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International Board discute uso do VAR em segundo amarelo e contagem para laterais

Foto: divulgação / Conmebol

Estudos para o VAR analisar cartões amarelos

O International Football Association Board (IFAB) voltou a debater possíveis mudanças nas regras do futebol. Em reunião realizada nesta terça-feira (27), em Zurique, os Painéis Consultivos de Futebol e Técnico (FAP-TAP) analisaram duas propostas que podem impactar diretamente o jogo: a intervenção do VAR em casos de segundo cartão amarelo equivocado e a implementação de contagem regressiva em arremessos de lateral.

A ideia é ampliar o uso do árbitro de vídeo para situações em que um jogador receba o segundo amarelo de forma incorreta, algo que atualmente não permite revisão por vídeo. O objetivo seria evitar expulsões injustas e garantir maior precisão nas decisões disciplinares.

Outro ponto em debate foi o tempo para cobrança de laterais e tiros de meta. Inspirada na nova regra que limita o tempo de posse do goleiro — que não pode segurar a bola por mais de oito segundos, sob pena de escanteio para o adversário —, a proposta prevê uma contagem regressiva também nesses lances, como forma de reduzir a cera e acelerar o jogo.


As sugestões discutidas nesta terça-feira ainda não têm validade imediata. Elas serão analisadas novamente em 20 de janeiro de 2026, durante a reunião de negócios do IFAB. A partir daí, as propostas que avançarem serão colocadas em votação na assembleia anual, marcada para 28 de fevereiro de 2026.

Ingressos com preços elevados favorecem a elitização do futebol

Com informações da Agência Brasil
Foto: divulgação

Preços altos de ingressos

A final da última edição da Copa do Brasil, entre Flamengo e São Paulo (com entradas custando entre R$ 400 e R$ 4.500 na partida de ida, no estádio do Maracanã), evidenciou um fenômeno que tem se tornado cada vez mais comum, o dos altos valores cobrados por ingressos de jogos de futebol. Segundo pesquisadores do assunto, esta é mais uma evidência de que o esporte mais popular do planeta passa por um processo de elitização.

O jornalista e pesquisador (do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte da UERJ) Irlan Simões afirmou que uma das consequências do aumento dos preços cobrados por ingressos é uma mudança do perfil de torcedores de futebol presentes em muitos estádios: “Não tivemos exatamente um esvaziamento dos estádios, mas talvez uma substituição do público. Penso que pela sensação de higienização que as novas políticas de precificação provocavam. Mas, de certa forma, dez anos após a inauguração das arenas, parece que se reconheceu o fracasso do projeto inicial. É preciso ter [espaços] populares dentro do estádio. De outra forma, ele fica vazio”.

As novas políticas de precificação às quais Irlan se refere estão diretamente ligadas ao processo de modernização dos estádios. Alguns acabaram virando arenas, como o Maracanã e o Mineirão, passando por obras para receberem jogos da Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil. Uma das medidas mais sentidas foi a extinção de setores considerados democráticos, como a geral.

Assim, parcelas populares de torcidas de futebol acabaram sendo substituídas nas arquibancadas, que muitas vezes não ficam esvaziadas, em especial em clubes que alcançam resultados esportivos positivos. “Torcedores gostam de estar no estádio por causa de uma relação cultural construída para muito além do jogo em si. É sociabilidade, vivência, experiência, amizade. Quando se exclui um torcedor do estádio pelo preço [do ingresso] praticado, se descontinua uma tradição da própria torcida em dar vida a aquele ambiente. Claro que em clubes vitoriosos, que sempre têm estádios cheios, esse debate é mais difícil. O problema é que, mesmo nas equipes que não conseguem lotar estádio com frequência, se naturalizou que certos tipos de torcedores não têm mais o direito de conviver como torcedores”, declarou o pesquisador.

