrantemente eliminado. Só restava ao alvinegro encerrar o campeonato Brasileiro com dignidade, e garantir pelo menos a classificação para a libertadores do ano seguinte.

Mas um time que ao ser eliminado das duas competições que disputado, foi ovacionado e confortado com palavras de “tudo bem, vocês se superaram”, se sente na obrigação de conquistar algo? Talvez não. E assim foi. A mentalidade de clube pequeno se apossou do Botafogo, que parecia não sentir mais que chegar longe nas competições, era o mínimo que um clube do tamanho de sua história deveria fazer. E apesar das oito vagas classificatórias para a Libertadores, o Glorioso amargou a décima posição na competição.

Roger: bom início, comoção e saída pela porta dos fundos

De fora da Libertadores de 2018, o Botafogo perde dinheiro proveniente da competição, perde cotas de TV, perde possíveis patrocínios. Perde renda de sócios torcedores. Sem dinheiro, o clube não sustenta mais os maiores salários do elenco, e a barca começa a ser preenchida. Contratações são mais difíceis. O maior nome levantado pelo clube até agora foi o de Rafael Moura, negociação que já foi por água a baixo. Nomes de peso parecem fora de cogitação dentro das limitações orçamentárias do clube, e a esperança se volta para a base e para jogadores das divisões inferiores. A próxima temporada promete ainda mais desafios e limitações do que a que se encerra, e o futuro do Botafogo parece incerto. 

Ao botafoguense, resta a esperança de que não seja mais um ano de quase, ou pior. Um ano de luta contra o rebaixamento.

Ao Botafogo, resta escolher entre dois caminhos: se conformar com “chegar longe”, e achar que apenas a superação é um grande feito, ou lutar por títulos expressivos e voltar ao lugar de honra e de peso do qual jamais deveria ter se permitido sair.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Não deu para o Grêmio! Real Madrid bicampeão!

Foto: Getty Images / Fifa

Barreira abriu em cobrança de falta de Cristiano Ronaldo: único gol da partida

O Grêmio não conseguiu! Em jogo realizado na noite deste sábado no Estádio Xeique Zayed, em Abu Dhabi, a tarde no Brasil, o Real Madrid venceu o Tricolor Gaúcho por 1 a 0 e conquistou o bicampeonato do Mundial de Clubes. O gol da vitória foi de Cristiano Ronaldo, de falta, no segundo tempo.

A verdade é que o favorito venceu. Mesmo não jogando o fino da bola, os Merengues dominaram o jogo, criaram mais e, por ironia do destino, o gol saiu em uma bola parada. A cobrança de falta de Cristiano Ronaldo passou pelo meio da barreira e 'matou' o goleiro Marcelo Grohe.

Já a análise do Grêmio no jogo tem que ser dividida em duas partes: os sistema bem montado por Renato Gaúcho conseguia minar boa parte das jogadas do Real Madrid, principalmente por causa da boa atuação de Geromel e só passou a ficar no mano a mano quando tomou o gol. Porém, o ataque do Tricolor foi quase nulo, pois nas oportunidades em que teve de finalizar ou fazer um cruzamento, os jogadores preferiram passar a bola para o lado.

A partida - O tricolor tentou impor forte marcação no início da partida, mas rapidamente se viu envolvido pela qualidade técnica do rival. Em um dia ruim de Luan, o time de Renato Gaúcho pouco conseguiu produzir. O grande destaque da partida acabou sendo a dupla de zaga, formada por um competente Kannemann e um brilhante Pedro Geromel.

A contundência que faltou ao Real Madrid na primeira etapa se mostrou presente logo no início da segunda. Aos 7 minutos, Cristiano Ronaldo foi derrubado na entrada da área. Ele mesmo cobrou a falta e viu a bola passar pela barreira, entre Luan e Barríos, para balançar a rede de Marcelo Grohe.

Foi o sexto título mundial do Real Madrid, o maior campeão da história. No atual formato do Mundial de Clubes, adotado em definitivo a partir de 2005, depois de uma experiência em 2000, os principais vencedores são os merengues (três) e o arquirrival Barcelona.

Onde estão os campeões brasileiros de 2002

Por Lucas Paes 

Os campeões brasileiros de 2002. Onde está cada um deles?

O dia 15 de dezembro é sempre um dia de recordações especiais para os santistas. Em 2017, especificamente, o título do Brasileirão de 2002 completa 15 anos. Um título que tem muito valor para a torcida, já que o clube estava em um jejum de 18 anos de títulos importantes.

