segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Lusa - calvário ou luz no fim do túnel?

Festa no Canindé foi bonita

A festa no Canindé, sábado, foi bonita. Pelo menos até antes do apito inicial da partida. Mais de 17 mil torcedores compareceram no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte para apoiar a Portuguesa no jogo mais importante do ano, que definiria o acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Porém, o resultado final foi indigesto: o Vila Nova de Goiás ganhou a partida por 2 a 1, eliminou a Lusa e conquistou o tão sonhado acesso. É claro que os torcedores da Portuguesa estavam tristes, pois era a chance de reiniciar a caminhada de volta à primeira divisão e parece que o calvário continua. Mas, deixo uma pergunta no ar: depois de tantos rebaixamentos e campanhas brigando contra o descenso, um campeonato brigando na parte de cima da tabela não pode ser uma luz no fim do túnel?

Além dos resultados ruins dentro de campo, com rebaixamentos tanto nas competições nacionais como nas estaduais, a Lusa sofre com problemas administrativos. O caso Héverton, onde o atleta foi escalado de maneira irregular e, com isso, o clube perdeu pontos e caiu para a Série B em 2013, ainda abala as estruturas do Canindé. Há acusações de que alguns dirigentes da época teriam recebido dinheiro para escalar o jogador irregular.

Mas foi o Vila Nova que comemorou o acesso

O presidente da época, Manuel da Lupa, age como se não tivesse culpa alguma no cartório. Aponta para tudo e todos e ainda pediu ao senador Romário para que inclua o caso Héverton na CPI do Futebol. Detalhe: ele está entre os acusados de receber dinheiro para armar contra a própria Portuguesa. Só o tempo dirá quem é culpado ou inocente nesta questão.

A questão administrativa vai ainda mais longe. O sucessor de Manuel da Lupa, Ilídio Lico, foi deposto por não pagar dívidas trabalhistas, além de outros problemas em sua administração. No campo, a administração de Lico só acumulou rebaixamentos e deixou a Lusa na Série C do Brasileirão e na Série A-2 do Paulista.

Que os grandes times, como o de 1996, voltem

A diretoria, atualmente, é presidida por Jorge Manuel Marques Gonçalves, que conta com o apoio da maioria dos torcedores, pelo menos é o que parece. Se o acesso em campo não veio nesta Série C, pelo menos não deixou que questões extra-campo atrapalhassem o desempenho do time no gramado.

Com tudo isso é que faço a pergunta: depois de tantos campeonatos na parte debaixo da tabela, brigando contra o rebaixamento, será que uma campanha brigando lá em cima, que quase culminou no acesso, não é uma luz no fim do túnel, mesmo que o resultado final não tenha sido o esperado?

As respostas serão dadas no ano que vem, é claro. O terceiro título da Série A-2 já seria positivo e o tão sonhado acesso à Série B do Brasileirão colocaria a Lusa nos trilhos e torcemos para que o campeão Paulista de 1935, 1936 e 1973, do Brasileirão da Série B de 2011 e vice do Nacional de 1996 volte aos dias de glória.
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