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A trajetória de Guga pelo Cerezo Osaka

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Guga jogou no time japonês em 96

Marco Antônio Ribeiro, ex-atacante popularmente conhecido pela sua alcunha de Guga, está completando 59 anos de idade nesta sexta-feira, dia 14 de junho de 2024. No decorrer de sua jornada como atleta profissional, o avançado, que passou por vários clubes do futebol brasileiro, teve uma trajetória muito rápida pelo Cerezo Osaka em 1996.

Revelado pelo Itabuna, o centroavante chegou ao time japonês depois de atuar por clubes grandes do futebol brasileiro como Atlético Mineiro, Internacional, Santos e Botafogo. Porém, ainda antes de desembarcar na Ásia, jogou no Al-Ahli, time do futebol saudita, por uma temporada. 


No Cerezo, o atacante acabou não conseguindo conquistar o seu espaço e deixou o clube de Osaka ao fim de 96 para retornar ao Brasil. De acordo com o site ogol.com, Guga disputou somente quatro partidas pelo clube.

Ainda na sequência da sua carreira, o artilheiro ainda atuou por clubes como Araçatuba, Bahia, Atlético Paranaense, Bangu e Remo. Em 2001, encerrou a sua vida como jogador em 2001, defendendo o Cabofriense.

Guga vê Joinville confiante no Campeonato Catarinense Sub-20

Foto: Alexandre Neto/Divulgação

Guga é meia do Sub-20 do Joinville

O Joinville vive ótima fase no Campeonato Catarinense Sub-20. Após um começo irregular, o JEC engatou uma sequência de três vitórias e está a um ponto distante do G-4 do estadual. Um dos principais destaques do tricolor nesta arrancada é o meia Guga.

Com uma boa sequência de jogos, ele valorizou a reação do Joinville no momento crucial da primeira fase. "Tivemos um começo difícil, com resultados que não esperávamos. Mas, sabíamos que o nosso time tem qualidade. Corrigimos alguns erros, nos unimos ainda mais e conseguimos engatar uma sequência muito positiva de três vitórias", disse.

E completa. "Feliz não apenas pelos resultados, mas também poder estar atuando com frequência e ajudando o Joinville a ter vitórias. Foram resultados que nos aproximaram do G4 e nos recolocaram na briga pela classificação", declarou o atleta de 19 anos.


No próximo sábado, os comandados de Cristiano Bassoli terão um duelo daqueles. Isso porque o Joinville medirá forças contra o Barra, que lidera o estadual com sete vitórias e só uma derrota. A partida será às 15 horas.

"Sabemos da qualidade do Barra. Não é à toa que estão liderando a competição. Eles jogarão em casa, mas, o nosso time cresceu muito nas últimas rodadas e sabemos que uma vitória pode nos colocar no G-4. Espero ter mais uma oportunidade de jogar e ajudar o Joinville a buscar mais uma vitória", finalizou.

Guga celebra bom início pelo Joinville na Copa Santa Catarina Sub-21

Foto: Divulgação/JEC

Guga atuando pelo JEC

Invicto na Copa Santa Catarina Sub-21, o Joinville tem em Guga uma de suas apostas. O meio-campista atuou nos dois últimos jogos do Tricolor, e já soma um gol pelo torneio estadual — marcado após cobrança de falta.

“Muito feliz com esse início na Copa Santa Catarina. Pude ajudar a equipe com um gol na minha estreia, e temos conseguido fazer bons jogos até aqui. Esperamos manter esse nível de atuação na sequência do torneio”, disse o jovem atleta, de 19 anos.

Recentemente, Guga assinou o seu primeiro contrato profissional com o JEC. Natural de Joinville, o jogador valoriza a relação com o clube da sua cidade.

“Sou muito grato ao Joinville pela oportunidade de vestir essa camisa. É uma honra defender o clube da minha cidade. Sigo trabalhando diariamente para evoluir e ajudar o time cada vez mais”, concluiu.


