domingo, 7 de outubro de 2018

Profissionalização prematura de jovens atletas é bom para o futebol brasileiro?

Por Lula Terras

Dericky, do sub-17 do Santos, assinou seu primeiro contrato profissional
(foto: divulgação Santos FC)

A pergunta do título merece uma reflexão. Vez ou outra aqueles que gostam de acompanhar o futebol pelos órgãos de imprensa recebe a informação de negociações entre clubes formadores de atletas e empresários sobre as renovações de contratos de jovens jogadores, que tem sua formação no próprio clube, com toda a estrutura disponível, mas que, isto pouco importa, quando o assunto é dinheiro, e desse assunto, os empresários entendem e muito bem, ainda mais quando tem no bolso do colete, algumas propostas vantajosas de outros clubes para assinar com essas atletas, geralmente, a partir dos 16 anos de idade. 

Um clube que sofre muito com esta situação é o Santos FC, que tem o reconhecimento de formar, verdadeiros ídolos para o futebol brasileiro, e que levam em seu DNA, a marca de Menino da Vila. Seguindo os passos de Pita, Juary, Robinho, Diego, Neymar e Ganso, muitas das jovens promessas estão entrando no rol dos Meninos da Vila, com contratos, envolvendo boas somas de valores, onde muitos ganham. É o caso dos meninos Kayo Jorge, Ivonei, Dericky e Cadú, todos integrantes da categoria Sub 17 do Santos FC e com passagens pela Seleção Brasileira. Amparados pela atual legislação, tiveram seus contratos renovados, com grandes valores e multas altíssimas para evitar o assédio de outros clubes. 

Eu, particularmente vejo com desânimo este tipo de acerto, por entender que, apesar de importante, o dinheiro não é tudo na vida. Existe o prazer dos objetivos alcançados, o reconhecimento e o amor, pelo torcedor, nos títulos conquistados, vestindo a camisa de seu clube. 

A esperança, com a renovação do quadro político nessas eleições, é que a famigerada Bancada da Bola, no Congresso Nacional seja, totalmente modificada e seus integrantes passem a pensar numa rápida e duradoura recuperação do futebol brasileiro, no cenário internacional. Eu entendo que esta recuperação passa por uma drástica mudança na Legislação Esportiva, que garanta proteção aos clubes formadores, e também, possibilite que os clubes, tenham condições de manter, por mais tempo, as promessas no País. Enfim, muito tem que ser feito.
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