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Fabinho Paulista se prepara para disputar o Roraimense 2022 pelo Baré

Foto: Flavio Hopp / Baré Esporte Clube

Fabinho em um dos jogos-treino realizados pelo Baré

O atacante Fabinho Paulista vai para mais um desafio na carreira. Ele, que já defendeu times de todas as regiões do país, vai desbravar mais um estado. O jogador é um dos reforços do Baré para a disputa do Campeonato Roraimense de 2022.

Como o atacante vai para mais um estado em sua carreira, ele lista onde jogou. "Vamos lá, começando pelo Rio Grande do Sul, que foi o último que joguei agora, depois Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Tocantins e Amapá", fala.

Fabinho também fala como foi o período mais crítico da pandemia. "Foi muito complicado para mim pessoalmente, principalmente em 2020, pois eu estava jogando no Campeonato Paranaense quando deu a parada. Eu já tinha aceitado uma outra situação para dar continuidade ali no Paraná mesmo, na Segunda Divisão e quando paralizou falaram que era coisa rápida, até deixei minhas coisas lá, como chuteira. Porém, acabou ficando todo aquele tempo. Depois, de voltei a jogar só depois de seis meses e já foi em outro clube, o Prudentópolis, e acabei até jogando contra o time que havia acertado. Ainda atuei na Terceira Paranaense pelo Iguaçu, onde fui campeão".

Ele também explica como foi 2021. "Foi mais foi mais tranquilo. Já estava acostumado com os testes, com toda toda dinâmica dos protocolos dentro do esporte e ainda consegio trabalhar o ano todo. No fim do ano, atuei no São Gabriel, do Rio Grande do Sul. Agora fica a expectativa de atuar diante do torcedor", fala.

O jogador fala como foi o acerto com o Baré. "Estava em casa e o Batoré, que gerencia o núcleo de Cubatão da Adaf, onde meu filho faz escolinha, me ligou e perguntou se eu tinha algo certo para 2022 e falou que tinha alguma coisa boa para mim. Depois, fizemos uma reunião onde eu tive o prazer de conhecer o Júnior Curitiba, um dos diretores do Baré. Ele fez a proposta, apresentou o projeto para o ano, falou sobre o eles pensam sobre o futebol de Roraima.Acabei aceitando o desafio e aqui estou, feliz e motivado, acreditando que vai dar certo".

Ele explica como foi a pré-temporada. "A preparação foi boa dentro do possível. Tivemos três semanas para treinar e ir se conhecendo, se enquadrando dentro do trabalho do que o professor Aarão quer. Fizemos dois amistosos onde o time ganhou uma cara e pegou entrosamento. Então, acredito que a pré-temporada foi boa".


Para encerrar, Fabinho fala como sua experiência em vários estados no Brasil pode ajudar o clube no Roraimense. "Eu acredito que minha experiência pode agregar nos momentos mais difíceis que a gente estiver passando tanto dentro de campo quanto fora de campo. Eu acredito que que vai ajudar sim, mas o importante vai ser correr, se dedicar e estar sempre à disposição da equipe", finaliza.

Fabinho Paulista - Movido por desafios no futebol brasileiro

Por Victor de Andrade

Fabinho Paulista defendeu o Santos do Amapá na Série D

Mato Grosso, Goiás, Paraíba, Sergipe, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Amapá. Um jogador que já passou pelo futebol de todos estes estados citados é, realmente, uma pessoa que não tem medo de encarar desafios no mundo da bola. Estamos falando do meia-atacante Fabinho Paulista, de 30 anos, que atualmente defende o Santos do Amapá, mas que já rodou todo o Brasil praticando a modalidade. 

Só neste ano, para vocês terem uma ideia, ele foi peça importante no Comercial de Campo Grande na primeira fase do Sul-Matogrossense, ajudou o Olímpia a escapar do rebaixamento no Paulista da A3, defendeu o Peixe da Amazônia na Série D do Brasileiro e ainda terá pela frente a Copa Verde e o Amapaense. 

Confira o bate-papo que tivemos com ele: 

O Curioso do Futebol - Para começar a entrevista, vamos falar de sua experiência. Você é um jogador que não “escolhe lugar para atuar”, um verdadeiro 'andarilho' da bola. Já jogou em times de Mato Grosso, Goiás, Paraíba, Sergipe, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amapá, além, é claro, São Paulo. Por que preferiu que sua carreira fosse assim e o que isso ajuda nela? 

Fabinho Paulista – Graças a Deus! Tive a oportunidade de passar por esses estados e em todos os clubes que joguei pude fazer um bom trabalho e sou muito feliz por isto. Costumo dizer que sou movido a desafios e, na verdade, não escolhi que minha carreira fosse assim, de rodar o Brasil em busca do futebol. Os desafios foram aparecendo, fui aceitando e consegui ser feliz em boa parte deles. 

O Curioso do Futebol - Há muita diferença no futebol praticado entre estes estados? Há um lugar onde se joga mais ofensivamente e outro de forma mais defensiva? 