A equipe sub-21 do Joinville volta a campo na próxima segunda-feira, dia 23, às 15 horas, quando enfrenta o Figueirense no CT Morro do Meio. O duelo será válido pela oitava rodada da Copa Santa Catarina da categoria.

A passagem de Guga pelo Bahia entre 1997 e 1998

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Guga defendeu o Bahia entre 1997 e 1998

Alexandre da Silva, popularmente conhecido como Guga, está completando o 58 anos de idade nesta terça-feira, dia 14. Enquanto esteve atuando dentro das quatro linhas, o atacante teve uma passagem pelo Bahia entre 1997 e 1998.

Nascido no Rio de Janeiro, Guga foi revelado pelo Itabuna e depois passou por clubes como Atlético Mineiro, Flamengo e Internacional. Porém, só foi conseguir ser destaque quando esteve na Inter de Limeira e acabou sendo vice-artilheiro do Campeonato Paulista de 1991. 

Na sequência de sua carreira, acabou sendo contratado pelo Santos, onde foi o maior goleador do Brasileirão de 93 e ficou marcado por ser 'carrasco' do Corinthians. Em 1995, ele teve uma passagem bem rápida pela equipe do Botafogo, e logo depois, ainda em 1995, rumou para o futebol japonês. 

Foi então que em 97, Guga quis voltar ao Brasil. Primeiro, tentou conversar com o Santos, mas o treinador do time na época, Vanderlei Luxemburgo, vetou o artilheiro que tinha história do clube. Depois, ele negociou e assinou contrato com a equipe do Bahia.

No Campeonato Brasileiro de 1997, Guga foi bem e foi o artilheiro da equipe no torneio. Depois, já em 1998, no estadual, não repetiu as atuações e perdeu espaço no grupo. Segundo o dados do site ogol.com, o atacante carioca disputou um total de 32 partidas com a camisa do Tricolor de Aço e balançou as redes em 22 oportunidades entre 1997 e 1998.


Neste último ano, Alexandre foi para o Athletico Paranaense. 
Após defender o Furacão, onde não teve tanto destaque, ainda jogou por equipes como Bangu, Remo e se aposentou no Cabofriense no ano de 2001, com 37 anos de idade.

Guga no Botafogo em 1995

Foto: arquivo

Guga, entre o meia Adriano e Túlio Maravilha, após fazer um gol em um clássico contra o Flamengo

Antes dos questionamentos, Guga, que completa 57 anos neste 14 de junho, o centroavante que foi um dos maiores ídolos dos tempos de fila do Santos FC, não esteva na polêmica final do Brasileirão de 1995, onde o Botafogo bateu o Santos em uma atuação para lá de contestável do árbitro Márcio Rezende de Freitas, e que os santistas reclamam até hoje. Porém, naquela temporada, o grande artilheiro defendeu sim a Estrela Solitária, e vamos explicar abaixo.

Nascido no Rio de Janeiro, em 14 de junho de 1964, Guga começou na Cabofriense. Depois, 'correu trecho', defendendo Juventus do Acre, Esmeraldas Petrolero do Equador, Itabuna, Atlético Mineiro, Goiânia, Flamengo, Internacional, Goiás e Goiânia. Nestes times, apesar dos gols, ele nunca conseguiu se firmar.

A história começou a mudar em 1991, onde na Inter de Limeira ele brigou pela artilharia no Paulistão, no segundo semestre daquele ano, e acabou desembarcando na Vila Belmiro em 1992. Apesar de ter amargado a reserva de Paulinho McLaren no início, virou o camisa 9 do Peixe com a venda do então titular para o Porto. A partir de então, ao lado do goleiro Sérgio e do atacante Almir, virou um dos maiores ídolos da torcida, sendo artilheiro do Brasileirão 1993. Além disso, seus vários gols contra o Corinthians, o fizeram ganhar a alcunha de "o matador de gambás".

