domingo, 22 de janeiro de 2017

Paulista e Corinthians decidem Copinha. Se "Caso Brendon" deixar...


As partidas realizadas neste domingo, dia 22, definiram os finalistas da edição de 2017 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Paulista, que goleou o Batatais por 5 a 1, e o Corinthians, que bateu o Juventus por 3 a 0, se enfrentam em busca da taça da competição na manhã da próxima quarta-feira, dia 25, aniversário de São Paulo, às 10 horas, no Pacaembu. Porém, a denuncia de que o jogador Brendon, do Paulista, estaria atuando com documentos forjados, pode mudar a situação.

Um dos destaques do Paulista na competição, Brendon estaria atuando na competição com documentos de uma pessoa que está presa, de acordo com denúncia apresentada pelo Batatais à Federação Paulista de Futebol. O atleta, de acordo com a denúncia, se chamaria Heltton Matheus Cardoso Rodrigues, jogador que já não tem idade para atuar na competição, pois nasceu em 24 de março de 1994. Heltton e Brendon são parecidos, mas com algumas diferenças importantes, como o formato da orelha (mais pontuda no caso de Heltton), que também tem a cor da pele mais escura que a de Brendon.

Ofício do Batatais enviado à FPF

Já o que seria o verdadeiro Brendon, que nasceu em 30 de junho de 1997, está preso por ter assaltado, com uma arma de fogo, um posto de gasolina em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia, ele teria roubado R$ 530 do estabelecimento e o celular de uma das funcionárias. O processo ainda não teve sentença. 

Além disso, Brendon também responde a outro processo, que tramita na 5ª Vara Criminal da mesma comarca por tráfico e associação para o tráfico de drogas. A ação também ainda não teve sentença, mas em novembro, quando a pessoa que usa seus documentos jogava pelo Nacional (SP), o verdadeiro Brendon foi interrogado via conferência audiovisual pela Justiça do Rio, de dentro de um presídio naquela cidade. No ano anterior, o suposto jogador atuou pelo Santa Cruz (RN).

Caso seja comprovado que o atleta realmente nasceu em 1994, tendo então 22 anos, idade superior ao permitido para a disputa do torneio, o Paulista pode ser excluído da edição atual da competição, e também das próximas cinco. Isto, segundo artigo 25 do regulamento.

“Art – 25- Caso seja comprovado, tanto durante quanto após a realização da competição, que algum atleta inscrito tenha participado com documentação adulterada ou informação falsa, o Clube do atleta infrator será eliminado da competição em curso e poderá ser excluída de suas 05 (Cinco) próximas edições”.

Campanhas - Voltando ao que aconteceu dentro do gramado, o Paulista foi o primeiro time a cravar a sua classificação, ao golear o Batatais por 5 a 1, em jogo realizado na manhã deste domingo, no Estádio Jaime Cintra, em Jundiaí. Confira a campanha do Galo do Japi até aqui na competição:

1 x 0 Red Bull Brasil
1 x 0 Primeiro Passo de Vitória da Conquista
1 x 0 Joinville
1 x 0 Atlético Goianiense
1 x 0 Red Bull Brasil
2 x 1 São Carlos
1 x 0 Chapecoense
5 x 1 Batatais

Ainda neste domingo, só que à noite, o Corinthians conquistou sua vaga na final da competição ao derrotar o Juventus por 3 a 0, em partida realizada na Arena Barueri. Veja também a campanha do Timão até aqui na Copa São Paulo.

6 x 0 Pinheiro
4 x 0 Operário de Campo Grande
3 x 2 Taubaté
5 x 1 Manthiqueira
2 x 1 Coritiba
3 x 1 Internacional
2 x 1 Flamengo
3 x 0 Juventus

O Nacional campeão da Copa São Paulo de Juniores de 1988

Estes eram os atletas que a Placar, na edição de 29 de janeiro de 1988, falava para ficar de olho

A tradicional Copa São Paulo de Juniores já teve vários campeões em todas as suas edições realizadas até aqui, desde grandes times até alguns pequenos, que surpreendem e levam o caneco. Os dois tradicionais 'pequenos' da capital paulista, Juventus e Nacional, já tiveram a primazia de ganhar o torneio e vamos falar aqui do último título do segundo time, em 1988.

