sábado, 23 de março de 2019

Luca – O personagem boleiro que comemorou gol em um jogo real

Por Lucas Paes

Luca (Mário Gomes) ao lado de Casagrande, nas filmagens de Vereda Tropical

A teledramaturgia brasileira já teve alguns personagens jogadores de futebol. Recentemente, o mais notável deles foi Jorge Tufão (Murilo Benicio), do enorme sucesso Avenida Brasil, que inclusive era um “protagonista” da trama. Em 1985, a novela Vereda Tropical também fez sucesso e tinha um personagem jogador de futebol, que causou uma situação no mínimo inusitada em um jogo do Corinthians: Luca, interpretado por Mário Gomes. 

Na novela, Luca é filho de Bina (Georgia Gomide), irmão de Marco (Paulo Betti), Angelina (Angelina Muniz e Francesco (Paulo Betti) é um personagem agitado, inquieto e que arruma muitas confusões, o que inclusive na trama complica sua carreira de boleiro. Mas é querido pela vizinhança e pela família, além de ser namoradeiro. O personagem também é centro de um drama amoroso entre Silvana (Lúcélia Santos) e Verônica (Maria Zilda).

Contracenando com Nuno Leal Maia

Porém, a novela foi protagonista de um episódio no mínimo interessante. Na cena da trama, Luca acaba negociado com o Corinthians e vai jogar com Casagrande na equipe da capital. Em uma das cenas, ele marca um gol no Morumbi, que foi gravado em um treino do Timão no local e depois encaixado numa cena que gerou uma bela confusão. Tudo porque combinaram que o ator apareceria vestido de jogador do Corinthians com o Timão, o Vasco, com todo mundo, em um jogo real do Brasileirão de 1985, só esqueceram de avisar o árbitro José de Assis Aragão, sim o mesmo do gol de juiz. 

Quando Chulapa marcou para o Alvinegro do Parque São Jorge naquele dia, Mário Gomes invadiu o campo vestido como Luca para abraçar o jogador e gravar a cena da celebração. Mas Aragão, sem entender bem o que acontecia, acabou expulsando o ator e por ser um elemento estranho em campo e punindo também Serginho Chulapa. Posteriormente, porém, Mário pediu desculpas pelo ocorrido. Aragão contou que apenas seguiu a orientação, já que não sabia dos planos da Globo. Outra curiosidade da situação do gol de Luca é que Mario Gomes é vascaíno, fazendo portanto o gol contra seu próprio time.

 Cenas do jogo onde Luca comemorou gol

Vereda Tropical era um sucesso tão grande na época que o nome de Luca acabou gritado pela torcida corintiana no Morumbi. Mário desceu de helicóptero ao chegar no Morumbi e a cena causou euforia no público paulistano. O ator descreve também que a lesão que Luca sofre no joelho na trama, que o faria parar de jogar, foi uma cena que o fez chorar de verdade devido a carga emocional envolvida. 

O fato é que, se pela presença de Luca ou não, Vereda Tropical foi um dos maiores sucessos entre novelas brasileiras. Assim como a recente Avenida Brasil, que também tinha história com o futebol na trama. O esporte bretão, tão popular e culturalmente enraizado nas estranhas mais profundas do brasileiro não poderia ficar de fora de outro aspecto cultural brasileiro que são as novelas, mesmo que ele cause problemas para jogos reais do esporte, ás vezes.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Brasil vence o Paraguai na estreia do Sul-Americano Sub-17

Com informações do site oficial da CBF
Foto: divulgação CBF

O Brasil fez 2 a 0, levou o empate, mas conseguiu fazer o gol da vitória no fim

O Brasil estreou no Sul-Americano Sub-17 com vitória na noite desta sexta-feira, dia 22. No estádio San Marcos, em Lima, no Peru, a Seleção Brasileira Sub-17 superou o Paraguai por 3 a 2. Os gols brasileiros foram marcados por Reinier, duas vezes, e Peglow. López e Nogueira marcaram para os paraguaios.

A Seleção Brasileira iniciou a partida em ritmo acelerado e largou na frente logo aos três minutos. Na primeira investida, Reinier mostrou precisão de fora da área e marcou o gol relâmpago. O camisa 10 recebeu passe de Peglow, ajeitou e finalizou com categoria para fazer 1 a 0. Aos 12 minutos, foi a vez de Verón arriscar da entrada da área, mas o goleiro González espalmou para escanteio.

