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Lyon segue vivendo crise assustadora no Campeonato Francês

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Lyon

Lyon vive momento crítico na temporada

O Lyon não vive um inferno só fora de campo, onde recentemente foi vítima de um apedrejamento ao seu ônibos antes de um jogo contra o Marseille. Os Gones vivem o que é o seu pior início de temporada na história, com 10 jogos sem vencer no campeonato francês. A equipe, que um dia já foi casa de nomes como Benzema, Govou e, é claro, o eterno Juninho Pernambucano, ocupa neste momento a lanterna da Ligue 1 e chegou ao 10º jogo sem vencer neste domingo, ao empatar em casa por 1 a 1 com o Metz, saindo novamente atrás do placar. 

Na temporada passada, o time sete vezes campeão francês ficou na sétima colocação, o que já foi um indício de que as coisas estavam em rumos esquisitos. Na pré-temporada, o time venceu apenas uma partida amistosa, diante do De Treffers. Depois disso, no dia 14 de julho, o time não venceu mais nenhum jogo, numa situação que coloca a equipe há quatro meses sem vencer sequer um amistoso, quanto mais um jogo oficial. 

O OL não tem um time ruim, longe disso inclusive. Entre os nomes do elenco estão alguns como o atacante Lacazette, ex-Arsenal, o argentino Tagliafico, campeão do mundo em 2022 com a Argentina, o bom goleiro Anthony Lopez, entre outros nomes com bagagem grande no futebol europeu. Nem assim, o time comandado por Fábio Grosso conseguiu bons resultados na temporada. Mais do que isso, nas primeiras quatro rodadas, foram duas goleadas por 4 a 1 em casa, para Montpellier e PSG. 

Até o momento, em 10 jogos, o Lyon empatou quatro partidas e perdeu outras seis. São apenas oito gols marcados e 19 sofridos, marcas de uma equipe que parece completamente desconexa e incapaz de obter sucesso dentro de campo. A torcida começa já a protestar e temer pelo rebaixamento, que seria o primeiro em 30 anos, já que a última queda do Lyon foi na temporada 1982/1983. Desde então, muita coisa mudou e foi modernizada no clube. 


Agora, o sinal de alerta está mais do que ligado, está escandaloso nos céus do Stade Gerland para quem quiser ver. Ao invés do sinal do Batman, o "alerta" é de um início de temporada preocupante, já que já são 7 pontos entre o Lyon e o último clube fora da zona de rebaixamento. O ex-time de Juninho precisa acordar logo, ou o fim de temporada pode ser um pesadelo e uma volta de um patamar que parecia ter ficado para trás há três décadas.  

Violência no futebol também é um problema na Europa

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução

Ônibus do Lyon foi apedrejado em Marseille

Uma das falas mais comuns, ou melhor, uma das comparações mais comuns usadas por veículos brasileiros ao falar sobre os inúmeros problemas que enfrentamos de violência entre torcidas é citar "como as coisas são diferentes na Europa". A verdade para quem conhece o cenário do futebol do velho mundo é que a situação por lá é tão tensa quanto na América Latina, apesar do número bem mais baixos de mortes envolvendo o esporte. Na tarde deste domingo, a violência voltou a ser notícia no velho mundo com o ônibus do Lyon sendo apedrejado e cancelando o clássico entre eles e o Marseille.

No que se refere a assunto de violência entre torcedores ou de torcedores, entre os países mais desenvolvidos a França é provavelmente o que mais sofre com a situação junto da Itália. Na mesma medida em que várias torcidas francesas dão shows nas arquibancadas, os episódios de violência ocorrem com uma frequência alarmante no país. Hoje rico, o PSG já foi "dono" de uma torcida temida por toda a europa. Lyon, Marseille e até mesmo times como Lille e Nantes não ficam para trás e possuem Ultras com vários episódios de violência em suas histórias.

O apedrejamento ao ônibus do Lyon, que cancelou o clássico contra o Olympique de Marseille neste domingo é apenas mais um na grande conta de problemas que a França enfrenta com seus torcedores. O duelo acabou adiado após o treinador Fábio Grosso, que já foi inclusive um tremendo lateral esquerdo, ser atingido por uma das pedras que atingiu o ônibus e se ferir. Recentemente, a mesma torcida do Marseille paralisou um jogo de Liga Europa ao arremessar sinalizadores no campo. 

Engana-se, porém, quem pensa que a França é o único entre os países desenvolvidos que enfrenta problemas com a violência entre suas torcidas. A Itália também sofre muito na mão de seus ultras e é outro local onde são relativamente comuns os episódios envolvendo brigas entre torcidas, mesmo entre os clubes mais conhecidos. O clássico entre Juventus e Internazionale, por exemplo, dificilmente acontece sem problemas entre Curva Nord e Drughi. Se você colocar na conta o Derby da capital entre Roma e Lazio, a conta explode.

Além destes, outros dos países mais conhecidos ainda passam por problemas, casos como a Alemanha, onde há uma melhor contenção da violência entre torcedores, porém as vezes ela ainda ocorre; Espanha, que mesmo banindo alguns grupos ainda tem seus problemas, Holanda, onde Ajax e Feyenoord jogam com torcida única devido ao histórico violento do confronto e, é claro, Reino Unido, que contém melhor os problemas na soma de punição e ingressos caros, mas ainda sofre com brigas pequenas relativamente comuns entre os resquícios dos Hooligans. Além de paraísos como Suíça, Finlândia, Suécia e até a Noruega e a Dinamarca.


Se passarmos para o lado mais "underground" da Europa aí a situação é quase equivalente aos piores clássicos sul-americanos. É até desnecessário tecer comentários sobre o incendiário (às vezes literalmente) duelo entre Estrela Vermelha e Partizan. O leste europeu é tomado por confrontos pesados entre torcedores, desde a Polônia e a Grécia e seu clássicos de torcida única, que nem são tão leste assim, até Bósnia, Bulgária e diversos outros integrantes da antiga Iugoslávia, sem esquecer, é claro, da Rússia. 

Em resumo, o triste episódio deste domingo com o ônibus do Lyon mostra o quão grande e "globalizado" o problema da violência no futebol ainda é, por mais que há quem diga que este é um problema exclusivo sul-americano. A discussão sobre as brigas no esporte bretão não pode ser separada do que é a sociedade como um todo. Tanto quanto nós sul-americanos, os europeus também tem as brigas de torcida para chamarem de suas. 
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