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Telê Santana e sua passagem pelo Guarani

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Telê Santana com a camisa do Bugre

Um dos maiores técnicos do futebol brasileiro, que fez suas equipes encantarem, completaria 92 anos. Telê Santana da Silva nasceu em Itabirito, no dia 26 de julho de 1931, e faleceu em Belo Horizonte, no dia 21 de abril de 2006. Além de ter um currículo impressionante como treinador, Telê, também, teve uma carreira como jogador, conhecido como "Fio de Esperança", tendo muito destaque no Rio de Janeiro, mas atuou em um clube do futebol paulista, no Guarani, no início da década de 60.

A sua carreira começou antes de 1950, quando teve passagens por alguns clubes na categoria de base, como: Itabirense, clube de sua cidade, América de São João del-Rei, Fluminense, Botafogo e depois retornou ao Fluminense. No tricolor carioca permaneceu até subir para o profissional. 

Em 1951 estreou como profissional do Fluminense. O ponta-direita, era muito veloz e habilidoso, sempre dando trabalho a defesa adversária. Rapidamente, o atacante ganhou a posição, se tornando titular da equipe, mesmo sendo muito jovem, mas não sentiu o peso da responsabilidade. 

Pela equipe conquistou alguns títulos importantes, como a Copa Rio, que o Fluminense briga para ser reconhecido como Mundial. Além de dois Campeonatos Cariocas e mais dois Torneio Rio-São Paulo, sendo muito importante e ganhando a idolatria da torcida. 

Telê ficou nove anos na equipe, sendo considerado ídolo, mas já no final da década de 50, o atacante já não era mais o mesmo, não tinha mais a mesma velocidade. Por causa da perda de espaço no Fluminense, Telê preferiu deixar o clube, foi quando foi atuar no futebol paulista. 

O jogador acabou recebendo uma proposta do Guarani, por causa do presidente Jaime Silva. O carioca que dirigia o clube era torcedor do Fluminense e, consecutivamente, fã do atacante mineiro. Com todo o conhecimento da habilidade do jogador, Jaime convenceu os dirigentes a contratá-lo. 


Em 1960 chegou ao Guarani, mas já não tinha mais o mesmo rendimento, mas, mesmo assim, foi titular da equipe. O atacante não conseguia encantar tanto, mas impressionava com a sua habilidade, e gerava muitas chances de perigo para a sua equipe. 

Telê chegou a ter uma temporada muito boa, tendo bons momentos com a camisa do Guarani, mas sofria com a parte física, que já não era mais a mesma. O jogador foi importante no período que esteve no clube, mas acabou deixando a equipe após dois anos. Foi uma passagem boa, mas sem muito brilho do atacante, pois já estava caminhando para a fase final de sua carreira. Em 1962 retornou ao Rio de Janeiro, mas, dessa vez, seria para atuar no Madureira.

Telê Santana, o Fio de Esperança, no Vasco

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Telê Santana encerrou a carreira no Vasco

Um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro completaria 91 anos hoje. Telê Santana da Silva nasceu em Itabirito, Minas Gerais, no dia 26 de julho de 1931, e se tornou um grande treinador. Além da sua vida ao lado do gramado, Telê também fez uma boa carreira dentro dele, principalmente pelo Fluminense, clube pelo qual atuou por muitos anos, mas também não foi a única equipe grande do Rio de Janeiro pela qual teve passagem. Ele jogou no Vasco, em tempo curto, em 1964.

Telê começou no profissional do Fluminense em 1951 e permaneceu por muitos anos. Era um bom ponta-direita, conquistou alguns títulos pelo tricolor e se tornou ídolo da equipe. O atacante passou sua carreira praticamente todo no Flu, mas acabou deixando alguns torcedores bravos alguns anos depois.

