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Os títulos do Goytacaz no antigo Campeonato Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Goytacaz na Taça Brasil de 1967, classificado após o título Fluminense de 1966

A cidade de Brasília nem sempre foi a capital do Brasil. No começo da república, o Brasil teve outra cidade como centro do seu governo federal: o Rio de Janeiro. Antigamente, na bagunça dos estaduais do Brasil, o campeonato carioca era disputado pelos times do antigo Distrito Federal e do antigo estado da Guanabara e existia o Campeonato Fluminense, que envolvia o antigo estado do Rio de Janeiro. O Goytacaz, clube que recentemente fez seus 11 anos, conquistou cinco títulos desse antigo campeonato.

Devido a existência da separação entre os dois estados que existia antigamente, haviam na região que hoje engloba o Rio de Janeiro. Antes, além do Rio, havia o estado da Guanabara, que basicamente envolvia a área do antigo Distrito Federal quando o Rio era a capital do país, entre a Independência e o ano de 1960. O Campeonato Fluminense ainda durou até 1978, três anos depois da divisão dos estados que deu fim a Guanabara em 1975.

O Goytacaz era um dos maiores campeões desse antigo torneio. O Alvi-anil conquistou seu primeiro título em 1955, quando o Campeonato Fluminense envolvia a disputa entre os campeões de cada município (Campos, Niterói, entre outros) sendo assim chamado de Supercampeonato. O Goytacaz venceu aquele torneio batendo o Barra Mansa já em junho de 1956. Foi o primeiro título do time na competição.

Nos anos 1960, o Goyta viveu um período de "auge". Com bons times, por várias vezes esteve na disputa do título fluminense e o conquistou três vezes. A equipe conquistou os títulos de 1963, que o permitiu participar pela primeira vez na Taça Brasil e o bicampeonato em 1966 e 1967. O título de 1966 permitiu inclusive que a equipe jogasse a decisão da Zona Sul da Taça Brasil, após boa campanha naquela fase, porém ela foi derrotada pelo Atlético Mineiro na decisão, no jogo da foto do texto. 



A última conquista do Goyta veio já na última edição, em 1978, quando o Rio de Janeiro já havia inclusive sido "unificado". Naquele ano, o regulamento foi mais simples, com uma disputa de dois turnos por pontos corridos entre as seis equipes participantes. O Goytacaz saiu campeão de forma invicta. A equipe terminou a frente do arquirrival Americano.  

Desde então, o Goytacaz se juntou com as equipes da capital no Campeonato Carioca e nunca mais foi campeão estadual, assim como nenhuma equipe que veio do antigo Campeonato Fluminense. O Goytacaz terminou empatado com o Americano como maior campeão do torneio, com cinco títulos, além de outros oito vices por parte da equipe azul e branca, o que o tornou o time de mais "sucesso" na competição. Atualmente, o Índio Goytacá disputa a série B2 do Carioca, longe dos tempos de glória.

Itabirito e Uberlândia conquistam o acesso no Módulo II Mineiro

Fotos: divulgação / FMF

Comemoração do acesso e título do Itabirito

O hexagonal final do Campeonato Mineiro de 2023 foi finalizado neste sábado, dia 12, com dois jogos. O Itabirito venceu o Boa Esporte, por 2 a 0, e conquistou o acesso e o título do certame. O Uberlândia, que bateu o Betim por 1 a 0, também subiu.

Lembrando que a partida entre os eliminados antecipadamente  Aymorés e URT, que seria no Estádio Afonso de Carvalho, em Ubá, foi cancelada pela Federação Mineira de Futebol (FMF). Confira como foram os jogos da última rodada:

Boa Esporte 0 x 2 Itabirito - O Itabirito venceu o Boa Esporte por 2 a 0 e conquistou o acesso à elite do Campeonato Mineiro ao se tornar campeão do Módulo 2. O jogo aconteceu neste sábado (12) no Estádio Melão, em Varginha.

Os gols da partida foram marcados no segundo tempo. Quase aos 8 minutos, Tatá recebeu a bola, driblou a defesa do Boa Esporte e bateu cruzado pro gol. O 2º gol foi marcado aos 48 minutos, já nos acréscimos. Índio recebeu um cruzamento e de chapa ampliou o placar.

Uberlândia venceu com gol no fim

Betim 0 x 1 Uberlândia - O Uberlândia venceu o Betim por 1 a 0 neste sábado, na Arena Vera Cruz, e voltou à elite do Campeonato Mineiro após uma temporada longe da primeira divisão estadual. O resultado deixou o time do Triângulo com o vice-campeonato.

O Verdão garantiu a vaga no confronto direto após Michael Paulista converter um pênalti marcado aos 48 minutos do segundo tempo. Com a vitória, o Uberlândia chegou aos 18 pontos ficou com o vice-campeonato do Módulo 2 do Mineiro de 2023.


Classificação final - O Itabirito foi o campeão do Mineiro do Módulo II ao fazer 21 pontos e o Uberlândia foi o vice, com 18 pontos. O Betim também fez 18 pontos, mas perdeu o acesso no saldo de gols (7 a 5). URT (10), Boa (sete) e Aymorés (seis), vão jogar o Módulo II em 2023.

