Foto: arquivo

Simplício quando defendeu o Campinense
Morreu nesta segunda-feira (2), aos 79 anos, Simplício Clemente de Souza Filho, conhecido apenas como Simplício, ex-volante que marcou época no futebol nordestino com passagens destacadas por Campinense e Ferroviário. Herói do hexacampeonato paraibano na década de 1960, ele entrou para a história da Raposa como um dos grandes nomes dos primeiros anos do clube rubro-negro.
Natural de Campina Grande, Simplício iniciou sua trajetória no futebol nos campos de várzea da cidade, atuando por uma equipe amadora formada por funcionários de um banco. O talento logo chamou a atenção do Campinense, onde passou pelo futsal e pelas categorias de base até ser promovido ao elenco principal ainda jovem. Volante de excelente posicionamento e passe apurado, ganhou notoriedade principalmente pelo potente chute com a perna direita.
A força de suas finalizações lhe rendeu o apelido de “Canhão da Barra”. Reportagens da época apontavam que seus chutes chegavam a alcançar velocidade média de 170 km/h, o que motivou comparações com Rivellino, ídolo de Fluminense e Corinthians. Pelo Campinense, fez parte de um time lendário ao lado de nomes como Dudinha, Janca, Zé Lima, Ticarlos, Galvani, Tonho Zeca, Zezinho Ibiapina, Debinha e Zé Ireno.
Depois, defendeu o Botafogo da Paraíba. Com a camisa do Alvinegro da Estrela Vermelha, intensificou sua veia artilheira e marcou 16 gols, além de conquistar o título paraibano de 1969, deixando um legado importante no clube da capital.
No Ferroviário Atlético Clube, Simplício foi um dos grandes nomes da história coral nos anos 1970. Meio-campista de extrema regularidade e alto nível técnico, destacou-se pela constância em campo e pela potência do chute em cobranças de falta, pênaltis e arremates de longa distância, eternizando o apelido de “Canhão da Barra” também entre a Nação Coral.
Seu último clube foi o Maguary do Ceará. Mesmo após encerrar a carreira como jogador, manteve forte ligação com o Ferroviário, como demonstrado em recente visita à delegação coral em João Pessoa, gesto que simbolizou o carinho, o respeito e a história construída com o clube.
As causas da morte não foram divulgadas. O corpo de Simplício será sepultado em Campina Grande. Clubes, torcedores e admiradores lamentam a perda de um atleta que deixou seu nome marcado de forma definitiva na história do futebol paraibano, cearense e nordestino.




0 comentários:
Postar um comentário