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Há 30 anos, no caminho para o tetra, Brasil derrotava Camarões

Com informações de O Globo
Foto: arquivo

Romário abriu o marcador naquele 24 de junho de 1994

Há 30 anos, na campanha memorável do tetracampeonato conquistado nos Estados Unidos, o Brasil enfrentou Camarões. No dia 24 de junho de 1994, a seleção canarinho derrotou por 3 a 0 os adversários africanos, garantindo uma vaga nas oitavas-de-final.

Na única partida entre os dois países disputada numa Copa do Mundo até então (depois se enfrentaram em 2014 e 2022), Romário abriu o placar, aos 39 minutos do primeiro tempo, após um excelente passe de trivela de Dunga.

No Stanford Stadium, em San Francisco, nos Estados Unidos, Márcio Santos, de cabeça, fez o segundo gol, aproveitando cruzamento perfeito de Jorginho. O terceiro gol foi marcado por Bebeto, após jogada de Romário.

Na sua comemoração, ele fez uma homenagem a Lucas, primeiro filho do amigo e lateral esquerdo Leonardo, nascido dias antes em Niterói. Bebeto imortalizou o seu gesto: simulou embalar uma criança ao marcar o gol que selou o placar.


O time de Parreira conseguia domar os Leões, que haviam sido sensação da Copa anterior, de 1990, na Itália, comandados por Roger Milla, e na estreia ainda tinha empatado em 2 a 2 com a Suécia, que deu um verdadeiro trabalhão ao comandados de Parreira nos dois jogos em 1994. Mas isto é um assunto para um próximo capítulo.

Portugal marca nos acréscimos, bate Camarões e garante vaga na Copa do Mundo Feminina

Foto: Fifa.com

Portugal está na Copa do Mundo Feminina

Portugal é a segunda seleção a se garantir, via repescagem na Copa do Mundo Feminina de 2023. Nesta quarta-feira, dia 22, no Waikato Stadium, em Hamilton, na Nova Zelândia, as portuguesas bateram Camaroes, por 2 a 1, em um jogo que teve emoção até o fim, e cravaram a vaga no Mundial de futebol para as mulheres.

Camarões conseguiu a vaga para o jogo decisivo pela vaga na Copa do Mundo, pelo Grupo A, com a vitória sobre a Tailândia, por 2 a 0, no último sábado, dia 18. Já Portugal, vindo das Eliminatórias Europeias, foi direto para a partida definitiva por conta do Ranking da Fifa, onde ocupa a 23ª colocação.

O primeiro tempo foi dominado por Portugal! Sem dar chances à Seleção Camaronesa, as lusitanas foram para cima, criaram chances e abriram o marcador aos 22 minutos, com Diana Gomes. O time português ainda teve oportunidades de fazer o segundo, mas foi para o intervalo vencendo por 1 a 0.

No segundo tempo, a situação mudou. Camarões foi para cima, passou a segunda etapa toda pressionando e de tanto insistir, chegou ao empate aos 44', com Ajara Nchout. Porém, quando parecia que a partida iria para a prorrogação, Portugal teve um pênalti aos 49 minutos, que Carole Costa bateu com firmeza para fazer 2 a 1 para as poruguesas, que conquistaram a vaga na Copa do Mundo Feminina.


Com o resultado, Portugal estará no Grupo E da Copa do Mundo Feminina de 2023, ao lado de Estados Unidos, Vietnã e Holanda. A estreia será em 23 de julho, no Forsyth Barr Stadium, em Dunedin, na Nova Zelândia, contra as holandesas.

Algoz da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 2000, Modeste M'Bami morre aos 40 anos

Com informações do GE.com
Foto: arquivo / Getty Images

M'Bami na Seleção Camaronesa

O ex-jogador camaronês Modeste M'Bami teve um ataque cardíaco e morreu neste sábado, dia 7, aos 40 anos. Ele teve passagens por clubes como Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha, e foi algoz da Seleção Brasileira no torneio de Futebol Masculino dos Jogos Olímpicos de 2000.

M'Bami fez parte da seleção camaronesa que conquistou a medalha de ouro olímpica nos Jogos de Sydney, na Austrália, no ano 2000. M'Bami marcou aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação para sacramentar a vitória de Camarões sobre o Brasil por 2 a 1, nas quartas do torneio. Os camaroneses asseguraram a vaga nas semifinais com dois jogadores a menos.

Os clubes franceses por onde ele teve passagem prestaram homenagens através de redes sociais. O volante defendeu sua seleção na Copa das Confederações 2003 e em duas edições da Copa Africana de Nações, em 2004 e 2008.


M'Bami faleceu em Le Havre, cidade onde morava desde o término de sua carreira, pelo time local. Ele ainda teve passagens, por Almería, da Espanha, Changchun Yatai, da China, Al Ittihad, da Arábia Saudita, e Millonarios, da Colômbia.

21 de 30 jogadores da Seleção Sub-17 de Camarões são cortados por não passarem no teste de idade

Com informações do A Bola
Foto: divulgação

Jogadores da Seleção Camaronesa Sub-17

A Federação Camaronesa de Futebol teve que trocar 21 dos 30 jogadores que estavam convocados para o torneio qualificatório para a Copa Africana das Nações Sub-17, o Uniffac Limbe 2023. Os atletas foram submetidos a ressonâncias magnéticas no pulso, para comprovar as idades, mas apenas nove passaram o teste.

A informação foi divulgada em comunicado da própria Federação Camarones de Futebol, presideida por Samuel Eto'o, com o objetivo de afastar as polêmicas em que esrtaria envolvida por utilizar atletas com idade adulterada em competições de base.


No comunicado, a Federação Camaronesa garante que os jogadores, convocados pelo treinador Jean Pierre Fiala, foram imediatamente afastados do grupo e que serão substituídos. O órgão acrescenta ainda que esta ação surgiu do objetivo em "colocar fim à adulteração de registos".

"Esta ação resulta das instruções estritas do presidente da FECAFOOT [Samuel Eto'o], sob o mandato do COMEX, para colocar fim à adulteração de registos, o que, no passado, manchou a imagem do futebol camaronês", diz o comunicado.

Confira abaixo o comunicado:

Já classificado e com reservas, Brasil perde para Camarões pela Copa do Mundo

Por Felipe Roque
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Alex Telles tenta 'roubar' a bola do jogador camaronês

E o Brasil perdeu a invencibilidade na Copa do Mundo. Jogando nesta sexta-feira, no Estádio Nacional de Lusail, pelo Grupo G, a Seleção Brasileira, já classificada e jogando com reservas, perdeu para Camarões pelo placar de 1 a 0, gol de Aboubakar, já nos acrésimos. Mesmo com a derrota, o Brasil ficou com o primeiro lugar na chave.

