Um dos maiores goleiros da história do Uruguai completa hoje 65 anos. Rodolfo Sérgio Rodríguez y Rodríguez, mais conhecido como Rodolfo Rodríguez, nasceu em Montevidéu, no Uruguai, no dia 20 de janeiro de 1956. O paredão, como foi apelidado, teve passagens espetaculares pela seleção e clubes nacionais e internacionais, mas no Sporting o grande goleiro acabou fracassando.
O goleiro estava no Santos, desde 1983, e lá construiu uma linda história, se tornando ídolo do clube em pouco tempo. Com as ótimas campanhas pelo Peixe e pela seleção, sendo um guarda-redes muito experiente, acabou sendo contratado pelo Sporting de Portugal em 1988.
Rodolfo Rodríguez chegou para resolver os problemas embaixo das traves e com uma expectativa altíssima. A sua estreia ocorreu na primeira partida do Campeonato Portugues, no dia 21 de agosto de 1988, e o time venceu por 2 a 0 o Matosinho. O paredão não sofreu gol nos seus cinco primeiros jogos, mas mesmo assim já estava falhando, isso estava irritando a comissão técnica e a torcida.
Após os jogos sem sofrer gol, em seu primeiro jogo europeu contra o Ajax, o goleiro acabou falhando e sofreu dois gols. Esse jogo foi primordial na vida do jogador dentro do clube, pois a partir daí, Rodolfo perdeu a titularidade para o Vítor Damas, e só retornou ao time após a saída de Damas do clube.
A titularidade não durou muito, pois Vital ficou com a vaga logo depois, mas Rodolfo se recuperou no dia 26 de fevereiro de 1989. O goleiro até chegou a fazer boas partidas, mas no dia 26 abril, aconteceu o capítulo final do paredão no clube, nas semifinais da Taça Portuguesa contra o Belenenses, Rodríguez entregou dois gols ao time adversário e a partida acabou 3 a 1.
Com a falha em um jogo importantíssimo, Rodríguez ficou na reserva e Vital assumiu a titularidade até o final da temporada. O paredão até tem números bons no Sporting, mas acabou falhando em partidas primordiais ao clube. Foram 16 jogos no Campeonato Português e 9 gols sofridos, 3 jogos na Taça e 4 gols sofridos e 2 gols em uma partida europeia. Após dois anos em outro continente, o goleiro voltou para o Brasil novamente para jogar na Portuguesa.
Rodolfo Rodriguez passou pelo Bahia no final da carreira
Completando 65 anos neste dia 20 de janeiro, Rodolfo Rodriguez é considerado como um dos melhores goleiros já revelados pelo Uruguai. Dono de ótimos reflexos e de uma técnica refinada debaixo das traves, o goleiro é um dos grandes ídolos da história do Santos. Mas, o arqueiro possuí forte ligação com o futebol brasileiro, tendo encerrado a carreira jogando pelo Bahia.
Rodolfo chegou à Fonte Nova em 1992, já experiente, começando a atuar no ano seguinte. Pelo Tricolor, era uma peça importante no time que conquistou o Campeonato Baiano em 1993. A equipe do Esquadrão tinha como destaque, além de Rodolfo, uma presença "intimidadora" debaixo das traves, o atacante Marcelo Ramos, artilheiro da competição.
A passagem do uruguaio pelo gigante nordestino, porém, ficou marcada por uma partida triste para o Bahia. Em 1993, pelo Brasileirão, quando o Tricolor de Aço enfrentava o Cruzeiro, em Minas Gerais, Rodolfo ficou desatento e ao largar uma bola no chão para reclamar da defesa mal teve tempo de reagir quando Ronaldo, que depois viraria fenômeno, roubou a bola e mandou ela para as redes. Naquele dia, o jovem atacante carioca marcou 5 gols em cima do experiente uruguaio.
Apesar disso, a torcida tricolor guarda com carinho a passagem de Rodolfo Rodriguez pelo clube. Em 1994, já sem ter o mesmo destaque que em 1993, fez parte da equipe que conquistou outro título do campeonato baiano. Aquele seria seu último ano como profissional, acabou pego no exame antidoping por uma substância contida em remédios que usava para controlar o peso, já que o uruguaio tinha o pai internado em estado grave naquele período e passou a sofrer para ficar em forma. Com a suspensão vindo, optou pela aposentadoria.
