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Procurado por não pagar pensão, ex-jogador William é preso por furtar mercados

Com informações do UOL
Foto: reprodução

Zagueiro foi preso nesta sexta-feira

O ex-jogador de futebol William Gabriel Ignácio, de 31 anos, que atuou profissionalmente pela última vez em fevereiro deste ano, foi preso na sexta-feira, após furtar três supermercados e uma perfumaria da avenida Imirim, no bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo.

Apesar de ter o alvará de soltura expedido pela juíza Julia Martinez Alonso de Almeida Alvim, na manhã deste sábado, o ex-atleta precisou continuar preso por ser considerado foragido da Justiça pelo não pagamento de pensão alimentícia.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), William foi preso em flagrante junto a outros quatro homens pela Polícia Militar após furtar peças de carne, desodorantes e bebidas energéticas.

"Em audiência de custódia realizada ontem, a magistrada não verificou a existência de qualquer irregularidade no cumprimento do mandado, ficando mantida a prisão de William Gabriel Ignácio", informou o Tribunal de Justiça de São Paulo por meio de nota.

William teve o mandado de prisão expedido em um processo da Vara da Família e Sucessões. Mesmo que pague o que deve, pelo crime de furto ainda terá de manter informado seu endereço atual à Justiça, não poderá deixar a cidade sem autorização por mais de oito dias e não poderá sair de casa à noite (das 22h às 6h) e nos dias de folga.

No momento da prisão, William e os outros três homens confessaram estar envolvidos em outras ocorrências em comércios da região. O caso foi registrado como furto e captura de procurado pelo 13º Distrito Policial (Casa Verde).

William, que era zagueiro e teve sua última passagem no futebol pelo Aquidauanense, do Mato Grosso do Sul, disse aos policiais no momento da prisão que perdeu a vontade de jogar depois do falecimento dos pais e que teria começado a furtar mercadorias para conseguir pagar pensão alimentícia.


Revelado pelo Santacruzense, o zagueiro passou por Atlético Goianiense Portuguesa Santista, Nacional, Fernandópolis e chegou a disputar a primeira divisão do campeonato carioca pelo Bonsucesso, em 2016, e pela Macedônia, onde defendeu o Shkëndija.

Ainda atuou por Ceilândia e Dimensão Capela. O último time que defendeu foi o Aquidauense, em Mato Grosso do Sul. A última partida oficial em que William jogou foi em fevereiro de 2022 na derrota para o Naviraiense pelo Campeonato Sul-Matogrossense.

O furto da Taça Jules Rimet em 1983

Por Ricardo Pilotto
Foto: Divulgação

Taça Jules Rimet furtada em 19 de dezembro de 1983

Nesta segunda-feira, dia 20 de dezembro de 2021, se completam 38 anos que a Taça Jules Rimet foi roubada do prédio da CBF. Este troféu havia sido conquistado pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, edição na qual a Amarelinha se sagrou tricampeã mundial.

Cerca de 17 anos atrás, a taça já havia sido roubada em Londres, e foi achada alguns dias após o ocorrido por Pickles, um cachorro. Porém, dessa vez, o troféu foi furtado da sede da Confederação Brasileira de Futebol e causou um grande espanto na nação, já que aquele objeto era considerado um símbolo de "orgulho nacional".

A taça tinha cerca de 3,8 quilos de ouro e poderia valer aproximadamente 18 milhões de cruzeiro, equivalente a mais de R$ 189 mil nos dias atuais. Com a polícia se movimentando a procura do objeto e os jornais, tanto nacionais quanto internacionais, noticiando o que aconteceu, o pânico do que havia sido feito com aquele ícone que representava um tricampeonato mundial.

Os envolvidos no furto do troféu foram: Sérgio Pereira Ayres, popularmente conhecido como Sérgio Peralta, era representante do Clube Atlético Mineiro na CBF e foi o mentor de tudo; Francisco José Rocha Rivera, ou Chico Barbudo, que foi um dos invasores; José Luiz Vieira da Silva, ou Luiz Bigode, que ajudou no roubo e Juan Carlos Hernandez, um ourives argentino que derreteu a taça. Além destes nomes, Antônio Setta, também conhecido como Broa, era um dos maiores arrombadores do Rio de Janeiro e tinha experiência com esse tipo de furto.

Furto - Sérgio Pereira Ayres (Sérgio Peralta), mentor do roubo, já sabia de tudo do prédio da CBF e também tinha acesso ao local onde estava a taça. Em um jogo de cartas com Antônio Setta (Broa) no Bar Vila Verde, Peralta propôs o roubo, mas acabou sendo prontamente negado. Alguns dias após esse episódio, Sérgio chamou Francisco Rivera (Chico Barbudo), que após uma longa conversa, aceitou todos os termos. Em conjunto, José Luiz Vieira da Silva (Luiz Bigode), amigo de Francisco também entrou no esquema.

