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Com direito a líder tentando título inédito, disputa do título polonês é insana

Por Lucas Paes
Foto: 400mm.pl

Jaggielonia tenta título inédito

Muito devido ao fato da maioria das ligas grandes europeias não ter em geral grandes disputas pelo título (neste ano, mais uma vez, a Premier faz exceção, já que Italiano, Espanhol e Alemão estão meio que resolvidos), se tem uma errada visão que o futebol do velho continente nem sempre trás grandes brigas pelas taças. Porém, essa não é em geral uma grande verdade, já que quando você olha para palcos mais alternativos, as disputas costumam ser muito interessantes. No ano de 2024, o Campeonato Polonês, que recentemente coroou alguns campeões diferentes, tem uma das disputas mais interessantes do futebol mundial pelo título.

A Ekstraklasa, que é o nome oficial da liga polonesa, recentemente coroou alguns campeões diferentes. No ano passado, o Raków conquistou o título inédito do campeonato polonês, mas além dele, o Piast Gliwice conquistou a primeira taça em 2019 e em 2011 o Slask foi campeão pela segunda vez. Este ano, a disputa pelo título tem como atual líder o jamais campeão Jagiellonia Białystok, mas o time não tera uma missão fácil se quiser a taça, já que apenas quatro pontos separam ele e o quarto colocado, o tradicional Lech Poznan. 

A atual disputa é uma das mais incríveis do futebol europeu em tempos recentes. A campanha do Jaggielonia, que ficou no meio de tabela nos últimos anos e na temporada passada inclusive ficou perigosamente próximo de cair, faz uma campanha interessante, num campeonato muito equilibrado, possuindo seus 48 pontos. Apenas dois pontos atrás, o Slask é o vice-líder. Com 44 pontos, o atual campeão Raków e o Lech Poznan vêm logo atrás. Correndo por fora estão o tradicionalíssimo Légia e o modesto Pogon, com 41 pontos. 


Ainda há muito campeonato pela frente, já que 18 times jogam o campeonato polonês, portanto o torneio terá 36 rodadas. As onze partidas restantes permitem até que o Légia chegue, mas tal fato só mostra o tamanho incrível da disputa polonesa. Nenhuma das campanhas são exatamente destacadas, já que os quatro primeiros perderam cinco jogos ao longo da competição, números que nos causam estranheza talvez por causa do costume das campanhas bizarras. O equilíbrio polonês é muito interessante, como uma ilha dentro de um oceano.

É difícil fazer qualquer previsão quanto a título. A narrativa do Jaggielonia é muito interessante, já que pode vir um título inédito, mas essa corrida também incluí dois candidatos de poucos títulos e correndo por fora um time jamais campeão (Pogon). Restará ficar de olho para acompanhar qual será a história premiada, num campeonato alternativo que tem gerado um ótimo entretenimento para quem gosta dele.

Totalmente adaptado, Matheus Dias analisa vivência no futebol europeu

Foto: divulgação / GKS Pogon

Aos 26 anos, brasileiro coleciona passagens no exterior antes de se estabelecer na Polônia

Com passagem pela base do Paraná, Matheus Dias deixou o Brasil para desbravar novos desafios no Velho Continente. Após atuar na Eslovênia e Romênia seguiu para a Polônia. País onde reside desde a temporada 2020/2021 para defender primeiro a camisa do Bros Radom e, em seguida, o GKS Pogon, time que atua atualmente.

Diante dessa vivência europeia, o brasileiro ressalta alguns motivos que o fizeram optar por esse caminho. "Minha ideia sempre foi me estabilizar em um determinado mercado, acredito que é uma estratégia na qual eu atingiria meus objetivos mais rápidos. No futebol existem muitas variáveis e nem sempre ocorre tudo como planejamos. Estou feliz em me manter em um país por um tempo maior, mas ainda não satisfeito com meu crescimento no mesmo. Espero estar jogando ligas superiores nos próximos anos", afirmou.

