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Ídolo do Timão, Baltazar completaria 96 anos nesta sexta

Foto: arquivo

Baltazar, o Cabecinha de Ouro

Nesta sexta-feira (14), um dos grandes nomes da história do Sport Club Corinthians Paulista, Oswaldo Silva, o Baltazar, completaria 96 anos de idade. O Cabecinha de Ouro, apelido dado pela sua habilidade em fazer gols de cabeça, entrou para história do Timão.

Nas suas primeiras competições oficiais pelo Timão, Baltazar não teve sorte. Foi vice-campeão de 1946 e 1947, conquistando sua primeira competição em 1950, quando ajudou sua equipe a ganhar o Torneio Rio-São Paulo, sendo inclusive o artilheiro daquela competição, com 9 gols.

Nessa época, já se encontrava entrosado com Cláudio. Apesar de os dois atacantes possuírem uma jogada característica (cruzamento de Cláudio pela direita e cabeçada de Baltazar), nenhuma zaga conseguia pará-los. Daquele ataque matador, surgiram as maiores glórias do Corinthians na década de 50. Em 1951 o Corinthians tinha um ataque arrasador, pois em 28 jogos marcou 103 gols e que era assim formado; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Carbone e Mário.

A fama de suas testadas, era tanta que virou até música. A marchinha “Gol de Baltazar”, composta por Alfredo Borba, em 1952, foi feita em homenagem ao craque. O refrão refletia algo corriqueiro no cotidiano dos torcedores corintianos, que dizia assim; “Gol de Baltazar, gol de Baltazar, gol de cabecinha, 1 a 0 no placar”.

Seu apelido surgiu após comparações com seu irmão, que se chamava Baltazar e também era jogador de futebol. Entretanto, diferentemente do irmão, o verdadeiro Baltazar não obteve sucesso no esporte. Em maio de 1957, foi vendido para o Juventus da Moóca, onde encerrou sua carreira no ano seguinte.


Baltazar acabou sendo o segundo jogador que mais vezes balançou a rede com a camisa corinthiana: foram 269 gols, sendo 71 de cabeça. “Nunca fui muito bom com os pés. Mas com a cabeça, nem o Pelé foi melhor do que eu”, explicou o atacante.

Baltazar foi jogador do Corinthians de 1945 a 1957 e esteve presente em 404 jogos. Além disso, conquistou títulos importantes como Rio-São Paulo (1950 e 1953) e Campeonato Paulista (1951/52 e 1954). Baltazar também jogou no Jabaquara, onde começou a carreira, e no Juventus.

Em 1944, pelo Jabaquara, o primeiro gol da carreira de Baltazar

Mateus Bezerra / FPF
Foto: reprodução


Osvaldo da Silva, o Baltazar, também conhecido como o "Cabecinha de Ouro", nasceu em Santos, no dia 14 de janeiro de 1926. Conhecido pela excelência quesito gols de cabeça, o atleta marcava seu primeiro tento como profissional, há exatos 76 anos, quando atuava pelo Jabaquara, em um jogo contra o Ypiranga.

Depois de chamar atenção pelos campos de várzea da Baixada Santista, Baltazar chegou ao Jabaquara em 1944, com apenas 18 anos, para iniciar sua carreira como profissional. Foi no clube santista que recebeu o apelido de “Baltazar”, nome de seu irmão mais velho que, por conta de um acidente de carro teve que deixar os gramados. Assim, Oswaldo aceitou ser chamado pelo nome de seu irmão, como uma forma de homenageá-lo.


Jabaquara - O Jabaquara Atlético Clube é uma das mais tradicionais agremiações esportivas de São Paulo. Localizado na cidade de Santos, foi fundado no dia 15 de novembro de 1914, por imigrantes europeus. O clube, inclusive, foi um dos membros fundadores da Federação Paulista de Futebol. Na época, o nome da agremiação era Hespanha.

No ano em que Baltazar integrou o elenco principal, foi justamente o maior da história do Jabaquara. Formou-se um elenco muito forte jogando ao lado de Leonaldo, Tom Mix, Armandinho e Bahia. Neste mesmo ano, o time fez uma excursão pelo interior paulista, disputando três partidas, vencendo todas. Os confrontos foram contra Internacional de Promissão, vencendo por 7 a 1, Bandeirantes de Birigui, 2 a 1, e Glória, de Cafelândia por 3 a 2. Em todas, Baltazar marcou gol.


O primeiro dos 331 - Atuando como meia-direita do Jabaquara, Baltazar fez sua primeira partida contra a Portuguesa, em Santos, no dia 1º de maio de 1944, em rodada válida pelo Campeonato Paulista. Os donos da casa venceram o duelo com placar mínimo, porém, o gol não foi marcado pelo futuro artilheiro.

Na partida seguinte, o jovem atleta deixaria sua marca registrada. No dia 28 de maio de 1944, em um domingo, também em jogo válido pelo Campeonato Paulista, o Ypiranga recebeu o Jabaquara. O time mandante venceu por 3 a 1, no entanto, neste dia, o 'Cabecinha de Ouro' marcou o seu primeiro gol como profissional. O goleiro do time adversário era ninguém menos que Barbosa, considerado o melhor goleiro de sua época, que também defendeu a Seleção Brasileira.


