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A Lusa campeã da Copa São Paulo de 2002

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Time da Lusa campeão da Copinha em 2002

No próximo dia 2 de janeiro terá início mais uma edição da tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior, que volta a ser disputada depois de não ocorrer em 2021 devido a pandemia do coronavírus. Uma das equipes que disputará a competição é a Portuguesa, que possuí dois títulos. O último deles foi conquistado em 2002, numa campanha que terminou num título dentro de sua casa, no Canindé. 

A Lusa tinha naquele ano um time que não possuía nenhum super destaque comentado antes da competição comentar. Ao longo dela, diversos nomes como Júnior Paulista, Rafinha, Keslen e Rafael Lotte se destacariam, mas a equipe não entrou na competição como favorita. Curiosamente, aquela foi uma geração perdida, num ano em que o grande destaque da base da equipe nos anos anteriores, o atacante Ricardo Oliveira, já estava no profissional.

A Lusa caiu no Grupo K, sediado no Guarujá e estreou com uma goleada de 8 a 0 pra cima do Mixto, em um jogo bem tranquilo. Depois, no jogo mais importante da chave, venceu o BOtafogo por 3 a 1 e terminou a primeira fase batendo a AD Guarujá por 4 a 0, ficando com a liderança e a classificação. A partir daí, começaria o mata-mata.

Nas oitavas, a equipe rubro-verde teve seu jogo mais complicado, quando enfrentou o Atlético Sorocaba e acabou vencendo nos pênaltis por 4 a 3 após empate por 1 a 1 no tempo normal. Nas quartas, veio o Flamengo, que acabou batido pelos rubro-verdes pelo placar mínimo. Nas semifinais, um jogão diante da Ponte Preta, que o time do Canindé venceu por 2 a 1 e se classificou a grande final, que aconteceria contra o Cruzeiro. 

Chegando a decisão de uma competição que era em São Paulo, a diretoria da Lusa foi esperta e procurou desde o início forçar uma decisão no Canindé, o que acabou acontecendo. O estádio ficou praticamente tomado pela torcida da Lusa, que recentemente vira seu time passar perto de conquistar o Brasileirão por duas vezes, em 1996 e na ótima campanha de 1998. Numa decisão nervosa, Kesley marcou o gol do título numa boa jogada individual, explodindo a torcida rubro-verde no Canindé. 


Como já dito, aquele foi o segundo título da Lusa, que completará 20 anos no dia 25 de janeiro de 2022. A conquista acaba sendo menos lembrada que a protagonizada pelo time de Dener e cia. Nos anos 1990,. mas ainda assim é uma das conquistas do time rubro-verde, que tentará repetir o feito em 2022. 

Os 42 anos do Brasileirão invicto do Internacional

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Jogadores do Inter comemoram o título de 1979

Há exatos 42 anos neste dia 23 de dezembro, completam-se 42 anos de um dos maiores feitos de toda a história do futebol brasileiro. Em 1979, o Internacional conquistou o único título do Brasileirão conquistado de forma invicta a partir do momento em que os campeonatos tiveram forma mista e não mais só mata-mata. Aquele título fechava o ciclo de uma geração de ouro do Colorado.

Títulos invictos são coisas raras em qualquer campeonato do mundo. Na Inglaterra, por exemplo, a Premier League teve só um campeão invicto, com o Arsenal, em 2004, feito que lhes valeu um troféu dourado. No Brasil, até houveram outros além do Inter, mas esses títulos ocorreram na Taça Brasil, onde era muito mais simples conquistar o título de maneira invicta já que o campeonato era de mata-mata e alguns campeões entraram nas semifinais. 

Comandado por Ênio Andrade, o Inter ainda tinha em suas linhas parte do elenco campeão em 1975, com Falcão sendo o destaque, mas contava com outros nomes, como Mário Sérgio, que permitia ao time variar entre um 4-3-3 e um 4-4-2, já que hora o calvo ficava no meio-campo e hora ocupava uma das posições no ataque, com essa variação, o Inter conseguia enganar vários adversários. Naquele Brasileirão, facilitava a missão do Inter o fato de só o Palmeiras, dos quatro grande de São Paulo, jogar a competição. 

Na primeira fase da competição, o Inter liderou um grupo com America, do Rio, Operário, do Mato Grosso do Sul, Grêmio, Santa Cruz, Atlético Paranaense, Figueirense, Coritiba, Rio Branco e Sport e se classificou na liderança com seis vitórias e um empate em nove jogos disputados, o que permitiu aos gaúchos fazerem 15 pontos, numa época onde a vitória valia dois pontos.

Na segunda fase, o Colorado caiu num grupo relativamente fácil, com Desportiva Ferroviária, Inter de Limeira, Caldense, São Paulo do Rio Grande do Sul, Anapolina, Goytacaz e outro classificado, o Atlético Paranaense, na época ainda Atlético. Passou com quatro vitórias e três empates sem muitas dificuldades. 

