quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Nado - um nordestino pioneiro na Seleção Brasileira

Nado no Náutico

Nascido em 15 de novembro de 1938, em Recife. Desde novo jogava bola nos campos da cidade vizinha à capital pernambucana, Olinda, mas pouco se aventurou em entrar nos clubes profissionais da cidade. Em 1958, já com 20 anos, foi descoberto pelo auxiliar técnico do Náutico, Paulo Galego, batendo uma bola na praia. E foi assim que o ponta-direita foi parar no Aflitos.

Chamado carinhosamente pela torcida do Timbu de Pequeno Polegar dos Aflitos, por causa da sua baixa estatura, Nado foi ganhando espaço no elenco do Náutico, até virar titular no início dos anos 60.

Pela Seleção, o primeiro agachado

Ao lado de seu irmão, o centroavante Bita (o maior artilheiro da história do Timbu), fez parte do considerado melhor Náutico de todos os tempos, que tinha a famosa linha de ataque de quatro letras: Nado, Bita, Nino e Lala. Com esse grupo, Nado conquistou o Campeonato Pernambucano em 1960, 1963, 1964 e 1965.

Suas ótimas atuações chamaram a atenção do técnico da Seleção Brasileira, Vicente Feola, e, no início de 1966, foi convocado. Sua estreia com a camisa da canarinho foi em um empate contra o Chile, em 10 de maio. Este dia foi histórico para o futebol do Nordeste, já que o Pequeno Polegar tornou-se o primeiro jogador de um clube da região a defender a Seleção.

O grande time do Timbu da década de 60

Ainda pela Seleção Brasileira, Nado estava entre os 47 jogadores convocados na primeira lista de Vicente Feola para a Copa de 1966. O Pequeno Polegar foi cortado durante a preparação e não disputou o Mundial, um dos piores da história da Seleção Brasileira.

Depois da Copa, Nado foi para o Rio de Janeiro defender o Vasco. Em quatro anos pelo Clube de Colina, Nado continuou seu bom futebol e ainda defendeu o Brasil em mais duas oportunidades, ambas em 1968: vitória de 4 a 1 sobre a Argentina, em 7 de agosto, e empate em 2 a 2 contra a Alemanha Ocidental, em 14 de dezembro.

Fim de carreira no Ceará

Em 1970, Nado se transferiu para o Olaria, onde ficou apenas um ano. Depois, o jogador acabou casando com uma cearense, voltou para o Nordeste e foi morar no estado da esposa, onde defendeu o Fortaleza e o Ceará, clube onde encerrou a carreira em 1974.

Sua saúde se deteriorou e Nado descobriu que tinha contraído hepatite C. Em 3 de maio de 2013, foi levado para o Hospital Miguel Arraes, em Recife. Lá, teve três paradas cardíacas e faleceu. Seu corpo foi velado na sede do Timbu, na rua Rosa e Silva.
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