Já sobre a Polônia, o meio-campista destacou aspectos com os quais lida diariamente no futebol local. "Estou completamente adaptado à cultura polonesa, sinceramente, não tive muitas dificuldades. A maior diferença é o clima, muito frio na maioria do tempo, mas me adaptei bem", disse.


Ele analisou as peculiaridades em relação ao futebol do Brasil. "A principal diferença entre o futebol polonês e o brasileiro é, com certeza, a força e a agressividade. Isso se destaca muito nas divisões menores, onde as equipes têm menos técnica e tática", analisou.

Por fim, Matheus Dias ainda projeta quais são os seus planos para a temporada atual com a camisa do GKS Pogon. "Espero jogar a maioria dos jogos possíveis nesse segundo turno. Consequentemente ser campeão e conquistar a promoção para a segunda liga. Temos uma equipe muito equilibrada e jovem, estamos na briga pelo título", concluiu.

Kaio Marques busca seu espaço jogando no Energia Kozienice da Polônia

Fotos: Divulgação/Energia Kozienice

Jovem zagueiro de 21 anos saiu de Ermelino Matarazzo para jogar no Energia Kozienice

A pergunta confronta: o Brasil ainda é o país do futebol? Muito se engana quem pensa que, pelos últimos resultados da nossa seleção nas Copas do Mundo, o Brasil deixou de ter um olhar atrativo dos clubes europeus com os jovens jogadores que surgem por aqui. Mais um desses casos de jovens talentos das terras brasileiras que buscam espaço na Europa é do zagueiro Kaio Marques, morador de Ermerlino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo, que, aos 21 anos, está na “Zona Leste” da Europa, mais precisamente na cidade de Kozienice, na Polônia, buscando acesso a Quarta Divisão do país com a camisa do Energia Kozienice.

No Brasil, a trajetória iniciou no Osasco Audax, em 2018. Seguindo pelo Taboão da Serra, onde o jovem atleta, com apenas 16 anos, foi campeão da Paulista Cup Sub-20. Kaio Marques também marcou passagens pela base do São Caetano, em 2021, e do Flamengo de Guarulhos, em 2022, até surgir a oportunidade europeia.

“Cheguei em janeiro de 2023, fiz minha primeira temporada aqui. Na metade desta primeira temporada fui bem. Cheguei como volante, mas me achei como zagueiro. Em 14 jogos disputados do campeonato, fiz cinco gols e também tenho duas assistências. O Energia está em 3º do Grupo 2 da competição, aqui sobem quatro, duas equipes de cada grupo, portanto, estamos na briga pelo acesso”, explica o jovem brasileiro.

“A estrutura do clube é ótima. Aqui temos 3 campos de treinamento, um deles sendo uma bolha para treinos no inverno por conta da neve. Temos sauna, piscina, academia. O clube já foi da Segunda Liga aqui na Polônia, então tem uma boa estrutura”, revela Kaio Marques.

Futebol polonês - Há um ano na cidade de Kozienice, distante cerca de 90 km a sudeste da capital Varsóvia, Kaio Marques conta como foi a chegada e a busca pela adaptação rápida ao novo desafio que a bola lhe proporcionou tão jovem.

“Cheguei aqui através do meu empresário. O clube se interessou pelo material apresentado e pediu minha contratação. A competição aqui é muito disputada, o futebol aqui é muito tático e de muita força física, muito diferente do estilo de jogo no Brasil”, conta Kaio Marques.

E a adaptação? - Kaio Marques conta que três pilares são importantes para a adaptação em terras polonesas e que, mesmo já estando há um ano na Europa, ainda está em processo de adaptação com o idioma, a culinária e, principalmente, o temido frio de quem sai de um país tropical como o Brasil.

“O idioma aqui é muito complicado. Sei palavras básicas do dia-a-dia como “bom dia”, “obrigado”, esse tipo de coisa. No campo não tenho dificuldade porque a linguagem do futebol é universal. Na culinária eu sinto muita falta da comida brasileira, a comida dos poloneses é diferente, mas não tem jeito, há que se adaptar”, resume.