Até hoje, as imagens de Robinho pedalando para cima de Rogério, no lance onde gerou o pênalti do primeiro gol do Peixe. Mas afinal, onde estão os jogadores que protagonizaram aquela linda página da história santista? É isto que vamos apresentar agora:

Fábio Costa - Um dos heróis da final diante do Corinthians, Fábio, depois de passar pelo rival da final, voltar ao Santos e ser emprestado ao Atlético Mineiro, se aposentou em 2013, no São Caetano,  e atualmente trabalha agenciando jogadores.

Julio Sérgio - Goleiro que jogou boa parte daquele campeonato devido a lesão de Fábio Costa, Julio atualmente é treinador. Em 2017 esteve no Olímpia, do interior de SP.

Maurinho - Um dos surpreendentes bons valores daquele time, Maurinho se aposentou em 2015, no Fernanópolis, depois de ter sua carreira atrapalhada por diversas lesões. Em 2003 ele esteve também no excelente Cruzeiro que conquistou a triplicar coroa.

Michel - Um dos reservas que entrou naquela final e foi titular no primeiro jogo da decisão, pois Maurinho estava suspenso, Michel passou ainda por clubes como São Paulo e Avaí. Seu último clube foi o Serrano, em 2012. 

Léo - Um dos maiores ídolos da história do Santos, o lateral Léo se aposentou em 2014, tendo um jogo oficial de despedida ano passado. Trabalhou na campanha de Modesto Roma nas eleições deste ano no Santos e virou conselheiro do clube.

Alex - Um dos destaques daquele time, que estava para ser dispensado do Sub-20 quando Leão o viu e levou para o profissional, o zagueiro se aposentou em 2016, após sair do Milan. Até tentou voltar ao Santos, mas o clube não demonstrou interesse.

André Luis - Após sair do Santos, teve uma carreira de altos e baixos, com destaques positivos para as passagens positivas por Botafogo e Barueri e negativa pelo São Paulo. Ainda não se aposentou e defendeu Taboão da Serra e Hercílio Luz em 2017.

Preto - Reserva que entrou bastante naquele ano, logo após cumprir suspensão por ter falsificado a idade, o famoso 'gato', Preto rodou o mundo jogando futebol e esteve em 2013 na Portuguesa Santista, que foi seu último clube.

Paulo Almeida - O capitão daquele time também foi um andarilho da bola. Passou por Benfica, Corinthians e Náutico, além de jogar por diversos clubes pequenos de vários estados brasileiros. Parou em 2015, no Vitória da Conquista, da Bahia.

Renato - Um dos jogadores mais importantes do título, Renato ficou o campeonato inteiro sem tomar cartão. Passou por Sevilla e Botafogo e voltou ao Santos em 2014, onde ainda é titular e exibe sua categoria pelos campos do Brasil e América do Sul.

Diego - O mais jovem daquela equipe, Diego teve um relativo sucesso na carreira jogando na Europa, principalmente por Werder Bremen, Wolfsburg e Atlético de Madrid. Voltou para o Brasil em 2016 e atualmente joga pelo Flamengo.

Elano - Destaques daquele time, Elano foi para a Europa, jogou a Copa do Mundo de 2010, voltou para o Santos, depois teve passagens por Grêmio e no fim de carreira intercalou atuações na Índia e no Peixe, onde encerrou a carreira no ano passado. No último Brasileirão, foi treinador do Alvinegro.

Robert - O jogador de mais nome antes do início daquele campeonato, Robert foi vice em 1995 pelo próprio Santos. A final de 2002 foi o último jogo dele pelo clube. Ele ainda passou por Corinthians e América do Rio e aposentou em 2006. Hoje trabalha agenciando jogadores.

Alexandre - Um dos reservas que mais atuaram naquele time, Alexandre era sempre a primeira opção para os lugares de Paulo Almeida e Renato. Há pouca informação sobre o paradeiro dele, a última notícia foi de uma passagem pelo São José, em 2013.

Robinho - Principal destaque daquela final, o Rei das Pedaladas fez fama no futebol, passando por Real Madrid, Manchester City e Milan. Disputou duas Copas, teve mais duas passagens pelo Santos e está atualmente no Atlético Mineiro. Ele enfrenta acusação de estupro na justiça italiana.

