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Araceli Nunez Leguizamon - A guerreira que defende a meta da Seleção Paraguaia Sub-17

Por Edson de Lima, especial para O Curioso do Futebol e A Vitrine do Futebol Feminino
Foto: Staff Images Woman/Conmebol

Araceli foi a goleira da Seleção Paraguaia no Sul-Americano Feminino Sub-17

O Campeonato Sul-Americano Feminino Sub-17, realizado no Uruguai, terminou com o Brasil conquistando o título de forma invicta e garantindo assim a classificação para o Mundial da categoria que será disputado na Índia de 11 a 30 de outubro de 2022.

Como em qualquer torneio de base, tivemos destaques em várias seleções que estiveram envolvidas, como a atacante brasileira Ingrid "Jhonson", artilheira da competição, a também atacante colombiana Linda Caicedo e a volante e capitã chilena Catalina Figueroa, só para falarmos das equipes que alcançaram a classificação para o Mundial.

O Paraguai ficou em 4° lugar e por pouco também não foi uma das classificadas, perdendo esta oportunidade na última partida do quadrangular final diante das chilenas. Neste cenário onde as jovens atletas em formação e que pertencem a seleções nacionais, vivenciam os primeiros desafios esportivos, falamos com o destaque da seleção paraguaia, a goleira Araceli Nunez Leguizamon.

Em entrevista exclusiva para a parceria O Curioso do Futebol e A Vitrine do Futebol Feminino, ela nos fala de suas expectativas da carreira no futebol feminino, que está apenas começando.

O Curioso do Futebol - Para começar nos conte sobre você, onde nasceu, quais esportes pratica ou praticou antes do futebol e se existem outros esportistas na sua familia?

Araceli -  Nasci na cidade de Fernando de la Mora em 6 de agosto de 2005. Na minha família ninguém é esportista amador ou profissional. Eu sempre pratiquei o futebol, pois é o esporte que eu mais gosto. Na verdade, sou uma jovem normal, gosto de assistir séries na TV no meu tempo livre e passar bons momentos com a família e os amigos.

OCDF -  Porque você escolheu a posição de goleira?

Araceli - Quando eu tinha 9 anos comecei a jogar em uma escolinha de futebol. Em princípio atuava de volante pela direita e me dei conta com o tempo que não gostava de correr. Aí aos 12 anos pedi para mudar de posição e me colocaram como goleira. Rapidamente me adaptei e passei a gostar de jogar como goleira, e o mais importante, eu percebi que me saia bem e que tinha mais potencial do que jogando de volante. Hoje em dia apesar de minha pouca idade, vejo que foi a melhor decisão ter mudado de posição e ter me tornado goleira.

OCDF - Quais são as condições para uma jovem como você se desenvolver atuando no futebol feminino do Paraguai?

Araceli - No Paraguai o futebol feminino está se profissionalizando aos poucos. Por isso em minha opinião, o mais importante que deve ter uma atleta jovem como eu que tem o sonho de se dedicar profissionalmente ao futebol, é ter muita capacidade de superar todas as dificuldades que nós encontramos em nosso dia a dia para praticar o futebol. Tenho certeza que aos poucos as coisas vão melhorar no futebol feminino paraguaio, como já está acontecendo em outros países, e que as jovens atletas que estão chegando terão mais condições do que as que a minha geração e as gerações passadas tiveram.

OCDF - Como você define a sua carreira como futebolista desde o início até hoje?

Araceli - Como toda jogadora, comecei no futebol com o sonho de poder me tornar uma atleta profissional, poder representar o meu país com a camisa da seleção paraguaia e realizar jogos internacionais, disputar ligas mais competitivas.

Desde os meus 12 anos de idade, decidi jogar como goleira é desde então as coisas aconteceram de forma rápida. Em 2019 com 13 anos, fui para a seletiva do Club Cerro Porteño, fui aprovada e comecei a fazer parte das equipes de base. No mesmo ano fui convocada para um jogo amistoso da seleção paraguaia sub-17. Não joguei, mas o fato de ter sido convocada tão jovem por si só já me deixou muito feliz.

Infelizmente, em 2020 veio a pandemia e, como todas as outras seleções do continente, perdemos um ano inteiro para que pudéssemos nos desenvolver. Graças a Deus em 2021 voltamos a jogar o campeonato local. Como no Paraguai não houve o campeonato juvenil em 2021, tive a oportunidade de fazer parte do elenco principal do Cerro Porteño. Também em 2021 fui convocada para a seleção sub-20 para alguns amistosos contra equipes universitárias nos Estados Unidos e aí sim puder jogar pela primeira vez com a camisa da seleção paraguaia.