O time da Barra Funda, já havia conquistado a Copa São Paulo em 1972 e entrava naquele torneio de 1988 com um time que todo mundo falava que poderia dar bons frutos ao clube da empresa ferroviária. Nomes como Mil, Zé Índio e Marco Aurélio já eram comentados pelos gramados da competição.

O Nacional iniciou a campanha da Copa São Paulo de 1988 no Grupo F. E aqui vai um adendo: a competição voltava a ser realizada depois de um ano de hiato. No ano anterior, Jânio Quadros havia assumido a prefeitura um pouco antes e os novos membros da Secretaria de Esportes não conseguiram organizar o torneio a tempo. Este foi um dos motivos de a Federação Paulista ter 'tomado' o comando da competição.

Jogando em São Paulo, o Nacional já mostrou a que veio e venceu o Flamengo na estreia, pelo placar de 3 a 1. Depois, vitórias contra o Indiano, por 3 a 2, e São Bento de Sorocaba, 2 a 0, fizeram com que o time da Barra Funda passasse para a fase seguinte em primeiro lugar da chave.

Goleiro Marcelo faz defesa na final (foto: Gazeta Press)

Na etapa seguinte, o Nacional teria pela frente o Bahia e o Novorizontino. No primeiro jogo, contra o time nordestino, um empate em 0 a 0. Porém, como Bahia e Novorizontino haviam empatado em 1 a 1, uma vitória simples do Naça colocaria o time na semifinal. E foi isto que aconteceu: 1 a 0 no time do interior e mais uma passagem de fase.

Nas semifinais, nenhum dos grandes clubes: além do Nacional, Matsubara, Joinville e o América de São José do Rio Preto ainda estavam na corrida pelo título. O Naça encarou o Matsubara em jogo complicado, que terminou com o placar em branco. Nas penalidades, todos os jogadores do time da Barra Funda acertaram suas cobranças e Ratinho, da equipe paranaense, perdeu. Assim, o Nacional estava na final.

Na decisão, o Naça iria encarar o América de São José do Rio Preto, no Estádio da Universidade de São Paulo, que atualmente encontra-se abandonado (e que serviria muito para o futebol paulista caso estivesse em condições de uso), no dia 25 de janeiro daquele ano.

Pois o Nacional impôs um ritmo forte logo no início da partida e Mil abriu o marcador aos 6 minutos. Marco Aurélio, aos 18', ampliou para o Naça, que não estava contente com o placar e fez 3 a 0 aos 28', novamente com Mil. E o escore não foi mais movimentado até o final da partida, com o título ficando com o Nacional.

Logo após a conquista, começou as apostas de quem vingaria na carreira. Muitos apontavam que Mil seria um grande jogador, pois tinha conquistado o prêmio de melhor atuação na competição. Porém, ele não vingou na carreira e o mais conhecido acabou sendo Zé Índio, que tirou o 'Zé' do nome e teve uma carreira consistente na lateral direita de Santos FC, Palmeiras e Flamengo, e Simão, que passou por grandes clubes brasileiros.

Lance de ataque do Nacional (foto: Gazeta Press)

Ficha Técnica

NACIONAL 3 X 0 AMÉRICA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Data: 25 de janeiro de 1988
Local: Estádio da Universidade de São Paulo
Árbitro: Joaquim C. Caetano

Gols
Nacional: Mil, aos 6' e aos 28', e Marco Aurélio, aos 18' do primeiro tempo.

Nacional: Marcelo; Índio, Valdo, Vicente e Pedrinho; Simão, Mil e Cocada; Cuca (Daniel), Marco Aurélio e Hamilton (Monteiro) - Técnico: Vinícios Cecconi.

América: Marcelo; Xande, Claudinho, Manoel Fernando e Júlio Cesar; Abel, Valdeir (Negão) e Marcio Florêncio; Maurício (Baroni), Maurinho e Joãozinho - Técnico: Benedito Ambrósio.

Renner, o Papão campeão gaúcho de 1954

Campeões de 1954. Em pé: Waldir - Orlando - Bonzo - Léo - Olavo - Paulistinha e Luis Carlos. Agachados: Sabiá - Breno - Ivo Costa - Ênio Andrade - Pedrinho e Juarez

Quando se fala em Campeonato Gaúcho nos dias atuais, sempre alguém vai dizer: "eu vai dar Grêmio ou Internacional". Esta expressão é forte, mas não dá para dizer que não é correta, até porque a partir de 1940, apenas em três oportunidades os dois grandes do Rio Grande do Sul não levaram o caneco estadual. E O Curioso do Futebol vai contar a primeira vez que isto aconteceu, com o Grêmio Esportivo Renner, de Porto Alegre, em 1954.