Campeões estaduais no Rio de Janeiro em 2021

Arte: O Curioso do Futebol


Com o fim do ano chegando, as competições de futebol vão se findando. No Rio de Janeiro não é diferente e os torneios estaduais organizados pela Fferj já foram finalizados, com seus campeões conhecidos. Destaques para Flamengo, Fluminense, Botafogo, Pérolas Negras e Paduano, que conseguiram mais de um título.

Na Série A, o Flamengo ficou com a principal conquista e os outros grandes dividiram as taças na base, com Fluminense no Sub-20, Vasco no Sub-17 e Botafogo no Sub-15. Na Série A2, o Audax Rio foi campeão no profissional, com America vencendo o Sub-20, Maricá FC o Sub-17 e o Serrano o Sub-15.

Na Série B1, o Olaria foi campeão no profissional, com o Pérolas Negras conquistando o Sub-20. Já o Paduano conseguiu uma façanha, conquistando as Séries B2 e C no mesmo ano, tendo dois acessos consecutivos na temporada 2021. O Sub-20 da B2 ficou com o Barra Mansa, enquanto o Sub-17 da C foi conquistado pelo CAAC Brasil.

Já na Copa Rio, o Pérolas Negras conseguiu uma inédita vaga em competição nacional ao conquistar o título no adulto. Já na base, só deu os grandes do futebol carioca: Botafogo no Sub-20, que também teve o nome de Octávio Pinto Guimarães, Fluminense no Sub-17 e Flamengo no Sub-15.

Para encerrar, no Feminino, o Flamengo, que tinha perdido a hegemonia no Adulto do ano passado para o Botafogo, retomou o posto de melhor do Rio e ficou com o título em 2021. Na única competição de base feminina no ano, o Fluminense foi o campeão no Sub-18.

Confira os campeões:

Série A
Profissional: Flamengo
Sub-20: Fluminense
Sub-17: Vasco
Sub-15: Botafogo

Série A2
Profissional: Audax Rio
Sub-20: America
Sub-17: Maricá FC
Sub-15: Serrano

Série B1
Profissional: Olaria
Sub-20: Pérolas Negras

Série B2
Profissional: Paduano
Sub-20: Barra Mansa


Série C
Profissional: Paduano
Sub-17: CAAC Brasil

Copa Rio
Profissional: Pérolas Negras
Sub-20/OPG: Botafogo
Sub-17: Fluminense
Sub-15: Flamengo

Feminino
Adulto: Flamengo
Sub-18: Fluminense

FPF homologa 104 títulos paulistas de diversas divisões


Obra que chega com a pretensão de ser a mais completa da história do futebol de São Paulo, o livro ‘125 anos de história. A Enciclopédia do Futebol Paulista’ tem no reconhecimento de títulos históricos um grande apelo. Além do Juventus e do Albion, novos campeões do Paulistão com os títulos da década de 1930 reconhecidos, outras tantas equipes -extintas e em atividades- passarão a ostentar novas conquistas em suas galerias. No total, são 104 homologações.

Os títulos mais importantes serão homologados ao Juventus e ao já extinto Albion, que com as conquistas dos campeonatos da antiga e extinta FPF, em 1933 e 1934, respectivamente, passam a figurar na galeria de campeões do Paulistão. O clube da Mooca também passa a ser o primeiro campeão do Paulistão Feminino, com o título conquistado em 1987.

“Para nós é uma felicidade muito grande depois de 87 anos ser reconhecido como campeão paulista”, disse o presidente juventino Antônio Ruiz Gonsalez, que recebeu uma placa em homenagem à conquista das mãos do presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, na manhã desta quinta-feira (23), na sede da entidade.

Dentre os clubes ainda filiados e em atividade, o equivalente à Série A2 atual é o campeonato que mais tem ‘novos campeões’. Destaca-se neste quesito o Taubaté, triunfante em quatro ocasiões -1918, 1926, 1928 e 1942- e que passa a ser um dos maiores vencedores da história do torneio. Com três novas conquistas do segundo escalão estadual, aparece a Portuguesa Santista -1932, 1933 e 1934. Amparo, Guarani, Paulista, Ponte Preta, Rio Branco e Rio Claro somam duas taças; enquanto Batatais, Botafogo, Jabaquara, Juventus, Noroeste, Velo Clube e XV de Piracicaba terão um título a mais.

Confira a lista de títulos homologados aos clubes ainda em atividade:

Taubaté
4 Série A2
1918 (Campeonato do Interior APEA)
1926 (Campeonato do Interior LAF)
1928 (Divisão do Interior LAF)
1942 (Campeonato da Divisão do Interior FPF)

Juventus
1 Série A1
1934 (Campeonato Oficial FPF1, como CA Fiorentino)
1 Série A2
1929 (1ª Divisão APEA, como Cotonifício Rodolfo Crespi FC)
1 Paulista Feminino
1987 (1º Campeonato Estadual de Futebol Feminino FPF)

Portuguesa Santista
3 Série A2
1932 (Divisão Santista APEA)
1933 (Divisão Santista APEA)
1934 (Divisão Santista APEA)

Amparo
2 Série A2
1928 (Divisão do Interior LAF)
1930 (Campeonato de Futebol do Interior APEA)

Guarani
2 Série A2
1932 (Divisão Campineira APEA)
1944 (Campeonato da Divisão do Interior FPF)

Paulista
2 Série A2
1919 (Campeonato do Interior APEA)
1921 (Divisão do Interior APEA)

