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Os títulos uruguaios de Zezé Moreira comandado o Nacional

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zezé Moreira teve grande carreira como treinador

Além de um jogador de grande história, principalmente vestindo a camisa do Botafogo, o carioca Zezé Moreira, que estaria completando 106 anos neste dia 16, teve uma enorme carreira fora das quatro linhas, sendo um dos grandes treinadores brasileiros na história do futebol, sendo inclusive campeão da Libertadores no comando do Cruzeiro. Além disso, outro time onde o brasuca teve sucesso foi no Nacional, onde conquistou dois títulos uruguaios.

A primeira passagem de Zezé Moreira no Bolso veio quando o brasileiro já havia passado pelo futebol chileno. Acabou por não conquistar títulos por lá, mas saiu bastante considerado pelo Nacional, que vivia um período complicado dentro do Uruguai, numa época dominada pelo seu arquirrival Penãrol, que dominava inclusive o cenário da América do Sul na Libertadores naqueles anos. 

Zezé teve no Nacional um ano iluminado. Conseguiu fazer com que um time que não tinha os mesmos valores técnicos que os rivais aurinegros fizesse grande campanha, com apenas duas derrotas e 15 vitórias ao longo da competição, além de um empate, em 18 jogos disputados. O título acabou vindo mesmo com as duas derrotas em clássicos para o Peñarol, que teve o artilheiro Pedro Rocha, mas não levou o título. No total, segundo números da Wikipedia, em sua primeira passagem, Zezé venceu 30 jogos, empatou quatro e perdeu cinco pelo Bolso.

Voltaria ao gigante uruguaio seis anos depois, depois de passar por Vasco, Corinthians e Sport. Voltou com grande expectativa do torcedor e em seu primeiro ano, já fez boa campanha, mas não conseguiu levar o Bolso ao título uruguaio. Acabou repetindo o feito de 1963 no ano seguinte, inclusive desta vez vencendo o clássico diante dos aurinegros. A conquista veio de forma invicta, com 16 vitórias e quatro empates em 20 jogos, num ano onde o argentino Artime foi infernal com 24 gols na artilharia, mais da metade dos 47 do Bolso na competição e uma média de mais de um por jogo.


No total, fechou sua segunda passagem com 35 vitórias, 17 empates e sete derrotas. É considerado um dos grandes nomes da história do clube entre os treinadores. Zezé Moreira foi treinador até 1981. O histórico jogador e treinador nos deixou no dia 10 de abril de 1998, aos 90 anos de idade, sendo homenageado por vários dos clubes pelos quais fez história, incluindo o Bolso. 

Há 25 anos, o futebol perdia o lendário Zezé Moreira

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zezé Moreira nos deixou em 1998

Nascido em 1907, Zezé Moreira, que nos deixou num dia 10 de abril como este em 1998, foi um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, seja como jogador ou como treinador. Irmão de Aymoré Moreira, campeão do mundo com o Brasil em 1962 e de Ayrton Moreira, mais conhecido por sua passagem no Cruzeiro, Zezé nasceu numa família intrinsecamente ligada ao esporte e assim como os irmãos fez do futebol a sua vida. 

Antes de ser treinador, Zezé teve uma interessante carreira dentro dos campos. Atuou por clubes como o extinto SC Brasil, o Flamengo, onde conquistou diversos títulos, o Palmeiras, que na época era Palestra Itália e o Botafogo, onde ficou mais tempo, jogando no Glorioso por oito anos antes de pendurar as chuteiras no America. Foi no time da estrela solitária que começaria sua carreira como treinador.

Como treinador Zezé Moreira passou em diversos clubes. Já no primeiro trabalho foi campeão carioca com o Botafogo. Ainda relativamente cedo na trajetória treinou a Seleção Brasileira, ganhando o Pan Americano de 1952 e inclusive comandando a Canarinho na Copa do Mundo de 1954. Poucos anos depois, viveria seu maior momento na carreira como treinador. 