Já este ano de 2022 começou muito bem com a convocação e participação no sul-americano sub-17 disputado no Uruguai. Ainda que não tenhamos conseguido a classificação para o Mundial, fizemos um grande trabalho chegando ao quadrangular final, além de lutar até a última partida com possibilidade real de classificação. Sou consciente de que tenho muito que aprender e melhorar, mas estou disposta a fazer o melhor sempre para alcançar o meus objetivos e sonhos


OCDF - Como você recebe uma solicitação de entrevista de um veículo de imprensa do Brasil?

Araceli - Quando recebi o contato do Edson de Lima e a solicitação para conceder a entrevista, fiquei muito feliz. É muito gratificante ver que existem pessoas que valorizam as minhas atuações em campo. Eu trabalho muito todos os dias para melhorar e para conseguir alcançar os meus objetivos. Por isso estou muito agradecida pelo convite e pela possibilidade de contar a minha breve história como jogadora e também para que as pessoas no Brasil me conheçam. É muito importante também que existam plataformas como esta que ajudam a dar visibilidade ao futebol feminino.

OCDF - Por fim, como imagina sua carreira daqui por diante, em que nível pretende chegar no futebol feminino?

Araceli - Meu objetivo é chegar a ser uma das principais goleiras do meu país e poder jogar em clubes da Europa e dos Estados Unidos. Ainda assim, estou tranquila e sem pressa já que sou muito consciente que ainda sou muito jovem e tenho que trabalhar muito para continuar melhorando e poder realizar os meus sonhos.

Desempenho - A jovem Araceli Nunez Leguizamon, teve atuação destacada no sul-americano sub-17, recentemente encerrado e apesar da não classificação da seleção paraguaia para o Mundial chamou muito a atenção por sua maneira de atuar, por parte daqueles que acompanharam a competição. Ela fez seu debut na equipe adulta do Cerro Porteño em 2021 e já está no radar do novo técnico da seleção principal de seu país, o ítalo-brasileiro Marcelo Frigerio, que também coordena as equipes de base.

Chegou Gadu, a nova camisa 9 de ofício das Sereias da Vila

Por Edson de Lima, especial para O Curioso do Futebol e A Vitrine do Futebol Feminino
Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC

Gadu durante a apresentação no Santos FC

A paulista Evelyn Monteiro, mais conhecida como Gadu, é a nova atacante do Santos Futebol Clube. Com faro de gol, a jovem atleta irá compor uma linha ofensiva que conta com as experientes Cristiane, Thaisinha, Ketlen e revelações como Analuyza "Goiás" e Nicole Marussi.

Na temporada 2021, Gadu defendeu o Real Brasília na elite do futebol feminino brasileiro e retornou ao E.C. Bahia onde garantiu ao lado de suas companheiras, mais um título estadual para o tricolor de aço. Em entrevista exclusiva para a parceria O Curioso do Futebol e A Vitrine do Futebol Feminino, ela nos fala de sua trajetória e da expectativa de defender uma camisa tão tradicional do Futebol Feminino Brasileiro.

O Curioso do Futebol: Como foi sua trajetória no futebol, onde você começou jogar até chegar ao Vitória?

Gadu: Sempre brinquei com os meus primos em SP, mas comecei realmente jogar quando se mudei pra Bahia, que ai comecei a disputar competições regionais com a seleção de Serrolândia, e entrei na escolinha primeiro passo, onde treinava e participava de competições porém sendo uma das poucas meninas. Ou participava de jogos estudantis, onde fui vista e era convida pra participar de outras competições por outros times femininos da região.

OCDF: Você é uma das poucas atletas do futebol feminino brasileiro que é mãe, como você lida com esta questão?

Gadu: Essa é uma situação delicada, onde mesmo com a distância eu tento conciliar. Tento sempre me fazer presente na vida do meu filho, ligo todos os dias por chamada de vídeo e buscando formas de estar perto.

OCDF: Após se destacar no futebol baiano e do Distrito Federal, como você encara este novo desafio na carreira?

Gadu: Sempre coloquei metas na minha carreira, e uma dela era poder ter essa oportunidade de estar mudando pro Sul, onde sabemos que a visibilidade é de outro nível, tando visibilidade, treinamento, profissionalismo entre outras coisas importantes no futebol. Quando chegaram em mim, foi uma sensação que não tem explicação, fiquei muito feliz e sem reação, sem acreditar. Vendo que uma das minhas metas, sonhos estava perto de se realizar. Hoje encaro, como um salto grande na minha carreira, onde estou chegando pra aprender tanto com as meninas experientes que fazem parte do elenco, como com a comissão. Acredito que todos vão me ajudar a evoluir, tanto taticamente, fisicamente, mentalmente e como pessoa.

OCDF: Você é conhecida pelo histórico de goleadora, em que posição do ataque se sente melhor em campo e como espera atuar no Santos?

Gadu: Já tive experiências em algumas posições, tanto ataque como em outras. Hoje me identifico, como centroavante, onde me sinto mais confortável no campo. Porém como falei, estou chegando aqui pra aprender. E irei me dedicar em qualquer posição que a treinadora Tatiele achar melhor.