Fabinho Paulista – Claro que tem! O futebol brasileiro se diferencia um pouco de estado para estado. Tem lugar que é mais pegado, outros muito mais técnicos. Este ano pude sentir alguma diferença nesta questão, pois comecei o ano no Comercial de Campo Grande e o Mato Grosso do Sul tem um futebol mais corrido, não tanto pegado, mas dinâmico. Quando fui para o Olímpia, me deparei com um futebol mais técnico, de muita qualidade, que procura ficar mais com a bola no pé, cadenciando o jogo. Já aqui no Norte do país o futebol é mais pegado, mais corrido, de muita força e transpiranção, na verdade.

O Curioso do Futebol - O Santos do Amapá é o terceiro clube que defende no ano. Como foi a passagem pelo Comercial de Campo Grande, equipe que fez boa campanha na primeira fase, mas acabou caindo no mata-mata? 

Fabinho Paulista – No Comercial tive a oportunidade de iniciar a competição, onde fiz seis jogos. Costumo dizer que fiquei muito feliz, já que joguei no maior clube do estado, no meu ponto de vista. Estávamos bem na competição, o time estava vencendo, e eu vinha fazendo boas partidas. Vencemos o Sete de Dourados, fora de casa, por 2 a 0, onde fiz grande partida, e na sequência recebi a proposta do Olímpia.

No Cascavel, no ano passado

O Curioso do Futebol - Depois, você foi para o Olímpia, equipe que corria sério risco de rebaixamento na A3 Paulista, mas conseguiu uma boa sequência no fim, no momento quando você chegou, e conseguiu escapar da “degola” antes mesmo da última rodada. Como foi esta 'virada' no fim, com grande ajuda sua? 

Fabinho Paulista – Quando eu aceitei a proposta do Olímpia, me chamaram de louco. Saí de um time que brigava pela ponta do estadual e fui para outro que brigava contra o rebaixamento. Mas como eu disse, sou movido a desafios e aceitei, já que, naquele momento, estava querendo voltar a atuar no futebol paulista e ficar mais perto de minha casa. Apesar da situação da equipe na A3, eu tinha certeza que ia dar certo e graças a Deus foi o que aconteceu. Mantive minhas atuações, como estava sendo no Comercial, pude fazer grandes partidas e ajudei a equipe sair da zona de rebaixamento. Foi uma sensação única, como se conseguisse um título, ou até mais, já que a situação era complicada, mas conseguimos livrar o Olímpia da queda.

O Curioso do Futebol - Como foi que você chegou ao Santos do Amapá, um clube que domina o cenário estadual? 

Fabinho Paulista – Cheguei no Santos através do meu procurador, Cláudio Jatobá. Ele fez contato com o pessoal aqui do clube, entre eles o treinador Edson Porto, houve interesse de ambas as parte para que eu viesse para cá. Fui um novo desafio para mim, já que eu não esperava jogar a Série D por um time do Amapá, estava pensando que iria ficar em São Paulo, para atuar na Copa Paulista. Porém, o Olímpia decidiu não disputar a competição. Foi quando recebi o convite e, mais uma vez, aceitei um novo desafio.

O Curioso do Futebol - Muitos têm preconceito com o futebol do Norte do país, principalmente fora do Pará. Como é a estrutura do clube? Difere muito das outras regiões? 

Fabinho Paulista – Confesso que não esperava encontrar uma boa estrutura tão boa quando a do Santos, fui surpreendido positivamente! Não fica devendo nada para times de Série C do Brasileiro, por exemplo, até alguns da Série B. O clube tem diversos campos, tem um CT muito bom, com piscina, estrutura de fisioterapia, com tudo para que possamos render o máximo. O preconceito é que não são todos os clubes aqui da região que têm uma estrutura como a do Santos, por isto que alguns acabam não aceitando propostas daqui. Porém, o Santos dá todas as condições para que o atleta possa render o seu melhor.

Pelo Comercial de Campo Grande

O Curioso do Futebol - Qual a pretensão para o seu futuro? Pretende continuar no Santos do Amapá ou já tem alguma proposta para atuar em outro lugar, ainda nesta temporada? 

Fabinho Paulista – O futuro a Deus pertence! Porém, tenho contrato com o Santos até o final de outubro deste ano e pretendo cumprí-lo até o fim. A temporada para o time continua no segundo semestre e estou feliz aqui e a equipe vai se encaixar para a disputa do Estadual, que já começa no próximo mês, e da Copa Verde. Espero fazer uma grande campanha nas duas competições. O meu futuro sempre coloco nas mãos de Deus e deixo sob os cuidados do meu procurador Cláudio Jatobá e sempre quero jogar futebol.

O Curioso do Futebol - Agora, deixamos o espaço livre para você mandar sua mensagem. Muito obrigado pela entrevista.

Fabinho Paulista – Quero agradecer a oportunidade que vocês estão dando para falar sobre minha carreira e meu desempenho nesta temporada. Estou muito feliz com o que vem acontecendo, que Deus vem entregando nas minhas mãos e sou muito grato por tudo isto. Pretendo que continue assim e que eu termine o ano entragando título do Campeonato Amapaense para o Santos e, porque não, da Copa Verde. Um forte abraço e obrigado!

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