O Paraguai tentou responder com Diego Duarte e Rodrigo López. Atento, o goleiro Gabriel apareceu bem nas duas tentativas paraguaias e evitou o empate. Na reta final do primeiro tempo, o Brasil voltou a dominar as ações. Aos 35 minutos, Daniel Cabral se lançou ao ataque e, de fora da área, tirou tinta da trave. Dois minutos depois, a estrela de Reinier brilhou novamente e, com um golaço, ampliou o marcador, 2 a 0.

Em desvantagem, o Paraguai adiantou a marcação na volta do intervalo e tentou pressionar a saída de bola do Brasil. Aos sete minutos, o atacante López pegou a sobra e chutou forte para descontar, 2 a 1. O o gol do empate paraguaio veio aos 16 minutos com Nogueira, de pênalti. Com a igualdade em 2 a 2, o equilíbrio tomou conta da partida e o duelo passou a ficar aberto. Com a pontaria afiada, o Brasil chegou ao gol da vitória aos 40 minutos. Após receber passe de Reinier, Peglow girou e acertou belo chute para decretar o triunfo brasileiro, 3 a 2.

Com a mesma pontuação do Uruguai, o Brasil, que jogou com G. Pereira; Yan, Henri, Renan e Patryck; D. Cabral, Diego Rosa e Reinier; G. Veron (Cachoeira), Juan (Fabinho) e J. Peglow, sob o comando do técnico Guilherme Dalla Déa, ocupa a vice-liderança do Grupo B. Os uruguaios levam vantagem no saldo de gols, após vencerem a Argentina por 3 a 0. Já a Colômbia folgou na rodada de abertura. O duelo entre os líderes está marcado para o próximo domingo (24), às 21h30 (de Brasília).

As façanhas de Cejas defendendo o Santos FC

Por Gabriel Santana, do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: arquivo Santos FC

Cejas foi goleiro do Santos entre 1970 e 1974

Em uma sexta-feira, 22 de março de 1945, nascia em Buenos Aires um dos maiores goleiros que já envergaram a camisa santista, Agustin Mário Cejas! Contratado em 1970 junto ao Racing, logo após a aposentadoria de Gylmar e Laércio e a contusão de Cláudio, Cejas chegou com uma grande responsabilidade e correspondeu a todas as expectativas.

Estreou na meta santista em 27 de setembro de 1970, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, diante do Cruzeiro, no Estádio do Mineirão. O jogo terminou empatado em 1 a 1, com Nenê Belarmino marcando o tento para o Alvinegro.

Em sua estreia, Cejas teve ao seu lado os seguintes atletas: Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Turcão; Clodoaldo e Lima; Manoel Maria, Douglas (Picolé), Nenê Belarmino e Abel (Léo Oliveira), comandados pelo técnico Antônio Fernandes, o Antoninho. Uma das destacadas características de Cejas era a sua coragem. Com 1,93m e boa colocação na pequena área, era comum vê-lo saindo com arrojo para interceptar cruzamentos.

Campeão paulista de 1973, destacou-se ao longo da competição e brilhou nas penalidades máximas que decidiram o título, após um empate de 0 a 0 com a Portuguesa. Defendeu duas cobranças do adversário e encaminhou o título para o Santos, o que só não se concretizou devido ao erro inacreditável do árbitro Armando Marques na contagem dos gols.

Ainda em 1973 Cejas conquistou a Bola de Ouro da Revista Placar, escolhido como o melhor goleiro da temporada. Permaneceu na Vila Belmiro até o ano de 1974, atuando em 252 partidas. Nosso grande goleiro argentino faleceu no dia 14 de agosto de 2015, uma quinta-feira, em Buenos Aires, em decorrência do Mal de Alzheimer. Viveu 70 anos.

Curiosidade: Além de Cejas, outros três goleiros argentinos também vestiram a camisa santista: Capuano, em 1942, com apenas uma partida; Peres, em 1969, com duas partidas, e por último, Ricardo, que atuou no período entre 1976 a1978, com 57 jogos disputados.