Mas antes de chegar ao torneio de 1954, temos que explicar como funcionava o Gaúchão naquela época. Desde o primeiro campeonato realizado pela então Federação Rio Grandense de Desportos (FRGD), em 1919, que foi ganho pelo Brasil de Pelotas, o estadual tinha, no começo, torneios regionalizados, que apontavam os campeões e eles faziam um campeonato final, com estes vencedores, para apontar o ganhador do Gaúchão. É por isso que até 1960, último ano da regionalização, não havia dois times da capital (ou de qualquer outra região) fazendo dobradinha.

Outra característica interessante é que até 1940, os times do interior ganhavam com freqüência o estadual. Equipes tradicionais como o já citado Brasil de Pelotas, Guarany de Bagé, Rio Grande e Pelotas, entre outros, têm, ao menos, uma taça do Gaúchão em suas sedes. Até menores da capital, como o Cruzeiro, em 1929, conquistou o caneco.

Fachada do Estádio Tiradentes

O último campeão do interior nesta era foi o Riograndense, em 1939. A partir de 1940, com o hexa do Internacional e a fortificação da rivalidade com o Grêmio, os dois grandes passaram a dominar a competição, mesmo ainda com a regionalização. Porém, em 1954 a história foi diferente: o Renner, de Porto Alegre, clube que era mantido pelo conglomerado empresarial de mesmo nome, fortíssimo no Rio Grande do Sul, conseguiu desbancar a forte dupla da capital e venceu o Metropolitano, classificando-se para a fase final do Estadual.

O Renner já tinha chegado à fase final do Estadual em 1938, mas foi um campeonato diferente. Grêmio e Internacional não participaram do Metropolitano, já na época tentaram criar a primeira liga profissional do Rio Grande do Sul (a Amgea Especializada). Porém, o desempenho do Papão naquele ano não foi dos melhores, e o time ficou apenas em quarto entre as cinco equipes participantes.

No Gaúchão de 1954, os adversários do Papão seriam o Brasil de Pelotas, vencedor da região Sul e Litoral, o Ferro Carril de Uruguaiana, da Fronteira, e o Gabrielense de São Gabriel, da região da Serra. Porém, este último clube desistiu da fase final e o quadrangular virou um simples triangular para decidir quem seria o campeão do Rio Grande do Sul de 1954. Porém, a decisão ficou para o ano seguinte.

O Renner representando a Seleção Gaúcha em um jogo no Pacaembu em 1955

Quem acompanhava os jogos do Renner via alguns jogadores com potencial. Dois deles viriam a fazer história no futebol brasileiro: o goleiro Waldir Joaquim de Moraes, que depois iria para o Palmeiras e se tornaria um dos melhores da posição no país e ao encerrar a carreira virou um grande preparador de jogadores da posição, e o atacante Ênio Andrade, que depois também foi para o Verdão, mas fez muita fama como treinador, chegando a ser cotado várias vezes para dirigir a Seleção. Além dos citados, Paulistinha, Orlando e Olavo também eram destaques.

Voltando ao triangular final, o Renner estreou jogando em seu estádio, o Tiradentes, que não existe mais, contra o Ferro Carril, já em 30 de janeiro de 1955. Breno Melo e Joelcy fizeram os gols da vitória por 2 a 0. Na segunda partida, em Pelotas, no dia 6 de fevereiro, um empate em 1 a 1 contra o Brasil, no Bento de Freitas, colocou o time em boa condição, já que faria o último jogo em casa contra o Xavante.

Porém, antes da partida decisiva contra o Brasil, o Renner ainda tinha que jogar em Uruguaiana, contra o Ferro Carril. A partida foi difícil e o 1 a 0 deu a condição de que com uma simples vitória, o Papão conquistaria o título Gaúcho de 1954, já que o Xavante também havia vencido o Ferro Carril por duas vezes.