Apesar de ser um dos ídolos da torcida, o Santos chegou ao final de 1994 em crise financeira e política, inclusive com a queda do presidente Miguel Kodja Neto. Para 1995, o novo mandatário, Samir Abdul Hack, resolveu fazer uma reformulação no elenco do Santos, dispensando os atletas de maiores salários. Com isto, Guga, mesmo com o lamento dos santistas, acabou saindo do clube e foi para o Botafogo.

Para 1995, ao contrário do Santos, resolveu ir ao mercado para montar uma equipe forte. Manteve os principais nomes do ano anterior, entre eles Túlio Maravilha, artilheiro do Brasileirão de 1994, ao lado de Amoroso. Entre os reforços, tinha a volta do 'xerife' Wilson Gottardo, o meia Adriano, considerado o melhor jogador da Copa do Mundo Sub-20 de 1993, e, claro, Guga.

A ideia, a princípio, era jogar com os dois goleadores. Por conta do patrocinador, Túlio Maravilha ficou com a camisa 7 e Guga com a 9. Porém, assim como aconteceu com ele em 1992, logo quando chegou ao Santos e foi reserva de Paulinho McLaren, a dupla com Túlio não funcionou e Guga acabou indo para o banco e, assim, o ataque era completado por um jogador mais rápido: Mauricinho.

Mesmo vindo do banco de reservas, Guga fez alguns gols importantes, como no clássico contra o Flamengo, em 16 de abril, no Maracanã, marcando o único tento da partida, com a camisa 15. Ao fim do Carioca, o Botafogo acabou ficando em terceiro, atrás de Fluminense e Flamengo.

Para o Brasileirão, o Botafogo reforçou ainda mais o seu time e para o ataque trouxe outro atacante de velocidade: Donizete. Vendo que não iria ter espaço na equipe, Guga resolveu aceitar uma proposta do Al-Ahli Jeddah, da Arábia Saudita, e deixou o Fogão, não participando da campanha do título do Brasileirão e, como dito no início, não estava no grupo que enfrentou o Santos na decisão.


Guga, nas mídias sociais, quando postou a foto que abre este artigo, disse que Deus acabou dando o destino certo para a sua carreira. Ele diz que tem um grande respeito pelo Botafogo, mas ter ido para a Arábia Saudita naquele momento, o fez não participar de uma polêmica envolvendo o clube onde foi ídolo, o Santos.

Pelo Fogão, Guga fez 10 jogos e marcou cinco gols. Depois de passar pela Arábia Saudita, ele ainda defendeu Cerezo Osaka, Araçatuba, Bahia, Atlético Paranaense, Paysandu, Remo, Bangu e Cabofriense, onde encerrou a carreira em 2001. Atualmente, o artilheiro é dono de uma frota de escunas, que fazem passeios turísticos no litoral do Rio de Janeiro.

Guga e suas tripletas contra o Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Guga jogando pelo Santos no início da década de 1990

Os anos 1990 não foram uma época muito feliz para o torcedor santista, principalmente a primeira metade da década. O Peixe vivia problemas financeiros e institucionais ao mesmo tempo em que assistia seus grandes rivais fazerem ótimas campanhas e ganharem diversos títulos. A situação mudou um pouco no final da década, quando o Alvinegro Praiano ganhou a Copa Conmebol e o Rio-São Paulo. Entre 1992 e 1994 esteve na Vila Belmiro um excelente atacante que tinha hábito de marcar gols em cima do Corinthians: Guga, que completa 56 anos nesse dia 14.

Ele chegou a Vila Belmiro depois de uma ótima passagem pela Internacional de Limeira. O presidente do Leão, Richard Drago, recebeu várias propostas, mas optou pela do Alvinegro Praiano. Inicialmente chegou a fazer inclusive uma ótima dupla com outro matador santista daquela época, o ótimo Paulinho McLaren. Mas, rapidamente, Guga assumiu o protagonismo do ataque, principalmente depois de Paulinho sair para o Porto.