Ao todo, foram 331 gols na carreira de Baltazar. Inclusive, mesmo jogando apenas dois terços da competição estadual do ano de sua estreia no profissional, foi eleito a revelação do campeonato, fazendo sete gols, cinco deles de cabeça.

Cabecinha de Ouro - Conhecido como um dos melhores cabeceadores da história do futebol brasileiro, Baltazar se destacava por seus saltos para alcançar a bola no ar. Ele mesmo reconhecia não ser tão bom tecnicamente, porém se intitulava melhor do que Pelé, quando o assunto era cabeceio. Por conta de sua eficiência com a cabeça, surgiu o codinome “Cabecinha de Ouro”.

Baltazar atuou em apenas três clubes em toda sua carreira. Surgiu no Jabaquara, para depois chegar ao Corinthians, em 1946, onde atuou por 12 anos. No clube do Parque São Jorge, fez parte do esquadrão imortal formado ao lado de Cláudio, maior artilheiro do clube, Luizinho “Pequeno Polegar”, Carbone e Mário. Juntos, são lembrados até hoje pelo ataque que marcou 103 gols em 30 partidas, em 1951. Depois do sucesso no Alvinegro, ainda defendeu Juventus, lugar em que encerrou sua carreira, em 59.


Pelo Corinthians, Baltazar alcançou o ápice de sua trajetória. Com a camisa alvinegra levantou o tricampeonato paulista de 1951, 1952 e 1954, além do tricampeonato do Torneio Rio-São Paulo em 1950, 1953 e 1954. Com 266 gols, é o segundo maior artilheiro do clube, atrás do ex-companheiro Claudio, que anotou 305 tentos.

O 'Cabecinha de Ouro' também defendeu a Seleção Brasileira. Sua primeira competição oficial com a Amarelinha, foi a disputa da Copa do Mundo de 1950, a primeira disputada em terras tupiniquins. Na ocasião, o Brasil ficou com o vice, perdendo para o Uruguai na final, no fatídico 'Maracanaço'. Depois disso, foi convocado para as edições da Copa América de 53 e 56, e para a Copa do Mundo na Suíça, em 1954.

Baltazar, o 'Cabecinha de Ouro', no Jabaquara


O Jabaquara Atlético Clube, o Leão da Caneleira, está completando 103 anos de fundação neste 15 de novembro de 2017. Tradicionalíssimo clube da cidade de Santos e um dos membros fundadores da Federação Paulista de Futebol, o Jabuca tem uma linda história. Além disso, o clube já revelou vários grandes jogadores, sendo que dois deles foram grandes ídolos do Corinthians: o goleiro Gylmar e o então meio-campista, que no Timão virou centroavante, Baltazar, o 'Cabecinha de Ouro'.

Baltazar, batizado como Oswaldo Silva, nasceu em Santos, no dia 14 de janeiro de 1926. O menino, desde pequeno, não saía dos campinhos do Macuco, até que um dia ele foi levado para o Flor do Norte FC, time da várzea da cidade, por seu pai. Lá, ele começou a se destacar, mas como meia direita. Em 1943, por obra do destino, ele foi parar na cidade de Piracicaba, onde atuou no amador União Monte Alegre FC.

Em 1944, Oswaldo Silva voltou para Santos e foi jogar no Jabaquara, que na época tinha sede em seu bairro, o Macuco. Foi no Leão onde Oswaldo passou a ser chamado de Baltazar. O motivo foi que seu irmão mais velho, jogador do Santos FC, se chamava Baltazar. Ele sofreu um acidente, que o tirou dos gramados, e, por isso, Oswaldo aceitou ser chamado pelo nome do 'mano', como uma homenagem.

Baltazar, o terceiro em pé, pelo Jabaquara

Baltazar estreou na equipe principal do então Leão do Macuco em maio de 1944, como meia direita, e logo chamou a atenção de todos, virando o centro das atenções em seu bairro. Dois meses depois, o Jabuca enfrentou o São Paulo FC, vencendo pro 3 a 2. Baltazar marcou o gol da vitória.

Mesmo jogando apenas dois terços do Campeonato Paulista daquele ano, o atleta já era considerado a revelação da competição, tendo feito sete gols, sendo cinco de cabeça. Com isto, ele chamou a atenção dos times grandes da capital e acabou contratado pelo Corinthians.

No Timão, teve um começo tímido, mas como cabeceava com facilidade, foi deslocado para centroavante, onde virou ídolo da torcida e passou a até defender a Seleção Brasileira. Baltazar saiu do Corinthians em 1957, para defender o Juventus. Depois, ainda voltou ao Jabaquara e encerrou a carreira no União Paulista,  em 1959. O 'Cabecinha de Ouro' faleceu em 25 de março de 1997, quando morava em Praia Grande.

O Curioso do Futebol

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