Com a faixa de campeão no peito

O Tiradentes ficou abarrotado de gente para acompanhar a partida decisiva. O primeiro tempo foi nervoso e terminou 0 a 0. Porém, logo no primeiro minuto da segunda etapa, Breno Melo fez a torcida local explodir de felicidade: Renner 1 a 0. Aos 26', o Papão amplia, novamente com Breno Melo, e quando a torcida já começava a comemorar o título, Pedrinho, aos 28', fez o terceiro. Final de jogo em Porto Alegre e o Papão era o campeão gaúcho de 1954.

A façanha foi tão grande que já no ano seguinte, o Internacional voltava a conquistar o Gaúcho e dividir os títulos com o Grêmio. Como não conseguiu repetir a façanha, e a empresa tinha que cobrir o prejuízo do clube, ele foi fechado no final da década de 50, pouco tempo depois do título. Já a hegemonia Grenal, depois de 1954, só foi quebrada em duas oportunidades: em 1998, pelo Juventude (time que tinha o apoio da Parmalat na época), e em 2000, pelo Caxias (do então 'novato' treinador Tite, ambos os times da cidade de Caxias do Sul.

sábado, 21 de janeiro de 2017

O Futebol no Cinema – O sonho de Asa Branca

Por Lucas Paes

Na estreia de Edson Celulari nas telonas, ele faz um jogador de futebol

Voltando com a série 'O Futebol no Cinema', que O Curioso do Futebol lançou em outubro, vamos falar de um filme lançado em 1981, “Asa Branca: Um sonho brasileiro”, que aborda a ascensão de um jovem jogador, indo desde um time pequeno do interior, até um time da capital e a Seleção Brasileira. Um sonho que ainda é presente em muitos garotos, por todo o Brasil.

Estamos falando de uma produção brasileira do início da década de 80, momento em que o cinema nacional não primava pela qualidade em alguns aspectos (ao contrário, por exemplo, dos anos 50 e 60 e também atualmente). Até a própria interpretação dos atores é meia caricata e o áudio, em alguns momentos, fica difícil de entender. Porém, o longa-metragem marca a estreia do ator Edson Celulari (que encarna o protagonista Asa Branca) nas telonas, além de contar com os consagrados Walmor Chagas e Eva Wilma. Os acontecimentos rolam entre os anos 1960 e 1970, época de ouro do futebol brasileiro, que era referência mundial no período.

Todo o cenário do filme, dirigido por Djalma Limongi Batista, é muito bem feito para a ambientação nos anos 60. Há toda uma caracterização de uma família de cidade pequena do interior. No começo do longa, por exemplo, o pai de Asa Branca da uma bronca na filha por perguntar sobre futebol, dizendo que aquilo não era assunto para garotas.

Com Walmor Chagas

Asa Branca começa jogando num time pequeno da cidade de Mariana do Sul (criada para ambientar o filme), chamado Comercial. Virando logo destaque da equipe, ele recebe proposta do Sport Club, time de maior torcida e fama na região, tendo neste período um conflito dentro de si entre sair do Comercial ou não, já que havia uma certa rivalidade entre as equipes.

Já no Sport Club, Asa passa por diversos problemas com o treinador da equipe, que considera ele indisciplinado, mas o presidente do time sempre intervém a favor do jogador. Ao mesmo tempo, o protagonista também sente um amor platônico por Cleysi, filha do presidente da Federação de Futebl. Este sentimento parece ainda ter resquícios anos depois, quando o protagonista já é famoso.

O Sport avança na taça JG (um campeonato de clubes do interior paulista) e Asa Branca é o craque do time, que “voa” rumo ao título. De novo o filme mostra grande cenografia, já que os cenários de partidas de um campeonato do interior são muito bem montados. Características como gramados e estádios ruins se repetem até hoje. Em uma cena cômica do filme, um chute destrói uma trave.

Capa do filme quando foi lançado em DVD

Com o título da Taça JG, vira questão de tempo para que Asa Branca vá para algum time da capital. O jogador vive outro conflito quando recebe proposta para jogar no Bandeirante (time famoso da capital paulista, com características que lembram muito a Portuguesa). Nesse meio tempo, Poca (melhor amigo do jogador) abandona a carreira e vai para Uberlândia trabalhar no jornal do pai de sua noiva.

Asa Branca passa por muitas dificuldades na capital: vive vários confrontos com o treinador e até com juízes, devido a seu temperamento estressado, sofre pela distância da família e para se localizar na cidade, entre outras coisas. Aos poucos, ele vai se adaptando e vira destaque do time. Depois, acaba convocado para a Copa do Mundo de 1970, onde faz parte do time tri-campeão do mundo.

