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As embaixadinhas de Edilson e o Corinthians campeão paulista de 1999

Com informações do Corinthians
Foto: reprodução


Edilson fez as embaixadinhas logo após o Corinthians empatar o jogo

Na tarde do dia 20 de junho, há 22 anos, o Corinthians sagrou-se campeão do Campeonato Paulista pela 23ª vez. Após o empate em 2 a 2 contra o Palmeiras, a Fiel Torcida foi à loucura na comemoração do título no Morumbi, estádio onde foi realizada a partida. Além da conquista da taça de campeão, este jogou também ficou marcado por ser a despedida do eterno ídolo Gamarra.

Zagueiro clássico, o paraguaio vestiu o manto alvinegro em 80 oportunidades, marcou gol em sete oportunidades e conquistou dois títulos, um Brasileirão e este Campeonato Paulista. Apesar de que não aparentava ter o porte físico tradicional de um zagueiro, Gamarra foi indiscutivelmente um dos melhores zagueiros da história do clube do Parque São Jorge.

Quando se fala deste título, não há como não mencionar as famosas embaixadinhas de Edílson Capetinha que marcam a história do Derby até hoje. O polêmico lance é lembrado como um grande símbolo deste embate.

Timão escalado - Nesta oportunidade, o time comandado por Oswaldo de Oliveira foi campo escalado com Maurício, Índio, Gamarra, Nenê, Sylvinho; Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho; Edílson e Fernando Baiano. O atacante Dinei ainda entrou no decorrer da partida, substituindo o titular Fernando Baiano.

O jogo - Por se tratar de um Derby, o clima de tensão e rivalidade na final entre Corinthians e Palmeiras era tido como normal. Como havia vencido a primeira partida da decisão por 3 a 0, o Timão possuía a vantagem do empate na corrida pelo título.

Os primeiros minutos da partida indicavam de que o jogo seria bastante disputado, com ambos os times lutando por cada bola. No entanto, quem saiu na frente do placar foi o Timão. Aos 34 minutos do primeiro tempo, após boa tabela com o camisa 11 Ricardinho, Marcelinho Carioca pegou o rebote de seu próprio chute e marcou o primeiro gol da decisão.

No entanto, como nada nunca foi fácil, a equipe do Palmeiras virou o jogo muito rapidamente. No primeiro lance após o gol corinthiano, Evair empatou. Logo em seguida, o próprio Evair marcou mais um após falha do goleiro corinthiano. Foi somente no segundo tempo, após pressionar bastante a equipe palmeirense, que o Timão chegou ao empate.


Aos 28 minutos do segundo tempo, em nova jogada envolvendo Ricardinho, o meia canhoto limpou o zagueiro e o goleiro palmeirense e tocou para o camisa 10 Edilson apenas completar para dentro do gol. Com o empate, o Timão apenas controlou o resultado e assegurou o título.

Antes do final da partida, quando o jogo já aparentava estar resolvido, o autor do segundo gol do Timão Edílson Capetinha protagonizou o lance que marcou este clássico. O atacante corinthiano fez uma série de embaixadinhas com o pé e a cabeça, que estão marcadas na memória da torcida alvinegra.

O título - A conquista deste Campeonato Paulista foi a 23ª terceira da história do clube. Além de tudo, por se tratar de um título em cima do maior rival, a vitória consagrou ainda mais este que foi um dos maiores elencos da história do clube.

As embaixadinhas de Edilson e Corinthians campeão paulista de 1999

A embaixadinha de Edilson, que causou toda confusão na final do Paulistão de 1999

Corinthians e Palmeiras têm, com certeza, a maior rivalidade no futebol paulista e no final da década de 90 isto ficou ainda mais forte. Na época, os dois clubes tinham verdadeiros esquadrões: o Timão apoiado primeiro pelo Banco Excel e depois pela Hicks Muse e o Verdão pela Parmalat. As equipes protagonizaram diversos confrontos eletrizantes naquele momento, entre eles a final do estadual de 1999, vencida pelo Alvinegro, que terminou em confusão depois das embaixadinhas feitas por Edilson. Aliás, esta decisão do Paulistão foi a última entre as duas equipes, que voltam a testar forças na final de 2018.