O Paysandu campeão da Série B em 1991

Foto: Revista Placar
Com informações do site Edição dos Campeões

O time que conquistou a Série B do Brasileiro de 1991

Um dos maiores clubes do norte do país, o Paysandu sempre fez boas campanhas em competições nacional, chegando até ao título em algumas oportunidades. E isto aconteceu no Campeonato Brasileiro da Série B de 1991, quando o Papão da Curuzu levantou a taça e garantiu o acesso à elite do futebol brasileiro.

A Série B de 1991 teve algumas mudanças em relação à 1990. As 24 equipes do ano anterior foram transformadas em 64. A Série C, que foi disputada em 1990, acabou fundida mais uma vez na Segunda Divisão, o nome oficial da competição. Os participantes foram as duas equipes rebaixadas da Série A, as quatro que subiram da terceira divisão, e as outras 58 vieram pelos estaduais. O Paysandu vinha de um vice paraense e um quinto lugar na Série C de 1990, e entrava na disputa pelo acesso e pelo título.

Na primeira fase da Série B, os participantes ficaram em oito grupos e o Papão caiu no grupo 1. Ao final de dois turnos, o Paysandu conseguiu a classificação na segunda posição, com 23 pontos em 14 jogos, sendo dez vitórias, três empates e uma derrota. Terminou empatado com o Sampaio Corrêa, mas com uma vitória a menos, e deixou para trás os rivais do Remo e da Tuna Luso.

Daqui para a frente, a competição foi toda em mata-mata. Entre os 16 classificados, o time celeste enfrentou na oitavas de final o Ceará. A ida foi no Mangueirão, e o Papão venceu por 1 a 0. A volta foi no Presidente Vargas e o empate em 1 a 1 classificou os paraenses. Nas quartas, o adversário foi o ABC. Em Natal, a derrota por 1 a 0 deu um pequeno susto. Em Belém, o Paysandu reverte o resultado com a vitória por 3 a 1 e avança para a semifinal. O último adversário antes do acesso foi o Americano-RJ. No Godofredo Cruz, o Paysandu voltou a perder por 1 a 0, e a vitória no Mangueirão foi pelo mesmo placar. Nos pênaltis, o Bicolor fez 5 a 4 e comemorou a volta para a Série A.

A final foi contra o Guarani, e a primeira partida foi no Brinco de Ouro. O jogo foi truncado e com três expulsões, e o Paysandu perdeu por 1 a 0. No Mangueirão, outros seis expulsos, e o Papão da Curuzu conseguiu os dois gols que precisava no segundo tempo, pelos pés dos atacantes Cacaio e Dadinho. O resultado de 2 a 0 deu o título da Série B para o Paysandu, o primeiro dos dois que o clube possui.

O primeiro gol de Basílio pelo Timão

Com informações do site oficial do Corinthians
Foto: arquivo Corinthians

O gol contra o Comercial foi o primeiro dos 29 que Basílio marcou pelo Timão

No dia 22 de março de 1975, há 44 anos, o meio-campista Basílio marcou o primeiro gol com a camisa corinthiana. O jogador, que entrou para a história do clube do Parque São Jorge ao marcar o gol que encerrou o jejum de quase 23 anos sem títulos do Timão, balançou as redes pela primeira vez em partida contra o Comercial de Ribeirão Preto, no estádio do Pacaembu.

O confronto, que foi válido pelo Campeonato Paulista, terminou com vitória corinthiana por 2 a 1. O Corinthians entrou em campo na ocasião com Sérgio no gol; Zé Maria, Baldochi, Ademir e Wladimir na defesa; Tião, Basílio, Vaguinho no meio; Lance, César e Pita no ataque. O outro gol alvinegro na partida foi marcado por Vaguinho.

Vindo da Portuguesa de Desportos, onde profissionalizou em 1968, Basílio fez 254 jogos, marcou 29 gols e conquistou os títulos do Paulistão de 1977 e 1979. O maior feito do jogador pelo Timão foi marcar o gol da vitória sobre a Ponte Preta na terceira partida da final do Campeonato Paulista de 1977, que colocou fim ao jejum de títulos corinthiano.

Depois do Corinthians, Basílio atuou no Juventus, Nacional e Taubaté, onde encerrou a carreira em 1983. Depois, ainda foi treinador, quando dirigiu o Timão em várias oportunidades. Até hoje, Basílio, conhecido como Pé de Anjo, recebe demonstrações de eterna gratidão das mais diferentes gerações de corinthianos que o encontram na rua.

