sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Angel Labruna – Uma lenda Millonaria

Por Lucas Paes

Angel Labruna é um dos grandes jogadores da história do River Plate (foto: revista El Grafico)

O River Plate é uma das maiores instituições do futebol mundial. Com uma das camisas mais pesadas do planeta, os Millonarios se orgulham de uma história gloriosa e repleta de troféus. Neste dia 20 de Outubro faz 35 anos que o clube argentino perdeu uma de suas maiores lendas: o atacante Angel Labruna, maior artilheiro da história do River, que teria completado 100 anos se estivesse vivo em 2018. 

Labruna cresceu e foi criado dentro do River Plate. Hincha que frequentava o antigo, acanhado e temido Estádio Alvear y Tagle, desde muito cedo chamou atenção nas categorias inferiores do time platense. Era fã assumido de Bernabé Ferreyra, craque do River dos anos 30. Curiosamente, o jovem, que chamava atenção pela capacidade absurda de finalização, ganhou sua chance justamente após a saída de seu ídolo. A partir daí, o resto virou história. 

O time dos anos 1940 do River Plate era um show. Como um artista de Tango que lotava os teatros argentinos, o time bailava um futebol bonito, vistoso e ofensivo no esquema idealizado por Peucelle quando ainda era jogador. Em 1941, La Banda assombrava rivais com seu futebol e o título argentino veio com direito a goleada de 5 a 1 pra cima do arquirrival Boca, a maior goleada millonaria, com gol de Labruna. Alias, El Feo, como era apelidado por um problema num dos dentes, causa até hoje tremores nas castigadas ruas de La Boca, já que é o maior carrasco que já houve no Superclássico Argentino. 

Em 1942, o River foi campeão de novo, com a linha ofensiva formada por Labruna, Munhoz, Moreno, Pedernera e Lostau sendo a marca registrada de La Maquina, como o time ficou conhecido. Gols em escala industrial, e um titulo com direito a volta olímpica dentro de La Bombonera. Em 1943, Labruna foi artilheiro, mas o Boca foi campeão, o que ocorreria de novo em 1944. Porém, Labruna continuava mortal no clássico, marcando inclusive numa goleada de 4 a 0 favorável aos donos do gigante Monumental de Nunhez. 

Aqueles anos foram absurdos para quem vestia as cores vermelhas, pretas e brancas do clube de Nunhez. Além de dar as caras nos titulos sul-americanos da espetacular Argentina, que provavelmente teria levado as Copas do Mundo de 1942 e 1946, El Feo foi artiheiro do Campeonato Argentino de 1945 (que teve outra taça indo para o River). Além disso, ainda viriam os títulos da Copa Aidao (disputa entre o campeão argentino e o uruguaio) naquele ano e em 1947. Alias, 1947 foi um ano assombroso para os torcedores millonarios, já que o título argentino veio com um ataque que marcou 90 gols em 30 jogos e tinha como destaques Labruna e um tal de Alfredo Di Stefano. Mágica pura nos campos argentinos.

Também foi treinador do River Plate

Apesar do fim da máquina do River, Labruna era grande responsável por ainda garantir títulos argentinos para o River nos anos 1950. Foram conquistas em 1952, 1953 (com Angel sendo decisivo e marcando 16 gols na competição). E o tricampeonato em 1955, 1956 e 1957. Além de gols pela Argentina (incluindo três na histórica goleada argentina para cima do Uruguai por 6 a 1). Os Xeneizies continuavam sentido seu impiedoso talento para ir as redes, já que o nome do artilheiro seguia assombrando os pesadelos dos hinchas boquenses. 

Depois de jogar a Copa de 1958, quando já aos 40 anos acabou não sendo muito útil para a Albiceleste, encerrou sua brilhante história no River em 1959. Consagrou-se como maior artilheiro da história do River e do Campeonato Argentino, além, é claro, de ser o maior artilheiro da história do Superclássico, com 16 gols em 35 jogos. Conquistas inesquecíveis de uma lenda inesquecível, que alegra até hoje as lembranças da história do River Plate e assombrará para sempre os pesadelos Xeneizies. 

Ainda foi campeão pelo River como treinador nos anos 1970 e 1980. Sendo inclusive responsável por quebrar um jejum de 18 anos sem titulo em 1975. Ainda foi campeão nos anos de 1977, 1979 e 1980. Além de um titulo nacional com o Rosário Central em 1971. Deixou este mundo em 1983, em sua casa, nos braços do lendário goleiro Fillol, saindo deste mundo para as eternas páginas da memória e levando consigo um enorme pedaço da história millonaria.
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