Ao chegar ao Fluminense, em 1958, fez um dos maiores trabalhos da história do futebol brasileiro como comandante de um clube. Foi duas vezes campeão do Campeonato Carioca, além de conquistar a Taça Rio de 1952 e o Rio-São Paulo de 1960, além de vários torneios de caráter mais "amistoso". Depois disso, passou pelo Nacional, do Uruguai, onde conquistou dois títulos uruguaios e também foi campeão carioca treinando o Vasco da Gama, em 1965, além do Rio-São Paulo no ano seguinte.

Nos anos 1970 teve mais trabalhos de destaque. Foi campeão do Paulistão no São Paulo em 1970, deixando inclusive o Santos de Pelé pelo caminho na classificação final e ficando a frente da academia do Palmeiras. No Cruzeiro, conquistou o maior título da carreira, ao levar o time estrelado ao título da Libertadores. Ainda passaria pelo Bahia, onde inclusive conquistou dois títulos estaduais antes de encerrar a carreira de treinador em 1981.


Zezé Moreira foi um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro. Com diversos títulos na bagagem e com honrarias como o fato de ser até os dias atuais o treinador que por mais tempo esteve no comando do Fluminense, deixou um legado histórico para o esporte bretão no Brasil. Além de tudo, foi o primeiro treinador a conquistar um título com a Seleção Brasileira no exterior, com o Pan de 1952. Nos deixou por insuficiência respiratória, naquele distante 10 de abril de 1998.

O técnico Zezé Moreira e os seus dois títulos uruguaios pelo Nacional

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Zezé Moreira foi um dos grandes treinadores brasileiros

Um dos grandes treinadores do século passado completa 24 anos da sua morte. Alfredo Moreira Júnior, mais conhecido como Zezé Moreira, que nasceu no dia 16 de outubro de 1908 e morreu no dia 10 de abril de 1998. O técnico e ex-jogador fez grande história no Brasil, mas também no Uruguai, ganhando dois títulos nacionais pelo Nacional.

A primeira passagem dele pelo Uruguai foi em 1963, quando ele saiu do Palestino foi para o Nacional e lá fez história. No primeiro ano, o técnico já conseguiu conquistar o elenco e mudar a filosofia do grupo. O time tinha um comportamento ofensivo, diferente da essência uruguaia.

Em 1963 o técnico conquistou seu primeiro título Nacional no Uruguai, com 15 vitórias, um empate e duas derrotas, mas mesmo com o bom trabalho ele deixou o clube. Zezé saiu do clube e ficou sem time por um ano,. até assumir o Vasco. O técnico ficou três temporadas no Brasil e logo depois retornou ao Uruguai.

Em 1968 ele voltou ao clube pelo qual fez história, mas também queria continuar o bom trabalho que deixou. Ele conseguiu, voltou e ajeitou o time, fazendo uma boa equipe para a competição Nacional novamente.

A equipe ajeitada pelo treinador conseguiu grandes resultados, começou o campeonato muito bem, mas não conseguiu o título. Na segunda temporada, o técnico manteve a equipe e sua forma de jogar e isso ajudou o elenco a fazer  um campeonato mais regular.


Em 1969, o técnico fez o time manter a regularidade por mais tempo e com isso conseguiu conquistar o título Nacional mais uma vez. Zezé manteve a base do time e trouxe alguns reforços pontuais para poder melhorar o time e com isso conquistou muito bem o título, de forma invicta, com 16 vitórias e quatro empates.

Zezé Moreira, o "mestre dos mestres" na Seleção Brasileira

Com informações de A Memória do Esporte
Foto: arquivo

Zezé Moreira à frente com a Seleção que conquistou o Pan-Americano de 1952

Neste 16 de outubro, está completando 114 anos do nascimento de Alfredo Moreira Júnior, o Zezé Moreira, um dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro. Entre vários de seus trabalhos, ele dirigiu a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1954, na Suíça. Sua fama era tão grande que ficou conhecido como o mestre dos mestres.

