sexta-feira, 23 de março de 2018

Em 1964, Santos FC homenageava clubes cariocas

Com informações do setor do Santos FC

Em pé: Campo Grande (Lima), Madureira (Ismael), Flamengo (Joel Camargo),
Vasco da Gama (Olavo), América (Mengálvio) e Santos FC (Gylmar)
Agachados: Bangu (Peixinho), São Cristóvão (Rossi),
Portuguesa Carioca (Toninho Guerreiro), Olaria (Pelé) e Fluminense (Pepe)

No dia 22 de março de 1964, o Santos FC entrava em campo pelo Torneio Rio-São Paulo para enfrentar o Fluminense. Porém, o resultado da partida (1 a 0 para o Alvinegro, gol de Pepe) não foi o mais importante e sim o que o Peixe fez antes do jogo: a agremiação homenageou os clubes cariocas, com um jogador entrando com uma camisa de uma equipe diferente do Rio, devido ao apoio que o Santos teve no Maracanã nos jogos da Libertadores e do Mundial de Clubes nos anos de 1962 e 1963.

Na homenagem prestada cada jogador santista entrou em campo vestindo a camisa de um dos clubes cariocas foi pelo reconhecimento aos torcedores cariocas que apoiaram e incentivaram o time santista nos jogos decisivos dos mundiais interclubes nos anos de 1962/93. O Alvinegro era considerado como sendo “O mais carioca dos times” e o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues assim se expressou:
“Vocês querem saber a última verdade sobre o Santos? Ei-la: — é o mais carioca dos times. Só por um equívoco crasso e ignaro nasceu em Vila Belmiro. Mas a verdade é que, por índole, por vocação, por fatalidade — ele encontra, no Maracanã, uma dimensão nova e decisiva. É ali, no colosso do Derby, que o Santos mereceu as suas aclamações mais formidáveis. A multidão só falta carregá-lo no colo e passear com Pelé na bandeja, triunfalmente.
Não me venham com explicações técnicas, táticas para seus fracassos. Esse time, que para em todas as pátrias, menos na própria, estourou o limite de saturação. Qualquer viagem o aniquila. Tem que deixar de ser um pobre e errante quadro internacional. E o pior é que até Vila Belmiro soa como um exílio porque o Santos nasceu no lugar errado. Sua verdadeira casa é o Maracanã. Ah, se ele conseguisse naturalizar-se carioca — seria uma equipe imbatível e eterna.”
Os clubes cariocas homenageados pelo Alvinegro foram: Campo Grande (Lima), Madureira (Ismael), Flamengo (Joel Camargo), Vasco da Gama (Olavo), América (Mengálvio), Bangu (Peixinho), São Cristóvão (Rossi), Portuguesa carioca (Toninho Guerreiro), Olaria (Pelé) e Fluminense (Pepe). O goleiro Gylmar usou a camisa com a qual sempre jogava, a camisa do Santos Futebol Clube que é o clube fora do Rio de Janeiro que mais títulos conquistou no Maracanã.

A partida - O jogo contra o Fluminense pelo Torneio Rio-São Paulo, foi vencido pelo Peixe pelo placar de 1 a 0, com um gol do ponta-esquerda Pepe. O Santos, naquele 22 de março jogou com: Gylmar; Ismael, Orlando e Lima (Cido); Joel e Mengálvio; Peixinho, Rossi (Lima), Toninho Guerreiro, Pelé (Coutinho) e Pepe (Batista), sendo Luis Alonso Perez, o Lula, o treinador.
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