Apesar do filme não ser um típico título da pornochanchada brasileira (famosa naquela época), há algumas cenas de sexo bem claras em uma noite onde os jogadores do Bandeirante saem para uma casa noturna. Há também algumas cenas que se passam em Santos, quando os jogadores do Bandeirante fazem uma viagem até a praia.

Filme completo no YouTube

O que chama a atenção é que uma reedição da história não seria tão surreal. Hoje, muitas crianças tentam viver o sonho de serem jogadores. Porém, o futebol do interior paulista parece cada vez mais sucateado, com os times sofrendo cada vez mais para honrar seus compromissos.

Quanto aos times, há uma boa chance de que hoje não fosse necessário criar equipes inexistentes, já que há uma melhora na questão dos direitos de imagem. Ao mesmo tempo, os times brasileiros parecem sofrer com essa questão, basta notar todos os problemas relacionados ao licenciamento dos jogadores para games. 

No geral, levando em conta a época de lançamento, o filme é uma excelente produção, que mostra um pouco da realidade do esporte mais popular do Brasil, na época em que o país era referência mundial no assunto, uma realidade que, mesmo 30 anos depois, ainda não mudou muito.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

As grandes façanhas de Carlos Alberto Silva


Um treinador reconhecido em todo mundo nos deixou no dia 20 de janeiro de 2017. Carlos Alberto Silva conquistou diversos títulos por onde passou, sendo que alguns foram verdadeiras façanhas, sendo algumas inéditas e dificilmente serão repetidas.

Algumas conquistas na carreira do treinador foram até 'comuns', como os Paulistas de 1980 e 1989, pelo São Paulo, o Mineiro de 1982, pelo Atlético Mineiro, e o Pernambucano de 1983, pelo Santa Cruz, e o Japonês de 1991, pelo Verdy Yomiuri Kawasaki. Com isso, O Curioso do Futebol separou alguns momentos interessantes na carreira do técnico.

GUARANI


É considerado o maior treinador da história do clube, até porque comandou a equipe no título mais importante do Bugre: o Campeonato Brasileiro de 1978. Revelando nomes como Careca, Zenon e Renato, o Alviverde de Campinas é até hoje o único time do interior a conquistar o Brasileirão, quando bateu o Palmeiras na final. Esta é, provavelmente, a maior façanha clubística do futebol tupiniquim. Porém, a história de Carlos Alberto Silva no Guarani não pára neste título, já que também dirigiu o time em 1994, quando o Bugre fez grande papel no Nacional, chegando à semifinal (quando tinha, até ali, a melhor campanha) e montando uma dupla sensacional que fez muito sucesso no futebol: Amoroso e Luizão.


SELEÇÃO BRASILEIRA


Após bons trabalhos nos anos 80, Carlos Alberto Silva foi convidado por Octávio Pinto Guimarães, presidente da CBF na época, a assumir a Seleção Brasileira depois da Copa de 1986. No 'Escrete Canarinho', o treinador iniciou um processo de renovação, que teve alguns percalços, como a goleada sofrida para o Chile que culminou com a eliminação precoce na Copa América de 1987. Porém, depois teve bons resultados, como a conquista da medalha de ouro no Pan de 1987 (a última do futebol masculino brasileiro) e a prata nas Olimpíadas de Seul, em 1988, com um time que jogava um belo futebol. Carlos Alberto Silva foi o treinador que levou pela primeira vez para a Seleção nomes como Romário, Bebeto, Ricardo Rocha, Taffarel, Jorginho e Aldair, jogadores que conquistariam a Copa do Mundo em 1994. Saiu da Seleção na troca da presidência da CBF: Ricardo Teixeira assumiu o comando da entidade, em 1989, e resolveu contratar Sebastião Lazaronni como treinador.


FC PORTO


"Técnico brasileiro não se dá bem na Europa!". Esta frase feita, repetida por muitos foi quebrada por Carlos Alberto Silva. Tudo bem, foi em Portugal e no FC Porto, equipe que dominava o futebol lusitano na época, mas o treinador, nos dois anos em que esteve por lá, continuou a hegemonia: conquistou o bi-campeonato Português (1992 e 1993), além da Supertaça de Portugal de 1992. Este bom trabalho em terras portuguesas foi um 'cartão de visitas' para a sua segunda experiência europeia.


