Foto: divulgação

Empresa patrocina camisa do Verdão
O Palmeiras e o Grupo Fictor iniciaram conversas para tratar de uma possível rescisão do contrato de patrocínio firmado entre as partes. A movimentação ocorre após a Fictor protocolar, no Tribunal de Justiça de São Paulo, um pedido de recuperação judicial envolvendo a Fictor Holding Financeira e a Fictor Invest.
De acordo com fontes ligadas à negociação, executivos da Fictor se reuniram com representantes do Palmeiras ao fim da semana passada. A proposta do encontro foi justamente discutir a rescisão contratual, possibilidade que passou a ganhar força diante do processo de recuperação judicial. Ainda assim, a empresa teria buscado tranquilizar a diretoria alviverde, sinalizando a intenção de cumprir integralmente as obrigações financeiras previstas em contrato.
Uma das fontes ouvidas aponta que o principal impacto imediato para o Palmeiras estaria relacionado às camisas já produzidas com a marca da patrocinadora, que tiveram custo de fabricação e podem ser retiradas de circulação caso o acordo seja encerrado. Em relação aos valores a receber, o clube passaria a figurar como credor no processo de recuperação judicial, o que pode fazer com que os pagamentos dependam de decisões da Justiça, com um prazo estimado de ao menos 60 dias.
Procurado, o Palmeiras confirmou que tomou conhecimento do pedido de recuperação judicial por meio da imprensa e informou que o caso está sob análise do Departamento Jurídico do clube para a adoção das medidas cabíveis. Uma fonte ligada ao Verdão também confirmou a realização da reunião e reiterou que a Fictor informou que seguiria cumprindo suas obrigações contratuais.
O contrato de patrocínio entre Palmeiras e Fictor foi anunciado em março de 2025. O acordo prevê o pagamento de R$ 30 milhões por temporada, com duração inicial de três anos, prorrogáveis por mais um. A marca estampa o uniforme nas costas das equipes principais masculina e feminina, além de ser patrocinadora máster e das costas das categorias de base. O vínculo inclui ainda os naming rights da Copa Sub-17 do clube, rebatizada como Copa Fictor.

No pedido de recuperação judicial, o Grupo Fictor informou compromissos que somam cerca de R$ 4 bilhões e afirmou que pretende quitar os valores sem deságio. A empresa atribui a crise a um descompasso temporário nos fluxos operacionais, provocado, segundo o grupo, pela repercussão negativa após a tentativa de aquisição do Banco Master, frustrada após decisão do Banco Central.
Além do futebol, o Grupo Fictor atua em diversos segmentos da economia, como serviços financeiros, commodities agrícolas e mercado energético. Até o momento, a empresa não se manifestou oficialmente sobre as negocções com o Palmeiras.



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