Na opinião de Pedro Daniel, pesquisador da consultoria EY, os espaços dos estádios por vezes ficam pequenos para o público interessado em acompanhar as partidas: “Temos hoje 14 estádios, 12 de Copa do Mundo mais os de Grêmio e Palmeiras. A demanda é muito forte e o espaço pequeno. Em contrapartida, é interessante que o clube entenda quem ele quer engajar. Essa é uma reflexão que cada time deve fazer, pois há uma balança [a ser considerada]. A correlação financeira e esportiva é direta, então não pode tender muito para um lado, pois você acaba abrindo mão do outro”.


Como forma de tentar encontrar uma resposta equilibrada para este desafio, Irlan Simões defende uma participação política dos torcedores nos clubes: “Muitas vezes os dirigentes ou conselheiros mais influentes são totais ignorantes sobre a realidade do torcedor comum, sobre a dificuldade de pagar um plano de sócio torcedor, de se deslocar até o estádio. Penso que, na medida em que grupos de torcedores sejam autorizados a ter voz, certos aprendizados acontecerão”.

Museu do Futebol abre inscrições e submissão de trabalhos para o 4º Simpósio Internacional de Estudos sobre Futebol


Desde o dia 16 de maio, estão abertas as inscrições e a submissão de trabalhos para o 4º Simpósio Internacional de Estudos sobre Futebol, organizado pelo Museu do Futebol, instituição do Governo do Estado de São Paulo. Os interessados devem se cadastrar pelo site até o dia 10 de julho.

Este ano, o Simpósio terá como tema “Às margens da memória: o futebol nacional entre o regional e o global”. Diante das efemérides de 2022 (bicentenário da Independência e centenário da Semana de Arte Moderna), e da primeira Copa do Mundo de futebol masculino disputada no Oriente Médio, a edição colocará em perspectiva a questão da identidade nacional, levando em consideração processos históricos tanto regionais, quanto globais.

Para os interessados em apresentar seus artigos nos Grupos de Trabalho ou expor e-Pôsteres, é necessário o pagamento de uma taxa de inscrição, havendo opção de isenção ou meia-entrada (confira os critérios no site). Já para aqueles que desejarem apenas acompanhar o evento, há a opção de inscrição gratuita para ouvintes. Todos receberão certificado digital.

Serão 20 áreas temáticas propostas, incluindo clube-empresa, direitos de transmissão, esportes eletrônicos, expressões artísticas, formas de jogar e de torcer, futebol amador e de várzea, mulheres, negros(as) e pessoas LGBTQIA+ no futebol, gestão e marketing, museologia e processos museológicos, política, regionalidades, dentre outros.

O evento acontecerá entre os dias 6 e 9 de setembro em formato híbrido (presencial e on-line). As mesas-redondas serão realizadas no Auditório do Museu do Futebol e no Sesc Pompeia, com transmissão ao vivo e tradução simultânea, enquanto as apresentações dos trabalhos (GTs e e-Pôster) serão feitas de forma virtual.

Ao todo, serão seis mesas-redondas divididas entre os quatro dias do evento. Entre os temas em debate estarão gênero e diversidade, memória, regionalidades, futebóis, Islã, racismo e antirracismo, sempre atrelados à temática do futebol. A programação completa, com os convidados, será divulgada em breve.

Sobre o Simpósio Internacional de Estudos Sobre Futebol - O Simpósio organizado pelo Museu do Futebol é um evento quadrienal, que mobiliza a mais expressiva produção de pesquisadores brasileiros e estrangeiros de diversas áreas de conhecimento, voltados para a temática do futebol. Desde a primeira edição, em 2010, o evento proporciona conferências com pessoas renomadas dos mais variados temas neste campo.


Para a quarta edição, a proposta é não só oferecer o que de melhor tem sido produzido por pesquisadores no Brasil e no exterior sobre a temática, mas também as experiências daqueles(as) que vivenciaram o esporte, seja como atletas, seja como jornalistas.