A Seleção Brasileira chegou à última rodada da fase de grupos classificada e quase garantida na liderança do grupo. A campanha canarinha contou com duas vitórias: contra a Sérvia, por 2 a 0 e Suíça, por 1 a 0. Já Camarões chegou após uma derrota por 1 a 0 contra a Suíça e um empate por 3 a 3 contra a Sérvia. 

Os reservas da Seleção comandaram as ações no primeiro tempo no estádio Lusail. Os "perninhas rápidas" Antony, Martinelli e Rodrygo lideraram o Brasil nos melhores momentos contra Camarões, ainda que tenham surgido poucas chances claras de gol. Martinelli foi quem mais deu trabalho ao goleiro Epassy, com uma cabeçada perigosa aos 13 minutos e um bom chute aos 45, ambos defendidos por ele.

Depois de passar o tempo regulamentar sem criar nenhuma oportunidade, a seleção camaronesa acertou a primeira finalização na meta brasileira em toda a Copa do Mundo: Mbeumo cabeceou aos 47, e parou em bela defesa de Ederson. A comissão técnica brasileira reclamou de faltas pesadas do time camaronês: foram três cartões amarelos aplicados para eles, contra um da Seleção, para Militão.

O segundo tempo seguiu com domínio brasileiro. Aos 7 minutos, Após um bate e rebate na entrada da área, a bola sobrou, e Gabriel Jesus chegou finalizando de carrinho, mas Epassy fez a defesa. Com 10 minutos, Martinelli arrancou pela esquerda, cortou para o meio e bateu firme de direita para Epassy espalmar para fora. Após as boas chegadas, um bombardeio brasileiro se fez presente na área camaronesa.

E aos 47 minutos do segundo tempo, Camarões fez o gol da vitória. Em contra-ataque pela direita, a bola foi cruzada para entre os dois zagueiros brasileiros, onde estava Aboubakar, que de cabeça mandou a bola para o fundo das redes: 1 a 0! O camaronês, que já tinha amarelo, tirou a camisa para comemorar o gol e foi expulso. Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli tiveram chances para empatar, mas a vitória ficou com a seleção da África.


Com o resultado, o Brasil confirmou o primeiro lugar do Grupo G da Copa do Mundo e vai enfrentar a Coreia do Sul nas oitavas. O jogo será na segunda-feira, dia 5, às 16 horas, no Estádio 974, em Doha. Já Camarões, mesmo com a vitória, deu adeus ao torneio.

Em jogo de muitos gols, Camarões e Sérvia empatam em 3 a 3 pela Copa do Mundo

Por Victor de Andrade
Foto: Reuters

Jogo de muitos gols em Al Wakrah

O primeiro jogo desta segunda-feira, dia 28, da Copa do Mundo Catar 2022 animou os fãs de futebol. Pelo Grupo G, no Estádio Al Janoub, em Al Wakrah, Camarões e Sérvia fizeram um belo jogo, com vários gols e oportunidades para ambos os lados, que terminou empatado pelo placar de 3 a 3.

As duas seleções não tiveram uma boa estreia na Copa do Mundo Catar 2022. Camarões fez seu primeiro jogo contra a Suíça e foi derrotada pelo placar de 1 a 0. Já a Sérvia enfrentou Brasil na rodada inicial e também perdeu, levando 2 a 0.

Antes de começar o jogo, na divulgação das escalações, uma surpresa no lado camaronês. O goleiro André Onana, titular na estreia contra a Suíça, não estava nem no banco de reservas. Ele foi cortado da delegação horas antes da partida desta segunda-feira por indisciplina.

Sem seu goleiro principal, Camarões foi para o jogo, que começou equilibrado. A Sérvia atacava, como na bola na trave de Mitrovic e as chances criadas com Mitrovic, enquando a seleção africana segurava os adversários. Porém, aos 28 minutos, os camaroneses abriram o marcador. Kunde cobrou escanteio, a bola foi desviada por N'koulou no primeiro pau e sobrou limpa para Casteletto empurrar para o gol.

O gol acordou a Sérvia, que foi para cima, em busca do gol de empate, que saiu aos 45 minutos, a Sérvia chegou a gol de empate. Em falta cobrada por Tadic, pela esquerda, o zagueiro Pavlovic subiu mais que todos na área e, de cabeça, mandou a bola no canto direito do gol defendido por Epassy: 1 a 1 em Al Wakrah.

E ainda teve tempo para a virada antes do fim do primeiro tempo. Zivikovic recebeu na ponta da área, pelo lado direito, e ajeitou a bola para Sergej Milinkovic-Savic, que bateu colocado, sem chances para Epassy: 2 a 1 para a Sérvia e assim terminou o primeiro tempo.

Na segunda etapa, a Sérvia voltou com tudo. Dominando as ações, a seleção europeia envolveu os camaroneses e marcaram o terceiro aos 7 minutos. Após bela troca de passes, com a bola indo de pé em pé, até chegar em Zivkovic, que serviu Mitrovic livre para marcar: 3 a 1.

Camarões até tentou reagir depois de levar o terceiro. Aos 10', Choupo-Moting perdeu grande chance e aos 16' foi a vez de Toko Ekambi. Aos 18', Aboubakar foi lançado em posição duvidosa, invadiu a área, deu um belo corte no marcador e cavou na saída do goleiro, marcando um golaço. A arbitragem no campo marcou impedimento, mas o VAR confirmou o gol, mesmo com a imagem sendo duvidosa.

E o gol deu ânimo aos Leões Indomáveis, que conseguiram empatar a partida aos 20 minutos. Aboubakar foi lançado novamente, desta vez em posição certamente legal, invadiu a área e, ao invés de finalizar, serviu Choupo-Moting, que sozinho marcou: 3 a 3.

Depois do empate de Camarões, a partida caiu de ritmo, com as duas equipes cadenciando mais o jogo. Aos 41', Aboubakar fez o goleiro sérvio trabalhar em chute de fora da área. No minuto seguinte, a resposta veio com Kostic e em seguida com Mitrovic. Mas, no apito final, o placar apontou empate em 3 a 3.


A última rodada do Grupo G da Copa do Mundo do Catar 2022 será realizada na sexta-feira, dia 2 de dezembro, com ambos os jogos começando às 16 horas. No Estádio Nacional de Lusail, Camarões enfrenta o Brasil. Já no Estádio 974, em Doha, a Sérvia tem pela frente a Suíça.

