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Decidida a maior vergonha da história da Conmebol: River campeão!

Por Lucas Paes

Lucas Pratto fez o primeiro dos três gols do River no jogo: melhorou no intervalo
(foto: divulgação CA River Plate)

No que se refere a tamanho, o que deveria ser a maior final da história da competição de clubes da América do Sul virou uma vergonha colossal com a decisão sendo em Madri, na capital da terra do colonizador, o que fez até com que a competição perdesse o sentido de seu nome. O Santiago Bernabeu lotado pode até ser é bonito. E é! Mas, faltava alma! Porém, o jogo foi bom, neste domingo, e, de virada, por 3 a 1, o título é do River Plate, sobre o Boca Juniors, na Espanha. 

O jogo começou bem travado no Bernabeu de maioria Xeneizie, ao contrário da aberta decisão na Bombonera. Aos 9 minutos, Maidana causou calafrios em toda a nação millonaria quase marcando contra, logo depois, no escanteio, Perez quase marcou, mas parou em Armani. A primeira boa chance do River veio aos 19', em jogada ensaiada que terminou em chute para fora de Fernandez.

O Boca oferecia mais perigo e, em uma falta extremamente perigosa gerada por uma falta de juízo na saida de bola Millonaria, a sobra da falta quase gerou um gol de Nandez. Quando parecia que a metade inicial do clássico caminhava para 0 a 0, contra ataque espetacular, Nandez acha passe lindo para Benedetto, que desmonta Maidana e, abençoado como é, vai as redes. Vantagem azul e amarela.

A etapa final começa c boa jogada dos Millonarios e finalização perigosa de Fernandez. O time de Nunez voltou mais ligado. Apesar disso, o perigo oferecido pela equipe tricolor era menor, já que nem Pratto conseguia finalizar com perigo. Até que aos 21', em linda jogada coletiva, Fernandez tabelou e tocou para Pratto finalizar bem e marcar o gol de empate do River. A partir daí, até houve um ensaio de pressão, mas nada de maior aconteceu e tudo ficou para o louco inferno da prorrogação.

Os campeões da competição (foto: divulgação Conmebol)

O tempo extra já começa com a expulsão de Barrios, que muda o panorama do duelo. A partir daí, o domínio passou a ser Millonario. Foi só aos 11', porém, que Alvarez chutou uma bola perigosa, após passe de Martinez. A pontaria do River estava ruim. O segundo tempo da prorrogação teve uma ocupação do River no ataque, até que Quintero recebeu passe na entrada da área e acertou um chutaço para virar o jogo e praticamente definir o título.

O final foi tudo o que se poderia esperar num duelo deste quilate. Desespero do Boca, bola na trave. Por um triz. Goleiro, contra ataque, bola para Martinez, gol, título. Esta história ninguém esquecerá. O River é premiado por ser melhor time. A maior competição de clubes da América do Sul não sorri para os bonzinhos, apesar de não haver bonzinho no superclassico. Apesar de tudo o que aconteceu, o River Plate mereceu. Agora o time é quatro vezes campeão na América do Sul e vai disputar o Mundial Interclubes. Só uma pena que as decisões tomadas pela Conmebol fizeram com que o verdadeiro nome do torneio perdesse totalmente o sentido e, por isto, decidimos não usá-lo.

Vergonha! – A Libertadores da América será decidida na capital do colonizador

Por Lucas Paes
Foto: divulgação

Madrid, capital da Espanha, país colonizador da América, será palco da final da Libertadores

A Libertadores que passou pelo caso Santos-Sanchez-Independiente, que teve o caso de Zuculini, que teve treinador suspenso invadindo o vestiário do time no intervalo e que por fim teve o episódio do ônibus apedrejado do Boca Juniors terminará de forma extremamente bizarra e sem sentido. A Conmebol, que sequer teve vergonha de admitir que fez um leilão, decidiu que a final da Copa Libertadores da América será em Madrid, na Espanha. Libertadores, da América, em Madrid. É sério. 