Em 1952, Zezé Moreira foi convidado a comandar a Seleção Brasileira, já se preparando para a Copa do Mundo de 1954, na Suíça. Neste mundial, o Brasil ficou em 6º lugar, disputando 3 partidas. Venceu o México por 5 a 0, empatou com a Iugoslávia em 1 a 1 e perdeu para a Hungria por 4 a 2. Marcou 8 gols e sofreu 5.

Os artilheiros brasileiros foram; Julinho, Didi e Pinga, com 2 gols cada. O jogo que nos tirou do mundial aconteceu dia 27 de junho, em Berna. Diante de um público de 40.000 espectadores, brasileiros e húngaros entravam em campo para decidir mais uma vaga para a semi-final da Copa de 54. Os brasileiros assim que ficaram sabendo que iriam enfrentar a poderosa seleção húngara, deixaram transparecer aos jornalistas muito claramente, que temiam a Hungria e preferiam outro adversário.

Chegava então o grande dia, um dia de muita chuva, onde duas grandes equipes de refinada técnica individual e de escolas muito parecidas iriam se enfrentar. Para sorte do Brasil, a seleção húngara não contava com o extraordinário jogador Puskas, que estava contundido. Por outro lado, o Brasil também estava bem modificado. Iria estrear três atacantes; Índio, Humberto Tozzi e Maurinho. Os observadores afirmavam que a ausência de alguns titulares na seleção canarinho, confirmava os boatos de que alguns jogadores pediram para não jogar alegando contusões.

Para esta partida o técnico Zezé Moreira mandou a campo os seguintes jogadores; Castilho, Djalma Santos, Pinheiro, Bauer e Nílton Santos; Brandãozinho e Didi; Julinho, Índio, Humberto Tozzi e Maurinho. Finalmente começou o jogo e a fama da seleção húngara de fazer 2 a 0 antes dos dez primeiros minutos se confirmou.

O Brasil diminuiu através de Djalma Santos cobrando pênalti, mas os húngaros logo em seguida marcaram mais um através de pênalti. Os brasileiros protestaram e estabeleceu-se um grande tumulto. Resultado, foram expulsos Nilton Santos e Humberto Tozzi do Brasil e Boszik da Hungria. Surpreendentemente um jovem passou por toda a segurança, invadiu o campo e foi até o juiz para agredi-lo. Famoso comentarista de rádio brasileiro deixou enfurecido seu local de transmissão para ir dar uma rasteira no árbitro, sob o espoucar dos flashes dos fotógrafos.

Os brasileiros com 9 homens em campo, ainda fizeram o segundo gol por intermédio de Julinho, aos 20 minutos. Mas a Hungria fez o quarto gol minutos depois, acabando assim, com a esperança brasileira. Final de jogo, vitória da Hungria por 4 a 2 sobre o Brasil, e com isto, estávamos eliminados de mais uma Copa do Mundo. Ao terminar a partida, quando as equipes retornavam aos seus vestiários, armou-se novo conflito, envolvendo brasileiros e húngaros, chamado pela imprensa de “Batalha de Berna”.


O treinador Zezé Moreira foi flagrado em fotos agredindo o ministro húngaro dos esportes. Foi realmente uma tarde cinzenta de chuva e triste para o futebol brasileiro. Zezé Moreira também trabalhou na Seleção Brasileira como espião e integrante da comissão técnica nas Copas do Mundo de 1958, 1962, 1966, 1970, 1982 e 1986 e foi campeão Pan-americano em 1952.

Fato interessante: na Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile, com Zezé Moreira de olheiro, a Seleção Brasileira teve como treinador o seu irmão, Aymoré Moreira. E o time canarinho, que era o então campeão do mundo em 1958, não decepcionou e conquistou o bicampeonato.

Zezé Moreira – 109 anos do Mestre dos Mestres

Por Lucas Paes

Zezé Moreira no Cruzeiro, em 1976

Em 16 de Outubro de 1908, nascia em Miracema Alfredo Moreira Júnior, mais conhecido como Zezé Moreira. Irmão de Aymoré e Ayrton Moreira, que também foram treinadores, Zezé ficou conhecido como mestre dos mestres, sendo ídolo principalmente no Cruzeiro, onde construiu um time que marcou época com a camisa estrelada.