Na terceira etapa do campeonato, quando curiosamente teve adversários muito mais complicados, o Inter atropelou Goiás, Cruzeiro e Galo e passou com três vitórias, se classificando as semifinais, onde eliminaram o Verdão com uma vitória por 3 a 2 em São Paulo e um empate por 1 a 1 em Porto Alegre, a decisão seria contra o Vasco da Gama.

Na final, o Inter foi ao Maracanã no primeiro jogo e não tomou conhecimento do time vascaíno, vencendo por 2 a 0 e sequer dando chance a Dinamite e Cia. Na volta, no dia 23 de dezembro, no Beira- Rio lotado, o Vasco veio desesperado para cima mas cedeu espaços ao Inter, que marcou com Jair e com Falcão e abriu boa vantagem. Wilsinho até diminuiu, mas o histórico título invicto já estava na mão dos colorados.


Foram 16 vitórias e sete empates em 23 jogos, com 40 gols feitos e apenas 13 sofridos. Aquele é até hoje o último título do Brasileirão do Inter, que amargou diversos quases, o mais recente obviamente em 2020, sendo também um dos mais tristes. Desde então, só o Corinthians chegou perto do feito, com o terceiro lugar com uma derrota em 1993. Antes, o Galo havia conseguido a proeza de um vice-campeonato invicto em 1977.

O Flamengo campeão da Copa Mercosul em 1999

Por Lucas Paes
Foto: Alexandre Battibugli/Placar

Jogadores rubro-negros com a taça da Mercosul

O Flamengo recentemente voltou a rotina da busca por títulos internacionais. O rubro-negro foi vice-campeão da Libertadores de 2021, após conquistar a mesma em 2019 e ir mal no ano de 2020. Porém, o gigante carioca voltou a rota dos torneios continentais, algo que ficou muito tempo sem acontecer. Antes de 2019, o último título internacional do rubro-negro havia acontecido em 1999, quando conquistaram a Copa Mercosul, há exatos 22 anos, em 20 de dezembro daquele ano.

O Flamengo começou aquela competição em um grupo com Colo-Colo, Universidad de Chile e o Olímpia, do Paraguai. E naquela fase de classificação o rubro-negro sofreu, teve desempenho claudicante, assim como no Brasileirão, onde terminaria apenas na 12ª colocação, apesar do investimento alto no time. A classificação veio só na última rodada, quando o Mengão deslanchou e meteu 7 na Universidad de Chile, quatro gols do baixinho Romário. 

Se não tinha jogado bem na fase de grupos, no mata-mata os cariocas deslancharam. Começaram as quartas diante do Independiente, em Avellaneda e não se intimidaram com a atmosfera da torcida dos Rojos. Fábio Baiano botou o time brasileiro na frente, mas viu Calderón empatar. Um ótimo resultado, que permitiu aos flamenguistas um jogo mais tranquilo no Maraca, onde o time brasileiro fez 4 a 0 nos Rojos, gols de Leandro Machado, duas vezes, Fábio Baiano e de Romário.

Nas semifinais, o rubro-negro entrava já sem a estrela Romário, que teve o contrato rescindido após ser pego em uma noitada com várias mulheres. No primeiro jogo, porém, o rubro-negro não tomou conhecimento do Peñarol e venceu por 3 a 0 no Maracanã, com gols de Leandro Machado, Maurinho e Lê. Na volta, no Centenário, vitória uruguaia por 3 a 2 e uma imensa confusão com pancadaria após o jogo. O time brasileiro chegou a estar vencendo por 2 a 1, mas levou a virada no fim. Nada que tirasse a classificação flamenguista.

A decisão envolveu o que hoje é um dos confrontos de mais rivalidade no futebol nacional, entre Palmeiras e Flamengo. Apesar disso, o Maracanã não lotou no primeiro jogo, ou melhor, jogaço da decisão, que terminou em 4 a 3 para o rubro-negro. Juan, Caio Ribeiro, com dois gols e Reinaldo marcaram para o rubro-negro, enquanto Asprilla, Júnior Baiano e Paulo Nunes fizeram os gols do campeão da Libertadores.

Na volta, no Parque Antártica, há exatos 22 anos, outro jogaço. Arce botou o Verdão na frente de pênalti. Caio Ribeiro empatou no começo do segundo tempo, pouco depois, Rodrigo Mendes virou num golaço de longe. Arce empatou num golaço de falta e pouco depois Paulo Nunes botou o Verdão na frente de novo. No finalzinho, Lê marcou o gol do título rubro-negro numa jogadaça coletiva. O rubro-negro era campeão em pleno Parque Antártica. 

O Curioso do Futebol

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