Ponte Preta
2 Série A2
1927 (Campeonato do Interior LAF)
1933 (Divisão Campineira APEA)

Rio Branco
2 Série A2
1922 (Divisão do Interior APEA)
1923 (Campeonato do Interior APEA)

Rio Claro
2 Série A2
1928 (Divisão do Interior LAF)
1929 (Divisão do Interior LAF)

Batatais
1 Série A2
1945 (Campeonato da Divisão do Interior FPF)

Botafogo
1 Série A2
1927 (Campeonato do Interior APEA)


Jabaquara
1 Série A2
1927 Divisão Santista, Série Principal LAF, como Hespanha AC Extra)

Noroeste
1 Série A2
1943 (Campeonato da Divisão do Interior FPF)

Velo Clube
1 Série A2
1925 (Campeonato do Interior APEA)

XV de Piracicaba
1 Série A2
1931 (Campeonato de Futebol do Interior APEA)

Pepe 86 anos - O multicampeão

Por Victor de Andrade
Foto: Folha de São Paulo

Pepe está completando 86 anos

Quando se fala em lenda viva do futebol não dá para esquecer de José Macia. Pepe, que completa 86 anos neste 25 de fevereiro de 2021, tem uma longa história ao lado do Santos FC como jogador e treinador. Porém, nesta segunda carreira, tem vários trabalhos de sucesso, o que o faz ainda mais ser multicampeão.

Só para se ter uma ideia, Pepe é a pessoa com mais títulos na história do Santos Futebol Clube, 27, uma a mais do que Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. Só para ver a importância dele na história do Peixe e do futebol mundial.


Como jogador do Santos, único clube que atuou na carreira, Pepe conquistou dois Mundiais, duas Libertadores, cinco Taças Brasil, um Robertão, uma Supercopa Sul-Americana, quatro Rio-São Paulo e mais 11 Campeonatos Paulista.

Como jogador, as taças não param por aí. Pepe defendeu também a Seleção Brasileira, sendo bi-campeão do Mundo em 1958 e 1962, duas Taças do Atlântico, duas Copas Rocca, duas Taças Bernardo O'Higgins e mais duas Taças Oswaldo Cruz.

Quando pendurou as chuteiras, em 1969, Pepe virou treinador, primeiro nas categorias de base do Santos e, em seguida, no time principal do Peixe, onde em 1973 foi campeão paulista, seu primeiro título na nova função. Como técnico, José Macia trabalhou em outros clubes, continuando com a fama de multicampeão.


Pepe foi campeão cearense em 1985, pelo Fortaleza, paulista em 1986, pela Inter de Limeira, e brasileiro, no mesmo ano, pelo São Paulo. Em 1988, novamente pela Inter de Limeira, foi campeão da Série B do Brasileiro, título repetido em 1995, pelo Atlético Paranaense.

O treinador ainda foi campeão japonês, na temporada 1991/1992, na era pré J-League, dirigundo o Yomiuri, atual Verdy Tokyo. Além de bons trabalhos no mundo árabe, na Portuguesa Santista, no Paulistão 2003, além de ter sido treinador da Seleção Peruana em 1989. Em resumo, uma carreira vitoriosa!

Os títulos nos anos 40 do Moto Club de São Luís

Foto: arquivo / Futebol Maranhense

O time do Moto Club de 1948: campeão maranhense e do norte

Neste 13 de setembro de 2020, o Moto Club de São Luís, um dos grandes times do futebol maranhense, está completando 83 anos de fundação. Entre os vários títulos, ficam como destaque os conquistados na década de 40, quando, ainda nova, agremiação foi heptacampeão estadual e ainda conquistou a taça em torneios regionais.

Tudo começa em 1944. O recém time maranhense arrebata o título estadual, com Pepê sendo o artilheiro do certame, tendo marcado 16 gols. No ano seguinte, o Papão do Norte repetiu o feito, sendo novamente campeão e seu principal atacante foi o goleador máximo, com o mesmo número de tentos.

Por incrível que possa parecer, em 1946, a dose se repetiu: o Moto Club foi novamente campeão maranhense e Pepê também foi artilheiro, mas desta vez com "apenas" sete gols. Em 1947, Pepê não foi o goleador, o posto ficou com Batistão, do Sampaio Corrêa. Porém, o Rubro Negro arrebatou mais um estadual e ainda por cima foi campeão da Copa Norte Nordeste, conquistando o seu primeiro regional.

Em 1948, o Moto Club confirmou ser a principal força da região. No Estadual, foi novamente campeão e viu seu ex-grande atacante, Pepê, ser o artilheiro da competição, defendendo o Santa Izabel. Porém, o Papão conquistou um dos grandes títulos de sua história: o Torneio Campeão dos Campeões do Norte, passando por Paysandu e Fortaleza.


Em 1949, novamente o Moto Club fez valer a sua grande era e conquistou o Campeonato Maranhense. Ainda sobrou para 1950, onde o Rubro Negro ficou novamente com o título e teve novamente o artilheiro: Galego, com oito gols.

Este heptacampeonato estadual e os dois títulos regionais fizeram com que o Moto Club se tornasse um dos grandes do futebol maranhense, rivalizando com Sampaio Corrêa e Maranhão. Depois disso, foram mais 18 títulos estaduais do Papão do Norte.

