quarta-feira, 26 de junho de 2019

Leomar - O "nota 7" de Emerson Leão

Fotos: Fifa.com

Leomar marcando Djokaerff na semifinal da Copa das Confederações de 2001

A Seleção Brasileira é conhecida pelos craques e jogadores marcantes que vestiram a sua camisa, desde quando ela era branca, dos anos de ouro nos anos 50 e 60, já amarela, nos títulos dos anos 90 e início dos anos 2000 e até atualmente. Porém, alguns jogadores de qualidade duvidosa também já defenderam o time canarinho. Um deles foi o volante Leomar Leiria, que está completando 48 anos neste 26 de junho de 2019.

Nascido em Marechal Cândido Rondon, no Paraná, ele foi parar nas categorias de base do Atlético Paranaense, onde estreou profissionalmente com menos de 20 anos, em 1989. Para adquirir experiência, foi para o Iguaçu, em 1991, e voltou em seguida para o Furacão. Foi para o Sport em 1996, teve uma passagem rápida pelo Botafogo em 1999 e voltou ao Leão Pernambucano em 2000, onde começa a história dele que o levou à Seleção.

Na Copa João Havelange de 2000, o Sport era treinado por Emerson Leão. Porém, com a queda de Luxemburgo na Seleção e a recusa de Felipão (que depois aceitaria), o ex-goleiro foi convidado e aceitou a dirigir o time canarinho. Porém, até o fim daquele ano, ele dividiu as atenções da Seleção e o Leão de Recife. Aliás, o Sport fez uma boa campanha na competição, que depois seria considerada como Campeonato Brasileiro, chegando ao mata-mata.

Porém, o desempenho da Seleção Brasileira sob o comando de Leão não estava boa e o treinador resolveu radicalizar para a partida contra o Peru, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, que seria realizada no Morumbi, no dia 25 de abril de 2001: todos os jogadores convocados para o embate atuavam no futebol brasileiro e na lista estava um nome que passou a ser muito questionado: Leomar, que completaria 30 anos meses depois.

Leão defendeu fortemente a convocação do volante, que foi seu jogador no Sport. O treinador dizia que ele era um jogador que sempre levava "nota 7" nas avaliações das partidas, pois tinha atuações regulares. É claro que Leomar logo ganhou a alcunha de "jogador nota 7", ainda mais que ele foi titular na partida contra o Peru, onde o Brasil apenas empatou em 1 a 1 e via sua ida ao Mundial ficando cada vez mais arriscada.

No mês seguinte, a Seleção Brasileira iria disputar a Copa das Confederações, com jogos entre Japão e Coreia do Sul. Leão convocou uma seleção alternativa, com alguns jogadores que vinham sendo frequentemente chamados, deixou outros de fora, como Rivaldo e Romário, e chamou atletas que raramente eram convocados. Entre os 23 nomes, ele estava lá: Leomar.

O volante era titular na equipe de Leão e participou do amistoso contra o Verdy Tokyo (vitória por 2 a 0) e na estreia na competição, contra Camarões (onde o Brasil também venceu por 2 a 0). A partir do jofo contra o Canadá, com a saída Vampeta do time titular, Leomar virou o capitão da equipe. Porém, a partir desse jogo, o Brasil não ganhou de ninguém, empatando com Canadá e Japão, ambos em 0 a 0. Apesar disto, o time canarinho se classificou para as semifinais, onde enfrentaria a França.

No jogo contra os franceses, em Suwon, na Coreia do Sul, no dia 7 de junho de 2001, até que o Brasil, com Leomar de capitão, não fez uma má partida. Os 'Le Bleus' abriram o placar com Robert Pires. Ramón empatou com um belo gol de falta, mas a França, que naquele dia estava com um time superior, fez o segundo com Marcel Dessaily.

A Seleção Brasileira da Copa das Confederações

A derrota para a França fez com que o Brasil fosse disputar o terceiro lugar contra a Austrália. Leomar foi sacado do time que perdeu por 1 a 0. Voltando para o Brasil, Emerson Leão foi demitido no aeroporto, Felipão foi contratado para o lugar do ex-goleiro e o volante do Sport nunca mais foi convocado, ficando conhecido como o "jogador nota 7 que na seleção nunca recebeu mais que nota 5".

Mas os jogos pela Seleção acabaram rendendo uma transferência para Leomar, que na virada de 2001 para 2002 foi parar no Chonbuk Hyundai, da Coreia do Sul. Em 2003, voltou para o Brasil, para defender novamente o Atlético Paranaense. Ainda defendeu Náutico, Operário de Ponta Grossa e CSA, onde encerrou a carreira em 2006.

Mas a polêmica Leomar com a Seleção Brasileira não acabou em 2001. Em 8 de março de 2013, Luciano Bivar, mandatário do Sport em alguns mandatos, inclusive naquela época, atualmente deputado federal e presidente do PSL, partido do atual mandatário do executivo da República,  Jair Bolsonaro, afirmou que pagou uma comissão para Leomar ser convocado por Emerson Leão. O treinador negou veementemente e o caso ficou "por isto mesmo".

Atualmente, Leomar atua como empresário em Curitiba onde tem um centro de treinamento que revela jogadores para o futebol nacional e internacional. Mas o seu ponto mais alto na carreira envolveu muita, mas muita polêmica.
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