DEPORTIVO LA CORUÑA


Aqui, a frase "técnico brasileiro não se dá bem na Europa!" é mais uma vez quebrada. Tudo bem que ele não conseguiu conquistar um título em sua passagem pela Espanha (até porque o Deportivo era conhecido como o time do quase naquele momento), mas Carlos Alberto Silva ficou à frente da equipe de La Coruña por duas temporadas: 1996/1997 e 1997/1998. O treinador levou alguns brasileiros que já tinham passado pelo seu comando, como Rivaldo, Flávio Conceição, Luizão e Djalminha, e se não conquistou canecos, fez um trabalho consistente, se mantendo por duas temporadas e iniciando a base do Deportivo que ganharia, finalmente, o Campeonato Espanhol na temporada 1999/2000, tendo em Djalminha, o jogador que ele levou, como o grande craque.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Semifinais da Copa São Paulo de Juniores estão definidas


Quatro paulistas: um duelo do interior e outro da capital. Batatais contra Paulista de Jundiaí e Juventus versus Corinthians. As semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2017 estão definidas. As duas partidas pelo torneio sub-20 mais tradicional do Brasil acontecem neste domingo (22).

Às 10 horas, no Estádio Jaime Cintra, em Jundiaí, o Paulista, que eliminou a Chapecoense, vencendo por 1 a 0, encara o Batatais, que chegou à semifinal batendo o Botafogo, na decisão por pênaltis. Vale ressaltar que o Galo do Japí já conquistou o título da competição, quando se chamava Lousano Paulista, em 1997.

Já às 19h45, o Juventus, que despachou o Bragantino na tarde desta quarta-feira, dia 19, encara o Corinthians, que venceu o Flamengo para garantir a vaga na semi. O jogo será realizado na Arena Barueri e ambas as equipes já tiveram o gostinho de conquistar o título.

Veja os locais e horários das partidas:

22 de janeiro - domingo
10 horas
Batatais x Paulista – Jundiaí – SporTV e ESPN
19h45
Corinthians x Juventus – Barueri –SporTV, ESPN e RedeVida

♩♪♫♬ Fio Maravilha, faz mais um pra gente ver...

Fio Maravilha jogou sete anos pelo Flamengo

♩♪♫♬ 
Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a magnética agradecida assim cantava
Fio maravilha,
Nós gostamos de você
Fio maravilha,
Faz mais um pra gente ver ♩♪♫♬

Quem diria que uma das músicas mais famosas de Jorge Benjor viria de um centroavante caneludo, mas que fazia muitos gols pelo time de maior torcida do Brasil, o Flamengo, que também era o clube do coração do cantor, que é um dos mais populares do país. Estamos falando de Fio Maravilha, atacante que defendeu o Rubro Negro entre 1965 e 1972.

João Batista Sales, o Fio Maravilha, nasceu em Conselheiro Pena, em Minas Gerais, no dia 19 de janeiro de 1945. Irmão do ponta Germano, que jogou no próprio Flamengo, Palmeiras e Milan, o centroavante foi para o Rubro Negro carioca, onde subiu para os profissionais em 1965 e logo em seu primeiro ano foi campeão estadual.

Após fazer um gol pelo Rubro Negro

O Flamengo não viveu bons momentos nos anos seguintes e o folclórico jogador, de dentes grandes e banguela, apesar de desengonçado, fazia gols e caia nas graças de uma torcida sedenta por conquistas. Ele seria campeão novamente pelo Flamengo em 1972, na época em que Jorge Ben (sim, na época não tinha o 'jor' no nome) compôs a música, que viria a ser um dos grandes sucessos de sua carreira.

Mas se você acha que Fio Maravilha ficou satisfeito com a homenagem, se enganou. Ele, atiçado por 'amigos' resolveu processar o cantor, exigindo direitos sobre o nome. No final, acabou duplamente derrotado: além de perder na Justiça, e ter que arcar com todos os honorários do processo, Jorge Benjor mudou a letra para "Filho Maravilha", para que não houvesse mais nenhum problema. O jogador, que tinha ficado mais conhecido pela música do que pelo seu talento dentro de campo, acabou sendo esquecido.

Com Zico, em foto mais recente

Em uma entrevista dada em 2007 para o repórter da Rede Globo George Guilherme, que passou no programa Esporte Espetacular, Fio Maravilha se disse arrependido pelo processo e que pedia para o músico voltar a cantar a música com a letra original.