Com oito campeões, quartas de final reúne 15 títulos do Paulistão Série A2

Por Raoni David / FPF

São Caetano foi o último a conquistar a A2: 2017

O Paulistão A2 Sicredi chegou à sua fase de mata-mata na disputa pelo acesso e o título da competição. Todos os oito times que ainda sonham com a taça e o retorno à elite já conquistaram ao menos um título da divisão. Maior campeão, o XV de Piracicaba sonha com a sexta conquista, que o isolaria nessa conta, já que viu o Santo André empatar com o título de 2019.

Pentacampeão da Série A2 do Campeonato Paulista, o XV de Piracicaba se classificou para este mata-mata apenas na última rodada da primeira fase, após conseguir virar placar adverso no segundo tempo. Na história, o clube é uma potência e pioneiro na divisão, ficando com a taça nas edições de 1947 e 1948, fazendo valer pela primeira vez a Lei do Acesso, além das conquistas de 1967, 1983 e 2011.

Seu adversário nas quartas de final será a Portuguesa. O time do Canindé se classificou com uma rodada de antecedência e busca o tricampeonato na competição. Bicampeã paulista de 1935 e 1973, a Lusa conquistou a divisão de acesso em 2007 e 2013, justamente as únicas edições em que chegou à disputa dos mata-mata. As equipes se enfrentam no jogo de ida na outra segunda-feira (7), às 17h30, em Piracicaba.

São Caetano e Taubaté são equipes que também buscam o tricampeonato e que também se classificaram uma rodada antes do fim da primeira fase. Campeão em 2000 e 2017, o time do ABC abre as quartas de final contra o Monte Azul, às 15h desta sexta-feira (4). O time de Monte Azul Paulista se classificou apenas na última rodada e conquistou a divisão em 2009.

As taças do clube do Vale do Paraíba são mais antigas. Campeão em 1954 e 1979, é dos oito o que está há mais tempo longe da elite estadual: 36 anos. O retorno passa pelo confronto com o São Bento, na terça-feira (8), às 15h, pelo jogo de ida das quartas de final. O time de Sorocaba -que também se classificou antecipadamente- venceu a competição apenas uma vez, em 1962.


Com um título cada, Juventus e São Bernardo FC representam um choque entre a tradição e a modernidade. Fundado em 2004, o clube do ABC terminou a primeira fase na liderança e é o caçula entre os oito quadrifinalistas. Mesmo assim já tem um troféu da competição, conquistado em 2012. Um dos mais tradicionais clubes do estado, o Juventus passou a maior parte da sua história na disputa da elite -o que não faz desde 2008. A taça da Série A2 foi conquistada em 2005.

Confira a galeria de títulos da Série A2 dos 8 que seguem na disputa:

5 títulos
XV de Piracicaba (1947, 1948, 1967, 1983 e 2011)

2 títulos
Portuguesa (2007 e 2013), São Caetano (2000 e 2017) e Taubaté (1954 e 1979)

1 título
Juventus (2005), Monte Azul (2009), São Bento (1962) e São Bernardo FC (2012)

Os títulos estaduais do Atlético Monte Azul

Com informações do Atlético Monte Azul
Fotos: arquivo Atlético Monte Azul

O time do Monte Azul campeão em 1994 da Série B1-B

Neste 28 de abril de 2020, o tradicional Atlético Monte Azul está completando 100 anos de glórias. Time da menor cidade que já disputou a elite do Campeonato Paulista, em 2010, o Azulão tem três títulos estaduais em sua história: A Série B1-B, em 1994, a B1, em 2004, e a A2, em 2009. Veja como foram estas conquistas:

Campeonato Paulista da Série B1-B 1994

A década de 90 foi marcada como de reconstrução para o Atlético. Em 1994, o Atlético conseguiu o seu 1° título como Campeão Paulista da 2ª divisão, na Série B1-B. ⁣Neste período também acabou fazendo um bom papel nos jogos do Paulista e seguiu em frente buscando sempre o melhor aperfeiçoamento e estrutura para continuar disputando jogos da FPF.

O estádio comportava apenas mil torcedores sentados até 1992. Foi necessário construir a arquibancada para 10 mil pessoas, bancada principalmente por Claudio Gilberto Patrício Arroyo, para somente assim, disputar o campeonato e se tornar campeão.⁣ O time campeão de 1994 tinha como principais figurantes: Gatinho, Décio, Augusto, Fia, Marcelo, Marivaldo, Paulinho Taiuva, Tarugo (Ailton), Marquinho, Meinha (Jaci) e Ga.⁣

Campeonato Paulista da Série B1 2004


De 1995 a 2008 o Azulão teve seu escudo semelhante ao destacado na foto. Com ele, o Atlético foi campeão do Campeonato Paulista da Série B1 em 2004 (foto), e vice campeão da Série A3, em 2007. O time titular campeão de 2004 tinha Mica, Mineiro, Glauco, Carlão, Elias, Alexandre (Marcelo) Marcio Senna, Tiago, Gilsinho, Shizo, Baiano (Eduardo), e o técnico era Vilson Tadei.

Naquela oportunidade, o Azulão conquistou 61 pontos e marcou 33 gols, sendo o grande destaque da competição, levantando a taça e conquistando o acesso à série A3 de 2005.