A primeira vez em que Guga marcou três gols diante do Corinthians foi em um jogo disputado no Morumbi, no dia 25 de outubro de 1992. O duelo valia pelo Campeonato Paulista daquele ano. Os corintianos até pularam na frente com um gol de Paulo Sérgio, mas mal conseguiram comemorar pois pouquíssimo tempo depois, em ótima jogada coletiva o Peixe empatou com Guga, que recebeu passe de Almir com o gol vazio para empatar. O segundo veio aos 2' do segundo tempo, quando Ranielli cruzou para a área, a bola passou por Cilinho, mas não pelo autor do primeiro gol, que marcou de cabeça. Aos 18', uma verdadeira obra de arte, quando o atacante santista marcou seu terceiro gol em um lido chute de sem pulo após confusão na área.

A segunda vez que Guga marcou três vezes contra o Corinthians foi um jogo espetacular entre as duas equipes no ano de 1994, válido pelo Paulistão e disputado no dia 24 de abril, no Morumbi, como era o comum nos clássicos paulistas. Nessa época o centro-avante santista já havia ganhado da torcida o apelido de "Matador de Gambás". O Timão saiu na frente com Marcelinho, de pênalti. Os corintianos ainda ampliaram com Casagrande, de cabeça.


Guga começou seu recital com um gol marcado após uma linda jogada do Peixe, que terminou com a finalização dele. O empate veio com Dinho, batendo pênalti. Ainda no primeiro tempo, deu temo de Guga marcar mais um após belo passe de Cerezo. No segundo tempo, Edinho evitou o empate corintiano com incríveis sequências de defesas até o camisa 9 santista marcar o terceiro dele e o quarto do Peixe de cabeça. Casagrande até marcou mais um, nada mudou no placar do duelo.

Segundo dados postados pelo próprio Twitter do Santos, Guga disputou pelo Alvinegro Praiano 156 partidas e marcou 74 gols. O ex-camisa 9 é até hoje um dos maiores artilheiros santistas pós era-Pelé e ficou marcado como um dos ídolos da torcida no período de vacas magras do Peixe. Além dos gols contra o Corinthians, foi artilheiro do Brasileirão de 1993, torneio onde o alvinegro tinha um ótimo time e foi o único a derrotar o campeão Palmeiras, por duas vezes. Hoje o ex-jogador é dono de um passeio de escuna em Ilha Grande, no Rio de Janeiro.

Bragantino 1 x 1 Santos FC - Em 1994, dois atacantes improvisados como goleiros

Nando e Guga: dois atacantes que tiveram que se virar como goleiros no fim da partida

Sempre é um sacrifício quando o técnico de algum time fez já as três substituições e tem o seu goleiro expulso ou machucado. Todos ficam apavorados, já que a única solução é improvisar um jogador de linha na meta. Imagine quando acontece isso com as duas equipes que estão se enfrentando? Pois é, o fato já aconteceu em um Bragantino 1 x 1 Santos FC, que ocorreu em 20 de março de 1994, válido pelo Campeonato Paulista daquele ano, no então Estádio Marcelo Stéfani (hoje Nabi Abi Chedid), em Bragança Paulista.

Se não chegava a ser considerado um clássico, Bragantino e Santos era sempre um jogo que chamava a atenção na primeira metade dos anos 90, muito pelas campanhas que o Massa Bruta fez naquela época (campeão paulista em 1990, vice brasileiro em 1991). O Peixe vivia a sua fila que completava, naquele momento, 10 anos, mas o peso da camisa e a história do clube sempre deixaram a equipe em evidência.

Porém, naquele Paulistão, as duas equipes não vinham bem na competição. O Santos, que era comandando por Serginho Chulapa, até esboçava uma reação, depois de ficar algumas rodadas sem vencer. Já o Bragantino, do então iugoslavo Dusan Draskovic, estava no meio da tabela. Portanto, a vitória era importante para os times.