Alberto - Artilheiro do Santos naquele campeonato, Alberto rodou (foi mais um que passou pelo Corinthians) e se aposentou na Catanduvense, em 2010. Atualmente, ele empresaria jogadores e é dono de uma franquia da Escolinha Meninos da Vila, do Santos.

William - Titular no segundo jogo da final, o centroavante foi para a Ásia, voltou e saiu do Peixe em 2005. Passou por diversos clubes, onde foi artilheiro em diversos lugares, e em 2017 defendeu Água Santa e no Náutico. Ano que vem jogará no Taboão da Serra. 

Douglas -  Revelado no Santos, Douglas ficou no Santos até 2005, fazendo o gol mil do clube em Campeonatos Brasileiros. Atuou boa parte da carreira fora do Brasil e no ano passado esteve no Bangkok, da Tailândia.

Emerson Leão - Polêmico treinador, Leão, se redimiu no Santos de 2002 após passagem pela Seleção. Chegou a comandar o Peixe novamente em 2008, mas sem sucesso. Também passou por diversos grandes. Parou de trabalhar como técnico e hoje é comentarista no Esporte Interativo.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Campeões do futebol mineiro em 2017


Com o final do ano chegando, vão se encerrando as competições do futebol brasileiro e em Minas Gerais não é diferente. Os campeonatos organizados pela Federação Mineira de Futebol chegaram ao fim e o grande destaque foi o Atlético Mineiro, que papou todos os torneios que disputou, deixando o rival Cruzeiro sem título em âmbito estadual.

Começando pelo Módulo I, o título ficou com o Atlético Mineiro, que venceu o rival Cruzeiro no segundo jogo da decisão, por 2 a 1, no Independência. Já no Módulo II, a festa foi do Patrocinense, que no Hexagonal Final ficou na frente do Boa para conquistar a taça.

Na Segunda Divisão, o Ipatinga foi o campeão, no que pode ter sido o início da recuperação do clube, que já conquistou o estadual da elite. O vice foi o Democrata de Sete Lagoas. Já no Feminino, o América conquistou o bicampeonato, com 100% de aproveitamento, passando pelo Frigoarnaldo na decisão.

Agora, na base, foi um festival de Atlético. O Galo foi o campeão do Sub-20, batendo o Araxá, do Sub-17 da 1ª Divisão, vencendo o Cruzeiro, e do Sub-15 também da primeira divisão, despachando novamente a Raposa.

Já na Segunda Divisão das Categorias de Base, o Novos Horizontes FC foi o campeão, após liderar o Hexagonal Final, ficando na frente do Democrata de Sete Lagoas. Já no Sub-15, o Vespasiano foi o grande vencedor, tendo feito mais pontos que o Novos Horizontes FC na fase final.

Mundial e Copa do Brasil de 1992: duas decisões no mesmo dia

Por Lucas Paes


13 de Dezembro de 1992: há 25 anos, quando começava a madrugada, no Brasil, a torcida do São Paulo já vivia o sofrimento da decisão do Mundial Interclubes contra o Barcelona, o que na época era um titulo inédito para ambos. Do outro lado do mundo, torcedores de Inter e Fluminense dormiam aguardando a finalíssima da Copa do Brasil, que seria a tarde. Um dia de enorme tensão para torcidas de três gigantes brasileiros.

Comumente, a Copa do Brasil era disputada no primeiro semestre do ano. A de 1992 configurou uma das poucas exceções à regra antes da mudança do regulamento em 2013. Naquele ano, o calendário do futebol brasileiro estava invertido: Brasileirão no primeiro semestre e estaduais e Copa do Brasil no segundo. Porém, a decisão da competição mata-mata nunca havia acontecido literalmente no mesmo dia do Mundial Interclubes e nunca mais ocorreu.

Raí foi o grande nome no jogo contra o Barcelona

O Mundial entre São Paulo e Barça não é uma história exatamente pouco conhecida. Depois de Stoichkov botar os Culés na frente, o Tricolor passou a jogar bem, de igual para igual (melhor em alguns momentos e foi buscar a virada. Em partida abençoada e histórica, Raí marcou dois gols e deu o primeiro mundial aos são paulina. A festa varou a madrugada na Capital Paulista. 