No total, o Paredão realizou 78 jogos com a camisa do Bahia. Se não foi exatamente a divindade debaixo das traves durante a passagem principalmente pelo Santos, fez boas partidas na Fonte Nova e conquistou dois títulos pelo clube, em 1993 superando um time do Vitória que chegaria ao final daquele ano na decisão do Brasileirão.
Quem foi criança nos anos 80 e gostava de brincar de goleiro já deve ter, ao menos uma vez na vida, gritado "Rodolfo Rodríguez" quando fez uma defesa. Um dos maiores goleiros do mundo na década citada, o uruguaio Rodolfo Sergio Rodríguez y Rodríguez, que foi ídolo no Nacional do Uruguai e no Santos, está completando 64 anos neste 20 de janeiro. Porém, o que nem todos lembram, é que ele defendeu a Portuguesa de Desportos, já nos anos 90.
Rodolfo Rodríguez começou no Nacional do Uruguay e logo conquistou a titularidade no clube e também na seleção de seu país. Suas grandes defesas e a facilidade de liderar grupos (logo se tornou capitão em ambas as equipes) era latente. Na virada de 1983 para 1984, foi contratado pelo Santos, onde também marcou época. Depois, foi para o Sporting de Lisboa, onde ficou dois anos. Quando acabou o contrato, resolveu voltar ao Brasil e o destino foi a Portuguesa.
A Lusa estava esperançosa naquele ano. Com uma safra de jovens muito promissora, que havia, no início do ano, conquistado a Copa São Paulo de Juniores e tinha o jovem Dener, considerado a grande revelação do futebol brasileiro daquele ano, o clube esperava que os títulos chegassem. Então, um goleiro experiente seria a "cereja do bolo". E veio Rodolfo Rodríguez.
O goleiro uruguaio estreou no Brasileirão, que naquela temporada foi no primeiro semestre. Apesar dos grandes desempenhos de Rodolfo Rodríguez, que fechava o gol e garantia pontos importantes, os garotos alternavam partidas geniais com outras menos inspiradas. Assim, a Lusa ficou apenas no 10 décimo lugar entre os 20 participantes.
No Paulista, história similar. A Portuguesa foi a quarta colocada na primeira fase, se classificando para quadrangular semifinal decisivo, onde a Dener fez até um gol antológico contra a Inter de Limeira. Mas duas derrotas para o Corinthians tiraram a chance da Lusa chegar à decisão.
Veio 1992 e, novamente o Brasileirão foi no primeiro semestre. A Lusa foi pior que no ano anterior, ficando na parte de baixo da tabela, só não sofrendo com a luta contra o rebaixamento porque naquele ano, não havia descenso (o Brasileiro de 1993 aumentaria de 20 para 32 clubes, tudo porque o Grêmio estava na segunda divisão em 1992). Mais uma vez, Rodolfo Rodríguez foi um dos destaques da equipe.
No Campeonato Paulista, a quinta colocação na primeira fase, atrás dos quatro grandes. Na quadrangular semifinal teve até uma vitória contra o Santos, fora de casa. Mas, o São Paulo disparou na ponta e não deixou a Lusa ir para a decisão. Rodolfo Rodríguez encerrava ali sua passagem pela Portuguesa, já que a diretoria do clube não quis renovar o seu contrato.
O goleiro português, já na fase final de carreira, até chegou a pensar em se aposentar, mas recebeu um convite do Bahia. Atuou em 1993, levou o famoso gol do então menino Ronaldo ("gravou aquilo ali"), e encerrou a carreira no Baiano de 1994, quando foi pego no exame anti-dopping por uso de remédios para evitar o sono, já que o seu pai estava em estado crítico de saúde e o goleiro se revezava entre cuidá-lo, treinar e jogar pelo Bahia.
Antes de jogar no Brasil e ser ídolo santista, Rodolfo Rodriguez foi enorme no Nacional
Ídolo absoluto da torcida do Santos, considerado uma divindade guardando a meta no time que mais fez gols na história do futebol, respeitado pelos torcedores de Bahia e Lusa, Rodolfo Rodriguez é nome conhecido quando se fala em goleiro. Mas antes de explodir e ganhar o Olimpo com a camisa azul de goleiro do Santos, Rodolfo foi ídolo de uma torcida de seu país de origem. Foi no Nacional de Montevidéu que o arqueiro partiu para o mundo. Neste dia 20, o histórico goleiro completa 63 anos.