“O frio daqui é intenso, dói o corpo de tanto frio. A temperatura normal no inverno daqui fica entre 6 e 20 graus negativos. Já cheguei a jogar na neve, com o gramado “branco” mesmo”, conta o jogador.

Futuro, família e...saudade - Para quem também pensa que vida de jogador é fácil, não olha pelo lado de ter de abdicar de muitas coisas. Kaio Marques conta quais são seus planos agora que conseguiu chegar a Europa e como é viver sem a família por conta do futebol.


“Tenho mais uma temporada de contrato com o Energia. Quero conquistar o acesso com a equipe, crescer profissionalmente e ver o que acontece com meu futuro. Estou só aqui, mas minha relação com a família é muito boa, sempre me apoiaram. A parte mais difícil é essa distância, é muito tempo sem ver a família, datas comemorativas sempre estamos longe. Essa parte é realmente muito difícil”, desabafa o atleta.

De volta em ação... - Kaio Marques voltará em ação com a camisa do Energia Kozienice a partir da próxima sexta-feira (15), quando volta o segundo turno da competição polonesa, que fica paralisada do fim de novembro a metade de março por conta do período de neve que castiga os gramados. O Energia Kozienice é o 3º colocado do Grupo 2, somando 28 pontos, apenas 3 pontos atrás da zona de acesso, na cola do vice-líder Randomiak II, e a 5 pontos do líder Tygrys Huta Minska.

A próxima partida, porém, marca um confronto direto contra o 6º colocado do grupo, o Chlebnia, distante também apenas 3 pontos do time do brasileiro Kaio Marques.

O Raków Częstochowa - A sensação polonesa que pode chegar na fase de grupos da Liga dos Campeões

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Raków Częstochowa

Campeão polonês, o Raków pode chegar a fase de grupos da UCL

O Campeonato Polonês da temporada passada, também conhecido pelo nome de Ekstraklasa, teve um dos campeões mais surpreendentes de toda a sua história, quando o modesto Raków Częstochowa conquistou o primeiro título da liga de sua história. A conquista, de certa forma, já vinha se anunciando há algumas temporadas, com dois vices recentes e dois títulos recentes da Copa da Polônia. Em pleno crescimento, os Medaliki agora estão há dois jogos de uma inédita classificação a fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA. 

Andarilhos das divisões polonesas, agora com conquistas em quatro delas (algo como um Sampaio Corrêa local que conseguiu a primeira divisão), o Raków fez uma espetacular temporada no biênio 2022/2023 e conquistou com méritos o inédito título do Campeonato Polonês. Nesta temporada, segue bem, na parte de cima da tabela neste começo de temporada e ainda eliminou o Flora, o Qarabag e o Aris Limassol para chegar a esta fase.

Agora, terá pela frente um time que tem maior história nos campeonatos continentais, já que o Kobenhavn, da Dinamarca, que apesar de muito mais novo que o campeão polonês, já que surgiu em 1992, tem uma tradição muito maior no futebol europeu, já que conseguiu inclusive chegar ao mata-mata da Liga dos Campeões na temporada 2010/2011, sendo derrotado pelo Chelsea nas oitavas de final. 


O Raków enfrentará um desafio ainda mais complicado se de fato se qualificar a fase de grupos: não poderá atuar em seu estádio, já que o Miejski Stadion pode receber apenas pouco mais de 6 mil torcedores e portanto não poderá receber jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA. Será curioso ver onde o time jogará. Possivelmente, na cidade de Cracóvia, que fica há pouco mais de 140 km de Częstochowa, onde está sediado o Raków. 

O jogo de ida entre Raków e Kobenhavn rola já nesta terça-feira, às 16 horas, ainda no Mieiski. A curiosa batalha do campeão polonês por uma vaga na fase de grupos poderá ser assistida na TV, já que os jogos desta última fase de playoffs passarão tanto na plataforma de streaming HBO Max quanto no Space e na TNT em alguns casos, como é o deste jogo, que será transmitido no Space. 