Enquanto o assunto maior do dia ainda era o título tricolor, Porto Alegre começava a viver o clima de uma final de Copa do Brasil. O Inter ainda gozava o rival Grêmio, que naquele ano havia disputado a Série B e, assim que conseguiu o acesso, desistiu, literalmente, da disputa do título (e isto é tema para um outro artigo). Já o Fluminense, que vivia tempos de fila (seu último título havia sido em 1985), passaria poucos anos depois pelos piores momentos de sua história. 

O Tricolor Carioca trazia a vantagem de uma vitória por 2 a 1 nas laranjeiras, três dias antes. O Inter teria de buscará virada no Beira Rio para sair campeão. Aquele jogo teria uma das arbitragens mais polêmicas da Copa do Brasil.

Inter fez o gol no fim e derrotou o Flu

Até o finalzinho do segundo tempo, o título estava com os cariocas, que seguravam o 0 a 0. Até que o juiz José Aparecido de Oliveira deu um polêmico pênalti para o Inter e Célio Silva marcou, aos 43', o gol do inédito título colorado. Ao fim do jogo, os jogadores tricolores até foram para cima do arbitro, iniciando uma pequena confusão com os policiais, mas já não adiantava, a taça era colorada.

A comemoração da torcida do Inter atravessou a madrugada de Porto Alegre, pintando as ruas de vermelho. No Rio Grande do Sul ninguém se importava com o título mundial do São Paulo. Agora que a Copa do Brasil envolve os times da Libertadores, dando inclusive a chance de uma conquista dupla, é impossível que as finais voltem a ocorrer no mesmo dia. Aquele dia de 1992 segue como episódio único e provavelmente será assim para sempre.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Da pior forma possível – as saídas conturbadas dos jogadores de seus clubes

Por Diely Espíndola

Roger, Lucas Lima e Bruno Silva: três saídas conturbadas no futebol brasileiro no fim de 2017

Mais uma temporada vai chegando ao fim e, nesta época do ano, começam as movimentações de chegada e saída dos jogadores dos clubes, seja por queda de desempenho, por divergências nas renovações dos contratos ou outros inúmeros motivos que já tornaram comum o vai e vem dos atletas. 

No entanto, ainda que haja razões que justifiquem e validem a saída de um jogador de um clube, há sempre aqueles que preferem sair pelas portas dos fundos e encerrar suas passagens pelo clube que os acolheu, da pior forma possível.

Nas últimas semanas, dois jogadores têm causado polêmica em General Severiano e atraído a atenção da mídia por conta de suas saídas conturbadas do Botafogo. Bruno Silva e Roger foram peças importantes no esquema de Jair Ventura durante o ano, e acabaram conquistando a torcida alvinegra. O atacante Roger ainda obteve o apreço dos botafoguenses fora das quatro linhas, ao trazer ao público a história de sua filha, portadora de deficiência visual, e ao ser diagnosticado com um tumor renal.

Roger deixou o Botafogo e negociou mesmo internado

Roger foi abraçado pelos alvinegros não somente por suas atuações, mas também (ou principalmente) por sua vida pessoal. Não por acaso, a torcida foi pega de surpresa quando veio à tona a notícia de que o atacante, ainda no hospital, já estaria com as negociações avançadas com o Internacional, enquanto pedia aumento salarial de mais de 100% e outros benefícios ao Botafogo. O clube gaúcho, segundo informações recentes, pagaria ao atleta mais do que o clube da Estrela Solitária estaria em condições de oferecer.

Não bastasse a negociação por debaixo dos panos, Roger ainda foi à público expor uma suposta mágoa com o Botafogo, alegando que o clube não cumpriu a promessa de custear seu tratamento, fato negado pelo presidente do clube. O jogador ainda disse em entrevista que aconselhava o técnico Jair Ventura a deixar General Severiano.

Mas o mal-estar no Botafogo não ficou exclusivamente na conta de Roger. Bruno Silva, também acolhido pela torcida alvinegra, foi protagonista de polêmicas envolvendo sua possível saída para o Cruzeiro. Após as eliminações na Copa do Brasil e Libertadores, o rendimento do jogador caiu a olhos vistos e, obviamente, a torcida cobrou. Insatisfeito com as vaias vindas da arquibancada, Bruno Silva respondeu com gestos fazendo alusão à sua partida para o clube mineiro, com o qual supostamente o jogador estaria conversando há algum tempo.

Bruno Silva vem tomando atitudes para forçar a saída do Botafogo

O jogador ainda se desculpou em coletiva, mas em suas redes sociais, a vontade de deixar o Botafogo fica clara em suas postagens, vídeos e brincadeiras. A torcida obviamente não está satisfeita, tendo em vista que Bruno Silva ainda pertence ao clube.