Rodolfo começou a carreira no Cerro, do Uruguai, mas em 1976, aos 20 anos, acabou contratado pelo Nacional. Em pouco tempo assumiu a meta do Decano em um período onde o Nacional era uma referência na América do Sul. Rodolfo Rodriguez, que em Santos era conhecido como “o goleiro maior que o gol”, mas no Nacional tinha o simples apelido de Pantera, virou rapidamente referência do clube.
Aos poucos ficava conhecido pelas defesas absurdas que fazia, sendo um verdadeiro paredão. Rodolfo seria três vezes campeão uruguaio pelos tricolores, mas depois de ser extremamente importante nas campanhas da Libertadores e do Mundial de 1980, títulos ganhos pelo Nacional, Rodolfo passou a ter espaço na seleção uruguaia. Apareceu mais ainda para o mundo, sendo convocado pela Celeste Olimpica, que sediaria o Mundialito, torneio com as seleções campeãs mundiais disputado no Uruguai. Se os uruguaios venceram, foi muito graças à atuações de gala de Rodolfo Rodriguez.
Rodolfo Rodriguez e o ato da defesa, que tanto fez na vida
Naquela mágica equipe de 1980, atuava ao lado de nomes como Hugo de León, na época revelação da base do Nacional que era outra muralha defensiva, Victorino, atacante rápido que infernizava zagueiros adversários, além de nomes de experiência como Blanco, Esparrágo e Morales. Foi com essas credenciais que Juan Martin Mujica levou o Nacional ao topo do mundo, sendo Rodolfo Rodriguez parte essencial dessa ascensão.
Depois do mundialito, continuou se destacando por suas defesas espetaculares com a camisa do Decano. Para muitos que acompanhavam futebol nesta época, o Pantera é considerado um dos melhores goleiros do mundo no período. De fato, Rodolfo era diferenciado. Além das defesas espetaculares, era um líder nato na equipe, apesar desta ser capitaneada por Esparrágo. Despertava atenções de outras grifes, mas foi o Santos, que anos antes ainda tinha Pelé desfilando sua magia com suas cores que tirou o paredão do Parque Central.
Depois de 270 jogos com a equipe uruguaia, Rodolfo Rodriguez foi negociado com o Peixe por 120 mil dólares, dinheiro considerado alto à época e que foi emprestado por um tal de Pelé. No Alvinegro Praiano ,se tornaria também ídolo, seria campeão paulista, antes de passar por outros dois clubes brasileiros. Foi no “país tropical” que o uruguaio encerrou sua carreira.
Ronaldo em entrevista após o jogo: "gravou aquilo ali?" (foto: arquivo Cruzeiro)
Ronaldo, que completa neste 22 de setembro de 2016 40 anos de idade, foi um dos maiores camisas 9 que o mundo já viu. Rápido, habilidoso, forte e com um senso de finalização quase perfeito, o Fenômeno foi ídolo por praticamente todos os lugares onde passou: PSV, Barcelona, Internazionale, Real Madrid e Corinthians (só no Milan ele não teve muito sucesso), além, é claro, da Seleção Brasileira.
Mas vamos lembrar de uma história de Ronaldo no primeiro clube onde jogou como profissional e também foi ídolo: o Cruzeiro. O então garoto estreou com a camisa azul aos 16 anos, na abertura do Campeonato Brasileiro de 1993, contra o Corinthians. Aos poucos, foi conquistando a confiança da Comissão Técnica, companheiros de time e torcida, e passou a marcar seus gols.
No dia 7 de novembro de 1993, o Cruzeiro recebia o Bahia no Mineirão. Neste momento da competição, o Cruzeiro ainda sonhava em classificar para a fase final e Ronaldo brigava com Guga, do Santos, e Clóvis, do Guarani, para artilharia. Porém, o Tricolor de Aço tinha um mito em suas metas: o grande goleiro, mas já veterano, Rodolfo Rodriguez.
Ronaldo marcando o famoso gol
Mas o Cruzeiro não tomou conhecimento do adversário e foi abrindo vantagem ainda no primeiro tempo: Ronaldo abriu o marcador, aos 13. Careca, após passe do garoto, que já tinha completado 17 anos, ampliou aos 22. O Fenômeno marcou mais duas vezes, aos 31 e 37, e a etapa inicial terminou com o placar de 4 a 0 para a Raposa.
