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O último gol de Neto no Brasil

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Alexandre Battibugli / Revista Placar

Neto defendeu o Etti Jundiaí entre 1998 e 1999

José Ferreira Neto, ou simplesmente Neto, está completando 54 anos neste 9 de setembro de 2000. Uma das grandes revelações do Guarani, medalha de prata pela Seleção nas Olimpíadas de Seul, em 1988, ídolo do Corinthians e um dos poucos jogadores que defendeu os quatro grandes do futebol paulista, Neto fez o seu último gol atuando no Brasil em 1999, defendendo o Etti Jundiaí.

Depois de ter defendido várias equipes, entre grandes e pequenas, tendo defendido até o colombiano Millonarios, Atlético Mineiro e o paranaense Matsubara, Araçatuba e Osan Indaiatuba, além de voltas rápidas no Guarani e Corinthians, o meia, que nasceu em Santo Antônio da Posse, desembarcou no Etti Jundiaí em 1998.

Mas aqui vai um adendo. O Paulista de Jundiaí foi um dos pioneiros em aderir às parcerias com empresas e em 1995 uniu-se à empresa de fios e cabos elétricos Lousano (que patrocinou também Guarani, Santos e Vasco), passando a se chamar Lousano-Paulista.

Em 1998, nova mudança: a Parmalat, conhecida pelas co-gestões no Palmeiras e Juventude, negociou com a Lousano e assumiu a equipe, resolvendo colocar o nome da fabricante de molhos de tomate de sua propriedade cuja a fábrica ficava em Jundiaí. Assim nascia o Etti Jundiaí e, ficar com os torcedores ao seu lado, manteve o Galo no escudo e contratou um jogador conhecido: ele era Neto!

Um ano depois de sua chegada ao clube do interior, disputou a Série A2 do Paulista. A competição era composta por 16 equipes. Na primeira fase, foram divididos dois grupos com oito times, classificando-se para segunda fase, apenas os quatro primeiros de cada chave. Já na segunda fase, com quatro clubes em cada grupo, somente os líderes se classificavam, decidindo assim, os clubes que subiriam de divisão, além da final do campeonato.


Como foi - Na ocasião, o Etti Jundiaí acabou se classificando para a segunda fase, na quarta colocação do Grupo 1. Na segunda fase, ficou próximo de classificar, somando os mesmos 13 pontos que o líder de seu grupo, Ponte Preta, que avançou à próxima fase devido o saldo de gols superior.

Ainda na primeira fase Neto marcou seu último gol em terras tupiniquins. O jogador marcou um dos gols na vitória de sua equipe sobre o Juventus, por 3 a 2, no dia 18 de abril de 1999. O ex-jogador ainda defendeu o Deportivo Italia, da Venezuela, antes de se aposentar dos gramados de forma oficial e fez o seu último gol.

O título do Etti Jundiaí na Série C de 2001

Por Lucas Paes
Foto: Revista Placar

O Etti Jundiaí campeão da Série C em 2001

O Paulista de Jundiaí é um dos clubes mais tradicionais do interior paulista. Ao longo dos anos, o Galo de Jundiaí já conquistou títulos como a Copa do Brasil e títulos nacionais. Entre eles, uma campanha de destaque em 2001, quando com o apoio da Etti, empresa da Parmalat, o Paulista ganhou a Série C de 2001. 


A parceria com a Etti começou ainda em 1998. Porém, foi só em 2001 que a parceria marcou a história do Galo. A classificação do Paulista, ou melhor, do Etti, veio graças ao título da Série A2 de 2001, que de quebra colocou o Galo na elite do futebol paulista. O Galo conquistou o título pra cima do Santo André, e com a taça garantiu vaga para fazer história na terceira divisão do Brasileirão de 2001. Aquilo seria, de certa forma, o primeiro passo para a era de ouro do Paulista, que quase chegou a Série A do Brasileirão anos depois e conquistou a Copa do Brasil em 2005.

Contando com nomes como Ricardinho, que recentemente foi destaque na Briosa quando a Portuguesa Santista foi campeã da Bezinha, Vagner Mancini, Maurinho, lateral do Santos em 2002 e do Cruzeiro em 2003, entre outros nomes, a equipe voou para a Série B e para o titulo.  

Sob o comando de Giba, o Tricolor iniciou o campeonato no grupo G, ao lado de América do Rio de Janeiro, Bangu e Atlético Sorocaba, Madureira, Olaria e Santo André, o Tricolor estreou vencendo o Santo André, no ABC, por 2 a 1. Depois, empate sem gols com o Atlético e vitória por 3 a 1 sobre o Madureira. Depois, goleada por 4 a 0 sobre o América, vitória sobre o Bangu, no Rio e empate com o Olaria, no Rio. A equipe paulista seguiu buscando seus resultados, fechando a primeira fase como líder do grupo, com 8 vitórias, dois empates e duas derrotas. 

Na segunda fase, o time de Jundiaí pegou outra vez o Madureira, além de Juazeiro, Ipatinga e Independente (Pará). Outra vez, o Galo terminou lider, com vitórias contra todos os times do grupo, com direito a goleada por 5 a 0 sobre o Juazeiro, fora de casa. Com os 12 pontos conquistados, o Etti foi como líder para a fase final, para poder buscar o acesso. Foram quatro jogos disputados nessa fase, com quatro vitórias, 13 gols marcados e apenas dois sofridos, um desempenho absurdo.

Na fase final, Etti, Mogi Mirim, Guarany de Sobral e Atlético Goianiense disputavam o acesso. O tricolor estreou com vitória contra o Atlético, por 3 a 2, fora de casa e depois venceu o Mogi Mirim, em Jundiaí. Ai vieram dois empates seguidos contra o Guarany, antes de outra vitória diante do Mogi, por 3 a 1, fora de casa. O jogo que definiu o acesso e o título do Paulista, no dia 16 de dezembro de 2001, foi no Jaime Cintra, com uma vitória de 2 a 0 para cima do Atlético Goianiense. Os dois gols do Etti foram de Jean Carlos. A vitória garantiu o acesso e o título ao Etti/Paulista de Jundiaí. 

A parceria com a Etti, porém, acabaria no ano seguinte. Com nova diretoria, a Parmalat deixou de investir no Palmeiras, como fazia há quase 10 anos e de quebra acabou deixando também os investimentos na equipe do Etti, que era uma empresa do grupo da Parmalat. O Etti virou primeiro Jundiaí e depois voltou ao tradicional nome de Paulista. Na verdade, a crise que eclodiu dentro do Paulista e do Palmeiras (e do futebol como um todo, já que a Parmalat investia em diversos clubes) era só o inicio da eclosão da bomba que faria a Parmalat entrar em falência, com a empresa italiana só se recuperando anos e anos depois. 

Já o Paulista começaria a partir dos anos 2010 uma derrocada que dura até os dias atuais, com o clube tendo um respiro graças ao título do Paulista da Segunda Divisão, a famosa Bezinha, desse ano. As páginas gloriosas em cenário nacional, noites onde Jean Carlos causavam pesadelos em torcedores goianos ou mesmo Márcio Mossoró causava calafrios em tricolores cariocas ficaram no passado. Assim como a Parmalat viveu seu período de recuperação, hoje é o Paulista que tenta travar um árduo caminho para voltar aos tempos de glórias, independente de se como Etti ou como Paulista de Jundiaí, um dos times mais antigos do estado.

O Curioso do Futebol

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