Voltando ao futebol, Fio Maravilha, após sair do Flamengo, defendeu no Brasil Avaí, Paysandu, CEUB de Brasília, Desportiva Ferroviária (onde foi campeão Capixaba de 1977) e São Cristóvão. Em 1980, ele foi para os Estados Unidos, onde defendeu as equipes do New York Eagles, Monte Belo Panthers e San Francisco Mercury, onde encerrou a carreira em 1981.

A música de Jorge Ben

Após pendurar as chuteiras, Fio Maravilha continuou morando nos Estados Unidos, mais precisamente em São Francisco, onde virou entregador de pizza e vive até hoje. Podemos dizer sim que Fio Maravilha ficou mais famoso pela música e todo o processo que a envolveu do que seus lances dentro de campo.

Brasileirão Feminino 2017 tem participantes definidos


Vai começar mais um Campeonato Brasileiro Feminino, que em 2017 promete ainda mais emoção. Pela primeira vez, a competição será dividida em duas divisões. A Série A1 vai contar com a participação de 16 equipes, sendo sete clubes da Série A do Brasileirão Masculino de 2016. O torneio começa em março e é disputado até agosto.

Além do Flamengo, atual campeão da competição, outras seis equipes do futebol masculino vão disputar o título: Corinthians, Grêmio, Ponte Preta, Santos, Sport e Vitória-BA. A lista dos 16 tem também clubes tradicionais do futebol feminino: Vitória de Santo Antão, São José, São Francisco do Conde, Rio Preto, Iranduba, Foz Cataratas, Rio Preto, Kindermann e outros.

Como você pode ter percebido, Audax e Corinthians, que tinham uma parceria em 2016, confirmaram presença. Como cada um dos clubes asseguraram a vaga (o time de Osasco pela Copa do Brasil e o clube paulistano pelo Brasileirão Masculino), ambos decidiram participar da competição separadamente e, por isso, a parceria deve ser desfeita.

Na próxima segunda-feira (23), 11h, será realizado o sorteio dos grupos da Primeira Fase do torneio na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Haverá transmissão ao vivo da CBF TV. 

Confira os 16 clubes participantes do Brasileirão Feminino Série A1:

Flamengo (RJ)
Audax (SP) 
São José (SP)
Vitória de Santo Antão (PE)
São Francisco do Conde (BA)
Foz Cataratas (PR)
Ferroviária (SP)
Iranduba (AM)
Rio Preto (SP)
Kindermann (SC)
Santos (SP)
Corinthians (SP)
Ponte Preta (SP)
Grêmio (RS)
Sport Recife (PE)
Vitória (BA)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Lima, o coringa!

Tirando ser goleiro, Lima atuava em qualquer uma das 10 posições de linha
(foto: Revista Placar)

No início de sua longa história, mais precisamente na edição de 12 de novembro de 1971, a Revista Placar publicou uma matéria chamada Lima F.C., onde fez uma foto montagem de um time do Santos FC com o goleiro argentino Cejas e mais dez Limas. Sim, Antônio Lima dos Santos, ou simplesmente Lima, atuou em todas as posições de linha no Peixe durante uma década. Não foi a toa que ganhou o apelido de Coringa.

Nascido em São Sebastião do Paraíso, no dia 18 de janeiro de 1942, Lima começou a carreira no Juventus, onde estreou como profissional em 1948, com apenas 16 anos. Por uma grande coincidência, Lima defendeu o Moleque Travesso no famoso jogo contra o Santos, em 2 de agosto de 1959, quando Pelé fez aquele que considera o gol mais bonito de sua carreira.

Lima, o terceiro em pé, quando jogava pelo Juventus

Em 1961, já de olho no talentoso garoto e querendo montar um verdadeiro esquadrão, o Santos contratou o atleta, que completava apenas 19 anos. Percebendo a polivalência do jogador, Lima começou a ser aproveitado em todas as posições da equipe. No mítico Peixe de 1962/63, ele normalmente (e é bom destacar o normalmente, porque sempre o mudavam) atuava de lateral direito, mas não era raro estar em outro lugar do campo. Da camisa 2 à 11, ele topava todas, menos a 1.

