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A passagem de Rivellino pelo Al-Hilal

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Rivellino jogou pelo Al-Hilal no final de sua carreira

O Mundo Árabe é hoje um dos destinos mais comuns de jogadores de futebol pelo mundo todo. Numa era onde o dinheiro do petróleo tem ajudado o futebol local, times da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, etc. Tem atraído jogadores do mundo todo com a soma que pagam aos atletas, conseguindo inclusive um desses locais ser sede de uma Copa do Mundo (a próxima será no Catar.). Muito antes de ser um destino conhecido, o craque brasileiro Roberto Rivellino, que completará 75 anos neste primeiro dia de 2021, jogou pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita.

Rivellino chegou ao clube em 1979, já no final de sua carreira, num futebol que na época ainda engatinhava no profissionalismo. Rivo, como foi apelidado, pediu como primeiro presente aos príncipes donos do clube uma Mercedes, algo que, como contou em entrevista a Folha de São Paulo, fez com que os donos do clube dessem risada, já que por lá "a Mercedes era como um Fusca". 

Dentro de campo, apesar da adaptação difícil ao seco clima árabe, o craque brasuca rapidamente caiu nas graças da torcida. Fazendo uma ótima dupla com o tunisiano Liman, ajudou a equipe a conquistar dois campeonatos sauditas em sequência, em 1979, 1980. Ainda conquistou uma Copa da Arábia Saudita, ao longo dos três anos em que ficou no clube.


Acabou por deixar o clube em 1981, tendo desavenças com o príncipe Kaled. No total, segundo a maior parte das fontes, foram 23 gols em 57 jogos. Ao fim de sua estadia no país se tornou um dos maiores ídolos da história do Al-Hilal, posto que ocupa até hoje. O clube, por sua vez, acabou se tornando ao longo dos anos o maior campeão saudita e o maior time do país.

Antes de encerrar a carreira, ainda deu tempo de Rivellino disputar um amistoso entre São Paulo e a Seleção da Arábia Saudita vestindo a camisa do Tricolor Paulista. No caso do Al-Hilal, o craque brasuca abriu portas que seguem sendo aproveitadas até hoje, sendo o Al-Hilal um comum destino para jogadores sul-americanos por onde já passaram diversos outros nomes, seja dentro de campo ou no comando do clube.

No Al Wehda, Marcos Guilherme destaca evolução do futebol árabe

Com informações do site oficial da CBF
Foto: divulgação Al Wehda

Marcos Guilherme está defendendo o Al Wehda desde junho do ano passado

O meia-atacante Marcos Guilherme é mais um brazuca a trilhar caminho pelo mundo árabe. Desde junho de 2018 defendendo o Al Wehda, o jovem de 23 anos acumula boas atuações e vem se destacando no campeonato nacional. Camisa 11 da equipe de Jidá, Marcos Guilherme afirma que o nível técnico do futebol da Arábia Saudita sobe a cada ano, e que os brasileiros têm papel fundamental nesse processo.

"Existe uma boa diferença técnica em relação ao Brasil, sim, mas, neste ano, chegaram muitos estrangeiros e a qualidade aumentou bastante. As equipes se reforçaram muito e a competitividade aumentou", disse.

Marcos Guilherme soma seis gols pelo Al Wehda, que figura na quinta colocação do Campeonato Árabe. Revelado pelo Athletico Paranaense, o jogador passou ainda pelas categorias de base da Seleção Brasileira, antes de defender, em 2017, o Dinamo Zagreb, da Croácia, e o São Paulo.

O meia atacante explica o porque escolheu o futebol árabe. "Cada um tem o seu objetivo de vida e de carreira e não sei o que passa na cabeça de outro atleta, mas acredito que tem dois motivos. Pelo lado do jogador, existe a questão financeira, que é vantajosa. Pelo lado do país, eles possuem um projeto de dar mais visibilidade não só ao futebol, mas para a Arábia como um todo, e a chegada dos estrangeiros contribui para esse processo".

Marcos Guilherme explica que não tem problemas no país. "A adaptação está sendo muito boa. Eu e minha família estamos aprendendo bastante e conhecendo uma cultura totalmente diferente da nossa. Claro que existem algumas situações um pouco mais complicadas de acostumar, mas estamos tendo uma vida muito boa aqui na Arábia".

Sobre a carreira, ele diz que a idade o ajuda. "Sou jovem, tenho apenas 23 anos, e sou consciente de que ainda tenho muito tempo de carreira. Tenho vários objetivos e sonhos e um deles é retornar ao Brasil, sim. Por isso que eu sempre me cuido, mantenho o meu nível físico e tento evoluir a cada dia aqui. Caso surja a oportunidade, estarei preparado".