Goleiro titular de Camarões é expulso da delegação horas antes de jogo contra a Sérvia

Com informações do GE.com
Foto: Marko Djurica/Reuters

Onana na derrota para a Suíça, na estreia

Uma das referências da seleção de Camarões, o goleiro André Onana foi expulso da delegação que disputa a Copa do Mundo horas antes do duelo contra a Sérvia, marcado para esta segunda-feira, às 7 horas (de Brasília), pelo Grupo G do Mundial, o mesmo do Brasil.

Segundo informações da imprensa internacional, Onana foi cortado por questões disciplinares. A Federação Camaronesa ainda não anunciou a retirada do goleiro do elenco. Na escalação oficial de Camarões, ele aparece como único jogador ausente. Devis Epassy, de 29 anos, goleiro do Abha, da Arábia Saudita, será o titular contra a Sérvia.

Onana concederia entrevista ao lado do técnico Rigobert Song, no último domingo, mas acabou fora do encontro com a imprensa às vésperas do confronto diante dos sérvios. Camarões agora segue com dois goleiros no grupo do Mundial: Epassy e Simon Ngapandouetnbu, de 19 anos, do Olympique de Marseille.

Cria da base do Barcelona e com passagem pelo Ajax, Onana, 26 anos, vinha sendo titular da seleção camaronesa desde a participação na Copa Africana de Nações. Onana atuou na estreia diante da Suíça e seria titular nesta segunda-feira. Camarões ainda enfrenta o Brasil, na sexta-feira, às 16 horas.


O problema com Onana surge como apenas mais uma questão em uma estadia tumultuada de Camarões no Catar. O próprio anúncio do grupo de convocados para Copa rendeu polêmica, em virtude da dificuldade do técnico Song de ditar corretamente alguns nomes. Há denúncias sobre uma influência exagerada do presidente da federação, o ex-atacante Samuel Eto’o, na formação do elenco que disputa o Mundial de 2022.

Sem comemoração do gol por Embolo, Suíça estreia na Copa do Mundo vencendo Camarões

Por Victor de Andrade
Foto: Reuters

Embolo não comemorou o gol que fez pela Suíça pois nasceu em Camarões

Suíça e Camarões estrearam pelo Grupo G da Copa do Mundo Catar 2022 nesta quinta-feira, dia 24, em jogo realizado no Estádio Al Janoub, na cidade de Al Wakrah. Um pouco superiores no jogo, os suíços venceram por 1 a 0. Autor do gol do triunfo, Embolo, camaronês de nascimento, não comemorou o tento marcado na partida.

A Suíça, que nas duas últimas Copas conseguiu chegar nas oitavas, vem de derrota para Gana, em amistoso realizado em 17 de novembro, na última quinta-feira. No dia seguinte, Camarões, que volta ao Mundial depois de ficar de fora em 2018, empatou com o Panamá em 1 a 1 em seu último teste antes do torneio.

Primeiro tempo de poucas emoções em Al Wakrah. A Suíça começou o jogo mais dona da bola. Mas quem melhor soube o que fazer com ela foi Camarões. A seleção africana encontrou espaços na zaga adversária e teve boas chances para abrir o placar. Aos nove minutos, Mbeumo invadiu a área e mandou o chute. O goleiro Sommer defendeu, e Ekambi, no rebote, mandou por cima. Aos 13', Choupo-Moting se antecipou a Akanji e ficou em condições de marcar – mas bateu mal. Aos 29', Hongla chutou cruzado, e Sommer voltou a defender bem.

Enquanto isso, a Suíça mostrava um futebol burocrático, sem inventividade. Os meias Xhaka e Shaqiri, principais nomes da equipe, pouco fizeram. Houve uma ou outra bola aérea perigosa (especialmente em um cabeceio de Akanji, para fora, aos 46') cruzando a área camaronesa, mas muito pouco para uma Suíça considerada favorita na partida. Assim, o jogo foi para o intervalo com o placar de 0 a 0.

E logo no início do segundo tempo, mais precisamente aos 2 minutos, a Suíça abriu o placar. Freuler recebeu com liberdade e abriu a jogada na direita para Shaqiri, que cruzou de primeira e achou Embolo completamente livre na pequena área. O centroavante finalizou de primeira e abriu o placar. Ele não comemorou o gol pois é camaronês de nascimento.

Depois de sofrer o gol, Camarões foi para cima em busca do empate. Aos 11', quase marcou com Choupo-Moting, que fez linda jogada individual pela linha de fundo, passou por Akanji e só parou em Sommer, que defendeu a finalização. 10 minutos depois, a Suíça respondeu com Embolo, que na pequena área perdeu a chance dele e de seu time marcar o segundo.

Aos 43 minutos, mais um lance de perigo suíço, em chute rasteiro, forte de Xhaka, de fora da área, mas o goleiro camaronês Onana fez a defesa. No fim, a partida ficou aberta, as duas equipes atacaram, com a Suíça perdendo grande chance com Seferovic, aos 49'. Assim, a vitória ficou com a seleção europeia por 1 a 0.


As duas seleções voltam a campo na próxima segunda-feira, dia 28. Às 7 horas, no novamente no Estádio Al Janoub, em Al Wakrah, Camarões mede forças contra a Sérvia. Já às 13 horas, no Estádio 974, em Doha, a Suíça enfrenta a Seleção Brasileira.

Omam-Biyik e o "salto impossível" do gol de Camarões contra a Argentina em 1990

Com informações do Olé!
Foto: arquivo

Omam-Biyik marcando o gol da vitória

A Argentina veio para a Itália em 1990 como a grande candidata porque tinha muito a seu favor. Por exemplo, ele veio de ser campeão no México quatro anos antes com um certo Diego Armando Maradona como bandeira, o mesmo que vestiu a fita de capitão no novo desafio.

Mas a Seleção dirigida por Carlos Bilardo , encarregado de protagonizar a partida de abertura daquele duelo contra Camarões , deu um primeiro passo em falso devido ao ainda lembrado gol de François Omam-Biyik, que completa 56 anos neste 21 de maio de 2022.

Como ele conseguiu subir tão alto no imponente Giuseppe Meazza ? O que teria passado pela cabeça de Roberto Sensini , o zagueiro que deixou sua marca naquele momento, quando viu o então jogador do Stade Lavallois decolar? A única certeza deixada por essas imagens é que Cristiano Ronaldo não foi o primeiro a se afastar tanto do chão, a ponto de alguma crônica da época indicar que ele atingiu 2,96 metros de altura.

