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Rio Negro vence o Parintins e conquista a Série B do Amazonense de forma invicta

Com informações do GE.com
Foto: João Normando

Rio Negro ficou com o título

O Rio Negro é o campeão da Série B do Campeonato Amazonense. O Galo venceu o Parintins, nesta quarta, na decisão do estadual, por 3 a 1 e conquistou pela terceira vez a Segundinha. A partida aconteceu no estádio Carlos Zamith,, em Manaus.

Nas semifinais, o Rio Negro passou pelo RB do Norte com duas goleadas: 4 a 1 e 6 a 1. Já o Parintins teve mais dificuldades para passar pelo Unidos da Alvorada. depois de perder o primeiro jogo por 2 a 1, venceu o segundo por 1 a 0 e derrotou o adversário nas penalidades. Os dois finalistas se garantiram na elite do futebol amazonense em 2023.

O primeiro gol do jogo saiu aos 18 minutos, com Thiago Spice. Ele aproveitou cruzamento de Raphinha e se atirou na bola, aos 17 minutos, para abrir o placar de cabeça. Não demorou e Galo conseguiu o segundo. Aos 21 minutos, Edinho Canutama aproveitou cruzamento de Magnum, na pequena área e ampliou o placar. Ainda no primeiro tempo, o artilheiro da Série B, André Tavarez, descontou para o Parintins. Ele testou para o fundo da rede após o cruzamento de Tiago Bigo, aos 27 minutos. Foi o 14º gol dele.

No segundo tempo o Parintins ainda teve um jogador expulso. Serginho Duarte levou o segundo amarelo por reclamação aos 21 minutos e, em seguida, o vermelho. Aos 41 minutos, depois de escanteio, o volante e capitão do Paritins, Juninho, falou feio dentro da pequena área. O jogador tentou recuar para o goleiro mas quase colocou par ao fundo das redes. Na sobra, Fafá aproveitou e fez o terceiro do Rio Negro.


A equipe, comandada pelo técnico João Carlos Cavalo termina a Série B com 100% de aproveitamento. Foram 11 jogos e 11 vitórias. Os gols do jogo foram marcados por Thiago Spice, Edinho Canutama e Fafá, para o Rio Negro, e André Tavares diminuiu para o Parintins.

Fora das quatro linhas, essa foi a primeira vez que o técnico João Carlos Cavalo conseguiu conquistar um título em cima do irmão Sidney Bento, técnico do Parintins. Além do título amazonense da Série B, o Rio Negro está garantido na primeira divisão do futebol amazonense de 2023, junto com o Parintins.

Reinaldo no Rio Negro de Manaus em 1986

Por Victor de Andrade
Foto: Revista Placar

Reinaldo em ação no Vivaldão: foram apenas seis jogos e dois gols com a camisa do Rio Negro

Apesar de atualmente estar longe de ter um dos melhores campeonatos do país, o futebol amazonense já teve uma época em que grandes promessas ou craques consagrados veteranos desfilavam categoria nos gramados de Manaus. Nomes como o de Toninho Cerezo, Paulo Isidoro, Jairzinho, Clodoaldo e Dadá Maravilha, cada um em certo ponto da carreira, já defenderam clubes manauaras. Outro que também teve esta oportunidade foi o centroavante Reinaldo no Rio Negro, em 1986.

O maior ídolo do Atlético Mineiro estava longe da forma ideal naquela época. Por causa de suas seguidas lesões no joelho, o craque entrou em declínio na carreira já na década de 80. Depois de deixar o Galo em 1985, ele passou pelo Palmeiras no mesmo ano e em 1986 desembarcou em Manaus, para defender o Rio Negro.

Para Reinaldo era a chance de retomar sua carreira. Ainda com 29 anos, ele achava que poderia mostrar serviço e voltar a ser o grande artilheiro de outros tempos. Para a torcida do Rio Negro era a chance de poder ver um dos maiores centroavantes do futebol brasileiro em ação com a camisa do clube. Mas era um negócio arriscado.

Apesar de não ter ido mal quando entrou em campo pelo Rio Negro, as contusões atrapalharam demais o jogador em sua estada em Manaus. Foram apenas seis jogos e dois gols atuando pelo time manauara. Logo depois de ter sido apresentado, ele saiu do clube.

Após sair do Rio Negro, Reinaldo foi defender justamente o rival do Atlético Mineiro, o Cruzeiro. O artilheiro também não foi bem no azul celeste. Depois, houve mais duas tentativas, uma no futebol sueco e outra no holandês, mas os joelhos não deixavam o centroavante mostrar tudo o que sabia e ele encerrou a carreira em 1988.

Contra o Rio Negro, em 1974, o último gol de Pelé na Vila Belmiro

Pelé marcou o seu último gol no Urbano Caldeira em 2 de maio de 1974, contra o Rio Negro

Tudo o que envolve o nome de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, vira um grande acontecimento, maior jogador da história do Santos FC e um dos melhor do mundo, se não for o melhor, ele talvez tenha sido a pessoa mais conhecida no planeta Terra no século XX. Porém, vamos falar do que aconteceu no dia 2 de maio de 1974, quando Pelé marcou o seu último gol na Vila Belmiro.

Naquele dia, o Santos enfrentava o amazonense Rio Negro, pelo Campeonato Brasileiro. Com um time mais ajustado que o dos manauaras, o Peixe foi logo para cima e aos 4 minutos, Pelé abriu o marcador. Até aquele momento, nada de anormal, era mais um gol dele, que já tinha passado dos mil a quase cinco anos, na carreira.

Porém, as 12.790 pessoas que pagaram ingresso para vê-lo jogar naquele dia, mal sabiam que aquela lance do Rei que balançou as redes seria histórico. Ninguém mais veria um gol de Pelé na Vila Belmiro, pois aquele foi o último.

O jogo continuou normalmente e aos 27 minutos, Brecha aumentava a vantagem dos santistas. A verdade era que o Rio Negro pouco via a bola e tomava um grande sufoco do Alvinegro Praiano. Na segunda etapa, ainda no primeiro minuto, Brecha, novamente, balançou as redes e deu números finais à partida: 3 a 0 Santos. Porém, tempos depois é que saberiam que o jogo seria histórico, pois Pelé nunca mais marcou na vila famosa.

O Rei Pelé, jogando no Estádio Urbano Caldeira, marcou 288 gols em 210 partidas, tendo o Santos FC vencido 172 partidas empatado 19 e perdido 19. A primeira partida do Rei na Vila Belmiro foi no dia 15 de novembro de 1956, na vitória diante do Jabaquara por 4 a 2 com Pelé marcando um gol.

Foram 288 vezes em 210 partidas que esta cena foi vista na Vila Belmiro

Ficha Técnica
SANTOS FC 3 X 0 RIO NEGRO-AM

Data: 2 de maio de 1974
Local: Vila Belmiro - Santos-SP
Público: 12.790 pagantes
Renda: Cr$ 124.784,00
Árbitro: Maurílio José Santiago

Gols
Santos FC: Pelé, aos 4 minutos, e Brecha, aos 27 minutos do primeiro tempo; Brecha, a 1 minuto do segundo tempo.

Santos FC: Cejas; Hermes, Vicente, Bianchi e Zé Carlos; Léo Oliveira e Brecha; Fernandinho, Nenê, Pelé (Adilson) e Mazinho - Técnico: Tim

Rio Negro-AM: Borracha; Cabral, Zé Carlos, Biluca e Almir; Sabará, Jorge Cuíca, Alberi (Orauge) e Serginho; Jorge Demolidor (Naldo) e Zezinho - Técnico: José Maria Morais

O Curioso do Futebol

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