SERVIÇO

4º Simpósio Internacional de Estudos Sobre Futebol
Inscrições: De 16 de maio a 10 de julho - https://www.even3.com.br/4simposiofutebol/
Data: 6 a 9 de setembro
Local: Auditório do Museu do Futebol, Sesc Pompeia e transmissão online
Programação: Em breve

Escolas médicas de Londres: onde estudar para o bacharelado em medicina e cirurgia (MBBS)

(foto: Pixabay)

A medicina abrange o diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças, lesões e enfermidades. Compreende ciências da saúde, habilidades clínicas e pesquisa médica.

Por que escolher as escolas médicas de Londres?

Como médico de Londres, você será muito valorizado – as escolas de medicina de Londres e seus MBBS (Bachelor of Medicine, Bachelor of Surgery) estão entre os melhores do mundo. Você será treinado por professores cujas pesquisas estão na vanguarda do tratamento médico. Você aprenderá nos principais hospitais universitários de grande referência. E, claro, você estudará em uma das cidades mais incríveis do planeta para estudantes.

Londres tem diversas faculdades de medicina com classificação global, sendo três no Top 10 de medicina, segundo o ranking QS 2021. As instituições oferecem treinamento centrado no aluno, aprendizado clínico desde o estágio inicial e a oportunidade de colocações eletivas no exterior.

Os professores, palestrantes e tutores em medicina são internacionalmente reconhecidos por sua pesquisa e experiência clínica. Muitas descobertas médicas que moldaram a vida moderna aconteceram nas universidades londrinas, incluindo a descoberta da penicilina, o mal de Parkinson, diagnósticos de ressonância magnética e contribuições vitais para a compreensão do DNA.

Os estudantes de medicina de Londres obtêm contato clínico nos principais hospitais da cidade desde o início de seu treinamento. Esses hospitais atendem milhões de pacientes a cada ano com muitas condições médicas diferentes, e muitas vezes raras.

Por isso Londres é considerada um centro global de pesquisa, colaboração e descoberta médica. As universidades trabalham em estreita colaboração com uma ampla gama de parceiros clínicos, médicos, farmacêuticos, pesquisadores e outros profissionais de saúde em todo o mundo.

Com alunos de mais de 200 nacionalidades, a capital inglesa é vibrante, multicultural e cria inúmeras possibilidades para estudantes internacionais. Muitas universidades londrinas oferecem uma variedade de cursos de medicina, vinculados a todos os principais hospitais da cidade.

Aqui estão cinco universidades de Londres mais bem classificadas mundialmente:

Imperial College London

Com mais de 3.600 alunos e 1.400 acadêmicos e pesquisadores, Imperial College é uma das maiores instituições médicas da Europa. Sua escola está classificada em quarto lugar no mundo pelo Times Higher Education's World Rankings 2020. Os fortes vínculos da Imperial com os hospitais de Londres são complementados por sua competência em pesquisa, muitas das quais estão centradas nos campi de Hammersmith e White City da universidade.

University College London (UCL)

A University College é consistentemente uma das melhores universidades do mundo. Seu MBBS foi classificado em oitavo lugar pelo Times Higher Education's World Rankings 2020. Sua gama de oportunidades integradas de BSc (Bacharelado em Ciências) é uma das mais amplas do Reino Unido. O treinamento clínico ocorre na UCL e em seus três campi na região central de Londres.

King's College London

King’s College é uma das principais universidades de pesquisa do mundo e o maior centro de educação para profissionais de saúde na Europa, com mais de 5.000 alunos. Os estudantes de medicina do King’s recebem treinamento nos hospitais Guy's, St. Thomas's e King's, com estágios clínicos em todo o sudeste da Inglaterra. Seu BSc integrado oferece disciplinas de ciências e humanidades.

Queen Mary University of London

Lar de uma das escolas de medicina e odontologia mais antigas do país, Queen Mary oferece aprendizado em pequenos grupos e instalações de alta tecnologia na cidade e ao leste de Londres. A faculdade de medicina baseada no campus é altamente avaliada por sua pesquisa e satisfação dos alunos. O ensino ocorre no Royal London, St. Bartholomew’s (Bart’s) e no novo campus de St. George’s, Ilford, leste de Londres.

