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Élvis - A quarta pessoa que "calou" o Maracanã

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Élvis fez o gol do título da Copa do Brasil em 2004

Calar um estádio, na cultura do futebol, é quando algum jogador ou time visitante se atreve a vencer dentro da casa do adversário lotada e silencia a torcida local. O Maracanã, palco tradicional do futebol brasileiro, a despeito das piadas até justas em alguns momentos com a torcida do Flamengo, que joga mais lá, dificilmente é silenciado. Tradicionalmente, depois dos anos 1980, dizia-se que apenas três pessoas haviam calado o Maraca: Gigghia, Frank Sinatra e o Papa. Pois bem, o quarto a conseguir tal feito foi Élvis, meia-atacante do Santo André em 2004, que completa 44 anos neste dia 30.

Élvis teve uma carreira de andarilho no futebol, atuando principalmente em clubes do futebol brasileiro das mais diversas divisões nacionais e estaduais. Tem, como única passagem em terras estrangeiras, um curto período onde jogou no Quilmes, da Argentina, no começo dos anos 2000. O episódio mais importante de sua carreira ocorreu no Maracanã, na final da Copa do Brasil de 2004.

O Flamengo, que na época vivia um período de vacas magras, conseguiu aos trancos e barrancos chegar a decisão da Copa do Brasil daquele ano, numa época onde os times da Libertadores não jogavam a competição, o que certamente facilitou a vida rubro-negra. O mesmo vale de certa forma para o Ramalhão, que com adversários mais frágeis foi avançando e chegou a decisão contra o rubro-negro.

Naquele dia 30 de junho, o Maracanã estava completamente lotado e o rubro-negro era favorito, depois de um empate por 2 a 2 em São Paulo, no primeiro jogo. Depois de segurar a pressão no primeiro tempo, com sete minutos do segundo tempo, o Ramalhão fez 1 a 0 num lance de bola aérea que terminou numa cabeçada mortal de Sandro Gaúcho. 


O momento que marcou para sempre a carreira de Élvis e o colocou na lista de pessoas que calaram o Maraca veio aos 21 minutos da etapa final: após um cruzamento perfeito vindo do lado esquerdo vindo dos pés de Osmar, Élvis tocou de primeira para o fundo das redes rubro-negras, calou o Maraca e colocou as duas mãos andreenses na taça da Copa do Brasil. A partir dali, não só o estádio ficou em silêncio como boa parte da torcida foi embora.

Élvis chegou a ser contratado pelo Botafogo, mas não fez muito sucesso e rodou por diversos times do Brasil até se aposentar em 2014, atuando pelo CSA. O título da Copa do Brasil foi o mais importante de sua carreira dentro dos campos e ele é para muitos conhecido até hoje como a quarta pessoa a calar o Maracanã. 

A passagem de Élvis pelo argentino Quilmes

Arte: O Curioso do Futebol


Neste 30 de março, o ex-meia Élvis Gustavo Oliveira de Sá está completando 41 anos. Revelado pelo Vitória e muito conhecido por ter feito o segundo gol na vitória do Santo André sobre o Flamengo, no Maracanã, no título da Copa do Brasil de 2004, Élvis tem uma passagem, ainda no início da carreira, pelo argentino Quilmes.

Élvis, que nasceu em Maceió, começou a carreira no Vitória, onde foi alçado à equipe principal aos 18 anos. Como era um dos jovens destaques do time baiano, conhecido na época por revelar muitos jogadores de qualidade, seu passe foi ligado ao Banco Excel, que patrocinava a equipe e, na época, proporcionou várias contratações ao Leão Baiano, como Bebeto e Túlio Maravilha.

Mas o que isso tem haver com ele parar no time da cidade sede da maior cervejaria argentina? Simples: mesmo com problemas econômicos no Brasil, fazendo com que repassassem o banco, o Grupo Excel tinha participação na empresa de bebidas Quilmes, que sempre patrocinou o time da cidade e, em uma época, também as principais equipes argentinas. Com isto, como a parceria com o Vitória havia acabado, Élvis foi para a Argentina.

O meia chegou aos "cervejeiros" no meio de 2000, junto com o compatriota Paulinho, o uruguaio Alex Rodríguez e outros argentinos como Schiavi, Pagés, Pablo Corti, Clementz e Agustín Alayes, entre outros. O Quilmes estava na divisão de acesso local e buscava voltar à elite.


Apesar da qualidade, a passagem de Élvis pelo time argentino não é lembrada positivamente pelos torcedores, que sempre cobravam dele mais vontade. Ele fez 17 jogos pelo Quilmes, marcando três gols: o primeiro na vitória por 3 a 0 contra o San Miguel. O segundo para abrir o placar em uma vitória de 3 a 1 contra o Tigre. E o terceiro, certamente o mais lembrado, na derrota sofrida por 2 a 1 para o Ferro Carril.

O Quilmes foi o vice-campeão da temporada da Primera B Nacional, temporada 2000/2001, e, como o regulamento previa, teria que disputar a promoção contra o Belgrano. Aliás, o último jogo de Élvis pelos "Cervejeiros" foi, justamente, a partida de ida do duelo, onde sua equipe venceu por 1 a 0. No jogo de volta, já sem o brasileiro, o Belgrano reverteu a vantagem e evitou o acesso do Quilmes.

Após isto, Élvis voltou ao Brasil, onde foi defender o Caxias. Em 2003, chegaria ao Santo André e, no ano seguinte, marcaria um dos gols mais importantes da história do clube, em uma das maiores façanhas da história do futebol brasileiro. Em seguida, passou por Botafogo, Marília, Ituano, Remo, America do Rio, Campinense, União São João, Operário Ferroviário, Juventus, CSA, Spartax e Dimensão Capela, onde encerrou a carreira em 2018.

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