Tendo o mapa desenhado por Peralta, Chico Barbudo foi personificar um jornalista, pedindo para ir até o nono andar e entrevistar o presidente da instituição Giulite Coutinho, mas acabou sendo barrado pela secretária da CBF, Sônia Mecare. Foi então, que às 21 horas do dia 19 de dezembro de 1983, Chico Barbudo e Luiz Bigode invadiram o prédio. Eles renderam João Batista Maia, vigia que tinha 55 anos de idade e sobem para furtar a taça. Com a chave da sala onde se encontrava o troféu, eles efetuaram o roubo e depois se encontraram com Sérgio Peralta, que estava com os outros comparsas do lado de fora aguardando os dois para fugir do local.

No dia 20 de dezembro, às investigações de resgate ao “orgulho nacional” foram iniciadas. No entanto, achar os criminosos parecia uma missão muito mais do que difícil, já que nenhuma das suspeitas pareciam ser concretas para que fossem feitas as acusações. Mal se sabia que apenas um delator poderia dar uma luz para que os responsáveis fossem encontrados.

Toda essa história passou a mudar quando Antônio Setta, denunciou Sérgio Peralta, mas acabou não sendo levado a sério pelas autoridades. Apesar disso, os agentes passaram a investigar Peralta depois de mais uma busca frustrada. Somente no 25 de janeiro do ano seguinte, Sérgio foi preso. Peralta só confessou o que cometeu tal crime depois de ter sido torturado pelos mesmo polícias que haviam batido em Luiz Bigode. Por outro lado, Chico Barbudo teve aproximadamente 2,5 quilos de joias de ouro confiscados de sua casa, mas não foi agredido em momento algum.


No mês de março em 1988, o trio foi a julgamento e condenado a 9 anos de cadeia. Carlos Hernandez, argentino que derreteu a taça, pegou uma penalizado por três anos. Ele fugiu para a França no mesmo ano, e lá, teve de cumprir sete anos de prisão por tráfico de drogas. Depois disso, nunca mais foi encontrado.

Chico Barbudo conseguiu a apelação de sua pena e quando estava em liberdade, acabou sendo assassinado por cinco homens no dia 28 de setembro no ano de 1989. Sérgio Peralta chegou a ser detido em 13 de julho de 1994, ganhou sua liberdade condicional no mês de setembro de 1998 e em agosto de 2003, sofreu um infarto fulminante e morreu.

Luiz Bigode, que atualmente mora no Rio de Janeiro, ficou preso em Bangu até ser solto em 1998. Por fim, Antônio Setta veio a falecer no dia 3 de dezembro de 1985 após sofrer um acidente de carro próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas. Um fato que causou grande suspeita de ter sido uma queima de arquivos, é que este ocorrido foi justamente no dia em que Broa teria uma audiência para depor.

Casa de Jardel é invadida e chuteiras de ouro da UEFA são furtadas

Com informações do GE
Foto: arquivo

Jardel com a camisa do Ferroviário e uma das chuteiras de ouro que foram furtadas

As duas chuteiras de ouro da UEFA, a de prata e de bronze do ex-atacante Mário Jardel foram furtadas na madrugada desta quarta-feira. De acordo com o ex-jogador, os assaltantes teriam pulado o muro, invadido a casa na madrugada e furtado as premiações de quando o atleta atuava na Europa. Jardel registrou boletim de ocorrência no 15° Distrito Policial, em Fortaleza.

"Não é nem pela questão financeira, é mais pelo valor sentimental. É o meu legado, a minha história", declarou o ex-atacante.

As duas chuteiras de ouro da UEFA representam o título de maior goleador da Europa nos anos de 1999 e 2002. A chuteira de prata foi conquistada em 1997, quando atuava pelo Porto. A de bronze foi conquistada em 2000, quando Jardel defendia o Galatasaray.

Sobre o atacante - Jardel teve passagens marcantes por clubes como Grêmio e Porto-POR. Primeiro jogador do planeta a ser artilheiro tanto da Libertadores quanto da Liga dos Campeões. Defendendo o Ferroviário, Jardel fez sua estreia no time profissional em 28 de agosto de 1990, quando ainda não havia completado 17 anos de idade, na goleada por 4 a 0 sobre o Guarani de Juazeiro, no estádio Elzir Cabral. Com destacadas atuações, no ano seguinte foi negociado e seguiu para o Vasco.


No Vasco, teve altos e baixos e foi emprestado para o Grêmio em 1995, onde foi o destaque no título da Libertadores. No ano seguinte, foi para a Europa e virou ídolo de Porto, Galatasaray e Sporting. Quando foi para o Bolton, da Inglaterra, sua carreira entrou em declínio.

Ainda passou por Ancona, Palmeiras (onde nem chegou a jogar), Newell's Old Boys, Alavés, Goiás, Beira-Mar de Aveiro, Anorthosis, Newcastle United Jets, Criciúma, América Cearense, Flamengo de Teresina, Cherno More e parou de jogar em 2011 pelo amazonense Rio Negro.

O Curioso do Futebol

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