Omam-Biyik, é claro, também não esquece o gol que deu aos Leões Indomáveis ​​um ótimo começo para se classificar em primeiro lugar no grupo que também incluía Romênia e União Soviética. "De qualquer forma, mesmo que eu não me lembrasse, não poderia perder. Nos últimos dias, recebi minha foto do gol no meu telefone pelo menos três ou quatro vezes por dia ", disse o protagonista ao La Nouvelle Jornal Republique para o trigésimo aniversário.

"Tivemos uma cobrança de falta para a esquerda e é Kundé quem chuta. Ele é destro, mas chuta com o pé esquerdo. É desviado para o poste mais próximo por Makanaky, ele faz uma curva que cai na frente da linha de seis metros e vou de cabeça, cabeceada e Pumpido, o goleiro argentino, errou" , comentou.

"Marquei muitos outros gols durante minha carreira, mesmo antes de 1990. Mas isso foi na Copa do Mundo, a primeira da minha carreira naquele torneio, com a Argentina de Maradona", comentou Omam-Biyik. Ele acrescentou: "Então o escopo foi diferente, especialmente porque ninguém nos deu a chance de vencer na qualificação. Esse gol me tornou conhecido em todo o mundo . "


Os sentimentos daquele momento também são uma lembrança clara para o nascido em Sackbayene. "O cabeceio sempre foi um dos meus grandes pontos fortes. Mas sabe, na época, eu não acreditei muito nisso. A bola veio como um balão, sem velocidade. Não acreditei até ver a bola cruzar o Lá, foi uma alegria imensa, uma loucura. Mas deu tempo de jogar e rapidamente nos reorientamos. Fizemos uma festa no vestiário e no hotel, como sabemos fazer, somos camaroneses", ele disse.

Há 30 anos, Omam-Biyik fazia os Leões Indomáveis rugirem alto contra os argentinos

Por Lucas Paes
Foto: Fifa.com

Omam-Biyik sobe mais que todos para marcar

O Estádio Giuseppe Meazza, muito mais conhecido como San Siro pela maioria das pessoas, já foi testemunha de diversos gols históricos do futebol. Começando por praticamente todas as histórias envolvendo os rivais Inter e Milan, passando por contos da Seleção Italiana de futebol e também diversas lendas da Copa do Mundo de 1990. Num 8 de junho como hoje, naquela copa, os Leões Indomáveis rugiam alto contra a atual campeã Argentina com uma vitória histórica.

Os albicelestes estreavam naquele mundial com o imenso favoritismo de serem os atuais campeões do torneio e terem o melhor jogador da época dentro de seus quadros. Maradona vivia estado de graça e tinha bons nomes ao seu lado, como Batista, Burruchaga e o matador Cannigia. Com isso esperava-se que os camaroneses, que jogavam o mundial apenas pela primeira vez se provassem uma presa fácil para o ótimo time argentino.

Mas o futebol, como lindo esporte que é, como reflexo de um mundo bonito que sonhamos, dificilmente aceita a lógica. Implacáveis as entidades sagradas deste esporte costumam ser quando avizinham-se favoritismos para um dos conjuntos. Naquele dia, o tapete verde de San Siro viu desfilar muita raça e dedicação dos Leões Indomáveis, que domaram os argentinos com maestria e seguraram o placar igual na primeira etapa.

Na segunda etapa, um dos nobres guerreiros vindos da mãe-África acabou mostrando vontade em excesso. Andre Kana-Biyik fez uma falta feia e acabou expulso, deixando os camaroneses com um a menos. Porém, ariscos, os leões apenas se fingiam de mortos para dar seu golpe final em sua presa. O relógio marcava 22 minutos da segunda etapa quando Lorenzo fez falta em Makanaky pela faixa esquerda do campo. Ndip jogou para a confusão sem muita força, mas Makanaky, no caminho da história, jogou a redonda para os céus. Sabe-se lá qual entidade colocou a gorduchinha na trajetória de um dos camaroneses, Omam-Biyik voou, pareceu parar no ar como um imponente e belo beija-flor e fez com que sua cabeça desviasse a bola para as redes, diante de um atônito Sensini, que viu Pumpido se atrapalhar e a galera explodir com o gol camaronês.

Os argentinos tentaram reagir, mas pareciam predestinados a serem apenas o antagonista da história. Massing ainda foi expulso no finalzinho, deixando seu time com apenas nove em campo, mas de nada adiantou para mudar os rumos de um duelo que entraria para a história. Camarões dava um passo enorme para se classificar para o mata-mata. A Argentina saia do San Siro derrotada e preocupada em meio a festa do sofrido, porém guerreiro povo africano.


Os Leões Indomáveis ainda venceriam a Romênia naquela primeira fase da Copa, encerrando o estágio dos grupos com uma goleada sofrida para os Soviéticos que de nada serviu para mudar os rumos da competição. Nas oitavas de final, a Seleção Camaronesa ainda venceria a Colômbia antes de sucumbir para os ingleses nas quartas, vendendo a derrota de forma muito cara. Um dos destaques daquela Copa do Mundo foi o já experiente Roger Milla, que aos 38 anos assombrou o mundo com seus gols. A "Excelência", apelido que ganhou após 1990, ainda faria história em 1994, sendo até hoje o jogador mais velho a marcar um gol num mundial.

Já os Argentinos, que avançariam aos trancos e barrancos para o mata-mata, ganharam força após eliminar os históricos rivais brasileiros nas oitavas. Nas quartas e nas semis, passariam por duas decisões por pênaltis, protagonizadas por Goycochea antes de perderem a final para a Alemanha, ironicamente com um gol de Brehme. 

Os camaroneses são até hoje uma das maiores referências de futebol no continente africano. Desde 1990, eles não participaram apenas das copas de 2006 e 2018, jogando todas as outras edições. Apesar de ser presença constante, nunca mais conseguiram repetir o desempenho de 1990. Apesar disso, conseguiram uma histórica medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, até hoje a maior conquista do país no esporte bretão.

A passagem de Omam-Biyik pelo América do México

Por Lucas Paes

Biyik teve grande passagem pelo América do México

O jogador François Omam-Biyik é um dos nomes mais destacados da história dos Leões Indomáveis da Seleção Camaronesa. Completando 54 anos neste dia 21, o atacante marcou um dos gols mais importantes da história de sua seleção quando o Camarões venceu a Argentina na Copa do Mundo de 1990 por 1 a 0. Depois de passar, a exemplo de muitos do seu país,  parte da carreira de jogador na França, ele acaba negociado em 1994 com o América, do México.