Foi um Paulistão onde as duas equipes mostraram muita força. Mesmo dando prioridade para a Copa Libertadores da América, chegando a jogar algumas partidas com reservas, Palmeiras e Corinthians chegaram às semifinais em segundo lugar em seus grupos, atrás, respectivamente, de São Paulo, que teve a melhor campanha na primeira fase, e Santos.

Porém, antes de falarmos das semifinais, vamos voltar à competição sul-americana, onde nas quartas-de-final, Verdão, dirigido por Felipão, e Timão, treinado por Oswaldo de Oliveira, se enfrentaram. Depois de uma vitória por 2 a 0 para cada lado, com ambos os jogos sendo realizados no Morumbi, o Palmeiras levou a melhor na decisão por pênaltis, causando revolta no elenco corintiano.

Depois, foi um quebra-pau que envolveu praticamente todos os jogadores

Nas semifinais, o Corinthians, já jogando com time completo, mesmo em desvantagem de dois resultados iguais, eliminou o São Paulo com uma vitória por 4 a 0 no primeiro jogo e depois um empate em 1 a 1. Já o Palmeiras, que tinha a vantagem sobre o Santos, passou com dificuldades, pois ainda poupava titulares para a Libertadores: foi derrotado por 2 a 1 no primeiro jogo e perdia por 1 a 0 o segundo embate até os 35 do segundo tempo. Porém, Oséas e Paulo Nunes, que entraram no decorrer da partida, colocaram o Verdão na decisão.

O primeiro jogo ocorreu em 13 de junho, no Morumbi, foi atípico. Com a final da Libertadores marcada para três dias depois, contra o Deportivo Cali, o Palmeiras foi para aquele jogo contra o Corinthians com um mistão. O Timão aproveitou a oportunidade e não deu chances: 3 a 0, com gols de Edilson, Marcelinho Carioca e Dinei.

A segunda partida, marcada para o dia 20 de junho, no mesmo Morumbi, tinha um clima diferente. O Corinthians foi a campo com uma mão na taça pelos 3 a 0 do primeiro jogo. Porém, a torcida do Palmeiras estava em festa, já que no meio de semana havia conquistado a tão sonhada Libertadores, título que até aquele momento o Timão não havia conquistado. Ou seja, o clima era de provocação dos dois lados.

Paulo Nunes e Edilson foram os que mais provocaram

Antes do jogo os ânimos estavam acirrados, muita provocação durante a semana, jogadores trocando ofensas e se ameaçando. Dentro de campo Marcelinho colocou o Corinthians em vantagem aos 34 minutos do primeiro tempo. O Palmeiras virou com Evair aos 36 e aos 39 ainda da primeira etapa.

Na volta do segundo tempo o jogo continuou pegado, muitas faltas violentas e várias oportunidades de gol. Aos 28 minutos do segundo tempo, após linda jogada de Ricardinho, Edílson marca o segundo gol do Corinthians, empatando a partida.

Com o título mais que garantido, aos 32 minutos, Edílson recebeu a bola no meio de campo e começou a fazer embaixadinhas e passou a bola pelas costas. Prontamente, o lateral do Palmeiras, Junior, veio pra cima de Edílson, que se esquivou do chute violento. Paulo Nunes, que era um dos mais falastrões, veio pra cima de Edílson pra agredi-lo e então começou a briga generalizada.

Confira os melhores momentos e a confusão ao fim da partida

Edílson chutou Paulo Nunes que rolou pelo gramado, jogadores correram do banco de reservas pra brigar. O Goleiro reserva do Corinthians, Renato, deu uma gravata em Roque Junior jogou-o no chão e correu pro vestiário. Com os ânimos um pouco acalmados (não totalmente), os corintianos comemoravam o título com sua torcida, enquanto os jogadores do Verdão mostravam as faixas de campeões da Libertadores para os palmeirenses.

Após essa confusão generalizada o juiz Paulo César de Oliveira encerrou a partida e o Corinthians, mesmo com o jogo não tendo ido até o fim do tempo regulamentar, comemorou mais um título de campeão paulista.

O Curioso do Futebol

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