A decisão de não fazer o jogo na Argentina, por mais polêmica que seja, fez sentido. Os acontecimentos vistos em Nuñez foram bizarros e o Boca tinha razão de pedir os pontos. Porém existiam muitas soluções possíveis que não tirassem o jogo da competição sul-americana do continente sul-americano. Que tirassem da América do Sul, fizessem então nos Estados Unidos, não seria tão bizarro quanto uma final de um torneio com nome de Libertadores da América ser decidido na Europa, não só na Europa como na capital da Espanha, país que colonizou noventa por cento do continente. Até o nome da competição perde o sentido. Não existe defesa para tal absurdo. 

Não era preciso fugir do continente sul-americano. Se a Conmebol quer tanto insistir em jogo único, não havia um teste melhor. O maior clássico do continente sendo disputado em uma cidade diferente seria uma mostra de como a segurança atuaria, de como se colocariam duas torcidas rivais no mesmo estádio, seria um teste de diversos aspectos. Apesar do termo teste soar estranho, existem locais na América do Sul que teriam condições de sediar o jogo sem sofrer problemas, não era necessário ir a Madrid. 

Não há nada a se dizer contra o Bernabeu em si. É um palco mitológico, galáctico, que carrega uma história gigantesca, mas é um palco europeu. Um palco da Liga dos Campeões, do Campeonato Espanhol, da Copa do Rey, da Copa da UEFA, da Supercopa, até da Copa do Mundo, mas não da Libertadores, não numa terra de colonizadores. Não fora do continente americano. Não houve sentido nessa decisão que ofende o orgulho latino americano e o próprio nome da competição. O nome é Libertadores da América, não Colonizadores da América. 

A América do Sul tem, não custa lembrar, um país que sediou há pouco mais de 4 anos uma Copa do Mundo e que vai sediar uma Copa América. A Conmebol ignorou a candidatura de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, sendo que, tirando talvez a cidade carioca, que hoje vive um caos administrativo, são todas cidades que estão acostumadas com jogos grandes. Mesmo que a capital paulista tenha clássicos com torcida única nos últimos tempos, ainda não é tão estranho um esquema de segurança para um jogo de grande rivalidade. No Mineirão, menos ainda, pois até alguns anos atrás ainda existiam clássicos com estádio dividido meio a meio. No mais, quem quiser arrumar problema vai arrumar em Buenos Aires ou em Doha, a diferença é que nenhuma cidade brasileira se permitira uma logística extremamente amadora como foi a do jogo do Monumental. Não justificando o ato dos torcedores Millonarios, que é absolutamente injustificável, mas uma logística um pouco mais inteligente teria evitado o problema, afinal, pra que dar “sopa para o azar”, né polícia Argentina? 

Se havia um temor tão grande do jogo ser na América do Sul, que não fugissem então do continente americano. Miami surgiu como candidata e por mais bizarro que fosse, seria menos pior do que levar o jogo para a Europa. Os Estados Unidos, ainda que distantes em todos os aspectos da América Latina, são um país colonizado. Um país acostumado a ter de fazer grandes esquemas de segurança não sofreria para fazer um River e Boca sem muitos problemas. Repetindo aqui o que eu disse anteriormente: quem quiser arrumar problema vai arrumar em Buenos Aires ou em Doha, o que diferencia uma boa segurança é evitar que quem arrumar encrenca arrume para quem só quer ver o jogo. 

Não existe nenhuma justificativa para que a final decisiva da maior decisão da Libertadores em todos os tempos seja em Madrid. Nenhuma exceto a ganância. Não é possível justificar pela segurança, pela mística e nem mesmo por essa ladainha ridícula de identidade. Que o jogo fosse em Miami, que fosse em Chapecó, que fosse em Minas Gerais, em Assunção, em Santiago, que fosse até em Manaus, mas que fosse nas Américas, não fora do continente. 

Levar uma decisão de Libertadores para a Europa é a pá de cal de uma confederação que não tem credibilidade, não tem idoneidade, não tem capacidade para nada e acima de tudo não tem respeito com a própria história. Hoje, com esta decisão, mais do que nunca, está justificada a hashtag #VerguenzaConmebol. A Libertadores que teria a maior final de sua história está virando cada vez mais motivo para ser esquecida, e boa parte disso se deve a quem organiza a competição. O circo de bizarrices da Libertadores da América termina da maneira mais cômica, ridícula e lamentável possível, com uma decisão que justificaria a mudança do nome para Copa Colonizadores da América. Definitivamente, a Conmebol, da forma como está hoje, tem que acabar.

O Curioso do Futebol

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