segunda-feira, 25 de junho de 2018

Árbitro de vídeo também erra...

Por Lula Terras

Algumas decisões utilizando o VAR ou a falta de interferência do mesmo vem causando discórdias
(foto: Getty Images.com/Fifa.com)

Se existia muita gente reticente ou até mesmo contrária ao uso do árbitro de vídeo, nas partidas de futebol, este grupo passa a contar com o meu reforço, que vejo muitas contradições durante a Copa do Mundo da Rússia. Foram erros gravíssimos, até contra seleções tradicionais, omissões inaceitáveis que as emissoras que estão cobrindo o evento mostraram durante e após os jogos realizados. 

Só para citar alguns casos, o Brasil foi uma das vítimas desta tecnologia, no primeiro jogo, quando, simplesmente foi omitida sua utilização que iria confirmar o pênalti em Gabriel de Jesus e a falta do jogador suíço no zagueiro Miranda, quando do gol de empate para os suíços. Também o pênalti desmarcado em Neymar, contra a Costa Rica, ainda vem gerando inúmeras discussões. A Dinamarca foi outra vítima, no jogo empatado em 1 a 1, contra a Austrália, sendo que o gol australiano veio através de um pênalti assinalado pelo VAR que foi bastante questionado. 

Outra polêmica aconteceu no jogo memorável entre Alemanha e Suécia, vencido de virada, pelos alemães, por 2 a 1, numa cobrança de falta perfeita, por Toni Kross, no último lance do jogo. A polêmica fica pela não marcação de um pênalti, do zagueiro da Alemanha Boateng em Marco Berg, quando o jogo ainda estava em 1 a 0 para os suecos. Se tivesse sido marcado, a história do jogo poderia ter sido outra. 

A Copa da Rússia é a primeira a contar com o VAR (Vídeo Assistant Referee, ou árbitro assistente de vídeo). A medida tomada pela FIFA visou à redução de erros de arbitragem durante os jogos. Foi criada uma central de operações em Moscou, que auxilia os árbitros em momentos difíceis das partidas, com a ajuda de fibra ótica, o local consegue receber imagens captadas durante o jogo e se comunicar com o árbitro, que fica ciente de tudo e cabe a ele, a decisão final do lance. Além do VAR, um árbitro integrante dos quadros da FIFA, que atua como chefe da equipe de vídeo, há outros três assistentes, cada um com suas tarefas individuais, tais como, acompanhar lances de impedimento e verificar o que está acontecendo, enquanto um lance é analisado pelo árbitro principal. 

Diante de tanta tecnologia, os erros citados e outros omitidos, pela limitação do espaço, deixam clara minha insatisfação, quanto ao modelo de VAR, utilizado pela FIFA, na Rússia. Certamente, no Brasil, este modelo vai conturbar ainda mais nossas competições que já são conturbadas naturalmente, daí a necessidade de repensar mais um pouco, ou encontrar outro modelo, menos controverso do que este. Em tempo, outra triste constatação nesta Copa, foi o baixo nível técnico da arbitragem no campo de jogo. Vemos então que, não é só no Brasil, não. Lamentável!
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