Apelidado de beija-flor, pelo voo espetacular no gol diante da argentina, o jogador africano foi levado ao América pelo treinador Leo Beenakker, que havia passado pela Seleção Neerlandesa e pelo Real Madrid. Artilheiro e lutador, Biyik logo caiu nas graças do torcedor das Aguillas, com gols em profusão. Bateu um recorde histórico vestindo o amarelo do América já nos primeiros meses de clube, marcando gols em 11 jogos seguidos.


A dupla de ataque com o zambiano Kalusha Bwalya ganhou o apelido de águias negras e de abelhas assassinas. Porém, depois da saide de Beenakker, em atrito com a presidência, o América caiu de rendimento e acabou não conquistando o tão esperado título nacional. Era uma época complicada para a mais popular equipe mexicana, que vivia uma crise sem precedentes naqueles anos. Foram 33 gols em 36 jogos na primeira temporada do camaronês pelo clube. Acabou ficando atrás de Hermosillo na artilharia, já que o atleta do Cruz Azul havia marcado incríveis 35 gols naquela temporada.

Assim como o próprio América, porém, Biyik caiu de rendimento, mas não perdeu seu lugar no coração do torcedor dos Azul-Cremas. Ficou no clube até o ano de 1997, quando acabou negociado com o Atlético Yucatán, que jogava a segunda divisão da Liga MX. No total, jogou 76 jogos vestindo amarelo e azul, marcando 49 gols oficiais. Ficou marcado na história, mas acabou não conquistando nenhum título.

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Após isso, Biyik ainda passaria por Sampdoria, Atlante, Puebla e Chateauroux, da França, antes de pendurar as chuteiras. Chegou a jogar por um time amador do México em 2003, num retorno breve aos gramados. Passou por diversos clubes como treinador e atualmente é o auxiliar técnico da Seleção Camaronesa de futebol, cargo que ocupa desde o ano de 2019.

Em jogo de polêmicas com o VAR, Inglaterra bate Camarões na Copa do Mundo Feminina

Foto: Getty Images.com/Fifa.com

O lance do primeiro gol inglês

A Inglaterra está nas quartas-de-final da Copa do Mundo Feminina de 2019. A classificação veio com a vitória sobre Camarões, por 3 a 0, neste domingo, dia 23, no Stade du Hainaut, em Valenciennes, na França. O jogo foi marcado por decisões polêmicas, mesmo depois da verificação através do árbitro de vídeo, o famoso VAR.

Para chegar às oitavas da competição, a Inglaterra conquistou o primeiro lugar do Grupo D, fazendo nove pontos nas vitórias sobre Escócia, Argentina e Japão. Já Camarões se classificou como um dos melhores terceiros colocados tendo feito parte do Grupo E, tendo perdido de Canadá e Holanda e conseguindo a vitória sobre a Nova Zelândia.

A Inglaterra começou melhor o jogo e abriu o marcador aos 13 minutos. Em cobrança de falta em dois lances dentro da área, White ajeitou para Houghton, que fuzilou para abrir o placar. A primeira confusão envolvendo o VAR aconteceu já nos acréscimos. White recebeu dentro da área e balançou as redes, mas a princípio foi marcado o impedimento. Depois de muito tempo e consulta ao árbitro de vídeo, o gol foi validado, o que revoltou as camaronesas, que se recusavam a dar a saída de bola. Depois de muita conversa, o jogo voltou e o primeiro tempo foi encerrado.

Porém, o início do segundo tempo teve outra confusão envolvendo o VAR. Após saída com o pé errada da goleira inglesa, a camaronesa Nchout marcou e, a princípio, o gol foi validado. Porém, o árbitro de vídeo apontou impedimento de pouquíssimos centímetros e o lance foi anulado. Jogadoras do time africano se revoltaram novamente, algumas até choraram e mais uma vez houve demora para a partida ser retomada.

Quando a bola voltou a rolar, a Inglaterra fez mais um aos 12 minutos. Em jogada ensaiada de escanteio, a bola chegou rasteira na área e Alex Greenwood chutou forte de primeira para fazer o terceiro gol inglês. Depois, teve mais dois lances em que o VAR foi acionado, o que causou certa apreensão, mas não houve mais revolta.

Nas quartas de final, a Inglaterra vai encarar a Noruega. A partida está marcada para quinta-feira, dia 27, em Le Havre. Já as camaronesas voltam para casa com um sentimento de revolta por causa dos lances marcados com o VAR.

Camarões vence Nova Zelândia com golaço no fim e avança na Copa do Mundo Feminina

Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Nchout marcou dois gols, sendo um deles nos acréscimos, belíssimo, e classificou Camarões

O Grupo E da Copa do Mundo Feminina, que está sendo realizado na França, foi finalizado nesta quinta-feira, dia 20, e o grande destaque da rodada foi a Seleção Camaronesa, que derrotou a Nova Zelândia por 2 a 1, com um golaço já nos acréscimos, e garantiu a classificação como um dos melhores terceiros. Já a Holanda bateu o Canadá, também por 2 a 1, e ficou em primeiro da chave, seguido pelas próprias canadenses.

Antes do inicio da rodada, a Holanda liderava o Grupo E com seis pontos, três gols de saldo e quatro tentos marcados. O Canadá era o segundo, com o mesmo número de pontos e saldo, mas tendo marcado um gol a menos. Camarões e Nova Zelândia não haviam pontuado, mas uma vitória poderia colocar uma das equipes entre os melhores terceiros, classificando por índice técnico.

A grande emoção ficou para o jogo em Montpellier. Camarões e Nova Zelândia terminaram o primeiro tempo empatados em 0 a 0. Na segunda etapa, as camaronesas abriram o marcador aos 12', com Nchout. Porém, aos 35', Awona foi cortar um cruzamento e acabou mandando a bola contra o patrimônio, empatando o jogo. Mas aos 50', Nchout fez uma grande jogada, deixou a marcadora no chão e acabou marcando um golaço, fazendo 2 a 1 no placar e classificando Camarões.

A Holanda bateu o Canadá

Já em Reims, a Holanda garantiu o primeiro lugar da chave vencendo o Canadá por 2 a 1. Todos os gols saíram no segundo tempo, com Dekker abrindo o marcador aos 9' e Sinclair empatado logo em seguida. Aos 30', Beerensteyn fez o gol da vitória holandesa.

Ao fim, a Holanda ficou em primeiro lugar com nove pontos, o Canadá com seis, Camarões três e a Nova Zelândia ficou zerada. Nas oitavas, a Holanda encara o Japão em Reims, na terça, dia 25, o Canadá vai encarar o segundo do Grupo F na segunda, dia 24, em Paris, e Camarões espera a definição da última chave para ver quem vai enfrentar.

