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Campeão mundial pelo Inter, Perdigão denuncia agressão de PM após jogo do Paranaense

Foto: Eduardo Deconto

Perdigão foi agredido por policiais militares do Paraná

Campeão do mundo com o Internacional em 2006, o ex-jogador Perdigão denunciou ter sido agredido por um policial militar após a partida entre São Joseense e Operário, válida pela 4ª rodada do Campeonato Paranaense. O confronto foi disputado no último domingo (18), na Vila Capanema, em Curitiba.

A denúncia veio a público por meio das redes sociais do próprio ex-atleta, que publicou vídeos de diferentes ângulos mostrando o momento em que é atingido por golpes de cassetete desferidos por um policial. As imagens rapidamente repercutiram entre torcedores e no meio esportivo.

Segundo o relato de Perdigão, a agressão aconteceu no momento em que ele deixava o estádio. O ex-jogador afirma que se aproximou de um policial apenas para cumprimentá-lo e parabenizá-lo pelo trabalho realizado durante a partida, mas acabou sendo surpreendido pela reação violenta.

“É lamentável que uma atitude isolada como essa acabe manchando a imagem de uma instituição que deveria existir para proteger o cidadão. Todos que me conhecem sabem que sou uma pessoa tranquila, bem-quista e que gosta de interagir com as pessoas. Naquele momento, me aproximei de um policial apenas para cumprimentá-lo, parabenizar pelo serviço e desejar boa noite. Não sei se houve algum mal-entendido, mas, de forma repentina e sem qualquer justificativa, ele veio em minha direção me agredindo com um cassetete”, escreveu o ex-atleta em sua conta no Instagram.

Em um dos vídeos divulgados, também é possível ver outro homem caído no chão próximo a Perdigão. O ex-jogador, no entanto, não esclareceu se a pessoa fazia parte de seu grupo ou se estava envolvida no episódio.


Ainda de acordo com o ex-meia, em nenhum momento houve tentativa de confronto ou reação à agressão. “Tentei apaziguar a situação o tempo todo, me afastando e deixando claro que não havia qualquer intenção de conflito. Não fui violento, não fui rude e não reagi. Mesmo assim, a agressão aconteceu de forma totalmente gratuita e injustificável”, afirmou.

Perdigão informou que já está tomando as medidas legais cabíveis para que o caso seja apurado. O episódio também foi denunciado pelo deputado estadual Thiago Buhrer (União Brasil-PR), que afirmou ter encaminhado as imagens à Polícia Militar do Paraná para investigação interna.

Até o momento, a PM-PR não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.

Perdigão fala sobre a sua adaptação na Armênia e a expectativa para jogar a Liga Europa

Foto: divulgação

Perdigão em ação pelo Alashkert

Depois de dez anos atuando no futebol português, o atacante Perdigão seguiu um novo caminho, se transferiu para o Alashkert, da Armênia. O jogador assinou contrato de um ano e já foi titular nas duas primeiras partidas do campeonato nacional, conseguindo um empate na estreia e uma vitória na última partida contra o FC Noah.

“A adaptação está sendo bem tranquila. O futebol aqui é mais força, mais disputa de bola e os árbitros não marcam qualquer falta, deixam o jogo rolar mais. Estou me acostumando com isso.”


Na próxima quinta-feira (27), a equipe estreia na Liga Europa, nos playoffs que classificam para a fase de grupos na competição. Na primeira fase, vai enfrentar o Renova, da Macedônia. A disputa é em jogo único e em caso de empate, há prorrogação e pênaltis.

“A expectativa está muita alta para a minha estreia na Liga Europa. Espero fazer um bom jogo em conjunto com a equipe e que avançamos a próxima fase, pois são jogos muito difíceis.”

Quando a Perdigão conquistou o Catarinense de 1966

Foto: arquivo
Com informações da Folha de Videira

Em pé: Pelé, Galego, Odenir, Osvaldo, Cigano, Cauby, Adi, Nilson, Arrepio, Pipe e Darcy
Agachados: Melão, Carioca, Zinho, Richetti, Serramalte, Barros, Valter e Torrado

Na história do futebol brasileiro não é raro um clube ser fundado por funcionários de alguma empresa e a agremiação acabar levando o nome da mesma. Em Santa Catarina, durante a fase dos grandes frigoríficos, também aconteceu este fenômeno e uma dessas equipes acabou tendo sucesso: a Perdigão conquistou o estadual de 1966.