OCDF: Por fim, deixe uma mensagem para a imensa torcida que apoia as Sereias da Vila.

Gadu: Espero poder ajudar a equipe, e minhas metas é colecionar títulos e com toda certeza irei brigar e me doar pra que isso aconteça com o Santos. E desde já agradeço por todo o carinho e apoio a modalidade. Vamo que vamo! Pra cima delas Santos!

O elenco do Santos Futebol Clube se reapresentou em duas fases entre o final do mês de janeiro e o início de fevereiro, visando o início dos trabalhos comandados pela técnica Tatiele Silveira. O primeiro compromisso oficial das Sereias da Vila em 2022 será o Brasileirão A1 que tem início marcado para o dia 6 de março.

Além da atacante Gadu, o Santos apresenta 10 novas atletas que serão os reforços para temporada em que a equipe busca as primeiras posições nas competições que disputar: Vivi, Anna Bia, Jajá, Kaká, Giovanna, Ana Carla, Jane, Fernanda e Stabile.

Renomada ex-jogadora argentina, Yanina Gaitán é a nova treinadora do Deportivo Camioneros

Por Edson de Lima / A Vitrine do Futebol Feminino
Foto e vídeo: divulgação Deportivo Camioneros

Yanina Gaitán foi apresentada nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira, dia 22, o Club Atletico Social Deportivo Camioneros, a jovem agremiação poliesportiva da argentina, fundada em 2009, anunciou a chegada da nova treinadora para sua equipe de futebol feminino. Trata-se de Yanina Gaitan, referência do futebol local, tendo atuado em grandes clubes como Yupanque, River Plate, Boca Juniors, San Lorenzo e Almagro e Racing Club e Seleção Argentina. Ela que também foi a responsável pelo primeiro gol da seleção portenha em mundiais, marcou contra na edição 2003 nos Estados Unidos, no jogo contra a Alemanha.

O pós carreira de atleta - Yanina tomou parte do tradicional UAI Urquiza, como auxiliar técnica e posteriormente atuou com as chamadas escolinhas de formação e também como preparadora física. Esta será a sua primeira experiência como treinadora de uma equipe adulta. Confiram a entrevista exclusiva concedida para o público brasileiro.

O Curioso do Futebol - Como recebeu o convite do Deportivo Camioneros ?

Yanina Gaitan - O convite foi por minha ex-companheira da época de River Plate, Emilce Ahumada que hoje trabalha no Deportivo Camioneros com supervisora da modalidade, ela pensou em mim ao propor a troca da comissão técnica.

OCDF -  Quais são as competições que o clube irá disputar em 2021?

YG - Teremos a divisão B do torneio AFA e o objetivo proposto é conseguir o acesso a elite.


OCDF - A sua comissão técnica é composta por caras novas que chegam com você ou profissionais que já estavam no clube e quais são?

YG - A nova comissão técnica será composta por mim como treinadora e dois colegas, Mario Ayala como auxiliar técnico, se formou comigo em 2006 na escola do Mario Griguol, um grande profissional e Facundo Varchioli o preparador físico formam um grande grupo humano e profissional, com o mesmo objetivo e com muita paixão. Teremos também o Gabriel Sanchez como treinador de goleiras.

OCDF - Já existem equipes de base no Deportivo Camioneros e você pretende trabalhar com jogadoras jovens?

YG - O Deportivo Camioneros conta sim com equipe de base feminina e quer formar jogadoras a partir dos 12 anos, são muitas jovens em desenvolvimento, com grande potencial.


OCDF - Qual é o seu estilo como treinadora, o que você pensa para a sua equipe em termos táticos?

YG - O meu estilo como treinadora é muito motivador, dedicado, empoderando cada jogadora para que cada uma individualmente e mais coletivamente dê o seu melhor, tanto elas como nós da comissão técnica. E em termos táticos, que minha equipe seja sempre protagonista, com bom jogo, bola no chão, jogando pensando, com visão de jogo, personalidade e decisão fria. Que a equipe esteja com a bola e administre os dois tempos de jogo. São condimentos que vamos transmitir as jogadoras e esperamos que saibam interpretá-las.

OCDF - No Brasil temos poucas treinadoras nos clubes da primeira divisão do futebol feminino, como é na Argentina e o que você pensa sobre mulheres a frente de equipes femininas?

YG - Aqui na Argentina na 1ª divisão são poucas, três para ser mais exata: Lanús, Rosário Central e Banfield. Só eu estou em B. É um déficit que espero que seja revertido em breve, que haja mais treinadoras dentro do futebol feminino.

Fica aqui o nosso desejo de muitos êxitos na trajetória, agora como treinadora de Yanina Gaitan.

*Edson de Lima de A Vitrine Do Futebol Feminino, especial para O Curioso do Futebol

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