Mostrando postagens com marcador Domingos da Guia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Domingos da Guia. Mostrar todas as postagens

A passagem de Domingos da Guia pelo Boca Juniors

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Domingos da Guia jogou pelo Boca

Carioca de nascimento, o ex-zagueiro Domingos Antônio da Guia, popularmente conhecido apenas como Domingos da Guia, estaria completando 110 anos de idade neste sábado, dia 19 de novembro. Enquanto jogador, o defensor chegou a ter uma passagem pelo Boca Juniors entre 1935 e 1936, equivalente a uma temporada no calendário argentino.

Revelado pelo Bangu, onde jogou as categorias de base e se profissionalizou, o Divino Mestre passou também por clubes como Vasco, Nacional do Uruguai e chegou ainda a retornar ao Gigante da Colina algum tempo depois. Depois dessa volta ao time de sua terra natal, Domingos foi vendido a equipe Xeneize em 1935.

No time argentino, continuou sendo um excelente jogador, ajudou o escrete azul e amarelo a vencer o Campeonato Argentino, aquele que seria o seu terceiro título em um intervalo de três anos. Fez dupla de zaga com Victor Valussi, e juntos, protegiam muito bem a mete defendida pelo goleiro Yustrich e foram a melhor zaga do certame. Naquela edição da principal competição futebolística do país, o Boca somou 27 vitórias, quatro empates e três derrotas em 34 partidas disputadas. Além disso, a equipe de Buenos Aires marcou 98 gols e sofreu apenas 31 em todo o campeonato nacional.

Entretanto, a sua passagem pelo Boca Juniors se encerrou de maneira precoce: por conta de uma discussão com um árbitro argentino, o defensor brasileiro acabou ficando suspenso por dois meses e não voltou mais a vestir a camisa do time Xeneize. Em 1936, recebeu propostas de times como Bangu, Flamengo, Fluminense e America-RJ. No final, optou por aceitar a oferta do Mengão.


Após defender o clube rubro-negro carioca, teve uma passagem pelo Corinthians de 1944 até 1948 e encerrou a sua carreira jogando pelo Bangu, equipe que o consagrou para o futebol, dois anos depois do seu retorno. Domingos da Guia veio a falecer no dia 18 de maio de 2000. Ele estava internado em hospital na capital carioca após sofrer um derrame.

A estreia de Domingos da Guia no Corinthians em 1944

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo Corinthians

Domingos da Guia estreou pelo Corinthians contra o Flamengo, no Pacaembu

Um dos maiores ídolos do futebol brasileiro estreava com o manto alvinegro há exatos 77 anos. Domingos Antônio da Guia, o Divino Mestre, entrou em campo pelo Timão pela primeira vez no dia 13 de fevereiro de 1944, no estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, quando enfrentou logo o seu ex-clube, Flamengo, em uma partida amistosa.

Comandado por João Chiavoni, o Alvinegro veio a campo com Bino; General, Domingos da Guia, Begliomini, Dino; Brandão, Servílio, Nino; Agostinho, Hércules e Milani. Na primeira etapa, a equipe carioca foi melhor. Aos 24 minutos de jogo, Sílvio Pirillo abriu o placar e em seis minutos ampliou o marcador.

Na segunda etapa, no melhor estilo Corinthians, o Timão reagiu. Aos 15 minutos de jogo Agostinho balançou as redes para diminuir a diferença. Em jogo tenso, a equipe alvinegra não parou de buscar o gol, que demorou para vir. Faltando seis minutos para o apito final, Agostinho marcou novamente e deixou tudo igual no Pacaembu.

Parecia ser o placar final, depois de um grande confronto, o empate seria o mais justo entre as duas equipes. Entretanto, Válter, que entrou no lugar de Servílio, anotou o gol da virada faltando dois minutos para o fim da partida. Para o delírio da Fiel torcida, o Alvinegro virou a partida e venceu o adversário carioca.


Domingos da Guia foi um dos melhores zagueiros de todos os tempos. Com passagem no Timão entre 1944 e 1948, levantou a Taça Cidade de São Paulo, em 1947, e permaneceu sendo relacionado para a Seleção Brasileira ao longo destes anos. Vindo do Flamengo por um valor recorde na época, era conhecido por seu estilo único de sair jogando com a bola no pé, que lhe rendeu o apelido “Divino Mestre”.

♪♫♪♫ De lá, pra cá, surgiu o Domingos da Guia... ♪♫♪♫

Foto: arquivo

Domingos da Guia e a camisa do Bangu Atlético Clube

Domingos da Guia, o Divino Mestre, foi, provavelmente, o primeiro zagueiro famoso da história do futebol brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, em 19 de novembro de 1912, e falecido em 18 de maio de 2000, também na cidade carioca, seu início e término da carreira no esporte bretão foi no mesmo clube: o Bangu.

A família do grande zagueiro morava em Bangu e foi por isto que ele começou no futebol no time da fábrica de tecelagem do bairro, estreando no time principal em 1929, quando tinha apenas 17 anos. Logo mostrou ser um defensor acima da média, saindo driblando os adversários na retaguarda. Esta jogada ficou conhecida como domingada.

Em 1932, Domingos da Guia acabou sendo negociado com o Vasco da Gama, para seguir carreira até fora do Brasil, mas acabou não fazendo parte de uma das maiores glórias da história do Bangu: a conquista do título do carioca de 1933.

O jogador foi campeão nos três principais países da América do Sul quando se fala em futebol: no Uruguai, vestindo a camisa do Nacional de Montevidéu, na Argentina a do Boca Juniors e, no Brasil, além da alvirrubra e cruzmaltino, também atuou com destaque no Corinthians e Flamengo. Em 1950, voltou ao Bangu, para encerrar a carreira.