Raphael Claus será o primeiro a conduzir um jogo com VAR no Paulistão

Com informações do site oficial da CBF
Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press

Raphael Claus será o árbitro do primeiro jogo com VAR válido pelo Campeonato Paulista

Novorizontino e Palmeiras fazem a primeira partida oficial com a utilização do VAR da história do futebol paulista. Raphael Claus será o responsável por conduzir o jogo que terá o auxílio do árbitro de vídeo. O confronto acontece no sábado, dia 23, às 17 horas, no estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte.

O VAR será utilizado em todos os jogos a partir das quartas de final do Paulistão. “É muito importante essa conscientização porque quem vê de fora, pode ter outra ideia de quando se vê na prática. É importante que todos saibam que a gente não tem o objetivo de atrapalhar a dinâmica do jogo, porém se há um potencial equívoco, um erro claro e óbvio, a gente tem que prezar pela qualidade e não pela velocidade”, explicou Raphael Claus.

Durante o Conselho Técnico, os dirigentes dos clubes puderam vivenciar a mecânica de utilização do VAR. “Todos nós fazemos parte do mesmo produto, seja dirigentes, jogadores e árbitros, então acho que quando todos têm o mesmo pensamento e tem ciência de tudo que está acontecendo é melhor para o futebol”, finalizou Claus.

Quando o VAR entra em cena? - O VAR será introduzido a partir das quartas de final do Paulistão e a sua utilização tem o objetivo de minimizar o erro e maximizar o benefício, agindo em casos de “erro claro e óbvio” ou “incidente grave não percebido”.

O uso da tecnologia só será permitido em quatro situações: Gol/não gol; pênalti/não pênalti; cartão vermelho direto; erro de identificação na aplicação de cartões. As regras são definidas pela IFAB (International Football Association Board) e pela FIFA, não podendo sofrer alterações.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Ado mira a classificação do Bangu na Taça Rio

Com informações da Agência FERJ
Foto: Raphael Santos/Bangu AC

Ado está satisfeito com a fase positiva do Bangu na competição

Imbatível! Assim pode ser definida a campanha do Bangu dentro do Estádio de Moça Bonita. Foram quatro jogos na Zona Oeste durante o Campeonato Carioca, com o saldo positivo de quatro vitórias e nenhum gol sofrido. Atrelado ao bom desempenho fora de casa, o Alvirrubro ocupa a liderança do Grupo B da Taça Rio, com 12 pontos, e vai para a última rodada buscando a classificação para a semifinal.

Na última quarta-feira (20/03), o time do técnico Ado venceu o Americano por 2 a 0, gols de Yaya e Anderson Lessa, e chegou ao quarto triunfo seguido em cinco partidas. Satisfeito, o comandante banguense festejou a fase positiva:

"É uma marca que deixa todos nós com bastante felicidade. Quando fui jogador, Moça Bonita sempre foi um diferencial e fico feliz que isso esteja ocorrendo novamente. O Bangu está voltando a mostrar o seu valor e o quão grande é. Os atletas entenderam o que é jogar aqui, estão com sangue nos olhos e fazendo belas partidas. Eu amo o clube e sou um privilegiado em ser o treinador num momento tão feliz", destacou.

Contra o Americano, o Alvirrubro voltou a brilhar na segunda etapa e marcou os gols da vitória. Para Ado, a não acomodação, a seriedade e o foco estão sendo determinantes para a equipe conquista os triunfos na Taça Rio.

"O grupo está com a cabeça no lugar, não se abate e sabe das suas responsabilidades. Assim como contra a Portuguesa, fomos para o intervalo empatando e a conversa fez com que ajustássemos alguns pequenos detalhes. No segundo tempo, eles colocaram tudo em prática, seguiram criando boas oportunidades e marcaram os gols. Sempre tempos que buscar evoluir, acredito que estamos conseguindo e vamos seguir nesta pegada", garantiu.

No sábado (23), às 19h, o Bangu encerra a sua participação na fase classificatória contra o Vasco da Gama, em São Januário. Assim como a equipe de Moça Bonita, o Cruzmaltino também busca a classificação à semifinal da Taça Rio pela chave oposta. Como não poderia ser diferente, Ado projeta um duelo complicado fora de casa, mas confia na força do trabalho para conquistar a vaga.

"O Vasco tem uma boa equipe, perdeu somente um jogo no ano, estará em casa e devemos respeitá-los. Porém, é o jogo da nossa vida e precisamos entrar em campo para vencer. Temos que recuperar os atletas, mostrar os pontos que precisam ser corrigidos e os pontos fortes dos adversários. Espero que possamos realizar um bom jogo, conseguir a vitória e, consequentemente, a classificação", finalizou o treinador

Com show de Gláucia, Sereias batem o Corinthians pelo Brasileirão

Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC

Gláucia fez grande partida e marcou os dois gols das Sereias no embate

Na segunda rodada do Campeonato Brasileiro Feminino A1 de 2019, as Sereias da Vila conquistaram uma importante vitória. Enfrentando o Corinthians, atual campeão da competição, no Parque São Jorge, em São Paulo, o Santos FC fez uma grande partida e venceu pelo placar de 2 a 1, na tarde desta quinta-feira, dia 21. O destaque da partida foi a atacante Gláucia, autora dos dois gols do Alvinegro Praiano.

As duas equipes estrearam com vitória na competição. O Corinthians encarou a Ponte Preta, fora de casa, e se deu bem, fazendo 4 a 1. Já o Santos mandou o seu jogo de estreia em Itapira e também venceu: 3 a 0 sobre o Foz Cataratas.

O jogo começou equilibrado. O Corinthians, jogando em casa, quis impor o seu jogo, mas acabou surpreendido por um Santos que não ficou apenas se defendendo. As chances de abrir o marcador foram se alternando até que aos 41 minutos, Gláucia arriscou de fora da área, a bola desviou na defensora do Timão e enganou a goleira Letícia: 1 a 0 para as Sereias da Vila.

Na segunda etapa, o Corinthians foi para o tudo ou nada, em busca do empate. O Santos, respondia nos contra-ataques. De tanto insistir, o Timão empatou aos 4 minutos: Adriana recebeu um lançamento açucarado, saiu cara a cara com a Kemelli e só rolou pra Millene marcar o gol de empate do Coringão: 1 a 1.

Mas a torcida corintiana não teve muito tempo para comemorar. Aos 15 minutos, Gláucia recebeu um bolão da Maurine e finalizou no cantinho da Lelê! Sereias da Vila na frente novamente! O Corinthians foi com tudo para cima e até perdeu algumas chances, mas não conseguiu balançar as redes. Assim, as Sereias da Vila venceram pelo placar de 2 a 1.

Na próxima rodada, as duas equipes jogam com mando de campo. Na terça-feira, dia 26, o Corinthians enfrenta o Internacional, às 15h30, no Parque São Jorge, em São Paulo. Já o Santos joga na quarta-feira, dia 27, às 15 horas, quando enfrenta o São Francisco do Conde, no Nogueirão, em Mogi das Cruzes.

Definidas as quartas do Paulistão 2019


Novorizontino e Palmeiras, sábado (23), às 17h, abrem as quartas de final do Paulistão 2019. O jogo em Novo Horizonte marcará um fato histórico: será o primeiro estádio da história do Campeonato Paulista a realizar uma partida oficial com VAR, o Árbitro Assistente de Vídeo.

As datas, horários e locais foram confirmados na manhã desta quinta, dia 21, durante Conselho Técnico realizado na sede da Federação Paulista de Futebol. Participaram da reunião os representantes dos oito clubes classificados.

Ainda no sábado, Santos x Red Bull Brasil, às 19h30, no estádio do Pacaembu, iniciam a disputa por uma vaga nas semifinais. No domingo, o São Paulo recebe o Ituano às 16h no Morumbi, e o Corinthians enfrenta a Ferroviária às 19h, na Arena da Fonte, em Araraquara.

Os times voltam a campo três dias depois. Red Bull e Santos jogarão na terça-feira, às 20h, no Moisés Lucarelli. No mesmo dia, às 21h, o Palmeiras recebe o Novorizontino no Pacaembu. Na quarta-feira, Ituano e São Paulo decidem a vaga no Novelli Júnior, em Itu, às 19h15, e Corinthians e Ferroviária definem o último classificado às 21h30, na Arena Corinthians. 

Todos os 14 jogos de mata-mata contarão com o VAR, com até 19 câmeras por partida. O VAR Futebol Paulista será operacionalizado pela Hawk-Eye Innovations, empresa responsável pelo VAR na Copa da Rússia, e será custeado pela FPF.

O 'baile' de Ronaldinho Gaúcho em Dunga na final do Gauchão de 1999

Por Victor de Andrade

Dunga não conseguiu 'segurar' o garoto do Grêmio, que só não fez chover na final do Gauchão

Ronaldinho Gaúcho, que nasceu em 21 de março de 1980, em Porto Alegre, é, com certeza, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Seus belos dribles e jogadas encantaram o mundo inteiro. Mesmo com um final de carreira onde ele se desinteressou a jogar futebol, ele sempre é lembrado por ser um entusiasta do futebol arte com a bola nos pés. E isto foi mostrado na final do Campeonato Gaúcho de 1999, quando ele, com 19 anos recém-completados, tirou o experiente Dunga para "dançar".

Apesar deste fato ter sido uma espécie de apresentação de Ronaldinho Gaúcho para o cenário nacional, é fato que já se esperava muito dele, desde pequeno. Quando o irmão mais velho, Assis, surgiu no Grêmio, a família foi enfática em dizer que o "mano" mais novo era ainda melhor. Em 1997, Ronaldinho Gaúcho era o grande nome da Seleção Brasileira Sub-17, que conquistou a Copa do Mundo da categoria.

Todos esperavam que Ronaldinho Gaúcho mostrasse toda aquela categoria quando subisse para a equipe principal do Grêmio e ele não decepcionou. Pelo contrário! Deixou uma bela parte de seu repertório para um jogo importante: a final do Campeonato Gaúcho. Para 'variar', a final era entre Grêmio e Internacional, em três jogos. No Beira-Rio, o Colorado venceu por 1 a 0. No primeiro jogo no Olímpico, deu Tricolor: 2 a 0.

A terceira e decisiva partida aconteceu no dia 20 de junho, no Olímpico. Por ter melhor campanha e feito um gol a mais nos dois jogos anteriores, o Grêmio jogava pelo empate para conquistar a taça. Já para o Internacional, só a vitória interessava. Mas quem iria brilhar era o jovem de 19 anos do Grêmio e a vítima seria o experiente Dunga, que até um ano antes era o capitão da Seleção Brasileira.

Ainda no primeiro tempo, a então joia do Tricolor recebe a bola na intermediária, dá uma caneta no marcador Anderson Luís, tabela com o volante Capitão para passar por Dunga, invade a área e toca na saída do goleiro: 1 a 0 para o Grêmio, que coloca uma mão na taça. Porém, a "cereja do bolo" Ronaldinho Gaúcho deixaria para o segundo tempo.

Os melhores momentos da partida (e sim, o jogo foi 1 a 0, ao contrário do título do vídeo)

Primeiro, em um lance pela direita, Ronaldinho parte para cima do volante, brinca com a bola nos pés, passando ela por debaixo das pernas, fazendo algo que visualmente parecia com um elástico (imortalizado pelo grande Rivellino) e passou por Dunga, que ficou paralisado, sem saber o que fazer. Todos ficaram atônitos com o belo drible do garoto gremista.

Mas ainda tinha mais. Minutos depois, mais precisamente aos 39', depois de cobrança de lateral, Ronaldinho Gaúcho matou a bola no peito e viu Dunga vindo no embalo. O jovem craque aplicou um lindo chapéu, que fez todos no Olímpico vibrarem como se fosse um gol. E naquele dia o camisa 10 do Grêmio se apresentava para o futebol brasileiro, com o título de sua equipe e suas jogadas.

Porém, não parava por aí. Sua apresentação na final do Gauchão rendeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira. Vanderlei Luxemburgo o chamou para a Copa América, que seria disputada no Paraguai, no lugar de Edilson, que havia arrumado uma enorme confusão na final do Campeonato Paulista. Apesar de reserva no torneio continental, Ronaldinho Gaúcho fez um gol antológico contra a Venezuela e conquistou o primeiro título com a amarelinha. Depois, a história todos nós conhecemos.
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