Em sua época de Fluminense, o jogador era ovacionado pelos torcedores, um grande ídolo do clube, e sempre se declarou torcedor do clube. Jornais da época fizeram concurso para dar apelidos para o atacante, onde participaram jornalistas, jogadores e torcedores, e o apelido vencedor foi o Fio de Esperança, por ser magro, rápido e sempre trazer esperança de gols.

O jogador deixou o Flu no início da década de 60, ainda muito jovem, com 31 anos, e queria continuar sua carreira. Telê foi para o estado vizinho, para atuar na equipe do Guarani, mas ficou pouco tempo por lá, e logo depois voltou ao Rio de Janeiro para atuar no Madureira.

Tudo isso aconteceu em 1962 e Telê declarou que iria para de jogar e se aposentar dos gramados. O jogador ficou parado por um tempo, e já estava pensando em sua carreira ao lado do campo, como treinador, mas tudo iria mudar, o que deixou a torcida do Flu brava com o atacante.

Em 1964, Telê acabou recebendo um convite de Zezé Moreira, um grande amigo seu do futebol, que tinha acabado de assumir o comando da direção do Vasco, um dos rivais do Fluminense. O atacante, mesmo já aposentado, não recusou a proposta feita pelo amigo e resolveu voltar a campo.

Telê chegou para o Vasco já muito criticado, por conta da sua passagem pelo Fluminense e por sempre ter se declarado torcedor do clube. A sua passagem durou três meses e atuou em apenas dois jogos pelo clube, sendo uma trajetória decepcionante pelo Gigante da Colina.


Depois de três meses, Telê decidiu realmente deixar os gramados e focar na sua vida fora de campo. Alguns anos depois se tornou treinador e seu primeiro clube foi o Fluminense, seu grande time do coração.

Telê Santana se tornou um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro e até mesmo mundial. O grande jogador e treinador acabou falecendo no dia 21 de abril de 2006, deixando muitos admiradores e amigos por onde passou.

Telê Santana e o concurso para o "Fio de Esperança"

Telê Santana virou o "Fio de Esperança" após concurso feito pelo Jornal dos Sports

Um dos mais importantes jogadores e, talvez, o grande treinador que o futebol brasileiro já teve, Telê Santana deixou saudades quando faleceu no ano de 2006. Ídolo no Fluminense, quando jogador, Telê Santana, que nasceu em 26 de julho de 1931, na cidade de Itabirito, em Minas Gerais, marcou época como atleta do clube.

Telê Santana estreou como profissional no ano de 1951. Franzino, logo ganhou dois apelidos: "Fiapo" e "Tarzan das Laranjeiras". O dirigente tricolor Benício Ferreira achava que o jogador merecia algo mais honroso e deu a idéia ao amigo Mário Filho, jornalista e então diretor do Jornal dos Sports, que criou o concurso com o tema "Dê um slogan para Telê Santana e ganhe 5 mil cruzeiros".

Ao seu final, mais de quatro mil sugestões tinham sido enviadas à redação do jornal. José Trajano conta que seu pai participou do concurso propondo o apelido "A Bola". Três leitores acabaram empatados no primeiro lugar na votação final, com as alcunhas "El todas", "Big Ben" e "Fio de Esperança". Foi a última que caiu no gosto dos torcedores tricolores.

Telê se transferiu do Fluminense para o Guarani por conta do presidente histórico do Bugre, o carioca Jaime Silva, ser torcedor do clube carioca e ter influenciado os dirigentes cariocas a permitirem a sua transferência para Campinas. Telê foi para o Bugre depois de quase 10 anos como titular do Tricolor das Laranjeiras.

Telê deu mais uma demonstração de amor ao Fluminense, quando já no final de sua carreira como jogador, atuando pelo Madureira marcou o único gol de sua equipe na derrota por 5 a 1 para o Flu. Embora aquele gol não tenha influenciado no resultado, Telê chorou ao final da partida por ter feito um gol em seu clube do coração.

O Curioso do Futebol

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