terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Romário no PSV Eindhoven

Foto: arquivo PSV Eindhoven

O PSV foi o clube onde Romário conquistou mais títulos em sua carreira

Romário de Souza Faria, que está completando 53 anos neste 29 de janeiro de 2019, foi um dos maiores atacantes de todos os tempos. O "Baixinho" marcou época em todos os times pelo qual passou em sua carreira e também na Seleção Brasileira. Uma destas equipes onde virou ídolo foi no PSV Eindhoven, da Holanda.

O atacante já era o grande destaque do Vasco da Gama, sendo artilheiro em várias competições e confirmou isto com suas atuações no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1988, em Seul, na Coreia do Sul. O PSV, que tinha acabado de conquistar a Copa dos Campeões da Europa, foi em busca dos destaques daquela competição: o próprio Romário e o zambiano Kalusha Bwalya.

As negociações entre PSV, Vasco e Romário foram interessantes. Até o treinador da equipe holandesa, Guus Hiddink veio participar das conversas. O clube carioca o vendeu por US$ 6 milhões, a maior transação envolvendo um time brasileiro até então e o atleta passou a receber um belo salário (cerca de US$ 1 milhão por ano, alto para a época) e várias mordomias, que ia desde um belo conjunto de equipamentos de som e imagem da Phillips (dona do clube), carro e luvas.

Estreou pelo clube em 30 de outubro de 1988 na partida PSV 3 a 0 Twente. Na sua primeira temporada no clube foi artilheiro, campeão do Campeonato Neerlandês e da Copa dos Países Baixos. Na Copa dos Campeões da UEFA, encarou pela primeira vez um futuro rival, o Real Madrid. Marca na duas partidas, mas são os espanhóis quem avançam, na prorrogação, para as semifinais. Ele perde o Mundial Interclubes, em que ele empata a partida contra os uruguaios do Nacional a quinze minutos do fim; o jogo vai para a prorrogação, com virada do PSV, que sofre o empate no último minuto do tempo extra. Ele converte a sua cobrança na decisão por pênaltis, mas o adversário vence nela por 7–6. Já na Supercopa Europeia, o título é perdido após a equipe vencer os belgas do Mechelen por apenas 1–0 em casa, após perder por 0–3 fora.

Na temporada de 1989-90, Romário é novamente artilheiro da Eredivisie e volta a ganhar a Copa nacional e torna-se ainda o primeiro brasileiro chamado para uma Copa do Mundo atuando por uma equipe dos Países Baixos — todavia, uma lesão no tornozelo ocorrida a três meses do torneio pelo próprio PSV praticamente o priva de jogar o mundial. Sem ele nas rodadas finais, o PSV perdeu o campeonato por um ponto para o Ajax, dando certa razão a uma declaração de seu principal atacante: "O PSV depende de mim. Todos sabem que a equipe não tem condições de jogar sem Romário". De fato, sua importância era tal que a diretoria o perdoou mesmo após um pequeno escândalo, em que fotos suas disputando animadas partidas de futebol de areia no Rio de Janeiro chegaram ao clube — Romário havia conseguido ser liberado pelo PSV com a desculpa de tratar o problema no tornozelo.

O Baixinho recupera-se bem da lesão e, na temporada de 1990-91, é novamente artilheiro e campeão da Eredivisie, com um sabor especial para a torcida: o PSV, até então a terceira força do futebol neerlandês iguala, em número de títulos no campeonato, o Feyenoord, ultrapassado na de 1991-92, com um bicampeonato seguido da equipe de Eindhoven. A temporada de 1992-93, em que o Feyenoord ganha e se iguala momentaneamente ao PSV, é a primeira de Romário na Holanda em que ele não fatura títulos; ainda assim, sua artilharia na Copa dos Campeões da UEFA, mesmo com o PSV caindo em último na fase de grupos, impressiona os grandes clubes da Espanha, Valência tenta contratar o jogador a pedido de Guus Hiddink que nesse momento estava como treinador do clube espanhol, porém, um holandês em especial: Johan Cruijff, que na época treinava com sucesso o Barcelona conseguiu com que a diretoria do clube contratasse o artilheiro.

O clube espanhol é convencido a comprar Romário, fazendo-o por 4,5 milhões de dólares estadunidenses. Romário despediu-se do PSV com um total de 165 gols marcados em 167 jogos. Embora sua passagem por ele geralmente seja pouco lembrada, o clube de Eindhoven foi o que Romário mais conquistou títulos oficiais.
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