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O primeiro jogo oficial de Ronaldinho Gaúcho como profissional

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ronaldinho começou no Grêmio

Ronaldo de Assis Moreira, mais conhecido no mundo inteiro pelo apelido de Ronaldinho Gaúcho foi dentro de campo um dos maiores mágicos que tivemos dentro de um campo de futebol. O Showman encantou o mundo com seus dribles e sua habilidade e marcou uma geração inteira, além de ser pilar do renascimento do Barcelona como clube. Muito antes disso, porém, o Gaúcho, que completa 42 anos neste dia 21, começou sua trajetória profissional no Grêmio.

Ronaldinho foi promovido aos profissionais do Grêmio ainda aos 17 anos de idade. Na época, esperava ir para o time sub-20, mas acabou promovido direto aos profissionais por Lazaroni e já foi entrando em amistosos na pré-temporada do ano de 1998. Em 24 de janeiro, entrou assustando todos em um amistoso diante do Guarani de Venâncio Aires, driblando e causando um inferno na partida. Porém, seu primeiro teste oficial como profissional seria no máximo possível de tensão.

O dia era 4 de março de 1998 e o Grêmio estreava na Libertadores diante do Vasco, no Olímpico, onde na época era temido pelo continente inteiro. Com a camisa 18, o jovem franzino não foi para o banco e sim diretamente ao time titular. Suas boas atuações nos amistosos de pré-temporada garantiram que impressionasse o suficiente para ser escalado pouco antes de completar a maioridade, no maior torneio do continente.

Rápido e habilidoso, o na época Ronaldo, ainda não tão conhecido como Ronaldinho, pouco ficou intimidado com o time vascaíno, cheio de estrelas. Tracejou a defesa carioca com dribles e gracejos de sua habilidade, dando um toque de refino num jogo que tinha todos os traços de uma ríspida disputa libertadora, com na época um time acostumado a tais partidas, que era o Imortal, enfrentando o esquadrão montado pelo Cruzmaltino.

Já cobrando faltas, no segundo tempo, mandou um torpedo no travessão em uma delas e se destacou por infernizar a boa defesa do Vasco, apesar de ter tomado um cartão amarelo. Viu seu time marcar com Guilherme, de cabeça, após belíssimo escanteio batido por Roger, sim, o próprio Roger Machado que hoje comanda o Imortal, já na metade final do jogo. O gol deu resultado definitivo a partida, que terminou com vitória pelo placar mínimo do time da casa. 


Passou a atuar como titular constantemente naquele período e seu primeiro gol veio justamente na Libertadores, diante do Chivas, num belo chute de fora da área. Aquele era apenas o início de uma história que no Tricolor durou até 2001, com 139 jogos e 68 gols. Dali pra frente, o mundo se rendeu ao talento do Gaúcho, que marcou a história do esporte.

1996 - O ano do segundo título brasileiro do Grêmio

Com informações do site oficial do Grêmio
Foto: arquivo Grêmio

O gol de Ailton, aos 40 minutos, que deu o título brasileiro de 1996 ao Grêmio

Em uma tarde quente de domingo, dia 15 de dezembro de 1996, o Grêmio conquistava o segundo título do Campeonato Brasileiro, no Estádio Olímpico, com 43 mil torcedores. Na grande decisão, o adversário era a Portuguesa, de São Paulo, que contava com jogadores de qualidade e experiência como Clemer, Zé Roberto, Gallo, Capitão, Rodrigo Fabri e Alex Alves.

Na primeira partida, três dias antes, no Morumbi, vitória dos paulistas por 2 a 0. Para chegar ao título, o Tricolor precisaria devolver o mesmo placar, pois tinha a vantagem da melhor campanha. E foi exatamente o que aconteceu!

No apito inicial do árbitro Márcio Resende de Freitas, o Tricolor partiu pra cima, empurrado pela sua torcida. A estratégia do técnico Luiz Felipe Scolari era marcar o primeiro gol cedo para dar mais tranquilidade em busca do segundo. E não demorou muito para o Grêmio abrir o marcador: Paulo Nunes recebeu dentro da área, pela esquerda, e chutou cruzado, no canto oposto de Clemer: Grêmio 1 a 0!

A base do time havia conquistado a Copa Libertadores no ano anterior

Faltavam 85 minutos para marcar mais um gol e comemorar o título. A Portuguesa, que contava com a torcida do resto do Brasil, se fechou ainda mais na defesa explorando os contra-ataques na velocidade de Alex Alves. O Grêmio martelava, martelava, mas não conseguia criar as oportunidades.

O tempo passava em uma velocidade assustadora e a Portuguesa se aproveitava do desespero gremista para segurar o resultava que lhe dava o campeonato. Aos 18 minutos, Felipão colocou Zé Afonso no lugar de Émerson. Uma referência dentro da área da equipe paulista. Conforme o tempo corria, o Tricolor ia perdendo a força. A Portuguesa buscava manter a posse de bola.

No minuto 34, Dinho olhou para o banco de reservas e pediu para que Felipão colocasse Ailton o seu lugar. Para o capitão gremista, era hora de arriscar. Atendendo à solicitação, o treinador fez a última alteração. Na saída de campo, Dinho entregou a faixa de capitão para Mauro Galvão e, ainda na pista atlética, pediu para que o torcedor voltasse a gritar e empurrar o time.