Nos 45 minutos finais, era visível o descontentamento do experiente goleiro uruguaio, que reclamava com sua defesa em praticamente todos os lances. Para piorar a situação, Ronaldo balançou novamente as redes aos 34, de pênalti. No placar, Cruzeiro 5 a 0 e a irritação de Rodolfo Rodriguez só aumentava e a prova e suas gesticulações provavam isto.
Mas o pior ainda estava por vir: aos 40 minutos, Rodolfo Rodriguez encaixou a bola em uma defesa após vacilo da zaga do Bahia. O experiente arqueiro uruguaio botou a bola no chão e começou a fazer gestos de lamentação, reclamando de seus companheiros. Porém, ele não contava com o esperto garoto cruzeirense, que deu um totózinho da bola e a mandou para o fundo das redes: Cruzeiro 6 a 0.
Confira os gols da partida
Rodolfo Rodriguez até ameaçou uma reclamação, mas o lance era legal. O mais legal foi depois do apito final. Em entrevista à Globo Minas, Ronaldo, ainda não acreditando no que tinha acontecido, perguntava ao repórter: "gravou aquilo ali?", recebendo uma resposta afirmativa do jornalista que cobria a partida.
Meses depois daquele jogo, no início de 1994, Rodolfo Rodriguez, que foi ídolo no Nacional do Uruguai e no Santos FC, encerrava a sua brilhante carreira, ainda jogando pelo Bahia. Já Ronaldo virou o Fenômeno, o maior jogador de sua geração, tendo conquistado diversos títulos por onde passou.
Um excepcional goleiro, líder, ídolo no Nacional de
Montevidéu e no Santos FC. Conhecido como ‘El Paredón’ ou ‘O Paredão’, seu nome
virou expressão para os grandes jogadores da posição. Foi, com certeza, um dos
cinco maiores arqueiros da década de 80 no mundo. Este é Rodolfo Sergio
Rodriguez y Rodriguez ou, simplesmente, Rodolfo Rodriguez.
Nascido em Montevidéu no dia 20 de janeiro de 1956,
Rodolfo Rodriguez começou a jogar no Cerro, clube da periferia da capital
uruguaia. Estreou nos profissionais da equipe com 20 anos, em 1976, e logo chamou
a atenção dos fãs do futebol no Uruguai. O Nacional foi mais rápido e o levou
para o Gran Parque Central.
Rodolfo defendendo o Nacional na Copa Intercontinental
Logo de cara, deu para perceber que Rodolfo Rodriguez era
capaz de fazer defesas incríveis em chutes difíceis, onde a maioria dos
goleiros sofreriam os gols. Com suas grandes atuações pelo Bolso,
principalmente na Libertadores de 1980, quando o Nacional chegou ao título, não
demorou muito para que o arqueiro fosse convocado para a Seleção Uruguaia.
Em 1981, a Associação Uruguaia de Futebol organizou o
Mundialito de Futebol, que contou com todas as seleções campeãs mundiais até
então e mais a Holanda. Na final do torneio, Rodolfo Rodriguez, que era o capitão da equipe, fez mais uma das
suas brilhantes atuações e garantiu o título para o Uruguai contra o Brasil.
Levantando a taça do Mundialito
No Bolso, ele continuava a ter grandes atuações,
conquistando o título uruguaio nos anos de 1977, 1980 e 1983, além da Copa Intercontinental
de Clubes em 1980. No Brasil, o presidente do Santos à época, Milton Teixeira,
já estava de olho no goleiro.
Rodolfo Rodriguez chegou ao Santos em 1984, comprado por
US$ 120 mil, preço alto para um arqueiro na época. O uruguaio se juntaria a
Serginho Chulapa, Paulo Isidoro, Dema, Gilberto Sorriso e Zé Sérgio para a
disputa do Campeonato Paulista, título que o Santos não conquistava desde 1978.
No Santos, o goleiro marcou época
Logo nas primeiras partidas, ele mostraria que todo o
esforço para contratá-lo valeu a pena. Líder dentro de campo, Rodolfo Rodriguez
comandava a já experiente defesa, formada por Marcio Rossini e Toninho Carlos,
como se já tivesse há anos na equipe. O Santos vinha liderando a competição,
mas um lance do goleiro marcou época.
No dia14
de Julho, na Vila Belmiro, ele protagonizou uma das mais fantásticas sequências
de defesas da história do futebol. Rodolfo Rodriguez faz uma série incrível de
defesas contra oAmérica de Rio
Preto, que viraram referência toda vez que se fala em grande lance de goleiros.
