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Batistuta parabeniza Messi por igualar sua marca em Copas do Mundo

Com informações da Agência Estado
Foto: Fifa.com

Arte da Fifa faz alusão a Messi e Batistuta

Gabriel Batistuta, um dos maiores atacantes da história do futebol argentino, parabenizou Lionel Messi por igualar a marca de dez gols em jogos de Copa do Mundo, ao fazer o segundo da Seleção Argentina no confronto de sexta-feira, contra a Holanda, pelas quartas de final do Mundial do Catar.

“Querido Leo, felicidades! Tive o recorde durante 20 anos e desfrutei. Agora é uma grande honra e prazer compartilhar com você. Espero de todo meu coração que possa superá-lo já na próxima partida”, disse o ex-atacante do Boca Juniors, River Plate, Fiorentina, Roma, entre outras equipes.

A Copa do Mundo tem sido especial para Messi, que também já havia passado Maradona, autor de oito gols. A expectativa é que o capitão da Argentina se isole na liderança. Para isso, precisa apenas fazer mais um gol nos dois últimos compromissos da equipe na Copa do Mundo.

Caso a Argentina não consiga uma vaga na final do Mundial – enfrentará a Croácia, na terça-feira, às 16 horas (horário de Brasília), no Lusail Stadium, pela semifinal da Copa do Mundo, estará em campo pela disputa do terceiro lugar.


Artilharia - Aos 35 anos, Messi, no entanto, dificilmente alcançará o alemão Miroslav Klose como o maior goleador em Copas. Ele tem 16 gols, à frente, por exemplo, dos brasileiros Ronaldo, com 15, e Pelé, com 12. O atacante também é o único argentino a marcar gol em quatro Copas do Mundo. O único jogador que conseguiu marcar em cinco Mundiais é o português Cristiano Ronaldo.

A passagem de Batistuta pelo River Plate

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Batistuta jogou pouco pelo River

Neste primeiro dia de fevereiro completa 51 anos um dos maiores atacantes já formados pelas bandas sul-americanos. Gabriel Batistuta, que tão intimo das redes era que ficou conhecido como Batigol, teve uma brilhante carreira em clubes e na Seleção Argentina. Ainda no começo de sua trajetória, jogou uma temporada no River Plate.

Bati começou tarde no futebol. Antes jogador de basquete, apenas começou a base no esporte bretão aos 17 anos, em interesse que se criou devido à Copa do Mundo de 1986. Começou no Newell's Old Boys e uma temporada pelos Leprosos foi suficiente para despertar atenção dos grandes clubes do país albiceleste. Acabou então acertando com o River Plate, onde chegou em 1989.

Sua chegada nos Millonarios foi promissora. Na partida que decidia a Liguilla, dando vaga na Libertadores de 1990, marcando um gol diante do San Lorenzo. Porém, apesar de Passarella ter pedido sua contratação, ele não conseguiu se firmar nos Millonarios, rapidamente perdendo espaço durante o prosseguimento da temporada.


Sem conseguir se encontrar em Nuñez, acabou deixando o clube ao fim da temporada 1989/1990. Pelos Millonarios, foram apenas 4 gols em 25 jogos, Passarella declarou na época que Batistuta precisaria de "um time que jogasse para ele" e que agradecia pelo imenso profissionalismo demonstrado pelo jovem no período em que esteve no River.

Curiosamente, acabou se transferindo para o Boca, arquirrival de seu ex-clube e onde finalmente seu futebol floresceu, rapidamente ascendendo e chamando atenção da Fiorentina. A partir daí, o resto é história, e que bela história.

50 anos de Gabriel Batistuta - Atuando no futebol argentino

Batistuta nos três times que defendeu no futebol argentino

Um dos maiores centroavantes da história do futebol mundial, Gabriel Omar Batistuta está completando 50 anos neste 1º de fevereiro. Atacante que balançava as redes com facilidade, o argentino foi um dos primeiros jogadores a receber a alcunha de gol junto a seu sobrenome (era chamado de Batigol), o que se tornou comum depois dele. Ele teve muito sucesso no futebol italiano, principalmente com as camisas da Fiorentina e Roma, mas quando atuava em seu país já chamava, e muito, a atenção.

Batistuta escolheu já muito tarde no futebol, pois só aos 17 anos deixou o basquetebol para dedicar-se à modalidade onde fez carreira como goleador. A mudança foi feita inspirada pela Copa do Mundo de 1986, vencida pela Argentina. Ele debutou no Newell's Old Boys em 1988, com 19 anos, quando o técnico Marcelo Bielsa o integrou ao elenco principal para substituir Abel Balbo, recém-vendido ao River Plate, após o Ñuls ter conseguido faturar o Campeonato Argentino na temporada de 1987/88.