Em temporada de afirmação na Polônia, Conrado mira vaga nas competições europeias

Foto: divulgação

Jogador é um dos destaques do Lechia Gdansk, que volta a campo no fim de semana

Revelado pelo Grêmio e com passagens por Oeste e Figueirense, Conrado deixou o Brasil para atuar no futebol Europeu. O destino escolhido foi o Lechia Gdansk, da Polônia, clube que defende desde a temporada 2019/2020.

Com o retorno do campeonato polonês neste fim de semana, quando enfrenta a equipe do Slask Wroclaw, o Lechia possui o objetivo de entrar na zona de classificação para as competições europeias.

O time do brasileiro está em quinto lugar, com 33 pontos conquistados, e apenas dois atrás do RKS Raków, terceiro colocado e último integrante desta zona classificatória. Diante desta retomada da disputa do nacional, Conrado destaca os planos que possui junto ao clube polonês.

"A expectativa é boa, conseguimos ir bem na primeira parte do campeonato e agora o nosso foco tem que ser maior para dar continuidade no mesmo nível e se manter em cima da tabela. Esperamos esse ano ficar entre os três primeiros e garantir nossa vaga, esse é o objetivo", contou.

Podendo atuar tanto na lateral quanto na ponta esquerda do ataque, Conrado já realizou 20 jogos na atual temporada, marcou um gol e contribuiu com outras duas assistências. Números que demonstram a evolução do jogador desde que chegou na Polônia, como o próprio explica.


"Estou me sentindo bem, jogando bastante em duas posições, dando meu máximo para sempre ajudar a equipe. Acredito que não é fácil se adaptar ao futebol europeu, por ser mais intenso e ativo a todo o momento, foi difícil, mas evolui nesse sentido. Penso que quem consegue jogar na Europa consegue jogar em qualquer outro lugar, por conta da língua, frio e futebol sempre em alto nível", opinou.

Titular absoluto do Lechia, Conrado já possui 1362 minutos em campo na atual temporada contra um total de 1715 da última, porém, com muitos jogos ainda para serem realizados nos próximos meses.

Centroavante Guilherme Cordeiro busca alto nível no futebol polonês

Foto: divulgação

Guilherme Cordeiro defende o Sleza Wroclaw

A expressão “sou brasileiro e não desisto nunca” faz parte da filosofia de vida do centroavante Guilherme Cordeiro, de 22 anos. Jovem e transbordando saúde e força de vontade, o ex-América Mineiro atualmente vive na Polônia, onde defende o Sleza Wroclaw, time da terceira liga do país.

Único brasileiro da equipe, o centroavante conta seus dribles dentro e fora de campo para continuar caminhando rumo ao sucesso na Europa.

“O maior desafio aqui foi se adaptar ao frio, uma vez que sou carioca e acostumado com o sol bem quente, mas tudo é questão de adaptação e usar o psicológico de forma positiva e a meu favor. Agora, a saudade da família, estar longe de todos, é bem complicado, faz falta ter quem amamos ao nosso lado, ainda bem que o meu empresário, Ronnie Garcia, me dá toda a atenção e me auxilia em tudo o que preciso”, comenta.

Entre diversas dificuldades, Guilherme também fala como tem sido a comunicação, já que a língua por lá, é bem diferente. “A língua aqui é bem complicada, não é nada fácil aprender, mas como eu falo inglês, isso acaba me ajudando bastante na comunicação, gasto bastante meu inglês aqui”, conta em risos.


Como um bom centroavante, o jovem ainda diz se inspirar no Ronaldo fenômeno na arte de fazer gols.

“Atacante vive de gol, não tem jeito, graças a Deus eu tive a oportunidade de marcar quatro gols e ajudar meu time, que hoje, é líder do grupo três da competição. Me inspiro muito no Ronaldo, na posição que jogo, ele fez jus para receber esse título de fenômeno, se eu fizer 10% do que ele fez, posso me sentir realizado”, finaliza.

O Curioso do Futebol

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