Os gols de Roger Milla em Copas do Mundo

Roger Milla marcando em jogo contra a Colômbia, em 1990 (foto: Getty Images)

Neste 20 de maio de 2019 um dos maiores jogadores africanos está completando 67 anos: o camaronês Roger Milla. Por causa de seus gols, ele tornou-se um dos principais atletas da história do seu país, e muitos o apontam como o melhor de todos os tempos, ganhando de Samuel Eto'o. Toda esta fama vem muito das redes balançadas em Copas do Mundo.

Depois de começar a jogar em seu país e ter ido para a França no final da década de 70, Roger Milla fez parte da grande geração camaronesa, que ganhou títulos no continente e se classificou para a primeira Copa do Mundo, em 1982. Apesar de ser considerada a grande esperança de gols, Milla passou em branco na Espanha. Camarões empatou em 0 a 0 com Peru (aliás, neste jogo ele teve um gol mal anulado) e Polônia e encerrou a participação com outro resultado igual: 1 a 1 com a Itália. M'Bida marcou para os africanos.

Em 1982, no jogo contra a Itália

Apesar de ter ganho a Copa Africana das Nações de 1984, Camarões ficou de fora da Copa de 1986, no México. Quatro anos depois, os Leões Indomáveis conquistaram a vaga para jogar o Mundial da Itália. Porém, Milla já tinha deixado o futebol francês, indo jogar no semiprofissionalismo das Ilhas Reunião (possessão francesa próxima de Madagascar) e já tinha ganho até um jogo de despedida da Seleção (onde foi importante no título africano de 1988). Mas o presidente do país, Paul Biya o convenceu de voltar ao time e com 38 anos ele voltou a defender a seleção.

O técnico da Seleção de Camarões, o técnico soviético Valeri Nepommiacij, soube bem aproveitar Milla. Por causa da idade, ele ficava no banco e entrava no segundo tempo e, assim foi importante para o time. Marcou os dois gols na vitória sobre a Romênia, na primeira fase, os dois contra a Colômbia, nas oitavas (sendo um deles roubando a bola de Higuita). Camarões acabou sendo eliminado pela Inglaterra, nas quartas, sendo a primeira vez que uma equipe africana chegava tão longe em Copa do Mundo.

Comemorando o gol contra a Rússia, em 1994

Com 38 anos, você deve pensar que Milla deveria ter se aposentado de vez da Seleção de seu país. Deveria, mas aos 42 anos, ainda atuando no país (no Tonerré Yaoundé), o francês Henri Michel, convencido novamente pelo presidente Paul Biya, resolveu convocar o centroavante para a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

Milla não entrou na estreia, no empate contra a Suécia, e estreia naquele Mundial na derrota para o Brasil, por 3 a 1. Mas na despedida de Camarões do torneio, contra a Rússia, ele entrou para a história, ao marcar o único gol de seu time na derrota por 6 a 1. Por causa deste lance, Roger Milla tem até hoje o recorde de jogador mais velho a marcar em uma Copa do Mundo.

Brasil faz 1 a 0 em Camarões e se despede em 2018 com vitória

Com informações do site oficial da CBF
Foto: divulgação CBF

Richarlison fez o único gol do jogo, de cabeça, após cobrança de escanteio

A Seleção Brasileira encerrou 2018 com mais uma vitória! Na tarde desta terça-feira (20), o Brasil venceu Camarões por 1 a 0, no MK Stadium, em Milton Keynes, na Inglaterra. Richarlison ainda no primeiro tempo marcou o último gol da Canarinho no ano. Com o resultado, a equipe comandada pelo técnico Tite fechou o ciclo de amistosos pós-Copa do Mundo com 100% de aproveitamento. Foram seis jogos e seis vitórias, com 12 bolas na rede e nenhum gol sofrido.

O teste inédito para comandante Tite diante de uma seleção africana começou com seis alterações em relação ao time que iniciou a partida contra o Uruguai, na última sexta-feira (16). Entraram Ederson, Pablo, Alex Sandro, Allan, Paulinho e Willian para as saídas de Alisson, Miranda, Filipe Luís, Walace, Renato Augusto e Douglas Costa.

A Seleção Brasileira dominou o primeiro tempo do confronto tendo mais posse de bola e criando as melhores chances. Logo aos quatro minutos, Alex Sandro deu belo passe em profundidade para Allan que, dentro da área, driblou a marcação e bateu forte para a defesa do goleiro Onana. O lateral-esquerdo brasileiro apareceu de novo, aos 13 minutos. Em cobrança de falta na área, o camisa 12 cabeceou com perigo.

Aos poucos o Brasil subiu a marcação e passou a pressionar os camaroneses já no campo de ataque. A mudança deu resultado na marca dos 21, após roubada de bola, a Canarinho trabalhou de pé em pé até Willian encontrar Firmino na pequena área. O atacante dominou e chutou bonito para mais uma boa defesa do goleiro adversário.

Nos minutos finais da primeira etapa, a Seleção Brasileira ainda criou outras três oportunidades. Aos 40, Richarlison cruzou na medida para Firmino que, de cabeça, mandou para fora. Três minutos depois, Allan arriscou de fora da área, a bola bateu na marcação e quase surpreendeu o goleiro camaronês, que jogou para fora. No escanteio, Richarlison subiu livre para marcar o primeiro gol brasileiro: 1 a 0. O único lance de perigo de Camarões saiu dos pés do camisa 6 Malong que experimentou da intermediária, aos dez minutos de jogo.

Na volta do intervalo, o segundo tempo começou mais equilibrado. Aos três minutos, Willian pela direita cruzou rasteiro, mas nem Gabriel Jesus nem Richarlison alcançaram a bola. Aos sete foi a vez de Camarões chegar ao ataque. Ekambi achou Bahoken na área que finalizou renta à meta Canarinho. Na resposta brasileira, Gabriel Jesus aproveitou uma saída errada do goleiro Ondoa e carimbou a trave. Aos 14, mais uma boa chance do Brasil. Danilo cortou para o meio e bateu com perigo. Na marca dos 22, Arthur chutou colocado de fora da área e bola explodiu no travessão.

A partir dos 25 minutos, a Seleção Brasileira voltou a ter maior controle da partida. Aos 40 minutos, Allan recebeu dentro da área e mandou um bomba para boa defesa do goleiro camaronês. Dois minutos depois, mais duas oportunidades em sequência: a primeira com Gabriel Jesus e a segunda com Richarlison, ambas pararam novamente em grandes defesas do arqueiro Ondoa.