St. George’s University of London

St. George’s é a única universidade no Reino Unido que oferece treinamento e pesquisa em medicina, ciência e saúde exclusivamente. Os alunos têm sua prática clínica no campus do movimentado hospital St. George, no sudoeste de Londres, fundado em 1733. Ex-alunos famosos incluem Edward Jenner, que desenvolveu a vacina contra a varíola, e John Hunter, frequentemente chamado de “o pai da cirurgia moderna”.

Depois das universidades, conheça um pouco sobre o campo da medicina em Londres

O ecossistema de serviços de saúde de Londres é vasto. Há mais de 120.000 funcionários clínicos trabalhando para o NHS (National Health Service) na cidade, incluindo cerca de 27.000 médicos. Os 32 grupos de comissionamento clínico e os 39 hospitais de Londres fornecem mais de 15 bilhões de libras em serviços de saúde para os 8 milhões de habitantes da cidade a cada ano.

Quando se trata do futuro da saúde, Londres está definindo a agenda. A academia e a indústria se reúnem nos centros de pesquisa de ponta de Londres, que incluem o Francis Crick Institute, o maior centro da Europa para pesquisa e inovação biológica; o White City Campus da Imperial College, que reúne pesquisadores de classe mundial; quatro novos centros para treinamento de doutorado em inteligência artificial (AI) e saúde dentro da UCL, Imperial e King's; o London Centre for Nanotechnology, com especialização em imagens e diagnósticos médicos; entre outros.

Pelé 80: O graduado Rei do Futebol

Com informações do Santos FC
Foto: arquivo

Pelé em sua graduação

Hoje em dia é muito raro vermos atletas profissionais de futebol se interessarem em cursar uma faculdade, principalmente no Brasil. O maior de todos os tempos, deu o exemplo, e mesmo tendo conquistado tudo profissionalmente, fez questão de ter uma graduação profissional.

Em 1969 o currículo de formação em Educação Física ganhou o status de nível superior outorgando título de Licenciatura Plena, e o Rei não perdeu tempo. Um ano depois, em 1970, já se matriculou na FEFIS (Faculdade de Educação Física), em Santos, e começou a estudar.

Além do futebol, Pelé também se destacava em outras modalidades, como vôlei e basquete, e isso o ajudou na faculdade. Na década de 1960 o Santos também possuía equipes profissionais de vôlei e basquete, e que também eram vitoriosas. E alguns atletas já relataram que quando o Rei se machucava, para ajudar a recuperar sua forma física, ele participava de treinos das equipes de basquete e vôlei. Negrelli, o maior atleta de vôlei que o Santos teve, já afirmou que Pelé poderia ser um excelente jogador da modalidade.

Como o Rei iniciou a faculdade quando ainda atuava, muitas vezes não conseguia estar presentes nas aulas, e isso atrasou a sua formatura em um ano. E no dia 10 de janeiro de 1974, ele recebeu seu diploma, que se encontra em exposição no Memorial das Conquistas do Santos FC, e se tornou graduado em Educação Física.


A Reitoria - Rosinha Viegas era a reitora da FEFIS na época, e ela criou uma grande amizade com Pelé. Foi ela, inclusive, que o alertou da importância de ter uma formação. Para celebrar a amizade, o Rei presentou Rosinha com o sombreiro que ganhou na final da Copa do Mundo de 1970, no México. E no ano de 2017, sua filha, Renata Viegas, atual reitora da faculdade, doou o objeto histórico para o museu do Santos FC, o Memorial das Conquistas.

Turma de respeito - Os intervalos entre as aulas na FEFIS certamente eram agitados. Pelé teve ao seu lado na turma de Educação Física, alguns de seus ex-companheiros de Santos FC: Pepe, Chico Formiga e Cabralzinho. Além do ex-jogador do Palmeiras, Leivinha, do ex-goleiro e técnico Emerson Leão e da cantora Simone.

O Curioso do Futebol

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Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

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