Fatos como estes não são incomuns, onde jogadores até então medianos acabam tendo destaque em determinados clubes, que acabam se tornando vitrines para outras oportunidades. Nos dias de hoje, ninguém mais tem a ilusão do “amor à camisa”, mas será que há a necessidade de o jogador virar as costas para o clube que lhe alçou ao sucesso?

Casos como os de Roger e Bruno Silva não são os únicos que afetam a relação do jogador com seu clube e torcida. Divergências nas renovações de contratos, como valor de multa, salário, e outras questões financeiras, costumam ser o principal motivo das rupturas no futebol brasileiro. É o caso de Lucas Lima, com o também alvinegro Santos. Ainda em junho, o Peixe já pensava na renovação com o meia, que por sua vez, adiou sua resposta até que sua relação com a torcida foi abalada, quase inviabilizando sua renovação.

Lucas Lima: um dos melhores meias do país saiu brigado do Santos

O meia chegou ao Santos em 2014, com atuações que lhe renderam inclusive sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. Este ano, no entanto, foi bem diferente. O rendimento de Lucas Lima caiu a ponto de vaias e cobranças da torcida serem constantes, abalando a possibilidade de o jogador continuar vestindo a camisa do Alvinegro Praiano. 

O clube, no entanto, ignorou a relação estremecida entre jogador e torcida, e no meio do ano ofereceu a renovação, por supostamente o dobro de seu salário, e não obteve resposta do jogador até novembro, quando Lucas Lima informou ao peixe que não renovaria para o ano que vem, sendo afastado pelo Santos.

Divergências salariais, brigas com a torcida, ambição, palavras que a cada fim de ano se repetem nos noticiários esportivos, e que parecem já fazer parte da cultura do futebol brasileiro. Se há uma solução, ou se esta é viável, não podemos dizer. Só nos resta esperar pela próxima temporada, e torcer para que ainda que não amem como os torcedores, os jogadores pelo menos reconheçam a grandeza e o peso da camisa que representam.

Campeões no futebol do Rio de Janeiro em 2017


As competições organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) já se encerram em 2017 e todos os campeões já foram definidos. O grande destaque do ano foi o Flamengo, que levou o Estadual Profissional, Feminino e Sub-17. Nas divisões de acesso, quem apareceu bem foi o Pérolas Negras, que levou a Série C Profissional e Sub-20.

No principal campeonato do estado, o Flamengo levou a melhor, conquistando o título em cima do Fluminense. A elite, aliás, terá em 2018 a volta do Goytacaz, que conquistou o título da Série B1 batendo o America na final. Aliás, o Diabo também estará na divisão principal no próximo ano.

Ainda profissionalmente, tivemos o Angra dos Reis campeão na Série B2 e o Pérolas Negras, que é um time formado pela ONG Viva Rio e trabalha com haitianos, vencedor na C. Na Copa Rio, o Boavista levantou a taça. Já no Feminino, o Flamengo, que tem o time em parceria com a Marinha do Brasil, passeou e conquistou o título com tranquilidade.

No Rio de Janeiro, o Sub-20 tem todas as divisões. Na elite, o Vasco conquistou o título e na Série B1, a taça ficou com o Olaria. Na B2, o campeão foi o Rio de Janeiro/Maricá e na C o Pérolas Negras sacramentou o ano com um belo título. Já na Taça Octávio Pinto Guimarães, o Botafogo conquistou o seu único título estadual no ano.

Na elite do Sub-17, o Flamengo fez a camisa pesar e levou o título. Já na divisão onde estão os times da B e da C, o São Gonçalo EC levantou a taça. No Sub-15, o Fluminense conquistou o campeonato da elite, o único estadual do clube no ano. Para fechar, o Arraial do Cabo foi o campeão entre os times da B e C.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Grêmio vence Pachuca na prorrogação e está na final do Mundial

Fotos: Fifa.com

Jogadores do Grêmio comemoram o gol que botou a equipe na final do Mundial

O Mundial de Clubes de 2017, que está sendo realizado nos Emirados Árabes, terá o Grêmio na final. O Imortal venceu o Pachuca por 1 a 0, na prorrogação, na tarde desta terça, dia 12, no Estádio do Al Ain e garantiu vaga na decisão. Agora, o Tricolor Gaúcho aguarda o Real Madrid ou o Al Jazira, que disputam a outra semi amanhã. 