Campeonato Paulista da Série A2 2009


A última atualização do escudo do Atlético foi em 2009, onde ganhou o detalhe da bola retrô junto da inscrição "AMA". ⁣⁣2009 foi um ano muito especial, talvez o mais importante da história para o Azulão: o título inédito da Série A2 foi conquistado.⁣⁣ A Final foi disputada contra o Rio Branco, no Ninho do Azulão, onde o Atlético saiu vencedor pelo placar de 3x2. O time titular campeão tinha Leandro Santos, Maurício, Jean, Rodrigo Alemão e Alessandro Ferrari; Vágner, André Bilinha, Marcelinho e Serginho; Bruno (Cris) e Jales (Bispo); o técnico era Edson Só.⁣⁣

Em 2010, na primeira divisão paulista, o Atlético disputou jogos contra os 4 grandes de São Paulo, mas retornou à Série A2, onde se manteve até 2016, caindo para a A3 no mesmo ano. ⁣⁣Mas o retorno à Série A2 veio em 2019: sendo vice campeão da Série A3 e conquistando um acesso heroico na gestão do atual presidente, Marcelo Cardoso. ⁣⁣

2003/2004 - O biênio de ouro do Santo André

Foto: Globo Esporte.com


O título da Copa do Brasil em 2004 foi a maior glória do Santo André

O Esporte Clube Santo André, o Ramalhão, está completando 52 anos de fundação neste 18 de setembro de 2019. Apesar de ter a metade da idade de clubes tradicionais do estado de São Paulo e do Brasil, o clube tem campanhas significativas e em sua sala de troféus títulos importantes, ainda mais para um time que não é considerado grande. E esta sala foi muito recheada entre 2003 e 2004. O que prova que, apesar de surpreendente, a conquista da Copa do Brasil de 2004 não foi um acaso.

Como já é tradicional no futebol brasileiro, a temporada é aberta com a Copa São Paulo de Juniores e o Santo André surpreendeu na edição de 2003. Na primeira fase, jogando na própria cidade, pelo Grupo P, o Ramalhão venceu os seus três jogos (3 a 2 no Sergipe, 3 a 1 no Goiânia e 4 a 2 no São Paulo).

A partir da segunda fase, os adversários foram caindo, um a um. Primeiro foi o Botafogo, por 1 a 0, depois foi o Cruzeiro, por 3 a 2, na semifinal a vítima foi o Vasco da Gama, 2 a 1, e na final o Palmeiras, vencendo nos pênaltis, depois de um empate em 2 a 2. Muita festa do Ramalhão, no Pacaembu, naquele 25 de janeiro.

Naquele mesmo dia da final da Copa SP, o Santo André estreava contra o Santos no Paulistão e empatava em 2 a 2. Um dos gols do Ramalhão foi marcado por Nunes, que entrou no segundo tempo. Porém, ele havia jogado a final da Copinha de manhã e tinha batido o último pênalti, que deu o título. Já no Paulistão, o Santo André chegou nas quartas, mas acabou sendo eliminado pelo São Paulo.

Na Série C, o Santo André foi em busca do título, que não conseguiu, mas conquistou o acesso para a Série B. Onde na primeira fase se classificou em segundo no grupo 24, que também tinha Atlético Sorocaba e Rio Branco de Americana. No mata-mata, passou por Sertãozinho, Botafogo de Ribeirão Preto e Cabofriense, até chegar ao quadrangular final, junto com Ituano, Campinense e Botafogo da Paraíba. O Ramalhão perdeu o título para o Ituano, mas o vice garantiu o acesso.

Em 2003 ainda teria a Copa Federação Paulista de Futebol, conhecida hoje como Copa Paulista, e que foi o caminho para a sua maior glória no ano seguinte. Na primeira fase, o Santo André foi o primeiro colocado do Grupo 1, que contava com oito equipes. No mata-mata, o Ramalhão passou por Matonense e Comercial e na final deu o troco no Ituano, ficando com o título.

Se em 2003 teve títulos da Copa São Paulo e Copa FPF, além do vice e acesso na Série C e a chegada no mata-mata do Paulista, 2004 reservava ao clube a sua maior glória. Tudo bem que no Estadual, a equipe ficou a dois pontos de avançar para as quartas, mas foi na Copa do Brasil que o Ramalhão brilhou.

O time campeão da Copinha em 2003. Vários estiveram nas outras conquistas do clube

O Santo André passou por Novo Horizonte, de Goiás, Atlético Mineiro, Guarani, Palmeiras e 15 de Campo Bom, chegando na final contra o Flamengo. No primeiro jogo, no Parque Antártica, empate em 2 a 2. Todos achavam que o Rubro Negro passearia no Maracanã, mas com gols de Sandro Gaúcho e Elvis, ambos no segundo tempo, o Ramalhão conquistava a Copa do Brasil, que fez com que o clube jogasse a Copa Libertadores do ano seguinte.

Ainda em 2004, o Santo André fez uma boa Série B, conquistando 41 pontos na primeira fase, o que daria à equipe a quinta colocação e a classificação para a próxima etapa. Porém, a escalação irregular de Valdir e Osmar, fez com que o time perdesse 12 pontos, caindo para 14º, ainda passando longe do rebaixamento, mas sem ter a chance de brigar pelo acesso.

