segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Rodolfo Rodríguez na Portuguesa de Desportos

Foto: arquivo Portuguesa

Foram dois anos defendendo o time Rubro Verde

Quem foi criança nos anos 80 e gostava de brincar de goleiro já deve ter, ao menos uma vez na vida, gritado "Rodolfo Rodríguez" quando fez uma defesa. Um dos maiores goleiros do mundo na década citada, o uruguaio Rodolfo Sergio Rodríguez y Rodríguez, que foi ídolo no Nacional do Uruguai e no Santos, está completando 64 anos neste 20 de janeiro. Porém, o que nem todos lembram, é que ele defendeu a Portuguesa de Desportos, já nos anos 90.

Rodolfo Rodríguez começou no Nacional do Uruguay e logo conquistou a titularidade no clube e também na seleção de seu país. Suas grandes defesas e a facilidade de liderar grupos (logo se tornou capitão em ambas as equipes) era latente. Na virada de 1983 para 1984, foi contratado pelo Santos, onde também marcou época. Depois, foi para o Sporting de Lisboa, onde ficou dois anos. Quando acabou o contrato, resolveu voltar ao Brasil e o destino foi a Portuguesa.

A Lusa estava esperançosa naquele ano. Com uma safra de jovens muito promissora, que havia, no início do ano, conquistado a Copa São Paulo de Juniores e tinha o jovem Dener, considerado a grande revelação do futebol brasileiro daquele ano, o clube esperava que os títulos chegassem. Então, um goleiro experiente seria a "cereja do bolo". E veio Rodolfo Rodríguez.

O goleiro uruguaio estreou no Brasileirão, que naquela temporada foi no primeiro semestre. Apesar dos grandes desempenhos de Rodolfo Rodríguez, que fechava o gol e garantia pontos importantes, os garotos alternavam partidas geniais com outras menos inspiradas. Assim, a Lusa ficou apenas no 10 décimo lugar entre os 20 participantes.

No Paulista, história similar. A Portuguesa foi a quarta colocada na primeira fase, se classificando para quadrangular semifinal decisivo, onde a Dener fez até um gol antológico contra a Inter de Limeira. Mas duas derrotas para o Corinthians tiraram a chance da Lusa chegar à decisão.

Veio 1992 e, novamente o Brasileirão foi no primeiro semestre. A Lusa foi pior que no ano anterior, ficando na parte de baixo da tabela, só não sofrendo com a luta contra o rebaixamento porque naquele ano, não havia descenso (o Brasileiro de 1993 aumentaria de 20 para 32 clubes, tudo porque o Grêmio estava na segunda divisão em 1992). Mais uma vez, Rodolfo Rodríguez foi um dos destaques da equipe.


No Campeonato Paulista, a quinta colocação na primeira fase, atrás dos quatro grandes. Na quadrangular semifinal teve até uma vitória contra o Santos, fora de casa. Mas, o São Paulo disparou na ponta e não deixou a Lusa ir para a decisão. Rodolfo Rodríguez encerrava ali sua passagem pela Portuguesa, já que a diretoria do clube não quis renovar o seu contrato.

O goleiro português, já na fase final de carreira, até chegou a pensar em se aposentar, mas recebeu um convite do Bahia. Atuou em 1993, levou o famoso gol do então menino Ronaldo ("gravou aquilo ali"), e encerrou a carreira no Baiano de 1994, quando foi pego no exame anti-dopping por uso de remédios para evitar o sono, já que o seu pai estava em estado crítico de saúde e o goleiro se revezava entre cuidá-lo, treinar e jogar pelo Bahia.
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