Em amistoso na Fazendinha, Corinthians goleira Seleção Camaronesa Feminina Sub-17

Com informações do site oficial do Corinthians
Fotos: Bruno Teixeira / Agência Corinthians

Jogadoras do Timão comemoram um dos gols na partida

Como parte de sua programação de fim de temporada, o futebol feminino do Timão disputou na tarde desta sexta-feira, dia 2, um amistoso no estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, em São Paulo, com portões fechados, contra a equipe Sub-17 de Camarões, que se prepara para a disputa da Copa do Mundo da categoria neste mês, que será realizada no Uruguai. Sem dificuldades, as campeãs brasileiras golearam as africanas por 5 a 1.

Logo nas primeiras movimentações, a camisa 9 Marcela aproveitou falha da goleira camaronesa Olga para abrir o placar. O segundo veio aos 25 minutos, quando, em jogada ensaiada, Marcela cobrou falta rasteira para Gabi Zanotti, que chegou batendo e vencendo a camisa 1 de Camarões.

Ainda havia tempo para mais um do Corinthians na primeira etapa. Em jogada rápida de ataque, Marcela rolou para Millene. Livre e dentro da área, ela só teve o trabalho de bater no gol e determinar o placar dos primeiros 45 minutos.

Quando o apito trilou para a segunda etapa, Camarões conseguiu chegar ao gol nos primeiros minutos, com a camisa 17 Moussa. O gol não abalou as alvinegras, que aos quatro minutos ampliaram com Ana Vitória, que aproveitou jogada de escanteio e marcou.

Jogadoras de ambas as equipes

Quatro minutos depois, Diany foi lançada e, mostrando muita categoria, driblou a goleira alvinegra para tocar no fundo da rede e dar números finais ao jogo-treino internacional, encerrado com vitória corinthiana por 5 a 1.

Agora o elenco corinthiano entra em um período de folga até o final da próxima semana. Há uma semana o time encerrou sua temporada de jogos oficiais com a conquista do Campeonato Brasileiro. A Seleção Camaronesa, que na última terça-feira foi derrotada pela Seleção Brasileira da categoria, por 6 a 0, segue sua preparação para a Copa do Mundo Feminina Sub17, que será realizada no Uruguai, entre os dias 13 de novembro e 1º de dezembro.

Rússia 6 x 1 Camarões - Em 1994, o jogo dos recordes individuais em Copas

Por Victor de Andrade

Roger Milla e Oleg Salenko estão na história das Copas pelos recordes batidos no mesmo jogo

Enquanto o Brasil empatava com a Suécia, em Detroit, nos Estados Unidos, por 1 a 1, e garantia o primeiro lugar do Grupo B da primeira fase da Copa do Mundo de 1994, caminhando para a conquista do título, no mesmo dia, 28 de junho, acontecia uma partida em Palo Alto, no Stanford Stadium, que parecia valer pouco, mas que entrou nas história das Copas por ter a quebra de dois recordes individuais: Rússia 6, Camarões 1.

O jogo valia muito pouco para a Rússia, que com duas derrotas nas primeiras partidas (2 a 0 para o Brasil e 3 a 1 para a Suécia, de virada), precisava golear para tentar uma vaga nas oitavas de final através dos melhores terceiros colocados por índice técnico. Já Camarões, tinha um pouco mais de esperança, já que havia feito um ponto contra os suecos, a vitória poderia colocar os africanos no mata-mata ou coma  vitória dos brasileiros no outro jogo ou também pelo índice técnico.

Roger Milla comemorando o gol que entrou na história

Mas o que se viu em campo foi um completo domínio dos russos. Há uma questão que precisa ser deixada clara: os camaroneses estavam em litígio com a Federação local pela questão de premiação ainda pela classificação ao mundial, que não havia sido paga. O que se diz é que os jogadores receberam o dinheiro na véspera da partida e resolveram "comemorar", indo para o jogo totalmente quebrados. Isto ajudou Oleg Salenko a ser tornar um dos recordistas naquele dia. O outro, seria Roger Milla.

Começou o jogo e a Rússia, mais disposta, foi para cima e Salenko, que já havia marcado o até então único gol de seu time na Copa, de pênalti, contra a Suécia, estava em um dia inspirado. Só deu ele no primeiro tempo! O atacante abriu o marcador aos 15', fez o segundo aos 41' e aos 44', de pênalti, levou o jogo para o intervalo com o placar de 3 a 0 para os Russos.

Oleg Salenko marcou cinco gols no mesmo jogo

Para o segundo tempo, o técnico de Camarões, Henri Michel, colocava o ídolo Roger Milla na partida. Já veteraníssimo e voltando de uma aposentadoria só para jogar a sua terceira Copa do Mundo, o camaronês batia o recorde de jogador mais velho a atuar em um Mundial, com 42 anos e 39 dias. Porém, esta marca foi pulverizada em 2014 pelo goleiro colombiano Faryd Mondragón, que com 43 anos e 3 dias, atuou nos minutos finais da partida onde seu time venceu o Japão por 4 a 1.

Mas Roger Milla, na mesma partida, bateu outro recorde, só que este perdura até os dias de hoje. Logo no primeiro minuto da segunda etapa, o ídolo camaronês recebeu na entrada da área, protegeu a bola do zagueiro e bateu na saída do goleiro Cherchesov: Camarões diminuía e Milla, mais uma vez, entrava para a história: é até hoje o gol feito por o jogador mais velho na história das Copas.

Veja os gols da partida

Porém, os recordes nesta partida não pararam. Salenko estava 'endiabrado' e fez o quarto dele e da Rússia no jogo, aos 28'. Dois minutos depois, o próprio atacante fez outro, o quinto dele no embate, mas este era histórico: ninguém havia marcado cinco gols em um jogo de Copa do Mundo e este recorde é dele até hoje.

A Rússia ainda faria o sexto, com Radchenko, aos 36' da segunda etapa, e venceria os camaroneses por 6 a 1. O resultado acabou eliminando as duas equipes daquela Copa do Mundo, mas o jogo acabou ficando para a história pelos recordes individuais de Oleg Salenko e Roger Milla.

A Seleção Camaronesa na Copa do Mundo de 1990

Por Lucas Paes 

Camaroneses comemorando gol de Roger Milla: a grande sensação da Copa de 1990

Nos tempos atuais é cada vez mais comum seleções africanas fazerem boas participações em Copas. Em 2018, por exemplo, espera-se muito do Egito, que tem Mohammed Salah em estado de graça. Na última Copa, no Brasil, a Argélia não ficou muito distante de impedir que o 7 a 1 acontecesse, quase eliminado a Alemanha nas oitavas. Gana ficou a uma mão e uma trave da semifinal em 2010. Mas tudo começou com Camarões, em 1990, na Itália. 