É claro que o Santo André teria outras glórias nos anos seguintes, como os títulos na A2 de 2008, 2016 e deste ano, a Copa Paulista de 2014, o vice da Série B em 2008, que levou a equipe à elite do Brasileirão e o vice paulista de 2010, onde por muito pouco não tirou o título do Santos. Porém, aquele biênio 2003/2004 é inesquecível para o torcedor do Ramalhão.

Os campeões profissionais no Brasil em 2018


Com o término da temporada de 2018, os campeonatos no Brasil foram definidos e, com isso, os campeões já estão definidos. Temos alguns destaques, como o Palmeiras, que conquistou a Série A do Brasileiro, o Cruzeiro, que levou a Copa do Brasil e o Mineiro, o Operário Ferroviário, que levantou as taças da Série C Nacional e do acesso paranaense e o Ferroviário, que venceu a Série D e a Taça Fares Lopes no Ceará. Confira que levantou a taça no futebol profissional no país:

COMPETIÇÕES NACIONAIS 

O Palmeiras foi o campeão da Série A

Série A – Palmeiras - 6º título
Série B – Fortaleza - 1º título
Série C – Operário Ferroviário - 1º título
Série D – Ferroviário - 1º título
Copa do Brasil – Cruzeiro - Bicampeão - 6º título

COMPETIÇÕES REGIONAIS

Sampaio Corrêa conquistou a Copa do Nordeste pela primeira vez

Copa do Nordeste – Sampaio Corrêa - 1º título
Copa Verde – Paysandu - 2º título

COMPETIÇÕES ESTADUAIS

REGIÃO NORTE

O Rio Branco voltou a vencer no Acre

Acre
1ª – Rio Branco – 47º título
2ª – Independência – 1º título

Amazonas
1ª – Manaus FC – Bicampeão - 2º título
2ª – Iranduba – 1º título

Amapá
1ª – Ypiranga - 9º título

Pará
1ª – Remo – 45º título
2ª – Tapajós – 1º título

Rondônia
1ª – Real Ariquemes – Bicampeão - 2º título

Roraima
1ª – São Raimundo - Tricampeão – 9º título

Tocantins
1ª – Palmas – 6º título
2ª – Atlético Cerrado – 1º título

REGIÃO NORDESTE 

Náutico não vencia o Pernambuco desde 2004

Alagoas
1ª – CSA – 38º título
2ª – Jacyobá – 1º título

Bahia
1ª – Bahia – 47º título
2ª – Atlético de Alagoinhas – 1º título

Ceará
1ª – Ceará – Bicampeão - 45º título
2ª – Barbalha – 1º título
3ª – Campo Grande – 1º título
Copa – Ferroviário - 1º título

Maranhão
1ª – Moto Club – 26º título
2ª – Pinheiro (invicto) – 1º título
Copa – Maranhão – 2º título

Paraíba
1ª – Botafogo – Bicampeão - 29º título
2ª – Esporte de Patos – 4º título

Pernambuco
1ª – Náutico – 22º título
2ª – Petrolina – 3º título

Piauí
1ª – Altos – Bicampeão - 2º título

Rio Grande do Norte
1ª – ABC - Tricampeão – 55º título
2ª – Palmeira – 1º título

Sergipe
1ª – Sergipe – 35º título
2ª – Guarany – 3º título

REGIÃO CENTRO-OESTE


Operário quebrou um jejum de 21 anos no Mato Grosso do Sul

Distrito Federal
1ª – Sobradinho – 3º título
2ª – Capital – 2º título

Goiás
1ª – Goiás - Tetracampeão – 28º título
2ª – CRAC – 4º título
3ª – Morrinhos – 1º título

Mato Grosso
1ª – Cuiabá – Bicampeão - 8º título
2ª – Operário Ltda – 2º título
Copa – Mixto – 2º título

Mato Grosso do Sul
1ª – Operário – 11º título
2ª – Aquidauanense – 1º título

REGIÃO SUDESTE 

Corinthians foi bi no Paulistão

Espírito Santo
1ª – Serra – 6º título
2ª – Rio Branco – 2º título
Copa – Vitória - 3º título

Minas Gerais
1ª – Cruzeiro – 38º título
2ª – Guarani de Divinópolis – 3º título
3ª – Coimbra Sports – 1º título

Rio de Janeiro
1ª – Botafogo – 21º título
2ª – America – 3º título
3ª – Nova Cidade – 1º título
4ª – Mageense – 1º título
Copa – Americano - 1º título

São Paulo
1ª – Corinthians – Bicampeão - 29º título
2ª – Guarani – 2º título
3ª – Atibaia – 1º título
4ª – Primavera – 3º título
Copa – CA Votuporanguense - 1º título
Taça (Liga) – Corinthians de Presidente Prudente - 1º título

REGIÃO SUL

Figueirense evitou o bi da Chape em Santa Catarina

Paraná
1ª – Atlético Paranaense – 24º título
2ª – Operário Ferroviário – 2º título
3ª – Nacional de Rolândia – 2º título

Rio Grande do Sul
1ª – Grêmio – 37º título
2ª – Pelotas – 2º título
3ª – São Borja – 1º título
Recopa – São José - 1º título
Copa – Avenida - 1º título

Santa Catarina
1ª – Figueirense – 18º título
2ª – Metropolitano – 1º título
3ª – Próspera – 2º título
Copa – Brusque - 4º título

Os quatro Campeonatos Uruguaios conquistados pelo Danubio

Por Mateus Dannibale

O Danubio conquistou o Campeonato Uruguaio em quatro oportunidades

Apesar dos maiores times uruguaios serem Peñarol e Nacional, sempre há aqueles clubes que às vezes surgem para atrapalhar de certa forma os times de maior expressão. É o caso do Danubio, agremiação da cidade de Montevidéu fundado em primeiro de março de 1932, e que briga com o Defensor para ser o terceiro maior do país. A equipe do Jardines del Hipodromo possuí quatro títulos da primeira divisão do Campeonato Uruguaio, sendo eles nos anos de 1988, 2004 e nas temporadas 2006/2007 e 2013/2014.