O Pachuca vinha de sofrida classificação diante do Wydad Casablanca. Já o Grêmio, assim como o Real Madrid, entrou direto na semifinal. O primeiro tempo foi bastante truncado e disputado pelas duas equipes. Nitidamente sentindo a falta de Arthur, o Grêmio tinha dificuldade para penetrar na defesa do bom time do Pachuca, que tinha mais a bola. 

As primeiras chances vieram em dois lances praticamente seguidos. Uma cabeçada de Barrios para fora pelos gremistas e um chute para fora de Honda do lado mexicano. Aos 16', o tricolor teve outra chance, em falta cobrada por Edilson que passou perto. Apesar disso, o Pachuca tinha mais a bola, porém nenhum dos dois times criou boas chances até os 40', quando Fernandinho cobrou falta que passou perigosamente perto. No último lance do primeiro tempo, Honda fez grande jogada e faria o gol, não fosse pela interceptação crucial de Bruno Cortez.

Kanneman afasta o perigo de cabeça

Na etapa final, vieram as primeiras boas chances. Aos 11', Guzman chutou de fora da área e Grohe fez boa defesa. Três minutos depois, foi a vez de Luan fazer Perez trabalhar, em um chute perigosíssimo. 

A partir daí, o Pachuca passou a pressionar, porém esbarrou na defesa gremista. Aos 28', em outra falta, a cobrança de Edilson chegou a ir na rede pelo lado de fora. Pouco depois Éverton cortou dois marcadores mas acabou interceptado na hora certa.

Aos 34 minutos, Guzman cabeceou com muito perigo, quase colocando o Pachuca na frente. Aos 42', o Imortal perdeu chance claríssima, quando Jael cabeceou para a pequena área uma cobrança de escanteio e apesar do gol aberto, Luan não conseguiu finalizar. Com o empate o jogo foi para prorrogação.

O meia japonês Honda deu trabalho para o time gaúcho

Aos 5 minutos da prorrogação, o Grêmio finalmente abriu o placar, Éverton recebeu a cobrança de lateral, fez linda jogada e acertou um chutaço para tirar o zero do placar. A partir dai o jogo voltou a fincar travado. Já no final do primeiro tempo da prorrogação, Léo Moura chutou cruzado pela direita e a bola passou na frente de Luan, que se tocasse marcaria o segundo.  

A etapa final da prorrogação foi de total controle do Grêmio e a expulsão de Guzman ainda facilitou mais as coisas. Aos 8', Luan quase fez o segundo em boa jogada individual, a bola passou perto. Jael ainda teve um gol bem anulado em jogada de Éverton. Já no finalzinho, em falha da zaga, Éverton tentou encobrir Perez mas não conseguiu marcar. Porém, não fez falta, já que o fim da prorrogação confirmou a classificação do Grêmio.

Real Madrid encara o Al Jazira amanhã para definir o adversário do Grêmio na decisão. Já a final do Mundial de Clubes ocorre no sábado, às 15 horas, no Zayed Sports City, em Abu Dhabi.

Geromel na marcação: bom jogo do zagueiro

Ficha Técnica
GRÊMIO 1 X 0 PACHUCA

Local: Estádio Hazza Bin Zayed, em Al Ain (Emirados Árabes) 
Data: 12 de dezembro de 2017, terça-feira 
Público: 6.428 torcedores
Árbitro: Felix Brych (Alemanha) 
Assistentes: Mark Borsch (Alemanha) e Stefan Lupp (Alemanha) 

Cartões amarelos
Grêmio: Kannemann, Ramiro, Jael
Pachuca: Guzman, García e Hernandez

Cartão vermelho
Pachuca: Guzman

Gol
Grêmio: Everton, aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação 

Grêmio: Marcelo Grohe; Edilson (Léo Moura), Geromel, Kannemann e Cortez; Jailson e Michel (Everton); Ramiro, Luan e Fernandinho (Rafael Thyere); Barrios (Jael) - Técnico: Renato Gaúcho 

Pachuca: Oscar Pérez; Omar González, Óscar Murillo, Martínez e Emmanuel García (Sagal); Jorge Hernández; Urretaviscaya (Cano), Honda, Guzmán, Aguirre (Sánchez); Franco Jara (Robert Herrera) - Técnico: Diego Alonso
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