Domingos da Guia também fez parte da Seleção Brasileira, sendo um dos jogadores mais importantes da equipe na Copa do Mundo de 1938, a primeira grande campanha do escrete nacional em mundiais, ficando na terceira colocação.

Ainda que tenha passado por vários clubes e se tornado ídolo de futebol pelo Flamengo, sua história foi ligada ao Bangu, inclusive tendo seu nome incluído na letra do hino composto por Lamartine Babo: “de lá para cá surgiu o Domingos da Guia ...”.

Porém, a relação de Domingos da Guia com o Bangu não pára por aí. Ele teve três irmãos que defenderam o Alvirrubro: Luiz, o Perfeito, Ladislau, o Tijolão, e Médio da Guia. Além deles, mais um jogador do "Clã da Guia", Ademir, filho de Domingos, começou na equipe de Moça Bonita. Um bela história do Divino Mestre com o Clube.

Jogadores cantados nos hinos de clubes

Eurico Lara, Domingos da Guia e Leônidas da Silva

Praticamente todos os clubes do futebol brasileiro têm hinos. E as letras destas canções falam das glórias, vitórias marcantes e títulos. Alguns também abordam fatos pitorescos. Há também alguns casos, bem poucos, para falar a verdade, de hinos que falam dos ídolos do clube. E é isto que este texto vai abordar.

O hino mais famoso que cita um ídolo do clube é o do Grêmio. E o homenageado é o goleiro Eurico Lara. Ele, que foi titular incontestável do gol do Tricolor Gaúcho entre as décadas de 20 e 30, ficou marcado por ser um grande atleta, é citado no seguinte trecho do hino:

... Lara o craque imortal
Soube seu nome elevar
Hoje com o mesmo ideal
Nós saberemos te honrar...

Suas histórias pelo Grêmio ficaram tão marcantes, ele defendeu o time até sua morte, em 1935, que surgiram até lendas relacionadas ao goleiro. Uma delas diz que Eurico Lara teria morrido em pleno "Grenal Farroupilha", após defender um pênalti chutado pelo seu próprio irmão. Na verdade, ele morreu dois meses depois, não houve pênalti na partida, e nenhum irmão de Lara jamais jogou no rival Internacional.

Hino do Grêmio

Os próximos dois atletas citados em hinos têm várias características semelhantes: disputaram a Copa de 1938 foram os jogadores mais famosos do Brasil na década de 1930 e ainda têm seus nomes cantados nas canções de clubes compostas por Lamartine Babo.

Aliás, aqui vai um adendo.Lamartine Babo é o autor dos hinos de 11 clubes do futebol carioca. E isso nasceu em uma aposta em um programa de rádio, o Trem da Alegria. Lamartine havia composto a marchinha do Flamengo (Uma vez Flamengo...), que acabou virando hino informal da agremiação, no carnaval de 1945. Depois disso, Heber de Boscoli o desafiou a fazer canções dois outros 10 clubes do Rio de Janeiro e a cada semana ele os apresentou.

Pois quando chegou a vez do Bangu, que havia sido campeão carioca em 1933, Lamartine Babo, que era torcedor do America, resolveu homenagear o zagueiro mais famoso da época, que surgiu no Alvirrubro: Domingos da Guia. Então, a marchinha tem a seguinte citação:

... De lá, pra cá,
Surgiu Domingos da Guia...

Domingos da Guia foi ídolo no Bangu, Vasco da Gama, Nacional do Uruguai, Flamengo e Boca Juniors e Corinthians. Sua classe dentro de campo o fez ganhar o apelido de Divino Mestre, fazendo 30 jogos pela Seleção Brasileira.

Hino do Bangu

Mas Lamartine Babo também usou um outro grande craque quando fez a letra do hino do Bonsucesso: o grande Leônidas da Silva. O craque 'estourou' para o futebol no Rubro-Anil e é claro que o compositor não o deixou de fora da canção:

... Lá surgiu um jogador sensacional
Surgiu Leônidas, o maioral!...

Leônidas foi o grande nome do futebol brasileiro nas décadas de 30 e 40. Além do Bonsucesso, o Diamante Negro foi ídolo no Peñarol, Vasco, Flamengo e São Paulo. Foi artilheiro da Copa do Mundo de 1938, quando o Brasil foi terceiro colocado.

Hino do Bonsucesso

Mas a história das canções com atletas não pára por aqui. Há um outro hino em que um jogador é citado. Quem lembrou disso foi o participante do Panico na Rádio Jovem Pan e Rede Bandeirantes de Televisão, Marcelo de Senna, que tem um blog sobre futebol, o Arte da Bola. O Araxá Esporte Clube, de Minas Gerais, ficou conhecido como Ganso na década de 60 e, por isso, na letra de seu hino tem os seguintes dizeres:

... Ganso forte e genial
Em campo toca e controla a bola
A sua raça engrandece a nossa história
Cantando e vivendo sua glória...

Bom, ao ler isso, você deve estar perguntando: "ganso não é a mascote do clube?". Sim, é! Porém o Araxá ganhou o apelido de Ganso devido ao capitão e beque central do time campeão da Segunda Divisão em 1966, de mesmo nome. Quando o Araxá venceu a Usipa de Ipatinga na grande final, foi com um gol de pênalti dele. O placar do jogo no Estádio Fausto Alvim foi 2 a 1 para o alvinegro.

Hino do Araxá EC

E vocês? Lembram de mais algum hino citando ídolos do clube? Comentem aqui!

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp