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A bizarra temporada do Doxa Katocopias no Chipre

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Ethnikos Achrnas

O Doxa Catocopias diante do Ethinikos

O Chipre não é exatamente o primeiro país do mundo que vem na mente quando se pensa em histórias diferentes no futebol, a exceção daquele histórico time do APOEL da Liga dos Campeões de 2012. Porém, o país sedia nesta temporada 2023/2024 aquele que é o início de temporada mais bizarro (e ruim também) deste ano. O Doxa Katocopias, que não é uma força do futebol local, mas bate todos os recordes negativos imagináveis possíveis no começo de temporada na liga cipriota, sem vencer nenhum jogo no primeiro turno inteiro até agora.

O Doxa não é, na mais justa franqueza, uma força do futebol local, sendo um time que é quase um iôiô de divisões durante a sua história mas que havia se estabilizado com alguma tranquilidade na primeira divisão nos tempos recentes. A equipe quase sempre disputa a rodada contra o descenso na fase final do campeonato, é verdade, mas sem passar muitos sustos a exceção da temporada 2019/2020, anulada pela pandemia. 

Porém, a atual temporada é um recorde negativo bizarro do time, que tem um nome que significa Glória, em grego. O Doxa não vence um jogo desde maio, quando ainda na temporada passada bateu o Olympiakos Nicosia fora de casa. Na atual temporada, perdeu todos os 11 jogos que já fez, tendo, com quase um turno inteiro de derrotas, com 3 gols marcados e assustadores 27 sofridos. Uma campanha que faz o time caminhar rumo ao descenso.


A equipe não possuí nenhum nome de grande fama em seu elenco, que possuí apenas sete jogadores cipriotas, incluíndo o experiente Antoniades, que defende a seleção local desde 2012 e chegou ao clube neste ano, sem conseguir ajudar em muita coisa. Costas Sakkas tem uma dificil tarefa na mão, se aguentar terminar a temporada no cargo, o que é cada vez mais difícil de imaginar com o péssimo início do Doxa no campeonato.

O candidato a pior time do planeta neste ano perdeu sua última partida recente por 2 a 0 para o Nea Salami Famagusta, fora de casa. O alviverde tentará, nessa pausa para a Data FIFA recuperar o time e recolher os cacos, para quem sabe poder afastar o péssimo momento, que combina com tudo, menos o nome de "Glória" que possuí. Se não conseguir, o fim do período na primeira divisão chegará este ano, sem dúvidas.

Isolado no Chipre, Geandro valoriza desempenho positivo na Europa

Foto: Divulgação/Alki Oroklini

Geandro em ação pelo Alki Oroklini

Contratado em julho de 2019 pelo Alki Oroklini, do Chipre, o volante Geandro vive a sua primeira experiência no futebol europeu. Adaptado ao novo país, ele viu a temporada de estreia no Velho Continente ser interrompida. É que o campeonato nacional está suspenso desde março devido à pandemia do novo coronavírus.

Antes da pausa na liga nacional, Geandro atravessava bom momento pelo Alki Oroklini. A equipe do brasileiro vinha de quatro vitórias nos últimos cinco jogos e liderava o seu grupo na Segunda Divisão Cipriota. "Realmente vivíamos um momento muito positivo na liga. O nosso time vinha mantendo um bom nível de atuação e as vitórias estavam aparecendo. Lamentamos essa paralisação, mas sabemos que foi necessária. A saúde vem em primeiro lugar e espero que todos fiquem bem. Tenho certeza que, se cada um fizer a sua parte, logo venceremos essa luta", destacou o jogador, de 32 anos, que atuou em 14 dos 21 jogos do Alki Oroklini na liga nacional.

Sem saber se a bola voltará a rolar pela atual temporada, Geandro segue mantendo a forma física. O jogador detalha a situação do Chipre em meio à pandemia. "Pelo que nos foi passado, os clubes e a liga querem encerrar a temporada, mas estão aguardando respostas da UEFA e da FIFA. Enquanto isso não acontece, eu sigo realizando alguns trabalhos físicos em casa. A partir desta semana, também vou conseguir fazer atividades na praia. Os atletas de alto rendimento poderão entrar em contato com o governo local e solicitar uma permissão para praticar atividades nesses locais uma vez por dia. Isso vai nos ajudar bastante. Se você for pego na rua sem uma autorização desse tipo, será multado em 300 euros", relatou o volante, que no Brasil atuou por clubes como Bragantino, Joinville, CRB e Remo.

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Enquanto aguarda uma melhora na situação da pandemia da Covid-19 no Chipre, Geandro começa a planejar a sequência do ano. O seu contrato com o Alki Oroklini se encerra ao final da temporada europeia e o jogador não esconde o desejo de retornar ao Brasil.

"Este período na Europa tem sido muito importante para a minha evolução como atleta, mas sinto que está na hora de buscar novos desafios. O meu contrato com o Alki Oroklini se encerra ao final da temporada e já estou analisando algumas situações. Eu e minha família achamos que este é o momento de voltarmos para o Brasil. Estou 100% fisicamente e pronto para retornar ao futebol brasileiro assim que as coisas melhorarem", concluiu o jogador, campeão paraense pelo Remo em 2018.

Geandro fala sobre seus dois primeiros jogos no futebol do Chipre

Foto: divulgação Alki Oroklini

Geandro atuando pelo Alki Oroklini

O volante Geandro, que esse ano disputou a Série A2 do Paulistão pelo São Bernardo, fechou com o Alki Oroklini, da segunda divisão do Chipre. O campeonato nacional já teve duas rodadas, sendo que na primeira, o time do brasileiro perdeu fora de casa e na segunda, ganhou em casa.

“Aqui é um jogo muito pegado, de muita correria e força física. As vezes uns jogos são de mais qualidade e as vezes uns são mais de força. Nos dois primeiros jogos da competição pegamos uma mistura dos dois”, comentou o volante.

Geandro está tendo sua primeira passagem pelo futebol europeu. Apesar disso, não teve problemas e conseguiu logo sua titularidade. No Brasil, antes de atuar no São Bernardo, passou por CRB, Bragantino, Joinville, Londrina, Portuguesa, Boa Esporte e Remo.

“A adaptação está sendo boa, cheguei na época do verão e por causa do valor tive mais facilidade pra me adaptar. Só tive um problema no começo por causa do fuso horário, mas em questão de duas a três semanas, já estava tranquilo”, finalizou.

O Curioso do Futebol

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