A história de 1990 começa nos anos anteriores. Em 1982, na primeira participação dos Leões Indomáveis, o apelido foi ganho devido a boa campanha, com três empates em um grupo que tinha até a Itália, futura campeã. Comandados pelo francês Claude Le Roy, os camaroneses vinham de ótimas campanhas nas Copas das Nações Africanas, até vencerem a competição, em 1988 depois de dois vices seguidos. Neste time, se destacavam jogadores como Kundé, Makanaky, Mfedé e a lenda Roger Milla.

Oman Biyik sobre mais que a zaga argentina para marcar o gol na estreia

Nas eliminatórias, Le Roy deixou o cargo e foi substituído pelo na época novato Nepomniachi. O soviético levou Camarões até a fase final das eliminatórias, desclassificando no caminho a sempre forte Nigéria. Depois, os Leões tiraram a Tunísia para chegar a Copa de 1990. Teoricamente, Milla não jogaria a competição, já que o ídolo havia se aposentado após o título da Copa das Nações. 

Mas numa situação que envolvia brigas no elenco camaronês e até envolvimento do presidente do país, Milla decidiu voltar da aposentadoria. Porém, mesmo com a situação melhorando, nem o mais otimista poderia imaginar o tamanho do que Camarões faria naquela Copa do Mundo, onde seriam a alegria num mundial marcado pela monotonia.

Contra a Romênia, a segunda vitória

Em um grupo com a Argentina, então atual campeã, a Romênia de Hagi e União Soviética, a estreia camaronesa e abertura da Copa do Mundo de 1990 foi no histórico San Siro, diante da Albiceleste. Fazendo uma ótima partida e conseguindo jogar de igual para igual com os argentinos, os africanos marcaram o gol da incrível vitória aos 22’, com Biyik de cabeça, numa falha feia de Pumpido. Sem conseguir reagir, os argentinos acabaram derrotados por uma Seleção Camaronesa. 

Na segunda rodada, jogando no San Nicola, em Bari, os Leões Indomáveis continuaram sua saga na Itália. Diante da Romênia de Hagi, os camaroneses mostraram ainda mais qualidade e ousadia e também jogaram de igual para igual. Foi só no segundo tempo, porém, que a segunda vitória veio, após a entrada do veterano Milla. Fatal, o atacante entrou e aos 31 aproveitou a bobeira do defensor romeno e abriu o placar, fazendo sua característica comemoração dançando na bandeira de escanteio. O segundo gol veio em jogada ensaiada em uma cobrança de falta, onde a bola sobrou de novo para Milla, que frente a frente com o goleiro, não perdoou. A Romênia fez com Balint, já aos 43 do segundo tempo.

Já classificados, camaroneses foram goleados pela União Soviética

A última rodada da fase de grupos deu a impressão que o “gás” camaronês havia acabado, já que os africanos levaram 4 a 0 dos Soviéticos, apesar de estarem classificados e, claramente, tendo tirado o pé. As oitavas de final reservaram um confronto entre duas sensações daquela Copa, os Leões Indomáveis enfrentaram os colombianos, de Higuita, Valderrama e cia, no que era considerado o melhor time da história cafetera.

O San Paolo testemunhou a história. Sem gols no tempo normal, o duelo acabou decidido na prorrogação, mais uma vez pelos pés de Milla. Primeiro, ele recebeu passe de Biyik, fintou o zagueiro colombiano e finalizou com força sem chances para Higuita, no primeiro minuto do segundo tempo do tempo extra.

Roger Milla aproveitou falha de Higuita nas oitavas

O segundo veio em falha do 'maluco' goleiro colombiano, que já nos anos 1990 era um exibicionista e gostava muito de jogar com a bola nos pés. Em uma tentativa de sair jogando com a zaga, ele recebeu um passe ruim do defensor e acabou tendo a bola roubada por Milla, que jogou a redonda para o gol vazio e ampliou. O gol de Redín, em bela jogada ofensiva colombiana, pouco adiantou. 

As quartas de final eram mais do que qualquer um poderia imaginar para a Seleção Camaronesa, mas os Leões Indomáveis não ficaram com medo dos ingleses, naquele que seria, talvez, o melhor jogo de toda aquele mundial. O San Paolo viu um jogo aberto e ofensivo, diferente da tônica daquele torneio, marcado até hoje como a “pior Copa de todos os tempos” para muitos.

Contra a Inglaterra, chegaram a estar ganhando o jogo

A Inglaterra pulou na frente com Platt, de cabeça, aos 25’. Milla entrou no intervalo e uma jogada sua em velocidade gerou um pênalti cometido por Gascoine e, aos 15’ da etapa final, Kundé empatou. Pouco tempo depois, Ekeké empatou após passe espetacular de Milla e bonita finalização. O sonho das semifinais estava mais vivo que nunca. 

Ousado, o time camaronês continuou em cima, porém, aos 38’ do segundo tempo, um pênalti besta castigou os africanos e o lendário Lineker deixou tudo igual, levando o jogo para a prorrogação. No tempo extra, em outra cobrança de pênalti, Lineker fechou o marcador e mandou a sensação do mundial para a casa.

Mesmo perdendo, camaroneses saudaram o público após as quartas

Porém, Roger Milla e cia. jamais serão esquecidos. Considerados por muitos como o melhor time da história do futebol africano em Copas do Mundo, a Seleção Camaronesa de 1990 é sempre lembrada por trazer alegria e ofensividade a um mundial marcado pela chatice. Muitas vezes, os Leões Indomáveis são mais lembrados que os argentinos, finalistas do mundial e que outros bons times da época, sendo tão históricos para aquele mundial quanto a Alemanha de Brehme e Matthäus, que levantou a taça na história. 

A cada mundial sempre aguardamos quem poderá repetir ou até melhorar a marca camaronesa. Desde 1990, apenas o Senegal, em 2002, e Gana, em 2010, chegaram até as quartas de final, com os ganeses ficando muito próximos das semifinais. Esse ano, senegaleses e egípcios chegam gabaritados por Salah e Mané, respectivamente, destaques do Liverpool, sensação do futebol europeu na atual temporada. Os nigerianos sempre estão no grupo dos que podem surpreender e Marrocos e Tunísia correm por fora. Será que alguém repetirá o feito camaronês?
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