quarta-feira, 14 de novembro de 2018

É chegada a hora do Santos começar a pensar em 2019

Por Lula Terras
Foto: Ivan Storti / Santos FC

Derrota para a Chapecoense fez Santos se distanciar na briga por vaga na Libertadores 2019

A derrota para a Chapecoense, nesta segunda-feira, no Pacaembu, apesar de extremamente prejudicial nesta reta final do Brasileirão, pode ser encarada de forma positiva, por um aspecto: dá margem para uma mudança radical na formação do elenco para 2019, pois é sabido que o time é mediano e o elenco muito fraco. Fica a sugestão para esses dirigentes instalados no Santos, mas não em Santos, que comecem a trabalhar neste sentido. Para ontem!

Uma das questões a ser repensada é a decisão do presidente Peres de transferir o mando de campo para São Paulo, numa clara demonstração que está cumprindo promessas de campanha com os associados da Capital. Ressalte-se que esse pessoal tanto forçou a barra para tirar os jogos da Vila Belmiro que conseguiram o objetivo, mas também não estão fazendo sua parte. O que nós vimos nesta segunda, no Pacaembu, foram pouco mais de 10 mil pagantes, números que tornariam a Vila Belmiro em um verdadeiro caldeirão para intimidar o adversário que é tão fraco, que luta para não ser rebaixado. 

Infelizmente, o presidente que teve a esperteza de transformar o julgamento de seu impeachment num mero processo eleitoral, não mostra a mesma competência na montagem e manutenção das equipes de competição. Exemplos são as categorias de base, aonde, neste ano, apenas o Sub 15 chegou às semifinais do Campeonato Paulista, quando foi eliminado pelo Palmeiras, sendo derrotado tanto jogando em casa como no campo do adversário. O Sub-17 está nas semifinais da Copa do Brasil da categoria. A equipe profissional, também nada acrescentou. A única exceção foi a nossa equipe feminina que nos trouxe o título de Campeã Paulista de 2018. 

Já há algum tempo que nossa base não tem feito bom papel em competições oficiais, em suas categorias. Estamos perdendo espaço para os três grandes da Capital e até algumas equipes interioranas tem montado equipes bem mais competitivas, que a nossa. Daí é para repensar se é mais importante montar equipes competitivas ou investir, apenas, em alguns jogadores, tidos como candidatos a craques, para serem repassados ao Exterior. Eu, particularmente não vejo o meu Santos, como uma prateleira de bons negócios. 

Esse é o quadro que vejo no Santos de hoje, que tem um presidente mais preocupado em se manter no poder, nem que para isso, seja obrigado a trocar cabeças em setores estratégicos do clube, por homens da sua confiança. Destaco até, o comentário de um torcedor que encontro sempre, no CT Rei Pelé, durante os jogos da molecada. “O Santos está mais parecendo uma nave espacial, ta cheio de alienígena mandando por aqui, alguns deles até, com passagens por equipes da Capital, ou seja, sem vínculo afetivo com a cidade e com o clube”. 

Para finalizar, fica um pedido, ou melhor, um apelo a esses dirigentes. Que, em 2019, passem a pensar no Santos, como fosse seu time de coração e monte uma equipe competitiva, esqueçam essa idéia de levar o Santos para a Capital, pois, se for nesta linha de raciocínio, outras regiões, também importantes do Estado, merecem o mesmo tratamento, afinal, todos sabemos que o Santos é do Mundo.
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