Como jogador, teve passagens por Flamengo, Botafogo, Palmeiras e América (RJ). Com fama de violento e ríspido, rebatia dizendo que também teve cicatrizes na época de boleiro. Foi porém como treinador que ele acabou ficando marcado como inovador, já que adotou um sistema de marcação que viraria referência não só no Brasil como no mundo inteiro.

No banco de reservas, começou no Botafogo, onde terminou um jejum de 13 anos sem taças vencendo o Carioca de 1948. Depois, no Fluminense, também foi campeão estadual. No meio de sua passagem nas Laranjeiras, conquistou o Pan-Americano de 1952 com a Seleção Brasileira. Naquele mesmo ano, na volta ao Flu, ganhou a Copa Rio. Após a má campanha do irmão Aymoré no Sul-Americano de 1953, foi chamado pela CBD para comandar o Brasil na Copa do Mundo de 1954.

Foto da famosa "chuteirada" contra a Hungria, em 1954

Questionado pelos métodos de treinamentos pesados, Zezé tinha fama de retranqueiro e foi muito críticado naquela Copa por adotar a marcação em zona. Diferente, o sistema ainda não era muito usado e compreendido na época, mas tinha suas vantagens, ao evitar que um jogador de defesa fixasse a marcação em um de ataque muito melhor que ele (algo que ocorreu no Maracanazzo). A idéia era deixar o sistema defensivo mais sólido. 

Porém, a eliminação brasileira para a Hungria de Puskas acabou por minar qualquer reconhecimento ao técnico. No dia da derrota pra os Magiares, acabou envolvido em uma confusão, onde foi acusado de atacar com uma chuteira o treinador adversário, Gustav Sebes, reagindo a uma cusparada de um jogador húngaro.

Apesar das criticas e das dúvidas, o "Mestre dos mestres" seguiu com a carreira e conquistava títulos por onde passava. Nas duas passagens pelo tricolor carioca, acabou marcando um jogador com sua metodologia. Telê Santana virou admirador e teria influências do estilo de Zezé na montagem de seus imensamente vitoriosos esquadrões.

Esteve mais de uma vez na comissão técnica do Brasil

Ele não se limitou ao sucesso em terras brasucas. Em 1963, foi ao Uruguai, onde acabaria com o título uruguaio comandando o Nacional, repetiria a dose em 1969. Seu título mais impactante na casamata, porém, viria já no final de sua carreira, quando ele esteve no Cruzeiro: a Libertadores de 1976, um troféu que rechaçou a fama de retranqueiro, já que a Raposa marcou 46 gols na competição, número absurdo até para os padrões atuais.

Naquele ano, o time mineiro ganhou o direito de disputar o torneio sul-americano devido ao vice campeonato do Brasileirão no ano anterior. Contando com jogadores como Nelinho, Piazza e Jairzinho, aquela equipe criou a fama da La Bestia Negra e encantou a América do Sul. Zezé Moreira acabou marcado para sempre na memória afetiva do torcedor cruzeirense, montando uma das equipes mais brilhantes da história do futebol brasileiro.

Reportagem sobre a final da Libertadores de 1976

Os Celestes acabaram fazendo goleadas durante todo o torneio, incluindo uma no primeiro jogo da final, diante do River Plate. Também escreveu placares como um 7 à 1 diante do Alianza Lima, do Peru, um 4 x 1 para cima do Olimpia e um jogaço contra o Internacional que terminou em 5 a 4 para os mineiros. 

Seu último clube como treinador foi o Canto do Rio, em 1981. Apesar disso, fez parte da comissão técnica da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986. Também esteve na comissão técnica em 1982, com Telê Santana e em todas as Copas entre 1958 e 1970. Faleceu em 10 de Abril 1998, devido a falência respiratória, no Rio de Janeiro.

O Curioso do Futebol

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