Foram cinco defesas consecutivas no total, enquanto a defesa do Santos assistia
inerte aos milagres do guerreiro uruguaio. O atacante Tarcísio, do América, depois
do jogo, declarou estupefato:Rodolfo
era "maior que o gol". Em 2010, ele foi homenageado pelo clube,
ganhando a “Defesa de Placa”.
A espetacular seqüência de defesas contra o América
O Santos conquistou o Campeonato Paulista de 1984 ao
vencer, na última rodada, o Corinthians por 1 a 0 no Morumbi. A torcida fez uma
grande festa naquele domingo e o uruguaio, naquele momento, já era, ao lado de
Serginho, o grande ídolo dos santistas, sendo venerado por muitos.
Em 1985, Rodolfo Rodriguez foi o grande líder da Seleção
Uruguaia nas Eliminatórias para a Copa de 1986. Vale ressaltar que a Celeste
ficou de fora dos Mundiais de 1978 e 1982. Com o goleiro em grande fase, o
Uruguai garantiu sua vaga no México.
Porém, nas vésperas da Copa do Mundo, Rodolfo Rodriguez
teve uma forte lesão nas costas. A Comissão Técnica resolveu bancar a presença
do goleiro no Mundial, mas, mesmo sendo inscrito como a camisa 1, como ele não
estava totalmente recuperado ficou no banco de reservas, não fazendo sequer um
jogo em Copa.
Em Portugal, jogou pelo Sporting
Nos anos seguintes, o Santos iniciaria um período de
vacas magras, que acabaria apenas em 2002. Entre 1985 e 1988, Rodolfo Rodriguez
era um oásis em meio a times fracos e outros um pouco melhores, mas que na hora
H falhava na conquista das taças. Porém, o goleiro garantia muitas vitórias e,
consequentemente, o bicho do elenco com suas grandes defesas.
Em 1988, Rodolfo Rodriguez foi negociado com o Sporting
de Portugal e deixaria saudades na torcida do Santos. Muitos o consideram o
maior jogador do clube na década de 80. Em Portugal, Rodolfo Rodriguez continuou a fazer suas
grandes defesas, mas em 1990, com 34 anos, resolveu voltar para o Brasil. A
Portuguesa foi o clube que lhe abriu as portas nesta volta, mas como todo
jogador, o período de queda vem e Rodolfo não conseguiu ser tão brilhante como
nos outros clubes.
Antes de um jogo pela Portuguesa no Mineirão
Em 1992, Rodolfo Rodriguez rescindiu com a Portuguesa e
como o Bahia precisava de um goleiro, ele aportou em Salvador. Defendendo o
tricolor baiano, em um lance inusitado acontecido em um Cruzeiro e Bahia, em
1993, ele acabou conhecendo o até então menino Ronaldo, de apenas 17 anos, que
mais tarde viria a se transformar no Fenômeno.
OCruzeirovencia a partida por 5 a 0, sendo
quatro gols de Ronaldo. Rodolfo estava doido com a dupla de zaga de sua equipe,
fez uma defesa e ao reclamar com os zagueiros, soltou a bola. O garoto de 17
anos roubou a "redonda" e marcou o sexto gol da Raposa. O experiente
goleiro não imaginava quem seria Ronaldo.
Rodolfo Rodríguez se aposentaria em 1994, ainda pelo
Bahia, em um momento difícil em sua vida, já que seu pai estava muito doente e
ele tinha que, ao mesmo tempo, cuidar dele e jogar pela equipe baiana.
O famoso lance de Rodolfo Rodriguez e Ronaldo
Rodolfo Rodriguez mora atualmente no Uruguai, em
uma fazenda na cidade de Durazno, a 228 Km da capital Montevidéu. Lá, o
ex-goleiro cria gados da raça Hereford. Com certeza, quem conhece aquele senhor
de 1,91m o venera, pois foi um dos grandes goleiros de sua época. Muitos, quando vêem um goleiro fazendo uma bela seqüência de defesas, dizem: "baixou o Rodolfo Rodriguez nele".
* Rodolfo Rodriguez é, provavelmente, o melhor goleiro que vi jogar. Este artigo ofereço ao jornalista e grande amigo Ademir Quintino, que faz uma grande cobertura do Santos FC. Seu site é o www.ademirquintino.com.br.
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