1988

A equipe campeã em 1988, o primeiro título do Danubio

Em 1988, a primeira vez que o Danubio foi campeão da primeira divisão, o campeonato era dividido em dois turnos. A equipe terminou o campeonato com 40 pontos em 24 jogos, sendo 18 vitórias, quatro empates e duas derrotas, com o melhor ataque da competição, marcando 52 gols ao final do torneio. Aliás, vale ressaltar que entre 1987 e 1991, nem Peñarol e nem Nacional foram campeões uruguaios

Em 12 de junho, o Danubio começou a escrever, o que acabaria por ser a página mais gloriosa de sua história inigualável. Ganhar o Campeonato Uruguaio de ponta a ponta, algo que não fez desde sua estréia em 1948, o maior número de pontos, a maioria de vitórias, o caçula de derrotas, os meninos daquele ano fizeram excelente campanha. No dia 27 de novembro foi quando soltaram o grito de campeão um dia que todos aguardavam ansiosamente.

O elenco daquele ano histórico foi: Eber Moas, Daniel Sánches, Fernando Kanapkis, Ruben Da Silva, Nelson Cabrera , Gustavo Dalto , Ruben Pereira, Javier Zeoli, Edison Suárez , Juan Goñez , Edgar Borges, Luis Da Luz, Adrián Viera (16), Richard Rodríguez Fernando Baleato , Hugo Baldenegro , Carlos Rodríguez, Alberto Bombacci , Daniel Pérez , Leonel Bozzano, Sergio Cabral Oscar Corrales e Angel Vidal.

2004

Em 2004, o Danubio bateu o Nacional na decisão

O Danubio voltou a ser campeão no ano de 2004, conquistando o seu segundo título uruguaio da história neste ano após vencer o Nacional. O torneio era composto por dezoito equipes, que após o primeiro turno apenas as 10 primeiras colocadas seguiam na competição. No campeonato, o time jogou 27 partidas, ganhou 18, empatou sete e perdeu dois, marcando 40 gols. Ignacio Risso foi o goleador com 10 gols. Já Jadson Viera foi o único que jogou absolutamente todos os jogos.

O elenco campeão daquele ano foi composto por: Luis Barbat, Luciano Cafu "Barbosa, Jadson Viera, Guillermo Rodríguez, Ribair Rodríguez, Omar Pouso (Capitão), Walter Gargano, Pablo Lima, Ignacio González, Juan M. Oliveira e Walter Guglielmone. Alternaram: Jorge Curbelo, Jorge Anchén, Damián Álvarez, Diego Rariz, Carlos Grosnile, Gonzalo Gutiérrez e Juan M. Salgueiro. Substitutos: Michel Etulain, Walt Báez, Damián Malrrechauffe e Ruben Da Silva.

2006/2007

Na temporada 2006/2007, o Danubio venceu os dois turnos

Dois anos depois veio o terceiro campeonato na temporada 2006/2007. O Campeonato começou em agosto de 2006, terminando em maio de 2007 e o Danubio, dirigido por Gustavo Matosas foi bem. Venceu o Apertura de 2006 com 34 pontos em 15 jogos, vencendo 11, empatando uma e perdendo três.

No Clausura, a vitória foi mais complicada. O time do Jardines Del Hipodromo empatou em 32 pontos com o Peñarol e a decisão foi para um jogo extra, realizado no dia 17 de maio. Depois de 1 a 1 no tempo normal, o Danubio venceu o Carbonero por 3 a 2 nas penalidades, vencendo o Clausura e, consequentemente, o Campeonato Uruguaio da temporada.

O elenco era composto por: Nestor Esteban Conde Quintana, Jadson Vieira Castro, Sérgio Gonzales, Sérgio Damían, Leonardo Abelenda, Marcel Róman, Enzo Scorza, Iganacio María Gonzáles, Jorge Adrían Garcia, Willians Peralta, Himilton Ricard Cuesta, Jeffrey Díaz e Daley Yesid Mena.

2013/2014

Em 2014, o Danubio reverteu a vantagem do Wanderers

Após sete anos, o Danubio voltou a conquistar o título nacional na temporada 2013/2014, o quarto de sua história. A equipe venceu o Apertura 2013, chegando na última rodada com 29 pontos, um atrás de River Plate e Nacional. Os rivais não venceram e o Danubio, que bateu Sud America, conquistou o primeiro turno.