A partida, na verdade, esteve longe de ser um primor técnico. Ambas as equipes criaram pouco na primeira etapa, até que aos 41 minutos, Pires deu um belo passe para Ciro, que aproveitou a desatenção da zaga do time praiano e balançou as redes do gol defendido por Edinho: Bragantino 1 a 0.

Quatro minutos depois, um pouco antes do apito final do primeiro tempo, Cerezo encontrou Macedo invadindo a área e o atacante do Peixe foi derrubado primeiro pelo zagueiro Da Guia e depois pelo goleiro Marcelo. Pênalti, que o centroavante Guga, que havia sido artilheiro do Brasileirão do ano anterior, bateu e converteu: no placar do Marcelo Stéfani, 1 a 1.

Marcelo e Edinho foram expulsos quando
todas as substituições já haviam sido feitas

Apesar dos gols no fim da primeira etapa, o segundo tempo voltou a ficar em ritmo sonolento, com as duas equipes pouco criando. Até parecia que tanto o Bragantino como o Santos gostavam da igualdade do marcador. Porém, tudo mudou aos 32 minutos e uma partida sem graça tomou ares de dramaticidade.

O Peixe armou um contra-ataque e Macedo carregava a bola, sozinho, na intermediária, mas antes de chegar à área, o goleiro do Bragantino, Marcelo, se adiantou e cometeu falta. Como era o último homem, o árbitro Dagoberto Teixeira não teve dúvidas: expulsou o arqueiro do Massa Bruta. Como o técnico Dusan Draskovic já havia feito as duas substituições que tinha direito (a regra das três trocas passou a valer na Copa do Mundo de 1994, meses após a esta partida), o atacante Nando foi improvisado como arqueiro.

A vantagem numérica durou apenas sete minutos para o Alvinegro Praiano. Os gandulas estavam demorando para repor a bola e isso estava irritando o goleiro Edinho, filho de Pelé. Até que uma hora ele empurrou um deles, o bandeirinha viu e comunicou o árbitro: mais um goleiro expulso, e agora do Santos. Para 'variar', Serginho Chulapa também tinha feito as duas substituições e Guga, conhecido por fazer muitos gols em sua carreira, foi fazer justamente o contrário: evitar que a rede fosse balançada.

E não é que os dois conseguiram ter êxito no objetivo! Tudo bem que o Bragantino não conseguiu armar jogadas de ataque e fazer com que Guga trabalhasse como goleiro. Porém, Nando teve que mostrar serviço e em pelo menos duas oportunidades mostrou habilidade na posição: espalmou para escanteio uma cobrança de falta de Paulinho Kobayashi e fez boa defesa em um arremate de Zé Renato, além de ter tido sorte em uma bola que explodiu na trave após chute de Kobayashi.

Pois bem, o placar não foi alterado após a obrigatória improvisação dos atacantes como goleiros e a partida terminou 1 a 1. Apesar disso, Serginho Chulapa ficou possesso com Edinho, já que ele prejudicou o time da Vila Belmiro, que poderia ter mantido a vantagem numérica de jogadores e ter conseguido um resultado melhor.

Ficha Técnica

BRAGANTINO 1 X 1 SANTOS FC

Data: 20 de março de 1994
Local: Estádio Marcelo Stefani - Bragança Paulista-SP
Público: 3.046 pagantes
Renda: CR$ 5.139.400,00
Árbitro: Dagoberto Teixeira

Cartões Amarelos
Santos FC: Júnior, Sérgio Santos, Macedo, Zé Renato e Guga

Cartões Vermelhos
Bragantino: Marcelo
Santos FC: Edinho

Gols
Bragantino: Ciro, aos 41' do primeiro tempo.
Santos FC: Guga (pênalti), aos 45' do primeiro tempo.