Ailton comemora o gol do título

O relógio se aproximava dos 40 minutos quando Carlos Miguel avançou com a bola dominada. Sem muitas alternativas, fez o levantamento no interior da área buscando a cabeça de Afonsão. Dividindo no alto com o zagueiro, a bola acabou sendo rebatida para a entrada da área, onde estava Aílton. De perna esquerda, ele pegou de primeira, no canto esquerdo de Clemer: Grêmio 2 a 0!

Era o gol do título que fez explodir o Estádio Olímpico. O campeão da Libertadores do ano anterior, voltava a conquistar o Brasil, fazendo uma festa inesquecível e conquistando o campeonato nacional pela última vez em sua história.

A história do Estádio Olímpico Monumental

Entre 19 de setembro de 1954 e 2 de dezembro de 2012, o Olímpico foi a casa do Grêmio

Desde o dia 19 de setembro de 1954, quando o Grêmio venceu o Nacional-URU por 2 a 0, até o dia 17 de fevereiro de 2013, na vitória contra o Veranópolis, por 1 a 0, 58 anos se passaram. Por todo este tempo, o Grêmio mandou os seus jogos no Estádio Olímpico Monumental. Antes, o time porto-alegrense mandava seus jogos na Baixada e desde o final de 2012, passou a jogar na Arena Grêmio.

No período do Olímpico, o Tricolor disputou 1768 partidas. Foram 1159 vitórias, 381 empates e 227 derrotas. Dentro deste número de vitórias, está computado o jogo pela Copa do Brasil de 1989 em que o Grêmio venceu a equipe do Mixto-MT por w.o., já que o time não compareceu. O Grêmio marcou 3477 gols e sofreu 1298.

O atacante Alcindo, que atuou no Grêmio de 1964 a 1972 e depois retornou em 1977, é o jogador que mais marcou gols na história do Velho Casarão. Disputou 186 jogos e balançou as redes em 129 oportunidades. Tarciso vem logo atrás, com 127 gols, mas é o atleta que mais vezes pisou no gramado do Olímpico. Foram 341 jogos.

Com a partida de despedida terminada com empate em zero a zero, o último gol marcado na história do Olímpico em jogos oficiais foi do atacante Marreta, do Guarani de Venâncio Aires, no empate em 1 a 1, sábado (01/12/12), que deu ao Grêmio a conquista da Copa FGF da categoria Sub-19. O último tento anotado por um jogador gremista, foi de Gustavo Xuxa, o primeiro do time neste mesmo jogo.

Entre os profissionais, quem marcou pela última vez no Monumental foi Marcelo Moreno, dia 11 de novembro, na vitória de 2 a 1 sobre o São Paulo, aos 39 minutos do segundo tempo, que sacramentou a classificação gremista para a Copa Libertadores de 2013.

O Olímpico atualmente está em ruínas e não foi derrubado

No dia 26 de abril de 1981, o Monumental registou o maior público de sua história: 98.421 torcedores (85.751 pagantes) na partida Grêmio 0 x 1 Ponte Preta, pela semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano.

Na era do Estádio Olímpico, o Tricolor conquistou ao todo 47 títulos. Em algumas destas conquistas, a primeira partida da final acabou sendo disputada no Monumental, para o triunfo acontecer na casa do adversário.

Confira abaixo os títulos conquistados pelo Grêmio no Olímpico:

- Bicampeão da Libertadores de 1983 (jogo final no Olímpico) e 1995
- Bicampeão Brasileiro de 1981 e 1996 (jogo final no Olímpico)
- Tetra Campeão da Copa do Brasil de 1989 (jogo final no Olímpico), 1994 (jogo final no Olímpico), 1997 e 2001
- Supercampeão do Brasil de 1990 (Jogo decisivo no Olímpico).
- Campeão da Copa Sul de 1999
- Campeão Sul-Brasileiro de 1962
- Penta Campeão Gaúcho de 1956 a 1960 (Decidiu no Olímpico em 1958, 59 e 60). 
- Hepta Campeão Gaúcho de 1962 a 1968 (Decidiu no Olímpico em 1962, 64, 66 e 68).
- Campeão Gaúcho de 1977 (jogo final no Olímpico)
- Bicampeão Gaúcho de 1979 (jogo final no Olímpico) a 1980
- Hexa Campeão Gaúcho de 1985 a 1990 (Decidiu no Olímpico em 1985, 86, 87, 89 e 90)
- Campeão Gaúcho de 1993
- Bicampeão Gaúcho de 1995 (jogo final no Olímpico) a 1996 (jogo final no Olímpico)
- Campeão Gaúcho de 1999 (jogo final no Olímpico)
- Campeão Gaúcho de 2001 (jogo final no Olímpico)
- Bicampeão Gaúcho de 2006 a 2007 (jogo final no Olímpico)
- Campeão Gaúcho de 2010 (jogo final no Olímpico)
- Campeão Brasileiro da Série B de 2005
- Penta Campeão Citadino de 1956 a 1960 
- Campeão Citadino de 1964

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