Jogando toda a década áurea do Alvinegro Praiano, Lima foi Campeão Mundial (1962/1963), Campeão Sul-Americano (1962/1963), Campeão Brasileiro (1961/1962/1963/1964/1965/1968), Campeão Torneio Rio-São Paulo (1963/1964/1966), Campeão Paulista (1961/1962/1964/1965/1967/1968/1969), Campeão Recopa Sul-Americana (1968) e Campeão Recopa Mundial (1968).

As camisas que Lima vestiu no Peixe (foto: Revista Placar)

Lima jogou pelo Peixe no período de 1961 a 1971 disputando 693 partidas e marcando 65 gols. Com a camisa da Seleção Brasileira enquanto esteve atuando no Santos Lima disputou 18 partidas e marcou 6 gols, participando da Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.

A última partida do eterno coringa Lima com a camisa do Santos Futebol Clube foi no dia 30 de outubro de 1971 no empate em 1 a 1 diante do Corinthians, no Pacaembu pelo Campeonato Brasileiro com Pelé marcando o tento santista, que na despedida do insubstituível coringa jogou com Joel Mendes; Orlando Amarelo, Ramos Delgado, Oberdan e Rildo; Clodoaldo e Lima; Davi, Mazinho (Douglas), Pelé e Edu. O técnico era Mauro Ramos de Oliveira.

Depois do Santos FC, Lima jogou no México, onde atuou como zagueiro, e encerrou a carreira na Portuguesa Santista. Atualmente, Lima trabalha nas categorias de base do Santos FC, onde faz um belo trabalho na revelação de atletas.

CBF libera transmissão de Brasil e Colômbia para as emissoras de televisão


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vem promovendo contínuas ações em prol da reconstrução da Associação Chapecoense de Futebol. No próximo dia 25, quarta-feira, a Seleção Brasileira disputará um amistoso frente à Colômbia e a renda líquida total será destinada ao clube, que utilizará este recurso para indenizar as famílias dos jogadores, comissão técnica e dirigentes vítimas da tragédia que comoveu o mundo.

Para que esta causa seja abraçada pelo maior número possível de pessoas em todo o planeta, a CBF tomou a iniciativa de colocar à disposição de todas as emissoras de TV, sem nenhum custo, as imagens do Jogo da Amizade, entre Brasil e Colômbia, que será realizado às 21h45, no Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro.

A entrega do sinal estará dentro dos mais altos padrões técnicos, garantidos pela transmissão da Broadcasting TV, empresa com larga experiência em Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e Mundial de Clubes, entre outros eventos esportivos. Os direitos de internet estão reservados à CBF, que vai transmitir a partida em sua página oficial no Facebook (clique para acessar).

Devido ao caráter beneficente do Jogo da Amizade, a CBF comunicou as emissoras interessadas sobre a relevância de qualquer doação que for possível por parte delas ou de seus patrocinadores, pois toda essa verba seria somada à renda, que será entregue à Chapecoense e repassada, a título de indenização, às famílias das vítimas.

Ingressos - Toda a renda líquida da partida será repassada à Associação Chapecoense de Futebol, que a utilizará integralmente para indenizar os familiares dos jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes, vítimas da queda do avião que levava o time para disputar a partida final da Copa Sul-Americana, em Medellín. A CBF, que está organizando o Jogo da Amizade, não ficará com qualquer porcentagem do valor arrecadado, que, como antes já salientado, destinar-se-á a reparar as perdas e danos sofridos pelas vítimas.

Já torcedores de fora do Estado do Rio de Janeiro que não poderão comparecer ao jogo também terão a oportunidade de dar sua valiosa contribuição em prol das famílias das vítimas, adquirindo um Ingresso Solidário no valor de R$ 50 (clique para colaborar). Essa modalidade de ingresso não dá acesso ao estádio, mas terá seu valor somado à renda da bilheteria e destinado à Família Chapecoense. Quem contribuir receberá um certificado oficial de participação e agradecimento. A compra do ingresso solidário será ilimitada.

JOGO DA AMIZADE

Brasil x Colômbia
25 de janeiro de 2017, às 21h45
Estádio Nilton Santos (Engenhão), Rio de Janeiro (RJ)


Norte: R$ 70
Sul: R$ 70
Leste Superior: R$ 90
Leste Inferior: R$ 120
Oeste Superior: R$ 90
Oeste Inferior: R$ 120
Camarotes: R$ 150