Bragantino: Marcelo; Marcão, Remerson, Nei e Da Guia; Pires (João Henrique), Valmir, Marcelo Prates e Carlos Augusto (Ludo); Nando e Ciro - Técnico: Dusan Drascovic

Santos FC: Edinho; Índio, Júnior, Marcelo Fernandes e Luciano Carlos; Sérgio Santos, Cerezo, Carlinhos (Paulinho Kobayashi) e Raniélli (Zé Renato); Macedo e Guga - Técnico: Serginho Chulapa.

Guga, o artilheiro do Brasileirão de 1993

Guga, em duas oportunidades, fez três gols no Corinthians

O futebol brasileiro nos anos 90, ao contrário dos dias atuais, era cheio de grandes artilheiros. Chega a ser até fácil fazer uma lista de vários deles, que eram ídolos em seus times, mas tiveram pouca ou nenhuma chance na Seleção, como Paulinho McLaren, Valdir Bigode, Super Ézio e o centroavante que é tema deste artigo: Guga.

Alexandre da Silva, o Guga, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de junho de 1964, começou no futebol jogando pela Cabofriense e passou por vários times, sendo vários grandes, como Flamengo (onde fez apenas uma partida), Atlético Mineiro, Goiás e Internacional. Porém, foi em um gigante brasileiro, que na época não estava em boa fase, em que o centroavante fez fama, o Santos FC.

Raríssima foto do centroavante no Flamengo

Guga jogou o Paulistão de 1991, que foi disputado no segundo semestre, pela Inter de Limeira, onde brigou gol a gol pela a artilharia com Raí, perdendo a disputa nas finais da competição. Com as boas atuações, o centroavante recebeu várias propostas, mas acabou optando pelo Alvinegro da Vila Belmiro, muito ajudado pelo seu empresário Ruben Perez, que morava em Santos.

No Campeonato Brasileiro de 1992, Guga tinha a concorrência de Paulinho McLaren, que foi o artilheiro do certame no ano anterior. Os dois chegaram a jogar juntos, mas ele só foi se firmar como titular na equipe após a venda do outro centroavante para o Porto, de Portugal, no meio do ano. A partir daí, Guga tomou conta da camisa 9 do Santos.

Homenagem no muro do CT Rei Pelé

Guga ganhou o apelido de 'Matador de Gambá' da torcida santista pelos seus gols contra o Corinthians. Em dois clássicos no Morumbi, um em 1992 (3 a 1 para o Santos) e outro em 1994 (4 a 3 para o Peixe) o artilheiro marcou três vezes contra o Corinthians. Aliás, o terceiro tento no clássico de 1992 foi um golaço de meia-bicicleta. No total, Guga marcou oito vezes nos 11 jogos que fez contra o Timão.

Mas o auge do centroavante com a camisa 9 do Peixe foi no Campeonato Brasileiro de 1993. Com 14 gols, ele foi o artilheiro máximo do certame. O Santos ficou na quinta colocação na competição, mas foi o único time a derrotar o Palmeiras, o campeão. E ainda em duas oportunidades.

Vídeo sobre a passagem de Guga no Santos

Guga saiu do Santos no final de 1994, tendo feito 74 gols com a camisa do Peixe. Depois, ainda jogou pelo Botafogo, Al Ahli (onde foi artilheiro do Campeonato da Arábia Saudita), Cerezo Osaka, Araçatuba, Bahia, Paysandu, Atlético Paranaense, Bangu, Remo e encerrou a carreira em 2001, na Cabofriense, com 37 anos de idade.

Após parar com o futebol, Guga chegou a ser dono de lotéricas no Rio de Janeiro, mas desistiu devido à quantidade de assaltos. O centroavante mudou-se para Ilha Grande, no litoral sul fluminense, onde é dono de escunas que fazem passeios pelas lindas praias locais. Aliás, as escunas são 'enfeitadas' com fotos da época em que jogava, fazendo com que todos os turistas lembrem de seus gols, principalmente os santistas.
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