A história da Sociedade Esportiva Perdigão havia iniciado em 1964 quando um grupo de apaixonados por futebol, encabeçados por Flávio e Fioro Brandalise se reuniu nas dependências da Perdigão para deliberar sobre a formação de uma nova equipe, que durou apenas cinco temporadas (1965 a 1969), mas gravou seu nome na história do futebol catarinense.

A primeira competição foi o campeonato municipal diante de tradicionais equipes do município, como Alvorada, Floresta e a Associação Atlética Videirense, que há muitos anos vencia o citadino. A conquista foi de maneira invicta, credenciando a Perdigão a disputar o campeonato catarinense daquele ano, integrando o zonal Oeste. As rudimentares rodovias, a maioria de terra, não foram obstáculo para a equipe de Videira. A delegação rubra viajava em duas Kombi. e chegou à quarta colocação do estadual.

A boa colocação na competição de estreia motivou o grupo e diretoria. Em 1966 nova conquista no municipal e mais uma vez a vaga no estadual. No Grupo B (Oeste) além, da Perdigão estavam: Comercial (Joaçaba), Sadia (Concórdia), Guarani (Xaxim), Vasco da Gama (Caçador), Guaycurus (Concórdia), Cruzeiro (Joaçaba) e Atlético (Chapecó). A Perdigão terminou em primeiro, com o Comercial em segundo, garantindo os dois para o quadrangular final diante de Almirante Barroso (Itajaí) e o Metropol (Criciúma), que era o grande bicho-papão no Estado (campeão cinco vezes na década de 60).


A primeira fase do estadual foi disputada no ano de 66, mas o quadrangular final iniciou apenas no dia 12 de março de 1967 quando a Perdigão recebeu o Almirante Barroso e fez 3 a 0 sem chances ao adversário. No dia 19 o jogo que foi considerado chave por todos os jogadores do elenco. A Perdigão foi até Criciúma enfrentar o Metropol e saiu de lá com um heróico 0 a 0. No dia 26 novo jogo no Luiz Leoni e mais uma vitória por 3 a 0, desta vez diante do Comercial.

Na abertura do returno do quadrangular final a Perdigão foi a Itajaí, mas voltou de lá com uma derrota por 2 a 0, recolocando o Barroso na disputa pelo título. No dia 09 de abril Videira parou para assistir o confronto diante do Metropol. Funcionários da Perdigão foram dispensados para acompanhar a partida e cerca de 12.000 pessoas foram ao Estádio Municipal Luiz Leoni ver a vitória por 2 a 0.

Na última rodada a Perdigão jogava no Estádio Oscar Rodrigues da Nova, em Joaçaba diante do Comercial, enquanto que em Criciúma se enfrentavam Metropol e Almirante Barroso. O scratch videirense liderava o quadrangular e dependia apenas de si para levantar o caneco.


O jogo começou movimentado e logo 11 minutos do primeiro tempo Barra Velha abriu o marcador para os joaçabenses, mas Zinho, artilheiro do estadual naquele ano, deixou tudo igual aos 43 do primeiro tempo. No segundo tempo muito equilíbrio e jogo duro até que Barra Velha, cobrando pênalti, fez o segundo do Comercial aos 24 minutos da etapa final. A apreensão tomou conta do elenco ao final do jogo, pois diferentemente dos dias atuais a comunicação não era tão ágil assim e não se sabia o resultado do outro confronto.

Lá em Criciúma Gama fez 1 a 0 para o Metropol aos cinco minutos de jogo, mas aos seis Ubirajara deixou tudo igual. A pressão do Almirante Barroso seguiu durante todo o jogo, mas a defesa do Metropol parecia intransponível. Aos 40 minutos da etapa final, em um contra-ataque, Idésio marcou o gol da vitória dos criciumenses e, consequentemente, o gol que garantiu o campeonato catarinense de 1966 para a Sociedade Esportiva Perdigão.

O Curioso do Futebol

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