Em seu primeiro semestre no time de Rosário, Batistuta chegou à final da Taça Libertadores da América. O clube chegou a vencer por 1 a 0 o jogo de ida da decisão, em casa, contra o Nacional do Uruguai, mas o título ficou com o Bolso, que ganhou por 3 a 0 a partida de volta. Na liga argentina, a equipe terminaria a temporada de 1988/89 apenas em 12º lugar.

Comemorando o título argentino em 1988

O clube seguiu entre os postulantes para a vaga na Libertadores seguinte, por meio da Liguilla Pre-Libertadores. Porém, após a eliminação do Newell's, Batistuta, que vinha fazendo gols importantes no minitorneio (incluindo dois em um 5 a 3 sobre o arquirrival Rosario Central), foi contratado pelo River Plate (que curiosamente havia vendido o mesmo Abel Balbo), pelo qual disputou a final da competição. Chegou bem, marcando o único gol na decisão contra o San Lorenzo, que deu o título e a vaga no torneio continental aos Millonarios.

O início promissor, porém, não teve continuidade. O River chegou às semifinais da Libertadores de 1990 (caindo apenas nos pênaltis) e faturou o Campeonato Argentino de 1989/90, mas sem contribuição efetiva do jovem: ele não teria espaço com o técnico Daniel Passarella e acabou saindo da equipe ao fim da temporada. Trocaria o clube pelo arquirrival Boca Juniors.

Teve poucas chances pelo River Plate

A temporada 1990/91 marcaria a introdução do sistema Apertura e Clausura no futebol argentino, dividindo o Campeonato. No Apertura, o Boca não foi bem e terminou apenas em oitavo. Seria no Clausura que Batistuta enfim começaria a demonstrar sua melhor forma, marcando cinco vezes nos três primeiros jogos. Em grande e invicta campanha, com treze vitórias e seis empates, 32 gols (vinte dos quais marcados pela dupla Batistuta e Diego Latorre) a favor e apenas seis contra, o Boca faturou a segunda metade do campeonato.

Para Batistuta, nem um pênalti perdido contra o antigo clube o atrapalhou e naquela campanha ele conseguiu suas primeiras chances na Seleção Argentina. E contra o próprio arquirrival se recuperou, tornando-se parte da equipe que iniciaria um memorável período de domínio auriazul nos Superclásicos: os dois clubes se enfrentaram duas vezes na Taça Libertadores da América, naquele semestre, e Batigol marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 na La Bombonera, após o Boca ter conseguido vencer, por 4 a 3, também no Monumental. O Boca ainda passou pelos brasileiros Corinthians e Flamengo no mata-mata, mas o sonho do título continental parou nas semifinais, contra os eventuais campeões do Colo Colo.

No Boca virou ídolo e foi para a Seleção Argentina

A convocação de Batistuta para a Seleção acabaria atrapalhando, na verdade, o próprio Boca: o campeão argentino seria determinado em uma final reunindo o vencedor do Apertura (o Newell's) e o Clausura. Batistuta (sendo substituído pelo brasileiro Gaúcho, que veio do Flamengo) não pôde participar, pois os jogos seriam disputados no período da realização da Copa América de 1991. Após vitórias por 1 a 0 para cada lado, os xeneizes perderiam o título nos pênaltis, em plena La Bombonera. Ironicamente, determinou-se que a partir da temporada seguinte os times que vencessem o Apertura e o Clausura seriam considerados campeões conjuntamente.

Batistuta não ficaria para a próxima temporada e nunca mais atuaria no futebol argentino: após a Copa América, vencida pela Argentina com ele como artilheiro, foi transferido para a Itália, contratado pela Fiorentina. Sua passagem efêmera e sem títulos oficiais não o impediria de ser considerado, todavia, como um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors.

O artilheiro ficaria incríveis 12 anos atuando no calcio, tendo defendido, além da Fiorentina, a Roma e a Internazionale. Batistuta foi encerrar a carreira em 2005, jogando pelo Al-Arabi Doha, do Catar. Nesta época, suas lesões no joelho já não o deixavam ter o mesmo desempenho de antes e, assim, ele parou de jogar sem voltar ao futebol de sua terra natal.

O Curioso do Futebol

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