Porém, na decisão, a equipe encarou o Wanderers, campeão do Clausura e melhor campanha na soma dos dois torneios. Se os Boêmios vencessem o primeiro jogo, já conquistariam o título, mas o Danubio fez 3 a 0 e provocou mais duas partidas. Na primeira, 0 a 0. Na segunda, um 2 a 2 e o Campeonato Uruguaio foi decidido nos pênaltis, onde a equipe do Jardines del Hipodromo venceu por 3 a 2 e conquistou a taça.

O elenco era formado por. Salvador Ichazo; Matías De los Santos, Emiliano Velázquez e Federico Ricca; Camilo Mayada, Fabricio Formiliano, Gonzalo Porras, Leandro Sosa e Juan Ignacio González, Diego Martiñones e Bruno Fornaroli. O técnico era Leonardo Ramos.

Os títulos de campeão catarinense da Chapecoense

Os campeões catarinenses de 1977. Em pé: Bico Fino, Décio, Carlos Alberto, Janga, Cosme, Luiz Carlos, Zé Carlos e o roupeiro Juarez. Agachados: Wilsinho, Jorge, Valdir, Sergio Santos e Eluzardo.

Nesta semana, uma tragédia atingiu a Chapecoense, com o acidente do avião que levava a delegação da equipe para Medellin, na Colômbia, onde iriam fazer o primeiro jogo da final Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. Apenas três atletas escaparam vivos da tragédia e o mundo inteiro, principalmente colombianos e brasileiros, foi solidário e prestou homenagens para as vítimas (que também envolveu dirigentes, jornalistas e tripulantes do avião) e para o clube.

Com tudo isto, O Curioso do Futebol também resolveu prestar sua homenagem ao Verdão do Oeste. Vamos recordar os cinco títulos de campeão catarinense da agremiação (1977, 1996, 2007, 2011 e 2016), que até então são os mais importantes da história do clube (é claro que se a Chape for declarada campeã da Copa Sul-Americana, o que deve acontecer segundo as mais diferenciadas informações, e que será uma grande homenagem, o time terá uma conquista internacional). Vamos lá!

1977


A Chape saudando o torcedor na finalíssima

Em um campeonato longo, que começou em março e foi terminar em outubro, passando por quatro fases, a Chapecoense conseguiu o seu primeiro título catarinense, quatro anos depois de sua fundação, após incríveis 46 jogos. A conquista veio após uma vitória por 1 a 0 no jogo desempate contra o Avaí, no antigo Estádio Índio Condá, em Chapecó, em 30 de outubro. Foram 26 vitórias, 12 empates e oito derrotas.

1996


A equipe com as faixas de campeão de 1996

O segundo título do Verdão do Oeste só veio 19 anos depois da primeira conquista e também acabou sendo longo, mas por causa de problemas com o tapetão. O Joinville foi recebido em Chapecó com um foguetório noturno, não conseguindo descansar para o jogo marcado para o dia 13 de Julho e acabou não aparecendo no campo. A arbitragem até deu WO para a Chape, mas depois a partida foi remarcada para o dia 18 de dezembro?!?!?!?! O Índio Condá viu mais uma vez a equipe da casa ser campeã com uma vitória por 1 a 0 no tempo normal, com Marquito, e chegou aos 2 a 0 na prorrogação, com Gilmar Fontana, e ficou com a taça.

2007


A Chapecoense venceu o título 11 anos depois

A primeira metade da década de 2000 foi, economicamente falando, muito ruim para a Chapecoense, marcando com a falência do principal patrocinador e empresa da cidade, o Frigorífico Chapecó. A diretoria do clube se reestruturou para que o clube voltasse a ser forte no estado e galgasse as divisões nacionais. A Chapecoense foi brigando com o Criciúma a competição de 2007 inteira pela ponta da tabela e as duas equipes foram para a decisão. Depois de uma vitória por 1 a 0, no Índio Condá, o Verdão do Oeste arrancou um empate em 2 a 2, no dia 6 de Maio, no Heriberto Hulse, em Criciúma, e ficou com seu terceiro título estadual.

2011


A festa dos campeões de 2011

Foi o início da arrancada. Terceira colocada do Brasileirão da Série D em 2009, a Chapecoense começou a se estruturar e aparecer como uma grande força do futebol catarinense. A equipe chegou às final do estadual com a melhor campanha, vencendo o segundo turno e encarando o Criciúma, campeão do primeiro. No primeiro jogo, fora de casa, derrota por 1 a 0. Porém, a Chape tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais e a vitória por 1 a 0 no Índio Condá, no dia 15 de Maio, deu o título ao Verdão do Oeste. Depois disso, a Chapecoense emendou acessos em 2012 e 2013, chegando na elite do Campeonato Brasileiro em 2014.

2016


Um time eterno!

Uma equipe eterna!!! O primeiro turno foi quase perfeito e a equipe venceu invicta, já se garantindo na final. Na decisão, o rival foi o Joinville, campeão do segundo turno. A Chapecoense mostrou estar com uma equipe melhor e venceu o adversário fora de casa, com gol de Ananias. No segundo jogo, no Estádio Índio Condá, Diego Felipe até colocou o Joinville em vantagem, mas Bruno Rangel empatou e fez com que a torcida gritasse "É campeão!" mais uma vez. Este time abrilhantaria o nome da Chape não só no Brasil, como em toda o continente, ficando entre os 10 primeiros no Campeonato Nacional, chegando à final da Copa Sul-Americana e agora estando eternamente no coração de todos os fãs de futebol. Obrigado, Chapecoense!
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