Novo reforço do Al-Nasr, Júnior Dutra enaltece retorno ao “mundo árabe”

Foto: divulgação Al-Nasr

Júnior Dutra, à esquerda do dirigente Árabe, volta a atuar no Oriente Médio

Júnior Dutra está de casa nova. Nesta sexta-feira, o atacante de 30 anos foi apresentado como novo reforço do Al-Nasr. Essa será a segunda passagem do atleta no “mundo árabe”. Em 2015, ele defendeu as cores do Al-Arabi, do Catar, marcando 11 gols em 22 partidas.

Mesmo com diversas sondagens de clubes brasileiros, Júnior Dutra preferiu retornar para o exterior. Além do Catar, o atacante já teve experiências positivas também no Japão e Bélgica. “Quando recebi a proposta vi com bons olhos a possibilidade de voltar a jogar no futebol do mundo árabe. Gostei muito do clube, fui bem recebido e tive uma ótima conversa com o treinador”, explicou o atleta, que na assinatura do contrato esteve acompanhando de seu pai, Sérgio Dutra, e do seu advogado, Breno Tannuri.

Júnior Dutra chega ao Al-Nasr após defender camisas de peso em estados importantes do futebol brasileiro em 2018, Corinthians e Fluminense. Já treinando com os novos companheiros, o atacante projeta a temporada de 2019.

“Estou muito motivado e focado em fazer um grande ano aqui no Al-Nasr. É um dos principais clubes dos Emirados Árabes e vim para cá com intuito de conquistar títulos, afinal fui campeão na Bélgica, Japão e no Brasil”, finalizou atacante, que já tem mais de 350 partidas como profissional.

A 'verdade' tem pernas curtas

Por Felipe Saúda 

Depois de até chamar a imprensa de mentirosa, Fábio Carille aceitou a proposta dos árabes

Não falou-se em outra coisa durante a última semana aqui no futebol brasileiro. Fábio Carille teria recebido uma proposta milionária do mundo árabe. 

Foram vários dias de debates intensos em torno do assunto, e aquela expectativa, será que o grande mentor do Corinthians campeão brasileiro em época de vacas magras, iria deixar o Timão? 

Veículos cravavam a existência da proposta. Dirigentes do Corinthians falavam em tom de despedida, e em meio a isso tudo, Fábio Carille mantinha-se em um incólume silêncio. 

O timão foi a Venezuela enfrentar o Deportivo Lara, em um jogo que muitos afirmavam ser a despedida do técnico. Goleada por 7 a 2, e a cada gol corintiano o semblante de Carille escancarava o ar de Adeus. 

Para reforçar os rumores, seu pai, Joaquim, deu uma entrevista a imprensa, dizendo que o filho havia lhe contado que tinha uma proposta irrecusável. Mesmo assim, nenhum piu! 

O fato do Al-Hilal, time que inicialmente iria contrata-lo, fazer a opção pelo português Jorge Jesus, foi o estopim para que o até então, tranquilo técnico, se voltasse contra a imprensa. Carille foi enfático ao dizer: “grande parte da imprensa mente”. Ah! Como eu gostaria de estar presente nesta entrevista para retruca-lo com uma única pergunta: “que parte é essa, cara pálida”? “Dê nome aos bois”! 

Esse tom agressivo beirou a irresponsabilidade, afinal, trata-se de uma figura pública que até então, falava em nome de uma nação de mais de 25 milhões de pessoas. O mesmo cuidado que um jornalista tem de ter ao se referir a uma figura, ou apurar um fato, deveria nortear as atitudes de um individuo tão relevante. A declaração generalizada colocou a imprensa toda no mesmo balaio, sendo que em qualquer área de atuação existem bons e maus profissionais. Definitivamente faltou tato.

Mídias sociais do Al-Wehda confirmaram a contratação

Nada como um dia após o outro para desmascarar alguém. Exatamente dois dias após destilar o seu veneno contra os supostos mentirosos, o Corinthians anuncia que Carille irá treinar o Al-Wehda. 

Mais do que deixar o Corinthians a ver navios em meio a uma temporada tão importante, Carille conseguiu algo que até então parecia impossível perante a tantas façanhas que ele havia alcançado. Sua entrevista desastrosa, disparando contra a imprensa e sendo desmentido pelos fatos arranhou consideravelmente sua imagem profissional imaculada. 

É bem verdade que trata-se de um outro time, portanto uma outra negociação, mas por mais que Carille tentasse tapar o sol com a peneira, todos sabíamos que a negociação com o Al-Hilal de fato aconteceu, e não é porque não houve acerto que a imprensa é mentirosa. 

Em tempos em que o media-training impera, é inconcebível que um cidadão ocupante de um cargo tão relevante demonstre tamanho despreparo perante aos microfones. 

Sinceramente espero que este episódio ensine a Carille o que um homem da idade dele já deveria saber a muito tempo: Nada como um dia após o outro!

O Curioso do Futebol

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